NCM Buscador
CBO 2002 Família 7821 R$ 2.515 na admissão -917 postos em 12 meses 49 atividades

CBO 7821-30 — Operador de ponte rolante

O código 7821-30 identifica a ocupação operador de ponte rolante na CBO 2002, dentro da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um operador de ponte rolante

Operam máquinas e equipamentos de elevação, ajustando comandos, acionando movimentos das máquinas. Avaliam condições de funcionamento das máquinas e equipamentos, interpretando painel de instrumentos de medição, verificando fonte de alimentação, testando comandos de acionamento. Preparam área para operação dos equipamentos e transportam pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria da construção e na fabricação de equipamentos de transportes como empregados com carteira assinada. Trabalham de forma individual e sob super-visão ocasional. O trabalho pode ser exercido em diversos ambientes (fechado, a céu aberto, confinado, em grandes alturas ou em veículos) e em todos os horários (diurno, noturno e por rodízio de turnos). Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse. 369 Também permanecem expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas e baixas temperaturas, pó, odores e intempéries.

Recursos de trabalho

Chaves (combinada, fenda, Allen, inglesa); Elevador de carga; Guindaste (fixo, móvel); Locomotiva, prasser e auto de linha; Manômetro; Martelo; Nível; Ponte rolante; Talha elétrica; Termômetro.

Quanto ganha um operador de ponte rolante

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.87510% ganham atéR$ 2.515medianaR$ 3.46510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.348

Entrada × quem já está

R$ 2.515 ao ser admitido · R$ 3.348 para quem tem vínculo ativo +33,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de ponte rolante foi de R$ 2.515 — metade das 3.440 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.875 e os 10% de maior, acima de R$ 3.465.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.348, ou seja, 33,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.515
Por ano (12 salários)R$ 30.180
Por semanaR$ 579
Por hora (43h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.51894,6%
  • Mulheres — R$ 2.3465,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.38495,3%
  • Mulheres — R$ 2.6334,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.115
  • Nordeste2.096
  • Sudeste2.545
  • Sul2.591
  • Centro-Oeste2.289

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
ES 1.075 -32 R$ 2.475
SP 709 -250 R$ 2.791
MG 506 -166 R$ 2.478
RJ 408 -18 R$ 2.228
SC 250 -73 R$ 2.653
RS 160 -111 R$ 2.567
PR 146 -64 R$ 2.572
PE 71 -13 R$ 2.171
AM 64 -17 R$ 2.085
GO 55 -26 R$ 2.269

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.678

Desligamentos

4.595

Saldo

-917

Rotatividade

31%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (-4) saldo negativo · pior: dez/25 (-180)

Em 12 meses houve 3.678 admissões e 4.595 desligamentos de operador de ponte rolante, o que significa que o mercado formal fechou 917 postos de trabalho no período, com rotatividade de 31% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 58% por dispensa sem justa causa, além de 9,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27,6%
  • Dispensa sem justa causa58%
  • Fim de contrato9,7%

Sobre 4.595 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,2%
  • Pessoa com deficiência0,1%
  • Jovem aprendiz2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,9%
  • 1 a 4 empregados5,1%
  • 5 a 9 empregados4,1%
  • 10 a 19 empregados8,9%
  • 20 a 49 empregados13,9%
  • 50 a 99 empregados12,5%
  • 100 a 249 empregados12,8%
  • 250 a 499 empregados11,9%
  • 500 a 999 empregados8,4%
  • 1.000 ou mais empregados16,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de ponte rolante

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras 2391503 · 17% das admissões 625 44.1h R$ 2.244 R$ 2.397 R$ 2.783 3% 3
Produção de laminados planos de aço ao carbono, revestidos ou não 2422901 · 7,2% das admissões 263 41.9h R$ 1.688 R$ 1.763 R$ 2.285 3% 4
Comércio atacadista de mármores e granitos 4679602 · 7% das admissões 258 44.2h R$ 2.241 R$ 2.380 R$ 2.819 3% 3
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 6% das admissões 222 43.7h R$ 2.294 R$ 2.525 R$ 2.667 3% 3
Fabricação de estruturas metálicas 2511000 · 4,1% das admissões 149 44h R$ 2.374 R$ 2.532 R$ 2.892 3% 4
Fabricação de estruturas pré moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda 2330301 · 3,9% das admissões 145 44h R$ 2.352 R$ 2.536 R$ 2.731 3%
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3,4% das admissões 124 43.9h R$ 2.492 R$ 2.770 R$ 3.039 3% 1
Construção de embarcações de grande porte 3011301 · 2,6% das admissões 95 44h R$ 3.301 R$ 3.369 R$ 4.378 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de ponte rolante

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 14.811 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

42 meses

Em empresa do Simples

9,8%

Sexo

  • Homem95,3%
  • Mulher4,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Contrato intermitente0,1%

Sobre os 14.811 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda48,1%
  • Branca38,6%
  • Preta12,3%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto2,8%
  • 5º ano completo2,5%
  • 6º ao 9º ano6,7%
  • Fundamental completo9,8%
  • Médio incompleto7,7%
  • Médio completo67,8%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo1,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto1,8%
  • 5º ano completo1,5%
  • 6º a 9º ano5,4%
  • Fundamental completo7,9%
  • Médio incompleto9,3%
  • Médio completo70,7%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo1,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,1%
  • 5 a 9 empregados2,4%
  • 10 a 19 empregados4,6%
  • 20 a 49 empregados9,6%
  • 50 a 99 empregados10,4%
  • 100 a 249 empregados15,2%
  • 250 a 499 empregados13,9%
  • 500 a 999 empregados10,5%
  • 1.000 ou mais empregados31,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de ponte rolante

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

51,9

CAT no período

610

Óbitos comunicados

5

Idade média no acidente

37 anos

Foram 610 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de ponte rolante nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 51,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 81,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 17,7% de trajeto (no deslocamento) e 1,1% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 5 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico81,1%
  • Trajeto17,7%
  • Doença1,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo30,2%
  • Pé (exceto artelhos)9,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7,5%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)5,7%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)4,9%

Natureza da lesão

  • Fratura21,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)20,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)15,7%
  • Lesão imediata14,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)9%

Agente causador

  • Metal - inclui liga26,6%
  • Ponte rolante - equipamento de guindar7,4%
  • Motocicleta, motoneta7,4%
  • Veículo rodoviário motorizado5,6%
  • Agente do acidente, NIC4,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 40 6,6% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 35 5,7% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 22 3,6% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 19 3,1% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 17 2,8% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 10 1,6% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 51,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7821.

Qual especialização paga mais na família 7821

Todas as ocupações de operadores de máquinas e equipamentos de elevação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7821-15 Operador de guindaste móvel R$ 3.322 R$ 4.661 15.361
7821-10 Operador de guindaste (fixo) R$ 3.213 R$ 4.536 7.043
7821-35 Operador de pórtico rolante R$ 2.621 R$ 4.061 791
7821-20 Operador de máquina rodoferroviária R$ 3.132 R$ 3.588 2.838
7821-30 Operador de ponte rolante (esta página) R$ 2.515 R$ 3.348 14.811
7821-25 Operador de monta-cargas (construção civil) R$ 2.660 R$ 2.912 916
7821-05 Operador de draga R$ 2.405 R$ 2.811 3.050
7821-45 Sinaleiro (ponte-rolante) R$ 2.404 R$ 2.749 10.699
7821-40 Operador de talha elétrica R$ 2.257 R$ 2.655 594

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7821-30.

A Operar máquinas e equipamentos de elevação (8)
  • Adequar a cabine de acordo com ambiente de trabalho
  • Regular assento e encosto do banco das máquinas e equipamentos de elevação
  • Ajustar comandos e apoios das máquinas e equipamentos de elevação
  • Posicionar máquinas e equipamentos de elevação para operação
  • Travar máquinas e equipamentos de elevação
  • Acionar movimentos das máquinas, equipamentos e acessórios conforme procedimentos operacionais
  • Conferir capacidade de máquinas e equipamentos
  • Interpretar recomendações dos fabricantes para a operação de máquinas e equipamentos
B Avaliar condições de funcionamento das máquinas e equipamentos de elevação (9)
  • Interpretar painel de instrumentos de medição
  • Verificar fonte de alimentação do equipamento (elétrica e combustível)
  • Testar comandos de acionamento
  • Testar deslocamento e frenagem das máquinas e equipamentos (rotação, vertical, horizontal)
  • Verificar condições e conservação de acessórios (gancho, mangueira, sinalizadores, friso de roda)
  • Inspecionar nível, alinhamento e verticalidade de cabos de aços e correias transportadoras
  • Inspecionar dispositivos de segurança
  • Vistoriar máquinas e equipamentos de elevação
  • Solicitar manutenção das máquinas e equipamentos de elevação
C Preparar área para operação de equipamentos de elevação (6)
  • Inspecionar visualmente a área de operação do equipamento no solo, ar, água e vias de acesso
  • Respeitar legislação ambiental e normas técnicas
  • Solicitar limpeza do local de trabalho
  • Solicitar isolamento da área de trabalho
  • Verificar iluminação na área de trabalho
  • Interpretar programação de trabalho (os-pop-sp)
D Transportar pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação (7)
  • Examinar as condições climáticas
  • Conferir autorização de serviço
  • Definir equipamentos de transporte e movimentação conforme capacidade
  • Conferir o peso de cargas
  • Selecionar acessórios conforme o tipo de carga e descarga
  • Utilizar acessórios compatíveis com a carga (cabo, cinta)
  • Cumprir ordem de serviço
E Trabalhar com segurança (10)
  • Obedecer normas de segurança do trabalho
  • Solicitar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • Utilizar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • Identificar situações de risco
  • Acionar dispositivos sonoros para a retirada de pessoas do local de trabalho
  • Interpretar sinalização de elevação e transportes de cargas
  • Respeitar sinais e comunicações de trânsito
  • Selecionar máquinas e equipamentos de acordo com as características do trabalho e ambiente
  • Realizar transporte e movimentação de cargas perigosas conforme instruções dos fabricantes
  • Realizar intervalos periódicos de descanso face aos esforços repetitivos da ocupação
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Demonstrar auto-organização
  • Manter atenção concentrada
  • Comunicar-se com eficiência
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar autocontrole
  • Evidenciar coordenação motora
  • Demonstrar responsabilidade
  • Adaptar-se a novos trabalhos e situações
  • Demonstrar autocrítica

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de ponte rolante?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.515 por mês, considerando as 3.440 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.875 (10% menores) a R$ 3.465 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.348 (RAIS 2024), 33.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de ponte rolante?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.678 admissões contra 4.595 desligamentos, saldo de -917 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de ponte rolante?

A atividade econômica que mais contratou foi Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras (CNAE 2391503), com 17% das admissões e mediana de R$ 2.397. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de ponte rolante?

7821-30 (família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de ponte rolante?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7821: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de ponte rolante?

A taxa é de 51,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (30,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7821-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7821-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7821-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2391503), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7821:

  • All América Latina Logística S.A.
  • Appa Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
  • Cimento Rio Branco S.A.
  • F. Bertoldi Incorporações e Construções Ltda.
  • Orgão Gestor de Mão-de-obra do Paraná (Ogmo-pr)
  • Prefeitura Municipal de Paranaguá (PR)
  • Terrasse Engenharia Ltda.
  • Trombini Papel E Embalagens S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo