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CBO 2002 Família 6201 R$ 3.027 na admissão -314 postos em 12 meses 81 atividades

CBO 6201-10 — Supervisor de exploração agropecuária

O código 6201-10 identifica a ocupação supervisor de exploração agropecuária na CBO 2002, dentro da família 6201 — Supervisores na exploração agropecuária. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um supervisor de exploração agropecuária

Supervisionam diretamente uma equipe de trabalhadores agropecuários em sua lida no campo, na alimentação, reprodução e reposição de animais e nos tratos culturais; administram mão-de-obra e treinam a equipe de trabalho; planejam atividades e controlam qualidade e produtividade agropecuária; negociam insumos, produtos e equipamentos agropecuários e realizam manutenção em equipamentos.

Descrição oficial da família 6201 — Supervisores na exploração agropecuária, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

São assalariados com registro em carteira, que trabalham em médias e grandes propriedades agropecuárias. Podem ter participação sobre o faturamento da produção. Supervisionam uma equipe de trabalhadores e ocasionalmente são supervisionados. Trabalham a céu aberto em horários diurnos e, em algumas atividades, podem se expor a materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Animais para montaria e tração; EPI; Equipamentos de comunicação; Equipamentos para irrigação; Equipamentos para montaria; Instrumentos para tratos culturais; Máquinas agrícolas e implementos; Matrizes e reprodutores; Mudas e sementes; Veículo de locomoção. 47

Quanto ganha um supervisor de exploração agropecuária

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.90810% ganham até R$ 3.027mediana R$ 5.56410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.774

Entrada × quem já está

R$ 3.027 ao ser admitido · R$ 3.774 para quem tem vínculo ativo +24,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de exploração agropecuária foi de R$ 3.027 — metade das 2.999 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.908 e os 10% de maior, acima de R$ 5.564.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.774, ou seja, 24,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 45 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.027
Por ano (12 salários)R$ 36.324
Por semanaR$ 697
Por hora (43.9h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.034 93,7%
  • Mulheres — R$ 2.830 6,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.729 93,4%
  • Mulheres — R$ 5.100 6,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.018
  • Nordeste 2.453
  • Sudeste 3.032
  • Sul 3.038
  • Centro-Oeste 3.545

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MS 412 -53 — R$ 3.319 —
MG 396 -53 — R$ 3.074 —
MT 393 -50 — R$ 3.900 —
SP 379 -82 — R$ 3.046 —
PR 222 +14 — R$ 3.367 —
RS 187 -46 — R$ 2.414 —
GO 173 -6 — R$ 3.517 —
BA 162 +10 — R$ 2.521 —
PA 154 -13 — R$ 2.863 —
ES 93 -7 — R$ 2.675 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.063

Desligamentos

3.377

Saldo

-314

Rotatividade

29,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+37) saldo negativo · pior: dez/25 (-98)

Em 12 meses houve 3.063 admissões e 3.377 desligamentos de supervisor de exploração agropecuária, o que significa que o mercado formal fechou 314 postos de trabalho no período, com rotatividade de 29,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 63% por dispensa sem justa causa, além de 8,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 25,6%
  • Dispensa sem justa causa 63%
  • Fim de contrato 8,5%

Sobre 3.377 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 30,3%
  • 1 a 4 empregados 18,2%
  • 5 a 9 empregados 11,9%
  • 10 a 19 empregados 10,4%
  • 20 a 49 empregados 11,1%
  • 50 a 99 empregados 6,7%
  • 100 a 249 empregados 4,6%
  • 250 a 499 empregados 1,4%
  • 500 a 999 empregados 2,1%
  • 1.000 ou mais empregados 3,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de exploração agropecuária

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 2,2% das admissões 66 43.7h R$ 2.439 R$ 2.487 R$ 3.218 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de exploração agropecuária

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.378 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

45 meses

No setor público

5,2%

Em empresa do Simples

3,1%

Sexo

  • Homem 93,4%
  • Mulher 6,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,8%

Sobre os 11.378 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 51,1%
  • Parda 42,4%
  • Preta 5,5%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,8%
  • Até o 5º ano incompleto 7,9%
  • 5º ano completo 7%
  • 6º ao 9º ano 11%
  • Fundamental completo 12,2%
  • Médio incompleto 6,1%
  • Médio completo 39%
  • Superior incompleto 2,2%
  • Superior completo 12,6%
  • Mestrado 0,9%
  • Doutorado 0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,6%
  • Até 5º ano incompleto 5,3%
  • 5º ano completo 3,9%
  • 6º a 9º ano 9,2%
  • Fundamental completo 8,9%
  • Médio incompleto 7,6%
  • Médio completo 51,7%
  • Superior incompleto 2,2%
  • Superior completo 10%
  • Pós-graduação 0,5%
  • Mestrado 0,1%
  • Doutorado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 26,9%
  • 5 a 9 empregados 17,3%
  • 10 a 19 empregados 14,5%
  • 20 a 49 empregados 13,3%
  • 50 a 99 empregados 8,1%
  • 100 a 249 empregados 5,7%
  • 250 a 499 empregados 2,8%
  • 500 a 999 empregados 2,4%
  • 1.000 ou mais empregados 9,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de supervisor de exploração agropecuária

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

15,8

CAT no período

143

Idade média no acidente

42 anos

Foram 143 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de exploração agropecuária nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 15,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 93% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 5,6% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 93%
  • Trajeto 5,6%
  • Doença 1,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 12,6%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) 9,1%
  • Joelho 7,7%
  • Ombro 7,7%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 7%

Natureza da lesão

  • Fratura 34,3%
  • Lesão imediata 21%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 15,4%
  • Luxação 5,6%
  • Outras lesões, NIC 5,6%

Agente causador

  • Animal vivo 37,1%
  • Motocicleta, motoneta 7,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,6%
  • Máquina agrícola 4,2%
  • Agente do acidente, NIC 3,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S42.0 — Fratura da clavícula 4 2,8% 11.388
S61 — Ferimento do punho e da mão 4 2,8% 3.531
S82.4 — Fratura do perônio [fíbula] 4 2,8% 25.350
S01 — Ferimento da cabeça 4 2,8% 69
S62.6 — Fratura de outros dedos 4 2,8% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 2,8% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de associações de defesa de direitos sociais) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 15,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços

Informalidade no setor

58,8%

Média nacional

37,5%

Conta própria

60,8%

Rendimento formal × informal

R$ 4.157 × R$ 2.095

No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, ensino fundamental. Geralmente, o aprendizado profissional advém da prática de um a dois anos na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6201.

Qual especialização paga mais na família 6201

Todas as ocupações de supervisores na exploração agropecuária, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6201-05 Supervisor de exploração agrícola R$ 2.893 R$ 4.212 32.756
6201-10 Supervisor de exploração agropecuária (esta página) R$ 3.027 R$ 3.774 11.378
6201-15 Supervisor de exploração pecuária R$ 3.234 R$ 3.531 9.062

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6201-10.

A Supervisionar trabalho no campo (16)
  • •Supervisionar alimentação do plantel
  • •Supervisionar reprodução e reposição de plantel
  • •Supervisionar desmame de animais
  • •Supervisionar uso de equipamentos
  • •Supervisionar higienização de instalações
  • •Verificar curva de nível
  • •Verificar alinhamento de plantio
  • •Verificar distribuição de sementes e mudas
  • •Verificar profundidade de plantio
  • •Supervisionar tratos culturais
  • •Avaliar produtividade do trabalho
  • •Avaliar qualidade do trabalho
  • •Controlar ponto de colheita
  • •Supervisionar transporte de produtos
  • •Supervisionar consumo de insumos e produtos
  • •Preencher diário de campo
B Administrar mão-de-obra (10)
  • •Entrevistar empregados
  • •Contratar empregados
  • •Providenciar moradia de empregados
  • •Providenciar alimentação de empregados
  • •Providenciar transporte de empregados
  • •Distribuir tarefas
  • •Controlar freqüência de empregado
  • •Definir escala de férias e folga
  • •Providenciar pagamentos de empregados
  • •Demitir empregados
C Treinar equipe de trabalho agropecuário (6)
  • •Selecionar trabalhadores para treinamento
  • •Realizar palestras e reuniões
  • •Ensinar técnicas de trabalho
  • •Preparar material de treinamento
  • •Participar de cursos de aperfeiçoamento
  • •Ensinar técnicas de segurança
D Planejar atividades (11)
  • •Elaborar cronograma de atividades
  • •Programar área de plantio
  • •Planejar higienização de instalações e equipamentos
  • •Planejar tratos culturais
  • •Programar reprodução e reposição de plantel
  • •Programar desmame de animais
  • •Programar área de colheita
  • •Planejar reposição de culturas
  • •Planejar rotatividade de culturas
  • •Planejar transporte de produtos
  • •Programar data de comercialização de produção
E Controlar qualidade e produtividade agropecuária (14)
  • •Consultar registros de produção
  • •Coletar amostra de solo para análise
  • •Controlar uso de corretivos, fertilizantes e defensivos agrícolas
  • •Controlar rodízio de pastagens
  • •Coletar amostra de água para análise
  • •Controlar irrigação do solo
  • •Controlar sanidade de animais
  • •Controlar pragas e doenças na plantação
  • •Testar produtos agropecuários
  • •Registrar dados de testes
  • •Controlar características de animais para abate
  • •Controlar transporte da produção
  • •Controlar embalagem do produto final
  • •Elaborar relatórios
F Negociar insumos, produtos e equipamentos agropecuários (10)
  • •Efetuar controle de estoques
  • •Pesquisar preços
  • •Requisitar insumos, produtos e equipamentos
  • •Negociar preços para compra e venda
  • •Comprar insumos, produtos e equipamentos
  • •Fiscalizar compras
  • •Efetuar devolução e troca de compras
  • •Vender produtos
  • •Efetuar pagamentos
  • •Prestar contas
G Realizar manutenção em equipamentos e instalações (7)
  • •Inspecionar equipamentos
  • •Identificar falhas em equipamentos
  • •Identificar falha em estruturas e instalações
  • •Acionar assistência técnica
  • •Reparar instalações
  • •Reparar equipamentos
  • •Reparar implementos agrícolas
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Administrar conflitos
  • •Demonstrar poder de decisão
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar sensibilidade com empregados
  • •Intermediar relação patrão-empregado
  • •Demonstrar criatividade na produção
  • •Demonstrar respeito ao meio-ambiente

Sinônimos oficiais (4)

Capataz da exploração agropecuáriaCapataz ruralEncarregado na agropecuáriaFiscal de propriedade agropecuária

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6201-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de exploração agropecuária?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.027 por mês, considerando as 2.999 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.908 (10% menores) a R$ 5.564 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.774 (RAIS 2024), 24.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de exploração agropecuária?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.063 admissões contra 3.377 desligamentos, saldo de -314 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de exploração agropecuária?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 2,2% das admissões e mediana de R$ 2.487. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de exploração agropecuária?

6201-10 (família 6201 — Supervisores na exploração agropecuária). A CBO reconhece também os títulos: Capataz da exploração agropecuária, Capataz rural, Encarregado na agropecuária, Fiscal de propriedade agropecuária — todos usam o mesmo código 6201-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de exploração agropecuária?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6201: O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, ensino fundamental. Geralmente, o aprendizado profissional advém da prática de um a dois anos na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de exploração agropecuária?

A taxa é de 15,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (12,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S42.0 — fratura da clavícula. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6201-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6201-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6201-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6201:

  • •Agropecuária Avaí
  • •Aviário Santo Antônio Ltda.
  • •Cerro do Tigre Agricultura e Pecuária S.A.
  • •Condomínio Vitória
  • •Estância Rodeio Colorado
  • •Fazenda Bom Sossego, Porto (Ba)
  • •Fazenda Córrego Abaeté dos Venâncios, São Gotardo (MG)
  • •Serv-sal Comércio Representação e Transportes Ltda.
  • •Sítio Dallas, Andradas (MG)
  • •Vitasul S.A.
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •Instituição Conveniada Responsável
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