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CBO 2002 Família 3192 R$ 2.123 na admissão -20 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 3192-05 — Técnico do mobiliário

O código 3192-05 identifica a ocupação técnico do mobiliário na CBO 2002, dentro da família 3192 — Técnicos do mobiliário e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um técnico do mobiliário

Definem projetos e constroem móveis e esquadrias; selecionam materiais, insumos e acessórios; preparam, regulam e acompanham manutenção de máquinas, equipamentos e ferramentas; monitoram o processo de produção; dominam técnicas e tecnologia de máquinas e equipamentos de produção, inclusive CAD/cam, cnc e cim; efetuam atividades de medição e controle, utilizando conhecimentos sobre materiais diversos, utilizados nas diferentes etapas do processo produtivo (corte, usinagem, montagem, tratamento de superfícies e acabamento); implementam melhorias no processo e prestam assistência técnica.

Descrição oficial da família 3192 — Técnicos do mobiliário e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na fabricação móveis e esquadrias de madeira, na construção civil, em institutos e departamentos de pesquisa e desenvolvimento. São empregados com carteira assinada e se organizam em equipe, sob supervisão ocasional. Têm como local de trabalho ambientes fechados e horário diurno. Eventualmente, são expostos a materiais tóxicos, ruído intenso e pó. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3188 - Desenhistas projetistas e modelistas de produtos e serviços diversos.

Recursos de trabalho

Centro de usinagem (cnc/cim); Componentes (dobradiças, fechos, roldanas, etc.); Computador; Equipamento de fixação (martelo pneumático); Ferramentas manuais (estrela, formão, alicate); Grampeadores, parafuradeiras, pinadeiras; Instrumento de medição (paquímetro, trena, etc); Máquinas e equipamentos de produção; Materiais (madeira, mdf, hdf, chapas, etc.); Softwares (gráfico, de produção e secagem).

Quanto ganha um técnico do mobiliário

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.70710% ganham até R$ 2.123mediana R$ 4.00210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.258

Entrada × quem já está

R$ 2.123 ao ser admitido · R$ 3.258 para quem tem vínculo ativo +53,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico do mobiliário foi de R$ 2.123 — metade das 218 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.707 e os 10% de maior, acima de R$ 4.002.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.258, ou seja, 53,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.123
Por ano (12 salários)R$ 25.476
Por semanaR$ 489
Por hora (43.7h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.123 83,5%
  • Mulheres — R$ 2.119 16,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.256 82,7%
  • Mulheres — R$ 3.263 17,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.188
  • Sul 3.025

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

228

Desligamentos

248

Saldo

-20

Rotatividade

39,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+11) saldo negativo · pior: mar/26 (-11)

Em 12 meses houve 228 admissões e 248 desligamentos de técnico do mobiliário, o que significa que o mercado formal fechou 20 postos de trabalho no período, com rotatividade de 39,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 33,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,8% por dispensa sem justa causa, além de 8,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 33,5%
  • Dispensa sem justa causa 52,8%
  • Fim de contrato 8,9%

Sobre 248 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12%
  • 1 a 4 empregados 10,6%
  • 5 a 9 empregados 9,1%
  • 10 a 19 empregados 14,9%
  • 20 a 49 empregados 32,2%
  • 50 a 99 empregados 7,7%
  • 100 a 249 empregados 12,5%
  • 250 a 499 empregados 0,5%
  • 1.000 ou mais empregados 0,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico do mobiliário

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de móveis 4754701 · 20,2% das admissões 46 44.1h R$ 2.025 R$ 2.400 R$ 3.350 2% 1
Comércio atacadista de móveis e artigos de colchoaria 4649404 · 18% das admissões 41 44h R$ 2.085 R$ 2.130 R$ 2.167 3% 2
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 15,4% das admissões 35 44.2h — R$ 2.606 — 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 8,8% das admissões 20 44h — R$ 2.100 — 2% 1
Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo 4753900 · 4,4% das admissões 10 44h — R$ 1.621 — 2% —
Serviços de montagem de móveis de qualquer material 3329501 · 3,9% das admissões 9 — — — — 3% 3
Reparação de artigos do mobiliário 9529105 · 2,6% das admissões 6 — — — — 2% 3
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 2,6% das admissões 6 — — — — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico do mobiliário

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 635 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

7,2%

Em empresa do Simples

46,9%

Sexo

  • Homem 83,6%
  • Mulher 16,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 635 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 52,9%
  • Parda 41,5%
  • Preta 5,1%
  • Amarela 0,3%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 1,4%
  • 5º ano completo 0,8%
  • 6º ao 9º ano 2,4%
  • Fundamental completo 4,3%
  • Médio incompleto 5,5%
  • Médio completo 59,7%
  • Superior incompleto 5%
  • Superior completo 20,6%
  • Mestrado 0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,9%
  • 6º a 9º ano 1,8%
  • Fundamental completo 2,6%
  • Médio incompleto 4,4%
  • Médio completo 71,1%
  • Superior incompleto 8,3%
  • Superior completo 10,1%
  • Pós-graduação 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,6%
  • 5 a 9 empregados 9,1%
  • 10 a 19 empregados 19,1%
  • 20 a 49 empregados 19,4%
  • 50 a 99 empregados 9,1%
  • 100 a 249 empregados 11,5%
  • 250 a 499 empregados 2%
  • 500 a 999 empregados 0,8%
  • 1.000 ou mais empregados 22,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O ingresso nessa ocupação requer ensino técnico de nível médio em mobiliário, ou curso médio completo seguido de cursos de qualificação. O pleno desempenho das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência. É desejável que a formação profissional inclua, além da tecnologia de produção convencional, componentes de história da arte e do mobiliário, noções de geometria, desenho técnico, informática aplicada a centros de usinagem computadorizados, CAD e cim, prática no contexto da formação e estágio no contexto do trabalho.

Texto oficial do MTE para a família 3192.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3192-05.

A Projetar móveis (13)
  • •Planejar fases do desenvolvimento do projeto
  • •Analisar tendências e necessidades do mercado
  • •Elaborar croquis de móveis
  • •Definir materiais e acessórios
  • •Listar materiais e acessórios para montagem de móveis
  • •Supervisionar construção de protótipos
  • •Estimar custos do produto
  • •Elaborar desenhos de móveis para produção
  • •Empregar normas técnicas
  • •Definir etapas para produção de móveis
  • •Adequar projeto a linha de produção
  • •Desenhar esquema para montagem de móveis
  • •Desenvolver embalagens para móveis
B Selecionar materiais, insumos e acessórios (4)
  • •Pesquisar novas tecnologias e materiais
  • •Testar novas tecnologias e materiais
  • •Avaliar qualidade de materiais, acessórios e insumos
  • •Avaliar relação custo/benefício de materiais, acessórios e insumos
C Preparar máquinas, equipamentos e ferramentas (5)
  • •Ajustar gabaritos e moldes
  • •Elaborar programas para máquinas cnc
  • •Regular máquinas, equipamentos e ferramentas
  • •Solicitar manutenção de máquinas, equipamentos e ferramentas
  • •Acompanhar manutenção de máquinas, equipamentos e ferramentas
D Construir móveis e esquadrias (7)
  • •Preparar gabaritos e moldes
  • •Operar máquinas e equipamentos
  • •Confeccionar componentes de móveis e esquadrias
  • •Efetuar cálculos técnicos
  • •Executar acabamento de superfícies
  • •Montar móveis e esquadrias
  • •Fixar acessórios
E Monitorar processo de produção (11)
  • •Analisar ordem de produção
  • •Interpretar desenhos
  • •Acompanhar execução das etapas de produção
  • •Avaliar desenvolvimento da produção
  • •Aplicar ferramentas da qualidade
  • •Resolver problemas técnicos
  • •Inspecionar qualidade do produto
  • •Preencher fichas de controle
  • •Redigir relatórios técnicos
  • •Inspecionar montagens de móveis
  • •Trabalhar em conformidade com as normas de segurança
F Efetuar atividades de medição e controle (11)
  • •Controlar processo de secagem da madeira
  • •Medir umidade da madeira
  • •Controlar dimensões de móveis
  • •Realizar ensaios com tintas, vernizes, seladores e adesivos
  • •Aplicar testes de resistência no produto
  • •Interpretar laudos de análises químicas e físicas de materiais e produtos acabados
  • •Medir viscosidade, gramatura e densidade de tintas, vernizes e adesivos
  • •Medir brilho, aderência e dureza de tintas, seladores e vernizes
  • •Inspecionar embalagens, materiais e produtos
  • •Inspecionar armazenagem de materiais e insumos
  • •Monitorar transporte e armazenamento do produto acabado
G Implementar melhorias no processo (5)
  • •Distinguir falhas no processo
  • •Identificar novas tecnologias e métodos de produção
  • •Sugerir aquisição de equipamentos
  • •Adaptar leiaute
  • •Requerer capacitação de pessoal
H Prestar assitência técnica (8)
  • •Dar suporte técnico ao cliente
  • •Realizar visitas técnicas
  • •Identificar defeitos do produto
  • •Ajustar peças ou acessórios
  • •Trocar peças ou acessórios
  • •Solicitar a substituição do produto
  • •Propor melhorias no produto
  • •Participar do processo de treinamento de pessoal
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Atuar com iniciativa
  • •Demonstrar imagem positiva
  • •Aceitar mudanças
  • •Demonstrar senso de avaliação
  • •Comunicar-se de forma clara e objetiva
  • •Demonstrar liderança
  • •Atuar com eficácia
  • •Atualizar-se na profissão
  • •Participar de discussões técnicas
  • •Agir com ética profissional
  • •Trabalhar de forma organizada
  • •Tomar decisões

Sinônimos oficiais (4)

Técnico em madeira e mobiliárioTécnico em móveis e esquadriasTécnico em móveis (fabricação)Técnico moveleiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3192-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico do mobiliário?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.123 por mês, considerando as 218 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.707 (10% menores) a R$ 4.002 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.258 (RAIS 2024), 53.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico do mobiliário?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 228 admissões contra 248 desligamentos, saldo de -20 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico do mobiliário?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de móveis (CNAE 4754701), com 20,2% das admissões e mediana de R$ 2.400. A ficha de técnico do mobiliário no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico do mobiliário?

3192-05 (família 3192 — Técnicos do mobiliário e afins). A CBO reconhece também os títulos: Técnico em madeira e mobiliário, Técnico em móveis e esquadrias, Técnico em móveis (fabricação), Técnico moveleiro — todos usam o mesmo código 3192-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico do mobiliário?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3192: O ingresso nessa ocupação requer ensino técnico de nível médio em mobiliário, ou curso médio completo seguido de cursos de qualificação. O pleno desempenho das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência. É desejável que a formação profissional inclua, além da tecnologia de produção convencional, componentes de história da arte e do mobiliário, noções de geometria, desenho técnico, informática aplicada a centros de usinagem computadorizados, CAD e cim, prática no contexto da formação e estágio no contexto do trabalho.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3192-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3192-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3192-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4754701), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3192:

  • •Fábrica de Móveis Neumann Ltda.
  • •Indústria Artefama S.A.
  • •Indústria de Móveis Três Irmãos Ltda.
  • •Indústria Zipperer S.A.
  • •Kj Recursos Humanos
  • •Madeireira Seleme Ltda.
  • •Móveis James Ltda.
  • •Móveis Rudnick S.A.
  • •Móveis Serraltense Ltda.
  • •Móveis Weihermann S.A.
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional de São Paulo (Senai-SP)
  • •Sincol S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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