CBO 7821-05 — Operador de draga
O código 7821-05 identifica a ocupação operador de draga na CBO 2002, dentro da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um operador de draga
Operam máquinas e equipamentos de elevação, ajustando comandos, acionando movimentos das máquinas. Avaliam condições de funcionamento das máquinas e equipamentos, interpretando painel de instrumentos de medição, verificando fonte de alimentação, testando comandos de acionamento. Preparam área para operação dos equipamentos e transportam pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.
Descrição oficial da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam na indústria da construção e na fabricação de equipamentos de transportes como empregados com carteira assinada. Trabalham de forma individual e sob super-visão ocasional. O trabalho pode ser exercido em diversos ambientes (fechado, a céu aberto, confinado, em grandes alturas ou em veículos) e em todos os horários (diurno, noturno e por rodízio de turnos). Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse. 369 Também permanecem expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas e baixas temperaturas, pó, odores e intempéries.
Recursos de trabalho
Chaves (combinada, fenda, Allen, inglesa); Elevador de carga; Guindaste (fixo, móvel); Locomotiva, prasser e auto de linha; Manômetro; Martelo; Nível; Ponte rolante; Talha elétrica; Termômetro.
Quanto ganha um operador de draga
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.811
Entrada × quem já está
R$ 2.405 ao ser admitido · R$ 2.811 para quem tem vínculo ativo +16,9%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de draga foi de R$ 2.405 — metade das 1.007 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.686 e os 10% de maior, acima de R$ 3.883.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.811, ou seja, 16,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.
Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.405 |
| Por ano (12 salários) | R$ 28.860 |
| Por semana | R$ 554 |
| Por hora (43.9h/sem) | R$ 13,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 251 | -62 | — | R$ 2.692 | — |
| MG | 238 | -42 | — | R$ 2.098 | — |
| PR | 66 | -7 | — | R$ 2.625 | — |
| GO | 63 | +9 | — | R$ 2.050 | — |
| RS | 50 | -99 | — | R$ 2.200 | — |
| SC | 45 | -12 | — | R$ 3.075 | — |
| RJ | 43 | -2 | — | R$ 2.950 | — |
| ES | 42 | -16 | — | R$ 2.300 | — |
| MT | 40 | +3 | — | R$ 2.600 | — |
| MS | 40 | +3 | — | R$ 2.233 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.020
Desligamentos
1.256
Saldo
-236
Rotatividade
41,2%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.020 admissões e 1.256 desligamentos de operador de draga, o que significa que o mercado formal fechou 236 postos de trabalho no período, com rotatividade de 41,2% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 22,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 70,7% por dispensa sem justa causa, além de 4,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 1.256 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata operador de draga
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Obras portuárias, marítimas e fluviais 4291000 · 7,8% das admissões | 80 | 44h | R$ 2.800 | R$ 2.950 | R$ 3.000 | 3% | 4 |
| Comércio varejista de cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas 4744004 · 4,6% das admissões | 47 | 44h | R$ 2.042 | R$ 2.450 | R$ 3.304 | 3% | 2 |
| Serviços de engenharia 7112000 · 3,6% das admissões | 37 | 43.9h | — | R$ 4.231 | — | 3% | 1 |
| Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 3,5% das admissões | 36 | 43.9h | — | R$ 2.125 | — | 3% | 3 |
| Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 2,1% das admissões | 21 | 44.2h | — | R$ 2.376 | — | 3% | 2 |
| Aluguel de máquinas e equipamentos para construção sem operador, exceto andaimes 7732201 · 2,1% das admissões | 21 | 44h | — | R$ 2.340 | — | 3% | 1 |
| Serviços especializados para construção não especificados anteriormente 4399199 · 1,9% das admissões | 19 | 44h | — | R$ 3.595 | — | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como operador de draga
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.050 vínculos
Idade mediana
44 anos
Tempo de casa
31 meses
No setor público
3%
Em empresa do Simples
57,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,7h/sem
- Pessoas com deficiência0,2%
- Contrato intermitente0,3%
- Em entidade sem fins lucrativos0,3%
Sobre os 3.050 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de operador de draga
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
23,2
CAT no período
60
Óbitos comunicados
2
Idade média no acidente
39 anos
Foram 60 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de draga nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 23,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 75% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 25% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 3 | 5% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 3 | 5% | 24.580 |
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 2 | 3,3% | 3.531 |
| S62 — Fratura ao nível do punho e da mão | 2 | 3,3% | 24.580 |
| S82.3 — Fratura da extremidade distal da tíbia | 2 | 3,3% | 25.350 |
| S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada | 2 | 3,3% | 3.531 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Obras portuárias, marítimas e fluviais) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 23,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção
Informalidade no setor
64,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,7%
Rendimento formal × informal
R$ 3.960 × R$ 2.195
No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7821.
Qual especialização paga mais na família 7821
Todas as ocupações de operadores de máquinas e equipamentos de elevação, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7821-15 | Operador de guindaste móvel | R$ 3.322 | R$ 4.661 | 15.361 |
| 7821-10 | Operador de guindaste (fixo) | R$ 3.213 | R$ 4.536 | 7.043 |
| 7821-35 | Operador de pórtico rolante | R$ 2.621 | R$ 4.061 | 791 |
| 7821-20 | Operador de máquina rodoferroviária | R$ 3.132 | R$ 3.588 | 2.838 |
| 7821-30 | Operador de ponte rolante | R$ 2.515 | R$ 3.348 | 14.811 |
| 7821-25 | Operador de monta-cargas (construção civil) | R$ 2.660 | R$ 2.912 | 916 |
| 7821-05 | Operador de draga (esta página) | R$ 2.405 | R$ 2.811 | 3.050 |
| 7821-45 | Sinaleiro (ponte-rolante) | R$ 2.404 | R$ 2.749 | 10.699 |
| 7821-40 | Operador de talha elétrica | R$ 2.257 | R$ 2.655 | 594 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7821-05.
A Operar máquinas e equipamentos de elevação (9)
- •Adequar a cabine de acordo com ambiente de trabalho
- •Regular assento e encosto do banco das máquinas e equipamentos de elevação
- •Ajustar comandos e apoios das máquinas e equipamentos de elevação
- •Posicionar máquinas e equipamentos de elevação para operação
- •Travar máquinas e equipamentos de elevação
- •Acionar movimentos das máquinas, equipamentos e acessórios conforme procedimentos operacionais
- •Conferir capacidade de máquinas e equipamentos
- •Interpretar recomendações dos fabricantes para a operação de máquinas e equipamentos
- •Ajustar sucção, pressão e vazão
B Avaliar condições de funcionamento das máquinas e equipamentos de elevação (9)
- •Interpretar painel de instrumentos de medição
- •Verificar fonte de alimentação do equipamento (elétrica e combustível)
- •Testar comandos de acionamento
- •Testar deslocamento e frenagem das máquinas e equipamentos (rotação, vertical, horizontal)
- •Verificar condições e conservação de acessórios (gancho, mangueira, sinalizadores, friso de roda)
- •Inspecionar nível, alinhamento e verticalidade de cabos de aços e correias transportadoras
- •Inspecionar dispositivos de segurança
- •Vistoriar máquinas e equipamentos de elevação
- •Solicitar manutenção das máquinas e equipamentos de elevação
C Preparar área para operação de equipamentos de elevação (7)
- •Inspecionar visualmente a área de operação do equipamento no solo, ar, água e vias de acesso
- •Respeitar legislação ambiental e normas técnicas
- •Solicitar limpeza do local de trabalho
- •Solicitar isolamento da área de trabalho
- •Verificar iluminação na área de trabalho
- •Solicitar fixação do equipamento no local de trabalho (grua e elevador de pessoas e materias)
- •Interpretar programação de trabalho (os-pop-sp)
D Transportar pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação (7)
- •Examinar as condições climáticas
- •Conferir autorização de serviço
- •Definir equipamentos de transporte e movimentação conforme capacidade
- •Conferir o peso de cargas
- •Selecionar acessórios conforme o tipo de carga e descarga
- •Utilizar acessórios compatíveis com a carga (cabo, cinta)
- •Cumprir ordem de serviço
E Trabalhar com segurança (10)
- •Obedecer normas de segurança do trabalho
- •Solicitar equipamentos de segurança (epi e epc)
- •Utilizar equipamentos de segurança (epi e epc)
- •Identificar situações de risco
- •Acionar dispositivos sonoros para a retirada de pessoas do local de trabalho
- •Interpretar sinalização de elevação e transportes de cargas
- •Respeitar sinais e comunicações de trânsito
- •Selecionar máquinas e equipamentos de acordo com as características do trabalho e ambiente
- •Realizar transporte e movimentação de cargas perigosas conforme instruções dos fabricantes
- •Realizar intervalos periódicos de descanso face aos esforços repetitivos da ocupação
Z Demonstrar competências pessoais (9)
- •Demonstrar auto-organização
- •Manter atenção concentrada
- •Comunicar-se com eficiência
- •Relacionar-se com superiores e subordinados
- •Demonstrar autocontrole
- •Evidenciar coordenação motora
- •Demonstrar responsabilidade
- •Adaptar-se a novos trabalhos e situações
- •Demonstrar autocrítica
Sinônimos oficiais (1)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7821-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um operador de draga?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.405 por mês, considerando as 1.007 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.686 (10% menores) a R$ 3.883 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.811 (RAIS 2024), 16.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando operador de draga?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.020 admissões contra 1.256 desligamentos, saldo de -236 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata operador de draga?
A atividade econômica que mais contratou foi Obras portuárias, marítimas e fluviais (CNAE 4291000), com 7,8% das admissões e mediana de R$ 2.950. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de operador de draga?
7821-05 (família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação). A CBO reconhece também os títulos: Operador de equipamento de dragagem — todos usam o mesmo código 7821-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser operador de draga?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7821: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de draga?
A taxa é de 23,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.1 — ferimento de dedo(s) com lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7821-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7821-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7821-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4291000), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7821:
- •All América Latina Logística S.A.
- •Appa Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
- •Cimento Rio Branco S.A.
- •F. Bertoldi Incorporações e Construções Ltda.
- •Orgão Gestor de Mão-de-obra do Paraná (Ogmo-pr)
- •Prefeitura Municipal de Paranaguá (PR)
- •Terrasse Engenharia Ltda.
- •Trombini Papel E Embalagens S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai