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CBO 2002 Família 7245 R$ 2.326 na admissão -1.114 postos em 12 meses 49 atividades

CBO 7245-15 — Prensista (operador de prensa)

O código 7245-15 identifica a ocupação prensista (operador de prensa) na CBO 2002, dentro da família 7245 — Operadores de máquinas de conformação de metais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um prensista (operador de prensa)

Dobram chapas e barras metálicas. Curvam tubos, chapas e barras de metais. Conformam peças de metais por prensagem hidráulica e excêntrica. Cortam chapas de metais. Controlam a qualidade de chapas, barras e tubos de metais. Realizam manutenção de máquinas e matrizes.

Descrição oficial da família 7245 — Operadores de máquinas de conformação de metais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de metalurgia, de fabricação de produtos de metal e de fabricação de máquinas, equipamentos, aparelhos e materiais na condição de empregados com carteira assinada. Organizam-se em células de produção e trabalham com supervisão ocasional, em ambientes fechados, no período diurno. Podem permanecer em posições pouco confortáveis durante longos períodos e ficar expostos à ação de ruído intenso.

Recursos de trabalho

Calandra; Chapas; Compressor de ar; Curvadeira (máquina de curvar tubos); Escalas; Guilhotina; Matrizes; Prensa excêntrica; Prensa hidráulica; Viradeira.

Quanto ganha um prensista (operador de prensa)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80810% ganham até R$ 2.326mediana R$ 3.02110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.182

Entrada × quem já está

R$ 2.326 ao ser admitido · R$ 3.182 para quem tem vínculo ativo +36,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de prensista (operador de prensa) foi de R$ 2.326 — metade das 5.657 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.808 e os 10% de maior, acima de R$ 3.021.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.182, ou seja, 36,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 43 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.326
Por ano (12 salários)R$ 27.912
Por semanaR$ 535
Por hora (43.7h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.350 88,1%
  • Mulheres — R$ 2.247 11,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.257 90%
  • Mulheres — R$ 2.716 10%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.129
  • Nordeste 1.675
  • Sudeste 2.349
  • Sul 2.428
  • Centro-Oeste 2.006

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 3.149 -720 — R$ 2.403 —
MG 653 -30 — R$ 2.036 —
RS 578 -161 — R$ 2.608 —
PR 290 -57 — R$ 2.285 —
SC 281 -86 — R$ 2.250 —
BA 109 +20 — R$ 1.890 —
GO 94 +23 — R$ 2.015 —
CE 90 -71 — R$ 1.639 —
MT 78 +1 — R$ 2.400 —
PB 69 +29 — R$ 1.650 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

5.770

Desligamentos

6.884

Saldo

-1.114

Rotatividade

32,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+18) saldo negativo · pior: dez/25 (-261)

Em 12 meses houve 5.770 admissões e 6.884 desligamentos de prensista (operador de prensa), o que significa que o mercado formal fechou 1.114 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,2% por dispensa sem justa causa, além de 13% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 27,7%
  • Dispensa sem justa causa 54,2%
  • Fim de contrato 13%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 6.884 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,4% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,2%
  • 1 a 4 empregados 5,5%
  • 5 a 9 empregados 5,8%
  • 10 a 19 empregados 9,7%
  • 20 a 49 empregados 14,8%
  • 50 a 99 empregados 11%
  • 100 a 249 empregados 18,4%
  • 250 a 499 empregados 12,5%
  • 500 a 999 empregados 9,2%
  • 1.000 ou mais empregados 7,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata prensista (operador de prensa)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 10,3% das admissões 592 43.8h R$ 2.333 R$ 2.395 R$ 2.761 3% 3
Produção de artefatos estampados de metal 2532201 · 6,6% das admissões 382 43.9h R$ 2.129 R$ 2.289 R$ 3.081 3% 4
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,4% das admissões 312 43.7h R$ 2.421 R$ 2.514 R$ 2.859 3% 1
Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente 2219600 · 4,8% das admissões 276 43.9h R$ 2.048 R$ 2.312 R$ 2.467 3% 3
Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores 2941700 · 4,7% das admissões 274 44h R$ 2.021 R$ 2.052 R$ 2.083 3% 3
Fabricação de peças e acessórios para o sistema de freios de veículos automotores 2943300 · 3,4% das admissões 196 44h R$ 2.697 R$ 2.841 R$ 2.883 3% 3
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, municipal 4930201 · 3,1% das admissões 179 44h R$ 1.984 R$ 2.129 R$ 2.165 3% 3
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 3,1% das admissões 177 44h R$ 2.319 R$ 2.546 R$ 2.843 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como prensista (operador de prensa)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 20.916 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

43 meses

Em empresa do Simples

23,4%

Sexo

  • Homem 90,1%
  • Mulher 9,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,9%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 20.916 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 55,4%
  • Parda 34,3%
  • Preta 9,4%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,3%
  • Até o 5º ano incompleto 2,6%
  • 5º ano completo 2,6%
  • 6º ao 9º ano 5,8%
  • Fundamental completo 10,8%
  • Médio incompleto 7,3%
  • Médio completo 68,4%
  • Superior incompleto 1,1%
  • Superior completo 1,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 1,7%
  • 5º ano completo 1,5%
  • 6º a 9º ano 4,2%
  • Fundamental completo 8,5%
  • Médio incompleto 7,2%
  • Médio completo 73,6%
  • Superior incompleto 1,4%
  • Superior completo 1,4%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,8%
  • 5 a 9 empregados 5,8%
  • 10 a 19 empregados 10,3%
  • 20 a 49 empregados 15,4%
  • 50 a 99 empregados 11,5%
  • 100 a 249 empregados 16,4%
  • 250 a 499 empregados 11,7%
  • 500 a 999 empregados 13,4%
  • 1.000 ou mais empregados 11,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de prensista (operador de prensa)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

49,7

CAT no período

820

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

38 anos

Foram 820 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo prensista (operador de prensa) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 49,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 85,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 12,2% de trajeto (no deslocamento) e 2,2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 85,6%
  • Trajeto 12,2%
  • Doença 2,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 40,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,9%
  • Pé (exceto artelhos) 7,3%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 3,3%
  • Membros superiores, NIC 2,7%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 26,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 18,3%
  • Fratura 18,3%
  • Lesão imediata 12,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 6,5%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 25,2%
  • Prensa - máquina 14,4%
  • Máquina, NIC 5,9%
  • Motocicleta, motoneta 4,2%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC 4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 58 7,1% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 57 7% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 43 5,2% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 40 4,9% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 26 3,2% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 17 2,1% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 49,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7245.

Qual especialização paga mais na família 7245

Todas as ocupações de operadores de máquinas de conformação de metais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7245-10 Operador de máquina de dobrar chapas R$ 2.352 R$ 3.189 24.720
7245-15 Prensista (operador de prensa) (esta página) R$ 2.326 R$ 3.182 20.916
7245-05 Operador de máquina de cilindrar chapas R$ 2.401 R$ 2.940 2.755

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7245-15.

A Dobrar chapas e barras de metais (12)
  • •Interpretar projeto, conforme medidas
  • •Examinar ordem de serviço
  • •Conferir medidas de corte
  • •Traçar medidas das peças
  • •Acionar compressor
  • •Acionar viradeira
  • •Programar velocidade do motor
  • •Colocar matriz, conforme espessura das peças
  • •Regular máquina, conforme espessura das peças
  • •Regular gabarito da máquina
  • •Elaborar amostra das peças
  • •Conferir amostra
C Curvar chapas e barras de metais (1)
  • •Conferir medidas, conforme projeto
D Conformar peças de metais por prensagem hidráulica e excêntrica (11)
  • •Ligar prensa
  • •Programar prensa
  • •Checar nível de óleo
  • •Conferir pressão do monômetro
  • •Selecionar matriz
  • •Verificar regulagem, de acordo com a matriz
  • •Fixar matriz
  • •Regular curso do martelo
  • •Regular curso da mesa
  • •Colocar matéria-prima
  • •Acionar dispositivo (pedal e botão)
E Cortar chapas de metais (5)
  • •Elaborar plano de corte
  • •Requisitar matéria-prima
  • •Regular gabarito da guilhotina
  • •Acionar pedal da guilhotina
  • •Colocar peças no esquadro
F Controlar qualidade das chapas, barras e tubos de metais (4)
  • •Conferir peso das peças de metais
  • •Conferir medidas das peças de metais
  • •Verificar ondulações das chapas
  • •Testar resistência dos metais
G Realizar manutenção de máquinas e matrizes (7)
  • •Limpar máquinas
  • •Lubrificar máquinas
  • •Identificar defeitos
  • •Verificar desgaste das matrizes
  • •Limpar matrizes
  • •Lubrificar matrizes
  • •Requisitar manutenção preventiva (máquinas e matrizes)
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Evidenciar dinamismo
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de atenção concentrada
  • •Demonstrar interesse pelo uso de epi

Sinônimos oficiais (1)

Operador de desempenadeira (conformação de metais)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7245-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um prensista (operador de prensa)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.326 por mês, considerando as 5.657 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.808 (10% menores) a R$ 3.021 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.182 (RAIS 2024), 36.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando prensista (operador de prensa)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 5.770 admissões contra 6.884 desligamentos, saldo de -1.114 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata prensista (operador de prensa)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente (CNAE 2949299), com 10,3% das admissões e mediana de R$ 2.395. A ficha de prensista (operador de prensa) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de prensista (operador de prensa)?

7245-15 (família 7245 — Operadores de máquinas de conformação de metais). A CBO reconhece também os títulos: Operador de desempenadeira (conformação de metais) — todos usam o mesmo código 7245-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser prensista (operador de prensa)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7245: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de prensista (operador de prensa)?

A taxa é de 49,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (40,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7245-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7245-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7245-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2949299), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7245:

  • •Aluprint Metalgráfica Ltda.
  • •Asa Branca Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas Ltda.
  • •Badic Metalúrgica Ltda.
  • •Estrutural Comércio e Serviço Ltda.
  • •Indústria Eletrometalúrgica Ltda. (Elmeta)
  • •Indústrias Elétricas Elite S.A. (Inelsa)
  • •Metalmecânica Maia Ltda.
  • •Metalúrgica Caucaia Ltda. (Mecal)
  • •Metalúrgica Metal Patrícia Ltda.
  • •Ortopedia Fortaleza Ltda. (Ortofor)
  • •Simec - Sindicato da Indústrias Metal, Mecânica e Material Elétrico
  • •White Martins Gases Indústria do Nordeste Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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