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CBO 2002 Família 7821 R$ 2.516 na admissão -899 postos em 12 meses 49 atividades

CBO 7821-30 — Operador de ponte rolante

O código 7821-30 identifica a ocupação operador de ponte rolante na CBO 2002, dentro da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de ponte rolante

Operam máquinas e equipamentos de elevação, ajustando comandos, acionando movimentos das máquinas. Avaliam condições de funcionamento das máquinas e equipamentos, interpretando painel de instrumentos de medição, verificando fonte de alimentação, testando comandos de acionamento. Preparam área para operação dos equipamentos e transportam pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria da construção e na fabricação de equipamentos de transportes como empregados com carteira assinada. Trabalham de forma individual e sob super-visão ocasional. O trabalho pode ser exercido em diversos ambientes (fechado, a céu aberto, confinado, em grandes alturas ou em veículos) e em todos os horários (diurno, noturno e por rodízio de turnos). Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse. 369 Também permanecem expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas e baixas temperaturas, pó, odores e intempéries.

Recursos de trabalho

Chaves (combinada, fenda, Allen, inglesa); Elevador de carga; Guindaste (fixo, móvel); Locomotiva, prasser e auto de linha; Manômetro; Martelo; Nível; Ponte rolante; Talha elétrica; Termômetro.

Quanto ganha um operador de ponte rolante

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.91610% ganham até R$ 2.516mediana R$ 3.45910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.348

Entrada × quem já está

R$ 2.516 ao ser admitido · R$ 3.348 para quem tem vínculo ativo +33,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de ponte rolante foi de R$ 2.516 — metade das 3.489 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.916 e os 10% de maior, acima de R$ 3.459.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.348, ou seja, 33,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.516
Por ano (12 salários)R$ 30.192
Por semanaR$ 579
Por hora (43.2h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.520 94,7%
  • Mulheres — R$ 2.329 5,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.384 95,3%
  • Mulheres — R$ 2.633 4,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.133
  • Nordeste 2.131
  • Sudeste 2.546
  • Sul 2.589
  • Centro-Oeste 2.260

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
ES 1.098 +0 — R$ 2.492 —
SP 723 -252 — R$ 2.804 —
MG 502 -189 — R$ 2.479 —
RJ 397 -28 — R$ 2.202 —
SC 247 -87 — R$ 2.658 —
RS 164 -98 — R$ 2.559 —
PR 154 -60 — R$ 2.577 —
AM 68 +7 — R$ 2.096 —
PE 67 -20 — R$ 2.175 —
GO 58 -24 — R$ 2.244 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.701

Desligamentos

4.600

Saldo

-899

Rotatividade

31,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (-2) saldo negativo · pior: dez/25 (-181)

Em 12 meses houve 3.701 admissões e 4.600 desligamentos de operador de ponte rolante, o que significa que o mercado formal fechou 899 postos de trabalho no período, com rotatividade de 31,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28% foram a pedido do próprio trabalhador e 56,8% por dispensa sem justa causa, além de 10,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 28%
  • Dispensa sem justa causa 56,8%
  • Fim de contrato 10,6%

Sobre 4.600 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 0,3%
  • Pessoa com deficiência 0,2%
  • Jovem aprendiz 1,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,5%
  • 1 a 4 empregados 5,2%
  • 5 a 9 empregados 4,3%
  • 10 a 19 empregados 9,1%
  • 20 a 49 empregados 14%
  • 50 a 99 empregados 12,7%
  • 100 a 249 empregados 13%
  • 250 a 499 empregados 11,8%
  • 500 a 999 empregados 8,5%
  • 1.000 ou mais empregados 15,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de ponte rolante

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras 2391503 · 17,3% das admissões 641 44h R$ 2.249 R$ 2.446 R$ 2.789 3% 3
Comércio atacadista de mármores e granitos 4679602 · 7,4% das admissões 275 44.1h R$ 2.244 R$ 2.429 R$ 2.879 3% 3
Produção de laminados planos de aço ao carbono, revestidos ou não 2422901 · 6,3% das admissões 232 41.9h R$ 1.689 R$ 1.764 R$ 2.267 3% 4
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 6,2% das admissões 230 43.7h R$ 2.306 R$ 2.544 R$ 2.686 3% 3
Fabricação de estruturas metálicas 2511000 · 4,4% das admissões 162 44h R$ 2.378 R$ 2.532 R$ 2.817 3% 4
Fabricação de estruturas pré moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda 2330301 · 3,7% das admissões 138 44h R$ 2.382 R$ 2.550 R$ 2.806 3% —
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3,5% das admissões 128 43.9h R$ 2.475 R$ 2.736 R$ 3.018 3% 1
Produção de tubos de aço com costura 2431800 · 2,5% das admissões 94 44h R$ 2.075 R$ 2.660 R$ 2.774 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de ponte rolante

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 14.811 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

42 meses

Em empresa do Simples

9,8%

Sexo

  • Homem 95,3%
  • Mulher 4,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Contrato intermitente0,1%

Sobre os 14.811 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 48,1%
  • Branca 38,6%
  • Preta 12,3%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,3%
  • Até o 5º ano incompleto 2,8%
  • 5º ano completo 2,5%
  • 6º ao 9º ano 6,7%
  • Fundamental completo 9,8%
  • Médio incompleto 7,7%
  • Médio completo 67,8%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 1,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 1,8%
  • 5º ano completo 1,4%
  • 6º a 9º ano 5,3%
  • Fundamental completo 8%
  • Médio incompleto 8,7%
  • Médio completo 71,6%
  • Superior incompleto 1,3%
  • Superior completo 1,6%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,1%
  • 5 a 9 empregados 2,4%
  • 10 a 19 empregados 4,6%
  • 20 a 49 empregados 9,6%
  • 50 a 99 empregados 10,4%
  • 100 a 249 empregados 15,2%
  • 250 a 499 empregados 13,9%
  • 500 a 999 empregados 10,5%
  • 1.000 ou mais empregados 31,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de ponte rolante

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

51,9

CAT no período

610

Óbitos comunicados

5

Idade média no acidente

37 anos

Foram 610 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de ponte rolante nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 51,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 81,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 17,7% de trajeto (no deslocamento) e 1,1% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 5 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 81,1%
  • Trajeto 17,7%
  • Doença 1,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 30,2%
  • Pé (exceto artelhos) 9,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,5%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,7%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 4,9%

Natureza da lesão

  • Fratura 21,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 20,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 15,7%
  • Lesão imediata 14,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 26,6%
  • Ponte rolante - equipamento de guindar 7,4%
  • Motocicleta, motoneta 7,4%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,6%
  • Agente do acidente, NIC 4,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 40 6,6% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 35 5,7% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 22 3,6% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 19 3,1% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 17 2,8% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 10 1,6% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 51,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7821.

Qual especialização paga mais na família 7821

Todas as ocupações de operadores de máquinas e equipamentos de elevação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7821-15 Operador de guindaste móvel R$ 3.380 R$ 4.661 15.361
7821-10 Operador de guindaste (fixo) R$ 3.216 R$ 4.536 7.043
7821-35 Operador de pórtico rolante R$ 2.498 R$ 4.061 791
7821-20 Operador de máquina rodoferroviária R$ 3.233 R$ 3.588 2.838
7821-30 Operador de ponte rolante (esta página) R$ 2.516 R$ 3.348 14.811
7821-25 Operador de monta-cargas (construção civil) R$ 2.662 R$ 2.912 916
7821-05 Operador de draga R$ 2.437 R$ 2.811 3.050
7821-45 Sinaleiro (ponte-rolante) R$ 2.426 R$ 2.749 10.699
7821-40 Operador de talha elétrica R$ 2.263 R$ 2.655 594

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7821-30.

A Operar máquinas e equipamentos de elevação (8)
  • •Adequar a cabine de acordo com ambiente de trabalho
  • •Regular assento e encosto do banco das máquinas e equipamentos de elevação
  • •Ajustar comandos e apoios das máquinas e equipamentos de elevação
  • •Posicionar máquinas e equipamentos de elevação para operação
  • •Travar máquinas e equipamentos de elevação
  • •Acionar movimentos das máquinas, equipamentos e acessórios conforme procedimentos operacionais
  • •Conferir capacidade de máquinas e equipamentos
  • •Interpretar recomendações dos fabricantes para a operação de máquinas e equipamentos
B Avaliar condições de funcionamento das máquinas e equipamentos de elevação (9)
  • •Interpretar painel de instrumentos de medição
  • •Verificar fonte de alimentação do equipamento (elétrica e combustível)
  • •Testar comandos de acionamento
  • •Testar deslocamento e frenagem das máquinas e equipamentos (rotação, vertical, horizontal)
  • •Verificar condições e conservação de acessórios (gancho, mangueira, sinalizadores, friso de roda)
  • •Inspecionar nível, alinhamento e verticalidade de cabos de aços e correias transportadoras
  • •Inspecionar dispositivos de segurança
  • •Vistoriar máquinas e equipamentos de elevação
  • •Solicitar manutenção das máquinas e equipamentos de elevação
C Preparar área para operação de equipamentos de elevação (6)
  • •Inspecionar visualmente a área de operação do equipamento no solo, ar, água e vias de acesso
  • •Respeitar legislação ambiental e normas técnicas
  • •Solicitar limpeza do local de trabalho
  • •Solicitar isolamento da área de trabalho
  • •Verificar iluminação na área de trabalho
  • •Interpretar programação de trabalho (os-pop-sp)
D Transportar pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação (7)
  • •Examinar as condições climáticas
  • •Conferir autorização de serviço
  • •Definir equipamentos de transporte e movimentação conforme capacidade
  • •Conferir o peso de cargas
  • •Selecionar acessórios conforme o tipo de carga e descarga
  • •Utilizar acessórios compatíveis com a carga (cabo, cinta)
  • •Cumprir ordem de serviço
E Trabalhar com segurança (10)
  • •Obedecer normas de segurança do trabalho
  • •Solicitar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • •Utilizar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • •Identificar situações de risco
  • •Acionar dispositivos sonoros para a retirada de pessoas do local de trabalho
  • •Interpretar sinalização de elevação e transportes de cargas
  • •Respeitar sinais e comunicações de trânsito
  • •Selecionar máquinas e equipamentos de acordo com as características do trabalho e ambiente
  • •Realizar transporte e movimentação de cargas perigosas conforme instruções dos fabricantes
  • •Realizar intervalos periódicos de descanso face aos esforços repetitivos da ocupação
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Manter atenção concentrada
  • •Comunicar-se com eficiência
  • •Relacionar-se com superiores e subordinados
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Evidenciar coordenação motora
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Adaptar-se a novos trabalhos e situações
  • •Demonstrar autocrítica

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de ponte rolante?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.516 por mês, considerando as 3.489 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.916 (10% menores) a R$ 3.459 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.348 (RAIS 2024), 33.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de ponte rolante?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.701 admissões contra 4.600 desligamentos, saldo de -899 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de ponte rolante?

A atividade econômica que mais contratou foi Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras (CNAE 2391503), com 17,3% das admissões e mediana de R$ 2.446. A ficha de operador de ponte rolante no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de ponte rolante?

7821-30 (família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de ponte rolante?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7821: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de ponte rolante?

A taxa é de 51,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (30,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7821-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7821-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7821-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2391503), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7821:

  • •All América Latina Logística S.A.
  • •Appa Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
  • •Cimento Rio Branco S.A.
  • •F. Bertoldi Incorporações e Construções Ltda.
  • •Orgão Gestor de Mão-de-obra do Paraná (Ogmo-pr)
  • •Prefeitura Municipal de Paranaguá (PR)
  • •Terrasse Engenharia Ltda.
  • •Trombini Papel E Embalagens S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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