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CBO 2002 Família 7821 R$ 3.213 na admissão +98 postos em 12 meses 48 atividades

CBO 7821-10 — Operador de guindaste (fixo)

O código 7821-10 identifica a ocupação operador de guindaste (fixo) na CBO 2002, dentro da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de guindaste (fixo)

Operam máquinas e equipamentos de elevação, ajustando comandos, acionando movimentos das máquinas. Avaliam condições de funcionamento das máquinas e equipamentos, interpretando painel de instrumentos de medição, verificando fonte de alimentação, testando comandos de acionamento. Preparam área para operação dos equipamentos e transportam pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria da construção e na fabricação de equipamentos de transportes como empregados com carteira assinada. Trabalham de forma individual e sob super-visão ocasional. O trabalho pode ser exercido em diversos ambientes (fechado, a céu aberto, confinado, em grandes alturas ou em veículos) e em todos os horários (diurno, noturno e por rodízio de turnos). Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse. 369 Também permanecem expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas e baixas temperaturas, pó, odores e intempéries.

Recursos de trabalho

Chaves (combinada, fenda, Allen, inglesa); Elevador de carga; Guindaste (fixo, móvel); Locomotiva, prasser e auto de linha; Manômetro; Martelo; Nível; Ponte rolante; Talha elétrica; Termômetro.

Quanto ganha um operador de guindaste (fixo)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.95510% ganham atéR$ 3.213medianaR$ 5.19710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.536

Entrada × quem já está

R$ 3.213 ao ser admitido · R$ 4.536 para quem tem vínculo ativo +41,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de guindaste (fixo) foi de R$ 3.213 — metade das 2.283 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.955 e os 10% de maior, acima de R$ 5.197.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.536, ou seja, 41,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 27 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 17,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.213
Por ano (12 salários)R$ 38.556
Por semanaR$ 739
Por hora (43h/sem)R$ 17,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.23096,6%
  • Mulheres — R$ 2.1543,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.60897,1%
  • Mulheres — R$ 3.6382,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.275
  • Nordeste2.788
  • Sudeste3.308
  • Sul3.076
  • Centro-Oeste3.005

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 850 +33 R$ 3.288
SC 283 +44 R$ 3.386
MG 265 +3 R$ 3.213
RJ 224 -70 R$ 4.015
ES 162 +43 R$ 3.221
PR 141 -6 R$ 2.642
BA 92 -13 R$ 2.423
PE 76 +24 R$ 3.488
RS 67 +7 R$ 2.913
PA 58 -9 R$ 2.400

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.549

Desligamentos

2.451

Saldo

+98

Rotatividade

34,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+108) saldo negativo · pior: dez/25 (-43)

Em 12 meses houve 2.549 admissões e 2.451 desligamentos de operador de guindaste (fixo), o que significa que o mercado formal abriu 98 postos de trabalho no período, com rotatividade de 34,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 60,3% por dispensa sem justa causa, além de 8,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27,5%
  • Dispensa sem justa causa60,3%
  • Fim de contrato8,6%

Sobre 2.451 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente1,2%
  • Pessoa com deficiência0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11%
  • 1 a 4 empregados4,9%
  • 5 a 9 empregados4%
  • 10 a 19 empregados5,1%
  • 20 a 49 empregados13,7%
  • 50 a 99 empregados11,3%
  • 100 a 249 empregados17,1%
  • 250 a 499 empregados4,9%
  • 500 a 999 empregados10,7%
  • 1.000 ou mais empregados17,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de guindaste (fixo)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de operação e fornecimento de equipamentos para transporte e elevação de cargas e pessoas para uso em obras 4399104 · 12,8% das admissões 325 44h R$ 2.767 R$ 3.310 R$ 3.462 3% 3
Atividades do operador portuário 5231102 · 8,9% das admissões 228 44h R$ 4.000 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 5,9% das admissões 151 44h R$ 2.525 R$ 3.014 R$ 3.663 3% 3
Aluguel de máquinas e equipamentos para construção sem operador, exceto andaimes 7732201 · 5,5% das admissões 139 44h R$ 3.277 R$ 4.100 R$ 5.615 3% 1
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 4,5% das admissões 115 43.5h R$ 2.833 R$ 3.700 R$ 4.467 3% 3
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 3,8% das admissões 96 44h R$ 1.838 R$ 2.032 R$ 2.161 3% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 3,7% das admissões 94 43.8h R$ 3.040 R$ 3.400 R$ 4.513 3% 4
Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para uso geral não especificados anteriormente 3314710 · 3% das admissões 77 44h R$ 3.038 R$ 3.236 R$ 3.675 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de guindaste (fixo)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.043 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

27 meses

No setor público

0,7%

Em empresa do Simples

11,3%

Sexo

  • Homem97,2%
  • Mulher2,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial0,5%
  • Contrato intermitente1,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,8%

Sobre os 7.043 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda52,3%
  • Branca39%
  • Preta7,9%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto2,6%
  • 5º ano completo2,1%
  • 6º ao 9º ano6,4%
  • Fundamental completo9,8%
  • Médio incompleto5,4%
  • Médio completo69,3%
  • Superior incompleto1%
  • Superior completo3,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto2%
  • 5º ano completo1,9%
  • 6º a 9º ano4,7%
  • Fundamental completo7,7%
  • Médio incompleto6,2%
  • Médio completo75%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo1,2%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,1%
  • 5 a 9 empregados3,3%
  • 10 a 19 empregados5,3%
  • 20 a 49 empregados10,6%
  • 50 a 99 empregados9,7%
  • 100 a 249 empregados15,8%
  • 250 a 499 empregados12,8%
  • 500 a 999 empregados11,6%
  • 1.000 ou mais empregados28,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de guindaste (fixo)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

25,4

CAT no período

145

Idade média no acidente

40 anos

Foram 145 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de guindaste (fixo) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 25,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 73,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 24,1% de trajeto (no deslocamento) e 2,1% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico73,8%
  • Trajeto24,1%
  • Doença2,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo17,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)10,3%
  • Pé (exceto artelhos)9,7%
  • Braço (entre o punho e o ombro)8,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,9%

Natureza da lesão

  • Fratura25,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)17,2%
  • Lesão imediata13,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)12,4%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)12,4%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta13,1%
  • Metal - inclui liga9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,9%
  • Veículo rodoviário motorizado6,2%
  • Veículo, NIC6,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 8 5,5% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 7 4,8% 24.580
S62.3 — Fratura de outros ossos do metacarpo 3 2,1% 24.580
S80.0 — Contusão do joelho 3 2,1% 1.225
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 3 2,1% 313
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 3 2,1% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de operação e fornecimento de equipamentos para transporte e elevação de cargas e pessoas para uso em obras) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 25,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7821.

Qual especialização paga mais na família 7821

Todas as ocupações de operadores de máquinas e equipamentos de elevação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7821-15 Operador de guindaste móvel R$ 3.322 R$ 4.661 15.361
7821-10 Operador de guindaste (fixo) (esta página) R$ 3.213 R$ 4.536 7.043
7821-35 Operador de pórtico rolante R$ 2.621 R$ 4.061 791
7821-20 Operador de máquina rodoferroviária R$ 3.132 R$ 3.588 2.838
7821-30 Operador de ponte rolante R$ 2.515 R$ 3.348 14.811
7821-25 Operador de monta-cargas (construção civil) R$ 2.660 R$ 2.912 916
7821-05 Operador de draga R$ 2.405 R$ 2.811 3.050
7821-45 Sinaleiro (ponte-rolante) R$ 2.404 R$ 2.749 10.699
7821-40 Operador de talha elétrica R$ 2.257 R$ 2.655 594

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7821-10.

A Operar máquinas e equipamentos de elevação (7)
  • Adequar a cabine de acordo com ambiente de trabalho
  • Regular assento e encosto do banco das máquinas e equipamentos de elevação
  • Ajustar comandos e apoios das máquinas e equipamentos de elevação
  • Travar máquinas e equipamentos de elevação
  • Acionar movimentos das máquinas, equipamentos e acessórios conforme procedimentos operacionais
  • Conferir capacidade de máquinas e equipamentos
  • Interpretar recomendações dos fabricantes para a operação de máquinas e equipamentos
B Avaliar condições de funcionamento das máquinas e equipamentos de elevação (9)
  • Interpretar painel de instrumentos de medição
  • Verificar fonte de alimentação do equipamento (elétrica e combustível)
  • Testar comandos de acionamento
  • Testar deslocamento e frenagem das máquinas e equipamentos (rotação, vertical, horizontal)
  • Verificar condições e conservação de acessórios (gancho, mangueira, sinalizadores, friso de roda)
  • Inspecionar nível, alinhamento e verticalidade de cabos de aços e correias transportadoras
  • Inspecionar dispositivos de segurança
  • Vistoriar máquinas e equipamentos de elevação
  • Solicitar manutenção das máquinas e equipamentos de elevação
C Preparar área para operação de equipamentos de elevação (6)
  • Inspecionar visualmente a área de operação do equipamento no solo, ar, água e vias de acesso
  • Respeitar legislação ambiental e normas técnicas
  • Solicitar limpeza do local de trabalho
  • Solicitar isolamento da área de trabalho
  • Verificar iluminação na área de trabalho
  • Interpretar programação de trabalho (os-pop-sp)
D Transportar pessoas e materiais em máquinas e equipamentos de elevação (7)
  • Examinar as condições climáticas
  • Conferir autorização de serviço
  • Definir equipamentos de transporte e movimentação conforme capacidade
  • Conferir o peso de cargas
  • Selecionar acessórios conforme o tipo de carga e descarga
  • Utilizar acessórios compatíveis com a carga (cabo, cinta)
  • Cumprir ordem de serviço
E Trabalhar com segurança (10)
  • Obedecer normas de segurança do trabalho
  • Solicitar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • Utilizar equipamentos de segurança (epi e epc)
  • Identificar situações de risco
  • Acionar dispositivos sonoros para a retirada de pessoas do local de trabalho
  • Interpretar sinalização de elevação e transportes de cargas
  • Respeitar sinais e comunicações de trânsito
  • Selecionar máquinas e equipamentos de acordo com as características do trabalho e ambiente
  • Realizar transporte e movimentação de cargas perigosas conforme instruções dos fabricantes
  • Realizar intervalos periódicos de descanso face aos esforços repetitivos da ocupação
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Demonstrar auto-organização
  • Manter atenção concentrada
  • Comunicar-se com eficiência
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar autocontrole
  • Evidenciar coordenação motora
  • Demonstrar responsabilidade
  • Adaptar-se a novos trabalhos e situações
  • Demonstrar autocrítica

Sinônimos oficiais (4)

GuincheiroGuindasteiroOperador de guindaste fixo sobre vagões de plataformas flutuantesOperador de ship loader

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7821-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de guindaste (fixo)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.213 por mês, considerando as 2.283 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.955 (10% menores) a R$ 5.197 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.536 (RAIS 2024), 41.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de guindaste (fixo)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.549 admissões contra 2.451 desligamentos, saldo de +98 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de guindaste (fixo)?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de operação e fornecimento de equipamentos para transporte e elevação de cargas e pessoas para uso em obras (CNAE 4399104), com 12,8% das admissões e mediana de R$ 3.310. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de guindaste (fixo)?

7821-10 (família 7821 — Operadores de máquinas e equipamentos de elevação). A CBO reconhece também os títulos: Guincheiro, Guindasteiro, Operador de guindaste fixo sobre vagões de plataformas flutuantes, Operador de ship loader — todos usam o mesmo código 7821-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de guindaste (fixo)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7821: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de guindaste (fixo)?

A taxa é de 25,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (17,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7821-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7821-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7821-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4399104), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7821:

  • All América Latina Logística S.A.
  • Appa Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
  • Cimento Rio Branco S.A.
  • F. Bertoldi Incorporações e Construções Ltda.
  • Orgão Gestor de Mão-de-obra do Paraná (Ogmo-pr)
  • Prefeitura Municipal de Paranaguá (PR)
  • Terrasse Engenharia Ltda.
  • Trombini Papel E Embalagens S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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