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CBO 2002 Família 7821 R$ 2.660 na admissão -89 postos em 12 meses 10 atividades

CBO 7821-25 — Operador de monta-cargas (construção civil)

O código 7821-25 identifica a ocupação operador de monta-cargas (construção civil) na CBO 2002, dentro da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um operador de monta-cargas (construção civil)

Operam máquinas e equipamentos de elevação, ajustando comandos, acionando movimentos das máquinas. Avaliam condições de funcionamento das máquinas e equipamentos, interpretando painel de instrumentos de medição, verificando fonte de alimentação, testando comandos de acionamento. Preparam área para operação dos equipamentos e transportam pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria da construção e na fabricação de equipamentos de transportes como empregados com carteira assinada. Trabalham de forma individual e sob super-visão ocasional. O trabalho pode ser exercido em diversos ambientes (fechado, a céu aberto, confinado, em grandes alturas ou em veículos) e em todos os horários (diurno, noturno e por rodízio de turnos). Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse. 369 Também permanecem expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas e baixas temperaturas, pó, odores e intempéries.

Recursos de trabalho

Chaves (combinada, fenda, Allen, inglesa); Elevador de carga; Guindaste (fixo, móvel); Locomotiva, prasser e auto de linha; Manômetro; Martelo; Nível; Ponte rolante; Talha elétrica; Termômetro.

Quanto ganha um operador de monta-cargas (construção civil)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.94210% ganham atéR$ 2.660medianaR$ 3.39210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.912

Entrada × quem já está

R$ 2.660 ao ser admitido · R$ 2.912 para quem tem vínculo ativo +9,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de monta-cargas (construção civil) foi de R$ 2.660 — metade das 617 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.942 e os 10% de maior, acima de R$ 3.392.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.912, ou seja, 9,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 20 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.660
Por ano (12 salários)R$ 31.920
Por semanaR$ 612
Por hora (44h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.66096,8%
  • Mulheres — R$ 2.6693,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.92198,4%
  • Mulheres — R$ 2.2131,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste2.458
  • Sudeste2.661
  • Sul2.796
  • Centro-Oeste2.500

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 239 -59 R$ 2.669
MG 76 +6 R$ 1.974
RJ 62 +29 R$ 3.232
SC 37 -14 R$ 3.250
PR 35 -9 R$ 2.777
BA 30 -7 R$ 2.614

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

620

Desligamentos

709

Saldo

-89

Rotatividade

77,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+23) saldo negativo · pior: nov/25 (-39)

Em 12 meses houve 620 admissões e 709 desligamentos de operador de monta-cargas (construção civil), o que significa que o mercado formal fechou 89 postos de trabalho no período, com rotatividade de 77,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 20,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 67% por dispensa sem justa causa, além de 7,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador20,6%
  • Dispensa sem justa causa67%
  • Fim de contrato7,8%

Sobre 709 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro22,3%
  • 1 a 4 empregados5,8%
  • 5 a 9 empregados9%
  • 10 a 19 empregados14,2%
  • 20 a 49 empregados15,5%
  • 50 a 99 empregados10,3%
  • 100 a 249 empregados13,1%
  • 250 a 499 empregados2,3%
  • 500 a 999 empregados2,7%
  • 1.000 ou mais empregados4,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de monta-cargas (construção civil)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 27,6% das admissões 171 44h R$ 2.589 R$ 2.659 R$ 2.807 3% 3
Incorporação de empreendimentos imobiliários 4110700 · 16,6% das admissões 103 44h R$ 2.479 R$ 2.666 R$ 3.056 3% 1
Serviços de tratamento e revestimento em metais 2539002 · 5,6% das admissões 35 44h R$ 1.940 4
Obras de alvenaria 4399103 · 4,8% das admissões 30 43.9h R$ 2.694 3% 3
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 3,7% das admissões 23 44h R$ 3.365 3% 4
Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 7739099 · 2,9% das admissões 18 44.9h R$ 2.130 3% 1
Compra e venda de imóveis próprios 6810201 · 2,4% das admissões 15 44h R$ 2.802 3% 1
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 2,3% das admissões 14 44.9h R$ 3.296 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de monta-cargas (construção civil)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 916 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

20 meses

No setor público

4,5%

Em empresa do Simples

15%

Sexo

  • Homem98,3%
  • Mulher1,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,2%

Sobre os 916 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda55,5%
  • Branca28,7%
  • Preta14,8%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,9%
  • Até o 5º ano incompleto5,6%
  • 5º ano completo3,1%
  • 6º ao 9º ano12,8%
  • Fundamental completo13,8%
  • Médio incompleto11,8%
  • Médio completo51%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo0,3%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto2,9%
  • 5º ano completo2,7%
  • 6º a 9º ano8,7%
  • Fundamental completo10,8%
  • Médio incompleto9%
  • Médio completo65,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados5,2%
  • 5 a 9 empregados7,6%
  • 10 a 19 empregados8,2%
  • 20 a 49 empregados14,1%
  • 50 a 99 empregados16,5%
  • 100 a 249 empregados13,5%
  • 250 a 499 empregados6,2%
  • 500 a 999 empregados15,8%
  • 1.000 ou mais empregados12,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de monta-cargas (construção civil)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

43,7

CAT no período

31

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

36 anos

Foram 31 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de monta-cargas (construção civil) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 43,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 90,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 9,7% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico90,3%
  • Trajeto9,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo38,7%
  • Coxa16,1%
  • Pé (exceto artelhos)12,9%
  • Ombro6,5%
  • Punho6,5%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)25,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)19,4%
  • Fratura19,4%
  • Lesão imediata16,1%
  • Lesão imediata, NIC6,5%

Agente causador

  • Piso de veiculo - superfície utilizada para sustentar pessoas9,7%
  • Faca9,7%
  • Metal - inclui liga9,7%
  • Serra - máquina6,5%
  • Produto animal, NIC6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 19,4% 3.531
S70.1 — Contusão da coxa 3 9,7% 162
S70.1NU — Traumatismo superficial do quadril e da coxa 2 6,5% 162
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 6,5% 24.580
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 6,5% 24.580
S70 — Traumatismo superficial do quadril e da coxa 1 3,2% 162

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de edifícios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 43,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7821.

Qual especialização paga mais na família 7821

Todas as ocupações de operadores de máquinas e equipamentos de elevação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7821-15 Operador de guindaste móvel R$ 3.322 R$ 4.661 15.361
7821-10 Operador de guindaste (fixo) R$ 3.213 R$ 4.536 7.043
7821-35 Operador de pórtico rolante R$ 2.621 R$ 4.061 791
7821-20 Operador de máquina rodoferroviária R$ 3.132 R$ 3.588 2.838
7821-30 Operador de ponte rolante R$ 2.515 R$ 3.348 14.811
7821-25 Operador de monta-cargas (construção civil) (esta página) R$ 2.660 R$ 2.912 916
7821-05 Operador de draga R$ 2.405 R$ 2.811 3.050
7821-45 Sinaleiro (ponte-rolante) R$ 2.404 R$ 2.749 10.699
7821-40 Operador de talha elétrica R$ 2.257 R$ 2.655 594

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7821-25.

D Transportar pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação (1)
  • Movimentar pessoas e materiais através de máquinas e equipamentos de elevação
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Demonstrar auto-organização
  • Manter atenção concentrada
  • Comunicar-se com eficiência
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar autocontrole
  • Evidenciar coordenação motora
  • Demonstrar responsabilidade
  • Adaptar-se a novos trabalhos e situações
  • Demonstrar autocrítica

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de monta-cargas (construção civil)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.660 por mês, considerando as 617 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.942 (10% menores) a R$ 3.392 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.912 (RAIS 2024), 9.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de monta-cargas (construção civil)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 620 admissões contra 709 desligamentos, saldo de -89 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de monta-cargas (construção civil)?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 27,6% das admissões e mediana de R$ 2.659. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de monta-cargas (construção civil)?

7821-25 (família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de monta-cargas (construção civil)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7821: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de monta-cargas (construção civil)?

A taxa é de 43,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (38,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7821-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7821-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7821-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7821:

  • All América Latina Logística S.A.
  • Appa Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
  • Cimento Rio Branco S.A.
  • F. Bertoldi Incorporações e Construções Ltda.
  • Orgão Gestor de Mão-de-obra do Paraná (Ogmo-pr)
  • Prefeitura Municipal de Paranaguá (PR)
  • Terrasse Engenharia Ltda.
  • Trombini Papel E Embalagens S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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