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CBO 2002 Família 7821 R$ 3.132 na admissão -138 postos em 12 meses 55 atividades

CBO 7821-20 — Operador de máquina rodoferroviária

O código 7821-20 identifica a ocupação operador de máquina rodoferroviária na CBO 2002, dentro da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um operador de máquina rodoferroviária

Operam máquinas e equipamentos de elevação, ajustando comandos, acionando movimentos das máquinas. Avaliam condições de funcionamento das máquinas e equipamentos, interpretando painel de instrumentos de medição, verificando fonte de alimentação, testando comandos de acionamento. Preparam área para operação dos equipamentos e transportam pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria da construção e na fabricação de equipamentos de transportes como empregados com carteira assinada. Trabalham de forma individual e sob super-visão ocasional. O trabalho pode ser exercido em diversos ambientes (fechado, a céu aberto, confinado, em grandes alturas ou em veículos) e em todos os horários (diurno, noturno e por rodízio de turnos). Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse. 369 Também permanecem expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas e baixas temperaturas, pó, odores e intempéries.

Recursos de trabalho

Chaves (combinada, fenda, Allen, inglesa); Elevador de carga; Guindaste (fixo, móvel); Locomotiva, prasser e auto de linha; Manômetro; Martelo; Nível; Ponte rolante; Talha elétrica; Termômetro.

Quanto ganha um operador de máquina rodoferroviária

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.20810% ganham atéR$ 3.132medianaR$ 4.61510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.588

Entrada × quem já está

R$ 3.132 ao ser admitido · R$ 3.588 para quem tem vínculo ativo +14,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de máquina rodoferroviária foi de R$ 3.132 — metade das 714 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.208 e os 10% de maior, acima de R$ 4.615.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.588, ou seja, 14,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 58 meses.

Considerando a jornada média de 44.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.132
Por ano (12 salários)R$ 37.584
Por semanaR$ 721
Por hora (44.2h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.06993,7%
  • Mulheres — R$ 3.2346,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.59298,4%
  • Mulheres — R$ 3.2001,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste3.238
  • Sudeste3.156
  • Sul2.513
  • Centro-Oeste2.369

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 237 -24 R$ 4.343
ES 147 +31 R$ 2.368
SC 67 +10 R$ 2.450
BA 50 -51 R$ 3.265
SP 46 -13 R$ 2.867
MA 44 -37 R$ 2.950

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

716

Desligamentos

854

Saldo

-138

Rotatividade

30,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+49) saldo negativo · pior: nov/25 (-97)

Em 12 meses houve 716 admissões e 854 desligamentos de operador de máquina rodoferroviária, o que significa que o mercado formal fechou 138 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 20,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 70,5% por dispensa sem justa causa, além de 4,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador20,8%
  • Dispensa sem justa causa70,5%
  • Fim de contrato4,2%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 854 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro31,8%
  • 1 a 4 empregados2,8%
  • 5 a 9 empregados2,5%
  • 10 a 19 empregados3,1%
  • 20 a 49 empregados6,1%
  • 50 a 99 empregados9,4%
  • 100 a 249 empregados6,6%
  • 250 a 499 empregados3,2%
  • 500 a 999 empregados25,7%
  • 1.000 ou mais empregados8,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de máquina rodoferroviária

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 35,3% das admissões 253 44.7h R$ 3.359 R$ 4.352 R$ 4.668 3% 4
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 27,9% das admissões 200 44h R$ 2.344 R$ 2.394 R$ 2.697 3% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 6,1% das admissões 44 44h R$ 3.224 R$ 3.254 R$ 3.284 3% 4
Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 4213800 · 3,9% das admissões 28 44h R$ 2.000 3% 3
Obras de terraplenagem 4313400 · 3,6% das admissões 26 44.2h R$ 2.600 3% 3
Usinas de compostagem 3839401 · 2,5% das admissões 18 43.8h R$ 3.445 3% 3
Pintura para sinalização em pistas rodoviárias e aeroportos 4211102 · 1,7% das admissões 12 44h R$ 3.604 3% 4
Tratamento e disposição de resíduos não perigosos 3821100 · 1,5% das admissões 11 44h R$ 1.651 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de máquina rodoferroviária

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.838 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

58 meses

No setor público

35,3%

Em empresa do Simples

5%

Sexo

  • Homem98,4%
  • Mulher1,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,9h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 2.838 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca49,3%
  • Parda39,7%
  • Preta9,3%
  • Amarela1,3%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,7%
  • Até o 5º ano incompleto4,5%
  • 5º ano completo4,2%
  • 6º ao 9º ano8,6%
  • Fundamental completo12,9%
  • Médio incompleto5,8%
  • Médio completo60,9%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo1,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,6%
  • Até 5º ano incompleto1,7%
  • 5º ano completo1,7%
  • 6º a 9º ano7,7%
  • Fundamental completo10,3%
  • Médio incompleto6,4%
  • Médio completo70,1%
  • Superior completo1,4%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,8%
  • 5 a 9 empregados2%
  • 10 a 19 empregados2,1%
  • 20 a 49 empregados4,8%
  • 50 a 99 empregados4,7%
  • 100 a 249 empregados21,9%
  • 250 a 499 empregados15,1%
  • 500 a 999 empregados25%
  • 1.000 ou mais empregados22,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7821.

Qual especialização paga mais na família 7821

Todas as ocupações de operadores de máquinas e equipamentos de elevação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7821-15 Operador de guindaste móvel R$ 3.322 R$ 4.661 15.361
7821-10 Operador de guindaste (fixo) R$ 3.213 R$ 4.536 7.043
7821-35 Operador de pórtico rolante R$ 2.621 R$ 4.061 791
7821-20 Operador de máquina rodoferroviária (esta página) R$ 3.132 R$ 3.588 2.838
7821-30 Operador de ponte rolante R$ 2.515 R$ 3.348 14.811
7821-25 Operador de monta-cargas (construção civil) R$ 2.660 R$ 2.912 916
7821-05 Operador de draga R$ 2.405 R$ 2.811 3.050
7821-45 Sinaleiro (ponte-rolante) R$ 2.404 R$ 2.749 10.699
7821-40 Operador de talha elétrica R$ 2.257 R$ 2.655 594

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7821-20.

A Operar máquinas e equipamentos de elevação (11)
  • Adequar a cabine de acordo com ambiente de trabalho
  • Regular assento e encosto do banco das máquinas e equipamentos de elevação
  • Ajustar comandos e apoios das máquinas e equipamentos de elevação
  • Posicionar máquinas e equipamentos de elevação para operação
  • Travar máquinas e equipamentos de elevação
  • Acionar movimentos das máquinas, equipamentos e acessórios conforme procedimentos operacionais
  • Conferir capacidade de máquinas e equipamentos
  • Interpretar recomendações dos fabricantes para a operação de máquinas e equipamentos
  • Nivelar máquinas e equipamentos
  • Acionar acoplamento de ar da composição de vagões
  • Ajustar sucção, pressão e vazão
B Avaliar condições de funcionamento das máquinas e equipamentos de elevação (9)
  • Interpretar painel de instrumentos de medição
  • Verificar fonte de alimentação do equipamento (elétrica e combustível)
  • Testar comandos de acionamento
  • Testar deslocamento e frenagem das máquinas e equipamentos (rotação, vertical, horizontal)
  • Verificar condições e conservação de acessórios (gancho, mangueira, sinalizadores, friso de roda)
  • Inspecionar nível, alinhamento e verticalidade de cabos de aços e correias transportadoras
  • Inspecionar dispositivos de segurança
  • Vistoriar máquinas e equipamentos de elevação
  • Solicitar manutenção das máquinas e equipamentos de elevação
C Preparar área para operação de equipamentos de elevação (7)
  • Inspecionar visualmente a área de operação do equipamento no solo, ar, água e vias de acesso
  • Respeitar legislação ambiental e normas técnicas
  • Solicitar limpeza do local de trabalho
  • Solicitar isolamento da área de trabalho
  • Verificar iluminação na área de trabalho
  • Solicitar fixação do equipamento no local de trabalho (grua e elevador de pessoas e materias)
  • Interpretar programação de trabalho (os-pop-sp)
D Transportar pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação (8)
  • Examinar as condições climáticas
  • Conferir autorização de serviço
  • Definir equipamentos de transporte e movimentação conforme capacidade
  • Conferir o peso de cargas
  • Selecionar acessórios conforme o tipo de carga e descarga
  • Utilizar acessórios compatíveis com a carga (cabo, cinta)
  • Cumprir ordem de serviço
  • Movimentar pessoas e materiais através de máquinas e equipamentos de elevação
E Trabalhar com segurança (11)
  • Obedecer normas de segurança do trabalho
  • Solicitar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • Utilizar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • Identificar situações de risco
  • Sinalizar área de trabalho
  • Acionar dispositivos sonoros para a retirada de pessoas do local de trabalho
  • Interpretar sinalização de elevação e transportes de cargas
  • Respeitar sinais e comunicações de trânsito
  • Selecionar máquinas e equipamentos de acordo com as características do trabalho e ambiente
  • Realizar transporte e movimentação de cargas perigosas conforme instruções dos fabricantes
  • Realizar intervalos periódicos de descanso face aos esforços repetitivos da ocupação
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Demonstrar auto-organização
  • Manter atenção concentrada
  • Comunicar-se com eficiência
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar autocontrole
  • Evidenciar coordenação motora
  • Demonstrar responsabilidade
  • Adaptar-se a novos trabalhos e situações
  • Demonstrar autocrítica

Sinônimos oficiais (2)

Maquinista ferroviárioOperador de máquinas e equipamentos rodoferroviários

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7821-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de máquina rodoferroviária?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.132 por mês, considerando as 714 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.208 (10% menores) a R$ 4.615 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.588 (RAIS 2024), 14.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de máquina rodoferroviária?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 716 admissões contra 854 desligamentos, saldo de -138 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de máquina rodoferroviária?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 35,3% das admissões e mediana de R$ 4.352. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de máquina rodoferroviária?

7821-20 (família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação). A CBO reconhece também os títulos: Maquinista ferroviário, Operador de máquinas e equipamentos rodoferroviários — todos usam o mesmo código 7821-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de máquina rodoferroviária?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7821: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7821-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7821-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7821-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7821:

  • All América Latina Logística S.A.
  • Appa Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
  • Cimento Rio Branco S.A.
  • F. Bertoldi Incorporações e Construções Ltda.
  • Orgão Gestor de Mão-de-obra do Paraná (Ogmo-pr)
  • Prefeitura Municipal de Paranaguá (PR)
  • Terrasse Engenharia Ltda.
  • Trombini Papel E Embalagens S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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