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CBO 2002 Família 7701 R$ 3.022 na admissão -796 postos em 12 meses 56 atividades

CBO 7701-05 — Mestre (indústria de madeira e mobiliário)

O código 7701-05 identifica a ocupação mestre (indústria de madeira e mobiliário) na CBO 2002, dentro da família 7701 — Supervisores em indústria de madeira, mobiliário e da carpintaria veicular. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um mestre (indústria de madeira e mobiliário)

Assessoram aquisição de equipamentos, materiais e serviços, coordenam diretamente equipes de trabalhadores e organizam ambiente de trabalho em indústrias da madeira, mobiliário e de carpintaria. Preparam madeiras e supervisionam produção. Controlam estoque e expedição de materiais e produtos e manutenção de máquinas, equipamentos e ferramentas. Proporcionam segurança no trabalho.

Descrição oficial da família 7701 — Supervisores em indústria de madeira, mobiliário e da carpintaria veicular, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido na fabricação de produtos de madeira, móveis e indústrias diversas. Os profissionais são assalariados com carteira assinada; trabalham em horários regulares e em regime de de rodízio de turnos. Podem ser supervisionados por técnicos ou engenheiros, ocasionalmmente. Trabalham em ambiente fechado e em algumas situações estão sujeitos à pressão de prazos, o que pode ocasionar estresse. Estão sujeitos a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Disco de serra; Empilhadeira; Fresadora; Jogo de chaves (de fenda, combinadas, Allen); Máquina e cabine de pintura (esteira); Medidor de umidade (de agulha e de contato); Paquímetro; Prensa; Serras (de fita, múltipla); Tupia.

Quanto ganha um mestre (indústria de madeira e mobiliário)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.88210% ganham até R$ 3.022mediana R$ 5.22810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.259

Entrada × quem já está

R$ 3.022 ao ser admitido · R$ 4.259 para quem tem vínculo ativo +40,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de mestre (indústria de madeira e mobiliário) foi de R$ 3.022 — metade das 1.558 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.882 e os 10% de maior, acima de R$ 5.228.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.259, ou seja, 40,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 59 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.022
Por ano (12 salários)R$ 36.264
Por semanaR$ 696
Por hora (43.9h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.023 93,6%
  • Mulheres — R$ 2.863 6,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.296 90,8%
  • Mulheres — R$ 3.911 9,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.540
  • Nordeste 2.586
  • Sudeste 3.158
  • Sul 3.253
  • Centro-Oeste 2.900

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 352 -196 — R$ 3.503 —
PR 270 -196 — R$ 3.186 —
SC 210 -184 — R$ 3.571 —
MG 171 -63 — R$ 3.025 —
RS 161 -117 — R$ 2.850 —
PA 67 -7 — R$ 2.286 —
GO 51 -3 — R$ 2.850 —
RJ 51 +12 — R$ 3.013 —
BA 41 -4 — R$ 2.575 —
MT 32 -8 — R$ 3.100 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.575

Desligamentos

2.371

Saldo

-796

Rotatividade

25,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (-14) saldo negativo · pior: dez/25 (-124)

Em 12 meses houve 1.575 admissões e 2.371 desligamentos de mestre (indústria de madeira e mobiliário), o que significa que o mercado formal fechou 796 postos de trabalho no período, com rotatividade de 25,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 23,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 69,2% por dispensa sem justa causa, além de 3,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 23,2%
  • Dispensa sem justa causa 69,2%
  • Fim de contrato 3,5%

Sobre 2.371 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,7% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 13,4%
  • 1 a 4 empregados 10,6%
  • 5 a 9 empregados 11,9%
  • 10 a 19 empregados 19,3%
  • 20 a 49 empregados 18,6%
  • 50 a 99 empregados 9,9%
  • 100 a 249 empregados 9,7%
  • 250 a 499 empregados 4,1%
  • 500 a 999 empregados 1,9%
  • 1.000 ou mais empregados 0,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre (indústria de madeira e mobiliário)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 27,8% das admissões 438 44h R$ 2.597 R$ 3.438 R$ 4.446 3% 3
Comércio varejista de móveis 4754701 · 11,3% das admissões 178 44h R$ 1.895 R$ 2.500 R$ 3.542 2% 1
Serrarias com desdobramento de madeira em bruto 1610203 · 8,5% das admissões 134 44h R$ 2.117 R$ 2.650 R$ 4.050 — 3
Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada e aglomerada 1621800 · 4,7% das admissões 74 44.2h R$ 2.508 R$ 3.163 R$ 4.875 3% 3
Fabricação de artefatos de tanoaria e de embalagens de madeira 1623400 · 3,2% das admissões 51 44h R$ 3.007 R$ 3.500 R$ 4.510 3% 3
Comércio varejista de madeira e artefatos 4744002 · 2,9% das admissões 46 44h R$ 2.583 R$ 3.100 R$ 3.850 3% 2
Fabricação de artefatos diversos de madeira, exceto móveis 1629301 · 2,8% das admissões 44 44h R$ 2.975 R$ 3.575 R$ 4.542 3% 3
Serviços de montagem de móveis de qualquer material 3329501 · 2,5% das admissões 40 44h — R$ 3.203 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre (indústria de madeira e mobiliário)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.294 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

59 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

39,5%

Sexo

  • Homem 90,7%
  • Mulher 9,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 9.294 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 67,7%
  • Parda 26,9%
  • Preta 4,6%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 2,1%
  • 5º ano completo 2,6%
  • 6º ao 9º ano 6,8%
  • Fundamental completo 11,1%
  • Médio incompleto 8,8%
  • Médio completo 57,4%
  • Superior incompleto 3,6%
  • Superior completo 7,2%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,4%
  • Até 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 1,4%
  • 6º a 9º ano 3,4%
  • Fundamental completo 6,5%
  • Médio incompleto 6,3%
  • Médio completo 65,7%
  • Superior incompleto 5,3%
  • Superior completo 9%
  • Pós-graduação 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,6%
  • 5 a 9 empregados 10%
  • 10 a 19 empregados 16,4%
  • 20 a 49 empregados 18,5%
  • 50 a 99 empregados 12,5%
  • 100 a 249 empregados 16,4%
  • 250 a 499 empregados 10,4%
  • 500 a 999 empregados 6,4%
  • 1.000 ou mais empregados 3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de mestre (indústria de madeira e mobiliário)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,4

CAT no período

161

Idade média no acidente

41 anos

Foram 161 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mestre (indústria de madeira e mobiliário) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 85,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 13,7% de trajeto (no deslocamento) e 0,6% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 85,7%
  • Trajeto 13,7%
  • Doença 0,6%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 35,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,5%
  • Pé (exceto artelhos) 6,2%
  • Membros superiores, NIC 4,3%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 4,3%

Natureza da lesão

  • Fratura 24,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 23%
  • Lesão imediata 14,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 5,6%

Agente causador

  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 18%
  • Máquina, NIC 11,8%
  • Metal - inclui liga 4,3%
  • Veículo rodoviário motorizado 4,3%
  • Plaina, tupia - máquina 4,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 19 11,8% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 15 9,3% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 7 4,3% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 2,5% 5.476
S68.2 — Amputação traumática de dois ou mais dedos somente (completa) (parcial) 3 1,9% 4.635
S00.0 — Traumatismo superficial do couro cabeludo 3 1,9% 57

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de móveis com predominância de madeira) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para atuar nessas ocupações requer-se escolaridade e formação que varia do ensino médio incompleto até o ensino técnico profissionalizante de nível médio, na área da madeira e do mobiliário. Dos supervisores que ascedem à função oriundos do chãode-fábrica, requer-se experiência de três a quatro anos na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7701.

Qual especialização paga mais na família 7701

Todas as ocupações de supervisores em indústria de madeira, mobiliário e da carpintaria veicular, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7701-05 Mestre (indústria de madeira e mobiliário) (esta página) R$ 3.022 R$ 4.259 9.294
7701-10 Mestre carpinteiro R$ 3.706 R$ 4.136 2.223

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7701-05.

A Assessorar aquisição de equipamentos, materiais e serviços (7)
  • •Identificar máquinas, equipamentos e ferramentas para execução da ordem de serviço
  • •Avaliar capacidade de produção de máquinas, equipamentos e ferramentas
  • •Especificar máquinas, equipamentos e ferramentas
  • •Consultar fornecedores de máquinas, equipamentos e ferramentas para elaboração de orçamento
  • •Analisar orçamento para aquisição de materiais e equipamentos
  • •Avaliar equipamentos, materiais e serviços
  • •Negociar prazos de entrega de materiais com fornecedores
B Coordenar equipe de trabalho (5)
  • •Analisar referenciais de candidatos
  • •Entrevistar candidatos
  • •Avaliar capacidade e desempenho profissional
  • •Compor equipes de trabalho
  • •Realizar treinamento
C Organizar ambiente de trabalho (6)
  • •Providenciar limpeza do local de trabalho
  • •Instruir equipe quanto a conservação do ambiente de trabalho
  • •Verificar condições de iluminação e ventilação do ambiente
  • •Estudar posicionamento das máquinas e equipamentos
  • •Definir locais das ferramentas e instrumentos de trabalho
  • •Disponibilizar materiais de consumo em geral
D Preparar madeiras (4)
  • •Encaminhar tábuas, lâminas, pranchas, para gradeamento e secagem
  • •Coordenar classificação de madeiras
  • •Autorizar liberação de madeiras para linha de produção
  • •Planejar aproveitamento de madeiras
E Supervisionar produção (11)
  • •Analisar ordem de serviço
  • •Requisitar matéria-prima (toras, tábuas, chapas, lâminas)
  • •Definir etapas de trabalho
  • •Negociar metas de produção
  • •Controlar volume de produção
  • •Conferir produtos conforme as especificaçôes
  • •Controlar tempo de produção
  • •Monitorar fluxo e movimentação de materiais
  • •Identificar falhas no processo de produção
  • •Monitorar pontos críticos da produção
  • •Analisar relatórios de produção
F Controlar estoque e expedição de materiais e produtos (6)
  • •Definir espaço físico para estoque de materiais e produtos
  • •Fornecer orientações para a embalagem de produtos
  • •Requisitar materiais para embalagem
  • •Conferir recebimento de materiais e insumos
  • •Verificar datas de expedição
  • •Conferir produtos para a expedição com nota fiscal
G Controlar manutenção de máquinas, equipamentos e ferramentas (4)
  • •Orientar operadores para a conservação de máquinas, equipamentos e ferramentas
  • •Definir cronograma de manutenção e lubrificação
  • •Programar afiação de ferramentas de corte
  • •Solicitar conserto de máquinas e equipamentos
H Proporcionar segurança no trabalho (6)
  • •Sinalizar local de trabalho
  • •Disponibilizar epi e epc
  • •Instruir equipes de trabalho quanto a utilização de equipamentos de segurança
  • •Inspecionar a utilização epi e epc
  • •Encaminhar trabalhadores para avaliação médica
  • •Avaliar causas de acidentes de trabalho
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Liderar equipes
  • •Comunicar-se com eficiência
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Relacionar-se com superiores e subordinados
  • •Demonstrar dinamismo

Sinônimos oficiais (5)

Encarregado de montagem de móveisEncarregado de produção (indústria de madeira e mobiliário)Encarregado de serrariaEncarregado de serviços de serras e tornosSupervisor de serraria

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7701-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre (indústria de madeira e mobiliário)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.022 por mês, considerando as 1.558 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.882 (10% menores) a R$ 5.228 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.259 (RAIS 2024), 40.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre (indústria de madeira e mobiliário)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.575 admissões contra 2.371 desligamentos, saldo de -796 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre (indústria de madeira e mobiliário)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de móveis com predominância de madeira (CNAE 3101200), com 27,8% das admissões e mediana de R$ 3.438. A ficha de mestre (indústria de madeira e mobiliário) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre (indústria de madeira e mobiliário)?

7701-05 (família 7701 — Supervisores em indústria de madeira, mobiliário e da carpintaria veicular). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de montagem de móveis, Encarregado de produção (indústria de madeira e mobiliário), Encarregado de serraria, Encarregado de serviços de serras e tornos, Supervisor de serraria — todos usam o mesmo código 7701-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre (indústria de madeira e mobiliário)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7701: Para atuar nessas ocupações requer-se escolaridade e formação que varia do ensino médio incompleto até o ensino técnico profissionalizante de nível médio, na área da madeira e do mobiliário. Dos supervisores que ascedem à função oriundos do chãode-fábrica, requer-se experiência de três a quatro anos na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mestre (indústria de madeira e mobiliário)?

A taxa é de 21,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (35,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7701-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7701-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7701-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3101200), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7701:

  • •Araumoveis Ltda.
  • •Cascol Indústria e Comércio de Madeiras Ltda.
  • •Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná
  • •Madeireira Berneck Ltda.
  • •Madeireira Tingui do Brasil Ltda.
  • •Marcia Maria Moreira e Companhia Ltda.
  • •Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São José dos Pinhais (PR)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •EPI: Equipamentos de Proteção Individual.
  • •EPR: Equipamentos de Proteção Coletiva.
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