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CBO 2002 Família 3212 R$ 2.283 na admissão -22 postos em 12 meses 119 atividades

CBO 3212-10 — Técnico florestal

O código 3212-10 identifica a ocupação técnico florestal na CBO 2002, dentro da família 3212 — Técnicos florestais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um técnico florestal

Supervisionam, execução de atividades florestais, desde a construção de viveiros florestais e infraestrutura, produção de mudas e colheita florestal até o manejo de florestas nativas e comerciais; inventariam florestas, planejam atividades florestais; elaboram documentos técnicos. Administram unidades de conservação e de produção, atuam na preservação e conservação ambiental; fiscalizam e monitoram fauna e flora; ministram treinamentos e podem participar de pesquisas.

Descrição oficial da família 3212 — Técnicos florestais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em instituições públicas e privadas ligadas a atividades florestais, empresas de fabricação de produtos de madeira, indústrias de papel e celulose, instituições de pesquisas e desenvolvimento, reservas ecológicas e indústrias de silvicultura e exploração florestal. Técnicas avançadas de mapeamento, possibilitadas pelo sistema de posicionamento global (gps) têm facilitado e agilizado a identificação de eventos a fiscalizar, ampliando o mercado de trabalho. Trabalham a céu aberto e em ambiente fechado. São assalariados, com carteira assinada. Atuam sob condições favoráveis de trabalho. Em algumas atividades, podem estar sujeitos a ruídos e material tóxico.

Recursos de trabalho

Aeronaves (helicóptero, aviões, etc.); Aparelhos de comunicação (telefax, rádio); Coletor de dados; GPS; Hipsômetro (medição de altura de árvore); Mapas planialtimétricos; Máquinas e implementos agrícolas e florestais; Microcomputador com impressora; Trena; Veículos automotivos (carros, barcos).

Quanto ganha um técnico florestal

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60710% ganham até R$ 2.283mediana R$ 5.40010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.178

Entrada × quem já está

R$ 2.283 ao ser admitido · R$ 5.178 para quem tem vínculo ativo +126,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico florestal foi de R$ 2.283 — metade das 2.570 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.607 e os 10% de maior, acima de R$ 5.400.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.178, ou seja, 126,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.283
Por ano (12 salários)R$ 27.396
Por semanaR$ 525
Por hora (43.3h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.237 77,3%
  • Mulheres — R$ 2.524 22,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.988 74,9%
  • Mulheres — R$ 5.596 25,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.361
  • Nordeste 1.672
  • Sudeste 2.274
  • Sul 2.583
  • Centro-Oeste 2.780

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 566 +54 — R$ 2.228 —
MS 447 -60 — R$ 3.001 —
BA 362 +40 — R$ 1.662 —
MG 305 +9 — R$ 2.350 —
PR 141 -6 — R$ 2.886 —
PA 135 -1 — R$ 2.625 —
SC 106 -3 — R$ 2.188 —
RJ 82 +5 — R$ 4.016 —
ES 80 -39 — R$ 3.000 —
MT 66 +11 — R$ 3.750 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.637

Desligamentos

2.659

Saldo

-22

Rotatividade

33%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/26 (+85) saldo negativo · pior: mai/26 (-94)

Em 12 meses houve 2.637 admissões e 2.659 desligamentos de técnico florestal, o que significa que o mercado formal fechou 22 postos de trabalho no período, com rotatividade de 33% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 60,7% por dispensa sem justa causa, além de 7,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 28,8%
  • Dispensa sem justa causa 60,7%
  • Fim de contrato 7,6%

Sobre 2.659 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,9% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,3%
  • 1 a 4 empregados 4,1%
  • 5 a 9 empregados 4,9%
  • 10 a 19 empregados 5,7%
  • 20 a 49 empregados 9,1%
  • 50 a 99 empregados 8,3%
  • 100 a 249 empregados 19,4%
  • 250 a 499 empregados 27,1%
  • 500 a 999 empregados 3,5%
  • 1.000 ou mais empregados 11,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico florestal

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 11,2% das admissões 296 43.4h R$ 1.648 R$ 1.781 R$ 3.052 3% 1
Outras atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente 7490199 · 8% das admissões 210 44.1h R$ 2.181 R$ 2.333 R$ 3.340 2% 1
Fabricação de papel 1721400 · 3% das admissões 78 41.7h R$ 2.242 R$ 2.900 R$ 4.250 3% 3
Transmissão de energia elétrica 3512300 · 1,4% das admissões 38 44h — R$ 5.786 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico florestal

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.049 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

29 meses

No setor público

27,6%

Em empresa do Simples

7%

Sexo

  • Homem 75,2%
  • Mulher 24,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,8%

Sobre os 8.049 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 45,7%
  • Parda 43,9%
  • Preta 9,1%
  • Amarela 1,1%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 1,4%
  • 5º ano completo 1,3%
  • 6º ao 9º ano 3%
  • Fundamental completo 3,8%
  • Médio incompleto 3,9%
  • Médio completo 42,1%
  • Superior incompleto 3,9%
  • Superior completo 38,1%
  • Mestrado 2%
  • Doutorado 0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,6%
  • Até 5º ano incompleto 2,4%
  • 5º ano completo 1,3%
  • 6º a 9º ano 6,2%
  • Fundamental completo 6%
  • Médio incompleto 5,3%
  • Médio completo 50,7%
  • Superior incompleto 4,7%
  • Superior completo 20,1%
  • Pós-graduação 1,7%
  • Mestrado 0,9%
  • Doutorado 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,8%
  • 5 a 9 empregados 3%
  • 10 a 19 empregados 4,4%
  • 20 a 49 empregados 6,8%
  • 50 a 99 empregados 5,8%
  • 100 a 249 empregados 15,8%
  • 250 a 499 empregados 14,8%
  • 500 a 999 empregados 15,5%
  • 1.000 ou mais empregados 31,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico florestal

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

8,4

CAT no período

54

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

37 anos

Foram 54 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico florestal nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 8,4 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 88,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 11,1% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 88,9%
  • Trajeto 11,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 11,1%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) 11,1%
  • Articulação do tornozelo 9,3%
  • Pé (exceto artelhos) 9,3%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 9,3%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 13%
  • Lesão imediata 13%
  • Distensão, torção 13%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 25,9%
  • Animal vivo 13%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,1%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,6%
  • Máquina, NIC 3,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 9,3% 5.476
S90.0 — Contusão do tornozelo 2 3,7% 1.188
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2 3,7% 3.531
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 3,7% 1.358
S66.6 — Traumatismo de músculos flexores e tendões múltiplos ao nível do punho e da mão 1 1,9% 2.658
S52.7 — Fraturas múltiplas do antebraço 1 1,9% 16.067

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de engenharia) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 8,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer curso técnico florestal ou curso pós-técnico florestal, de nível médio. Trabalham em equipe multidisciplinar, sob supervisão ocasional de engenheiros florestais e afins. O pleno exercício da atividade é atingido após experiência profissional de um a dois anos na área.

Texto oficial do MTE para a família 3212.

Qual especialização paga mais na família 3212

Todas as ocupações de técnicos florestais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3212-10 Técnico florestal (esta página) R$ 2.283 R$ 5.178 8.049
3212-05 Técnico em madeira R$ 2.363 R$ 3.453 431

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3212-10.

A Supervisionar execução de atividades florestais (17)
  • •Supervisionar construção e conservação de infra-estrutura
  • •Supervisionar construção de viveiros florestais
  • •Efetuar levantamentos topográficos
  • •Supervisionar produção e expedição de mudas
  • •Fazer levantamentos de sobrevivência pós-plantio e regeneração
  • •Supervisionar aplicação de produtos químicos e orgânicos
  • •Supervisionar manutenção florestal
  • •Supervisionar proteção florestal
  • •Supervisionar collheita florestal
  • •Controlar volume de produção e estoque de produtos florestais
  • •Gerenciar beneficiamento de produtos florestais
  • •Supervisionar controle de qualidade de produção florestal
  • •Comercializar sub-produtos
  • •Gerenciar industrialização de produtos florestais
  • •Supervisionar manejo de florestas nativas e comerciais
  • •Supervisionar sucessão de florestas
  • •Supervisionar execução financeira das atividades florestais
B Inventariar florestas (6)
  • •Auxiliar na definição da metodologia de inventário
  • •Realizar inventário contínuo e de pré-corte
  • •Realizar levantamento residual, cubagem e fator de empilhamento
  • •Processar dados coletados
  • •Conferir dados coletados
  • •Fazer levantamentos fitossociológicos
C Planejar atividades florestais (12)
  • •Definir objetivos da floresta
  • •Determinar área para implantação, condução e reforma de florestas
  • •Elaborar planilha de custos para execução de projetos
  • •Planejar infra-estrutura (galpões, viveiros, vias de acesso, cercas, equipamentos e outros)
  • •Definir técnicas de preparo e conservação de solos
  • •Projetar viveiros florestais
  • •Propor práticas de uso alternativo de áreas florestais
  • •Identificar potenciais alternativos de áreas florestais (consórcios)
  • •Elaborar plano de manejo de florestas nativas e comerciais
  • •Elaborar cronograma de execução física e operacional
  • •Planejar volume de colheita de madeira
  • •Definir logística de carregamento e transporte
D Praticar extensão florestal (9)
  • •Sistematizar informações sócio-econômicas da comunidade
  • •Identificar líderes comunitários
  • •Mobilizar comunidades e lideranças
  • •Orientar sobre uso de tecnologias
  • •Demonstrar viabilidade econômica de produtos e métodos
  • •Montar unidades demonstrativas
  • •Fomentar atividades florestais
  • •Assessorar criação de cooperativas
  • •Assessorar implantação de atividades de turismo rural
E Elaborar documentos técnicos (14)
  • •Elaborar planos de cortes e manejo sustentável
  • •Emitir laudos técnicos e periciais
  • •Emitir autorização de colheita florestal e queima controlada
  • •Emitir relatórios de inventários florestais
  • •Elaborar planos de auto-suprimento
  • •Emitir relatórios de atividades operacionais
  • •Emitir documentos fiscais
  • •Atualizar cadastros em geral
  • •Providenciar renovação de documentos fiscais
  • •Emitir autos de infração ambiental
  • •Participar da elaboração de projetos, estudos e relatórios sobre preservação e conservação ambiental
  • •Fornecer dados técnicos para elaboração de contratos
  • •Elaborar projetos de paisagismo e arborização urbana e rural
  • •Elaborar desenhos técnicos
F Adminstrar unidades de conservação e de produção (5)
  • •Estabelecer diretrizes de conservação
  • •Coordenar equipe de vigilância e resgate
  • •Criar placas identificadoras e sinalizadoras
  • •Levantar suporte de turismo em áreas de conservação
  • •Recensear áreas vizinhas das unidades de conservação e produção
G Fiscalizar fauna e flora (11)
  • •Visitar áreas de intervenção ambiental
  • •Identificar áreas de intervenções ambientais
  • •Avaliar danos ambientais
  • •Identificar responsáveis por danos ambientais
  • •Realizar perícias técnicas
  • •Fiscalizar produção e comercialização de produtos e sub-produtos da flora
  • •Coibir tráfico de animais e plantas
  • •Coibir extração de espécies vegetais ameaçadas de extinção
  • •Fiscalizar caça e pesca predatórias
  • •Fiscalizar controle fito-sanitário de essências florestais
  • •Fiscalizar utilização de máquinas e equipamentos florestais
H Ministrar treinamentos na área florestal (7)
  • •Detectar necessidades de treinamento e reciclagem
  • •Organizar cronograma de treinamento
  • •Definir técnicas de treinamento
  • •Preparar material didático
  • •Ministrar aulas
  • •Registrar treinamento realizado
  • •Avaliar desempenho de treinandos
I Participar de pesquisas florestais (10)
  • •Participar na elaboração de projetos de pesquisa
  • •Selecionar matrizes de espécies florestais
  • •Instalar experimentos em geral
  • •Acompanhar experimentos em geral
  • •Coletar dados, materiais e subprodutos para subisidiar pesquisas
  • •Supervisionar banco de dados
  • •Desenvolver métodos e equipamentos
  • •Pesquisar usos alternativos de madeira
  • •Participar de publicação de resultados de pesquisas
  • •Divulgar resultados de pesquisa
J Atuar na preservação e conservação ambiental (7)
  • •Orientar sobre recuperação de ecossistemas degradados
  • •Orientar sobre criação de reserva particular de patrimônio natural
  • •Orientar sobre utilização racional de recursos naturais renováveis e conservação ambiental
  • •Orientar sobre legislação ambiental
  • •Orientar execução de projetos técnicos
  • •Analisar projetos técnicos ambientais e de impacto ambiental
  • •Ministrar palestras para comunidades, escolas e empresas
K Monitorar fauna e flora (9)
  • •Vistoriar áreas florestais
  • •Classificar biomas
  • •Quantificar biomas
  • •Monitorar áreas de revegetação, reflorestamento e regeneração
  • •Atualizar dados de cobertura florestal
  • •Monitorar espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção
  • •Monitorar ciclo reprodutivo de espécies animais
  • •Monitorar migração de espécies animais e vegetais
  • •Monitorar ordenamento pesqueiro
Y Comunicar-se (5)
  • •Adequar linguagem
  • •Demonstrar capacidade de expressão escrita
  • •Liderar
  • •Demonstrar capacidade de expressão oral
  • •Trabalhar em equipe
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar qualidade de adaptação
  • •Demonstrar coerência
  • •Demonstrar bom condicionamento físico
  • •Demonstrar senso crítico
  • •Dar provas de responsabilidade
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (8)

Administrador florestalAssistente técnico florestalAuxiliar técnico florestalEncarregado florestalTécnico ambientalTécnico de produção florestalTécnico de reflorestamentoTécnico silvicultor

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3212-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico florestal?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.283 por mês, considerando as 2.570 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.607 (10% menores) a R$ 5.400 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.178 (RAIS 2024), 126.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico florestal?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.637 admissões contra 2.659 desligamentos, saldo de -22 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico florestal?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 11,2% das admissões e mediana de R$ 1.781. A ficha de técnico florestal no Buscador NCM lista os 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico florestal?

3212-10 (família 3212 — Técnicos florestais). A CBO reconhece também os títulos: Administrador florestal, Assistente técnico florestal, Auxiliar técnico florestal, Encarregado florestal, Técnico ambiental, Técnico de produção florestal, Técnico de reflorestamento, Técnico silvicultor — todos usam o mesmo código 3212-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico florestal?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3212: O acesso a essas ocupações requer curso técnico florestal ou curso pós-técnico florestal, de nível médio. Trabalham em equipe multidisciplinar, sob supervisão ocasional de engenheiros florestais e afins. O pleno exercício da atividade é atingido após experiência profissional de um a dois anos na área.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico florestal?

A taxa é de 8,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (11,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3212-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3212-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3212-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3212:

  • •Caf Santa Bárbara Ltda.
  • •Celmar S.A.
  • •Celulose Nipo Brasileira S.A. (Cenibra)
  • •Companhia Suzano de Papel e Celulose S.A.
  • •Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
  • •Florestas Rio Doce S.A.
  • •Inpacel - Indústria de Papel Arapoti S.A.
  • •Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais
  • •Pisa Florestal S.A.
  • •Ripasa S.A. Celulose e Papel
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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