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CBO 2002 Família 5171 R$ 2.708 na admissão +31 postos em 12 meses 101 atividades

CBO 5171-05 — Bombeiro de aeródromo

O código 5171-05 identifica a ocupação bombeiro de aeródromo na CBO 2002, dentro da família 5171 — Bombeiros, salva-vidas e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um bombeiro de aeródromo

Previnem situações de risco e executam salvamentos terrestres, aquáticos e em altura, protegendo pessoas e patrimônios de incêndios, explosões, vazamentos, afogamentos ou qualquer outra situação de emergência, com o objetivo de salvar e resgatar vidas; prestam primeiros socorros, verificando o estado da vítima para realizar o procedimento adequado; realizam cursos e campanhas educativas, formando e treinando equipes, brigadas e corpo voluntário de emergência.

Descrição oficial da família 5171 — Bombeiros, salva-vidas e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam no comércio, indústria, serviços e agropecuária. São empregados com carteira assinada, organizam-se em equipe, trabalhando em locais fechados e abertos, em períodos diurnos e noturnos e em revezamento de turnos. Estão, conforme a especialidade das ocupações, expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, umidade e altas temperaturas. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 0311 - Subtenentes e sargentos do Corpo de Bombeiros Militar.

Recursos de trabalho

Ambu (para ventilação boca a boca); Derivantes, empatações (conexões hidráulicas); Detector de gases; Embarcação, viatura, aeronave; EPI, epr; Ferramenta hidráulica de cortar ou tracionar ferro; Life belt (salsichão), colar cervical; Pranchões para salvamento (long board); Rádio ht, vhf marítimo; Viatura de água, pó químico, espuma.

Quanto ganha um bombeiro de aeródromo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.16210% ganham até R$ 2.708mediana R$ 3.44410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.449

Entrada × quem já está

R$ 2.708 ao ser admitido · R$ 4.449 para quem tem vínculo ativo +64,3%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de bombeiro de aeródromo foi de R$ 2.708 — metade das 279 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.162 e os 10% de maior, acima de R$ 3.444.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.449, ou seja, 64,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 39.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.708
Por ano (12 salários)R$ 32.496
Por semanaR$ 623
Por hora (39.5h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.710 91%
  • Mulheres — R$ 2.213 9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.525 92%
  • Mulheres — R$ 3.603 8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.359
  • Sudeste 2.756

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RJ 157 +68 — R$ 2.776 —
SP 80 +2 — R$ 2.493 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

536

Desligamentos

505

Saldo

+31

Rotatividade

22,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+27) saldo negativo · pior: set/25 (-74)

Em 12 meses houve 536 admissões e 505 desligamentos de bombeiro de aeródromo, o que significa que o mercado formal abriu 31 postos de trabalho no período, com rotatividade de 22,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,3% por dispensa sem justa causa, além de 11,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 35,2%
  • Dispensa sem justa causa 49,3%
  • Fim de contrato 11,1%

Sobre 505 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 17,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 3,2%
  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 0,2%
  • 10 a 19 empregados 0,7%
  • 20 a 49 empregados 8,1%
  • 50 a 99 empregados 9,5%
  • 100 a 249 empregados 0,7%
  • 250 a 499 empregados 16,5%
  • 500 a 999 empregados 16,2%
  • 1.000 ou mais empregados 43,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata bombeiro de aeródromo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 31,2% das admissões 167 — — — — 1% 3
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 27,4% das admissões 147 44h R$ 2.719 R$ 2.781 R$ 3.271 2% 2
Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de procedimentos cirúrgicos 8630501 · 9,5% das admissões 51 — — — — 1% 3
Operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240101 · 9,5% das admissões 51 42h R$ 2.461 R$ 2.583 R$ 2.950 2% 3
Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240199 · 5,4% das admissões 29 — — — — 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 2,8% das admissões 15 43.5h — R$ 2.534 — 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,8% das admissões 15 44h — R$ 2.163 — 2% 1
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 2,6% das admissões 14 44h — R$ 2.379 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como bombeiro de aeródromo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.253 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

22 meses

No setor público

4,3%

Em empresa do Simples

1,1%

Sexo

  • Homem 91,9%
  • Mulher 8,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada36,9h/sem
  • Pessoas com deficiência0,1%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,2%

Sobre os 2.253 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 56,6%
  • Branca 32,6%
  • Preta 9,4%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º ao 9º ano 0,8%
  • Fundamental completo 0,8%
  • Médio incompleto 1,2%
  • Médio completo 79,6%
  • Superior incompleto 5,9%
  • Superior completo 10,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,4%
  • Fundamental completo 1,5%
  • Médio incompleto 1,3%
  • Médio completo 76,5%
  • Superior incompleto 8,6%
  • Superior completo 11,2%
  • Pós-graduação 0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,6%
  • 5 a 9 empregados 0,6%
  • 10 a 19 empregados 0,7%
  • 20 a 49 empregados 3,6%
  • 50 a 99 empregados 13,7%
  • 100 a 249 empregados 3,9%
  • 250 a 499 empregados 10,6%
  • 500 a 999 empregados 1%
  • 1.000 ou mais empregados 65,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de bombeiro de aeródromo

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

18,9

CAT no período

33

Idade média no acidente

41 anos

Foram 33 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo bombeiro de aeródromo nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 63,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 30,3% de trajeto (no deslocamento) e 6,1% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 63,6%
  • Doença 6,1%
  • Trajeto 30,3%

Parte do corpo atingida

  • Mão (exceto punho ou dedos) 15,2%
  • Pé (exceto artelhos) 9,1%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 9,1%
  • Dedo 6,1%
  • Localização da lesão, NIC 6,1%

Natureza da lesão

  • Fratura 39,4%
  • Lesão imediata 12,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12,1%
  • Doença, NIC 9,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 6,1%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado 15,6%
  • Veículo, NIC 9,4%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,4%
  • Animal vivo 9,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S82 — Fratura da perna, incluindo tornozelo 3 9,1% 25.350
S52 — Fratura do antebraço 2 6,1% 16.067
S60.8 — Outros traumatismos superficiais do punho e da mão 1 3% 1.634
F32.1 — Episódio depressivo moderado 1 3% 3.352
T25.2 — Queimadura de segundo grau do tornozelo e do pé 1 3% 228
S62.6 — Fratura de outros dedos 1 3% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividade médica ambulatorial restrita a consultas) tem RAT 1% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 18,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Requer-se do bombeiro de segurança do trabalho e do salva-vidas o ensino fundamental completo, do bombeiro aeródromo, o ensino médio completo. Exige-se curso básico de qualificação de duzentas a quatrocentas horas/aula para todos. Os salva-vidas civis que atuam na orla marítima costumam receber treinamento dado por salva-vidas da polícia militar. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5171.

Qual especialização paga mais na família 5171

Todas as ocupações de bombeiros, salva-vidas e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5171-25 Chefe de brigada R$ 1.655 R$ 5.116 607
5171-05 Bombeiro de aeródromo (esta página) R$ 2.708 R$ 4.449 2.253
5171-30 Agente de proteção e defesa civil R$ 1.616 R$ 4.220 185
5171-10 Bombeiro civil R$ 2.641 R$ 3.687 37.684
5171-20 Brigadista florestal R$ 2.438 R$ 2.427 122
5171-15 Salva-vidas R$ 2.043 R$ 2.262 10.539

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5171-05.

A Combater incêndios (17)
  • •Triar informação sobre incêndio
  • •Definir plano de ação
  • •Controlar tempo resposta
  • •Posicionar viaturas e/ou embarcações
  • •Avaliar proporção e tipo de incêndio
  • •Classificar ocorrência
  • •Avaliar situações de risco
  • •Evacuar local
  • •Isolar área
  • •Acoplar mangueiras d`água
  • •Confinar combate à área atingida (salvatar)
  • •Extinguir fogo
  • •Revolver resíduos do incêndio
  • •Eliminar possíveis focos de incêndio
  • •Eliminar situações de risco
  • •Preservar local para perícia
  • •Deixar local seguro
B Executar salvamento terrestre, aquático e em altura (12)
  • •Localizar vítima
  • •Aproximar-se da vítima
  • •Abordar vítima
  • •Dominar fisicamente suicida e vítima
  • •Ventilar local do acidente
  • •Cortar ferragens
  • •Cavar local de soterramento
  • •Desencarcerar vítimas
  • •Rebocar afogado
  • •Retirar afogado da água
  • •Resgatar vítima
  • •Capturar animais e insetos (peçonhentos, raivosos)
C Prevenir acidentes (incêndio, vazamento, explosão, desmoronamentos, etc) (7)
  • •Mapear área de risco
  • •Vistoriar instalações
  • •Vistoriar sistema de proteção contra incêndio
  • •Reconhecer local de trabalho
  • •Sinalizar locais de risco
  • •Estabelecer rota de fuga
  • •Acompanhar operações de risco
D Controlar acidentes com produtos perigosos (5)
  • •Identificar produtos perigosos
  • •Conter vazamento do recipiente
  • •Demarcar distância de segurança
  • •Afastar público do local
  • •Monitorar condições atmosféricas
E Prestar primeiros socorros (13)
  • •Associar estado da vítima com local do acidente
  • •Verificar nível de consciência da vítima
  • •Liberar vias aéreas da vítima
  • •Verificar respiração e circulação
  • •Constatar hemorragias e deformidades
  • •Proceder à respiração artificial
  • •Fornecer suprimento de oxigênio
  • •Fazer massagem cardíaca
  • •Efetuar anamnese da vítima
  • •Imobilizar vítima
  • •Estabilizar a vítima
  • •Acalmar vítima
  • •Transportar vítima para centro médico
F Preparar-se para ocorrências (10)
  • •Conferir efetivo
  • •Distribuir tarefas e funções
  • •Conferir funcionamento dos equipamentos e viaturas e/ou ferramentas
  • •Conferir estado dos equipamentos e materiais e/ou ferramentas
  • •Abastecer equipamentos e/ou viaturas
  • •Praticar exercícios físicos
  • •Praticar mergulho
  • •Traçar itinerário
  • •Providenciar manutenção dos equipamentos e/ou ferramentas
  • •Especificar equipamentos e/ou ferramentas para aquisição
H Realizar cursos e campanhas preventivas e educativas (6)
  • •Ministrar aulas e palestras educativas
  • •Capacitar brigadas de incêndio
  • •Capacitar corpo voluntário de emergência e/ou núcleos comunitários de pdc.
  • •Treinar equipe de bombeiro e salvamento
  • •Treinar brigadas de incêndio e abandono de local
  • •Simular ocorrências com funcionários de empresas e/ou comunidades e instituições
J Trabalhar com segurança e bio-segurança (7)
  • •Tomar vacinas
  • •Submeter-se a exames periódicos
  • •Higienizar equipamentos
  • •Selecionar roupa conforme a ocorrência
  • •Usar equipamento de proteção individual e proteção coletiva
  • •Descontaminar equipamentos
  • •Aplicar medidas de segurança para a equipe
Y Comunicar-se (11)
  • •Orientar público
  • •Conversar com a vítima
  • •Ouvir relatos da vítima e testemunhas
  • •Informar dados da vítima
  • •Trocar informações
  • •Chamar apoio
  • •Comunicar-se através de sinais
  • •Elaborar estatísticas
  • •Relatar ocorrências em formulário ou sistema
  • •Informar o centro de operações
  • •Elaborar relatórios
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • •Demonstrar prontidão
  • •Demonstrar controle emocional
  • •Demonstrar resistência a fadiga
  • •Demonstrar empatia
  • •Demonstrar cautela
  • •Demonstrar capacidade de persuasão
  • •Demonstrar capacidade de observação
  • •Demonstrar capacidade de tomar decisões
  • •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar segurança
  • •Demonstrar pró atividade

Sinônimos oficiais (1)

Bombeiro de aeroporto

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5171-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um bombeiro de aeródromo?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.708 por mês, considerando as 279 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.162 (10% menores) a R$ 3.444 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.449 (RAIS 2024), 64.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando bombeiro de aeródromo?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 536 admissões contra 505 desligamentos, saldo de +31 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata bombeiro de aeródromo?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividade médica ambulatorial restrita a consultas (CNAE 8630503), com 31,2% das admissões. A ficha de bombeiro de aeródromo no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de bombeiro de aeródromo?

5171-05 (família 5171 — Bombeiros, salva-vidas e afins). A CBO reconhece também os títulos: Bombeiro de aeroporto — todos usam o mesmo código 5171-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser bombeiro de aeródromo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5171: Requer-se do bombeiro de segurança do trabalho e do salva-vidas o ensino fundamental completo, do bombeiro aeródromo, o ensino médio completo. Exige-se curso básico de qualificação de duzentas a quatrocentas horas/aula para todos. Os salva-vidas civis que atuam na orla marítima costumam receber treinamento dado por salva-vidas da polícia militar. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de bombeiro de aeródromo?

A taxa é de 18,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é mão (exceto punho ou dedos) (15,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S82 — fratura da perna, incluindo tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5171-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5171-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5171-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8630503), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5171:

  • •Condomínio Shopping Center Ibirapuera
  • •Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro
  • •Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp)
  • •Emdurb / Daesp
  • •Esporte Clube Pinheiros
  • •Ford Motor Company
  • •General Motors do Brasil Ltda.
  • •Polícia Militar do Estado de São Paulo - Corpo de Bombeiros
  • •Rhodia Brasil Ltda.
  • •Serviço de Vigilância Sanitária da Prefeitura Municipal de Santos (Sevisa)
  • •Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • •EPR: Equipamento de Proteção Respiratório.
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