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CBO 2002 Família 5153 R$ 2.164 na admissão +1.013 postos em 12 meses 81 atividades

CBO 5153-25 — Sócioeducador

O código 5153-25 identifica a ocupação sócioeducador na CBO 2002, dentro da família 5153 — Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um sócioeducador

Visam garantir a atenção, defesa e proteção a pessoas em situações de risco pessoal e social. Procuram assegurar seus direitos, abordando-as, sensibilizando-as, identificando suas necessidades e demandas e desenvolvendo atividades e tratamento.

Descrição oficial da família 5153 — Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em instituições ou nas ruas. As atividades são exercidas com alguma forma de supervisão, geralmente em equipes multidisciplinares. Os horários de trabalho são variados: tempo integral, revezamento de turno ou períodos determinados. Os trabalhores desta família ocupacional lidam diariamente com situações de risco, assistindo indivíduos com alteração de comportamento, agressividade e em vulnerabilidade

Recursos de trabalho

Computador; Material de escritório; Material didático; Rádio, celular, telefone, fax; Veículos.

Quanto ganha um sócioeducador

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.70310% ganham atéR$ 2.164medianaR$ 2.90210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.475

Entrada × quem já está

R$ 2.164 ao ser admitido · R$ 4.475 para quem tem vínculo ativo +106,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de sócioeducador foi de R$ 2.164 — metade das 2.898 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.703 e os 10% de maior, acima de R$ 2.902.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.475, ou seja, 106,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 39 meses.

Considerando a jornada média de 40.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.164
Por ano (12 salários)R$ 25.968
Por semanaR$ 498
Por hora (40.8h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.29435,6%
  • Mulheres — R$ 2.10164,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.95460,9%
  • Mulheres — R$ 2.78639,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.764
  • Sudeste2.159
  • Sul2.885
  • Centro-Oeste1.873

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.245 +239 R$ 1.970
MG 660 +159 R$ 2.182
RJ 637 +179 R$ 2.344
RS 309 +97 R$ 1.997
PR 178 +100 R$ 3.037
BA 126 +40 R$ 1.747
SC 61 +52 R$ 2.852

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.699

Desligamentos

2.686

Saldo

+1.013

Rotatividade

9,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+476) saldo negativo · pior: dez/25 (-103)

Em 12 meses houve 3.699 admissões e 2.686 desligamentos de sócioeducador, o que significa que o mercado formal abriu 1.013 postos de trabalho no período, com rotatividade de 9,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,2% por dispensa sem justa causa, além de 7,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador36,4%
  • Dispensa sem justa causa50,2%
  • Fim de contrato7,3%

Sobre 2.686 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro14%
  • 1 a 4 empregados2,1%
  • 5 a 9 empregados5,2%
  • 10 a 19 empregados4,4%
  • 20 a 49 empregados10,1%
  • 50 a 99 empregados5,7%
  • 100 a 249 empregados10,6%
  • 250 a 499 empregados15,9%
  • 500 a 999 empregados2,4%
  • 1.000 ou mais empregados29,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata sócioeducador

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 24,5% das admissões 906 41.2h R$ 2.075 R$ 2.365 R$ 2.535 2% 1
Administração pública em geral 8411600 · 10,1% das admissões 373 40h R$ 1.947 R$ 2.167 R$ 2.463 2% 1
Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 9% das admissões 332 40.9h R$ 2.129 R$ 2.199 R$ 2.543 2% 1
Atividades de assistência social prestadas em residências coletivas e particulares não especificadas anteriormente 8730199 · 8,7% das admissões 321 42.3h R$ 2.088 R$ 2.166 R$ 2.905 2% 1
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 8,3% das admissões 307 44h R$ 2.327 R$ 2.354 R$ 2.381 3% 3
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 5620101 · 7,1% das admissões 263 44h R$ 1.825 R$ 1.850 R$ 1.875 3% 2
Atividades de apoio à educação, exceto caixas escolares 8550302 · 5,7% das admissões 211 44h R$ 1.929 R$ 1.959 R$ 1.988 2% 2
Outras atividades de serviços pessoais não especificadas anteriormente 9609299 · 3,6% das admissões 133 40h R$ 3.025 R$ 3.050 R$ 3.075 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como sócioeducador

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 28.212 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

39 meses

No setor público

80,9%

Em empresa do Simples

1,5%

Sexo

  • Mulher42,5%
  • Homem57,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40h/sem
  • Pessoas com deficiência1,7%
  • Jornada parcial0,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos13,4%

Sobre os 28.212 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca45,9%
  • Parda43,4%
  • Preta9,9%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo99,6%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • 6º a 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,7%
  • Médio incompleto1,6%
  • Médio completo68,5%
  • Superior incompleto8,4%
  • Superior completo18,7%
  • Pós-graduação1,7%
  • Mestrado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,2%
  • 5 a 9 empregados0,3%
  • 10 a 19 empregados1%
  • 20 a 49 empregados4,4%
  • 50 a 99 empregados7,9%
  • 100 a 249 empregados9,6%
  • 250 a 499 empregados7,2%
  • 500 a 999 empregados6,6%
  • 1.000 ou mais empregados62,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de sócioeducador

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

25

CAT no período

572

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

46 anos

Foram 572 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo sócioeducador nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 25 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 21,2% de trajeto (no deslocamento) e 3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico75,9%
  • Trajeto21,2%
  • Doença3%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas9,6%
  • Joelho9,6%
  • Dedo8,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)5,9%
  • Ombro5,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata28,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)16,1%
  • Distensão, torção11,2%
  • Fratura9,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)8,2%

Agente causador

  • Ser vivo, NIC34,8%
  • Agente do acidente, NIC8,6%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas8,4%
  • Motocicleta, motoneta6,6%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas4,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 31 5,4% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 30 5,2% 1.225
Y04 — Agressão por meio de força corporal 16 2,8% 13
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 12 2,1% 1.634
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 12 2,1% 479
M25.5 — Dor articular 12 2,1% 1.605

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de associações de defesa de direitos sociais) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 25 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços

Informalidade no setor

58,8%

Média nacional

37,5%

Conta própria

60,8%

Rendimento formal × informal

R$ 4.157 × R$ 2.095

No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso às ocupações da família é livre sem requisitos de escolaridade. Para a ocupação de conselheiro tutelar observa-se uma diversidade bastante acentuada no que diz respeito à escolaridade, que pode variar de ensino fundamental incompleto a superior completo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5153.

Qual especialização paga mais na família 5153

Todas as ocupações de trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5153-25 Sócioeducador (esta página) R$ 2.164 R$ 4.475 28.212
5153-30 Monitor de ressocialização prisional R$ 2.303 R$ 3.308 9.911
5153-05 Educador social R$ 2.167 R$ 2.457 46.825
5153-10 Agente de ação social R$ 2.072 R$ 2.220 17.188
5153-20 Conselheiro tutelar R$ 2.213 R$ 2.120 4.018
5153-15 Monitor de dependente químico R$ 1.804 R$ 2.072 2.731

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5153-25.

A Desenvolver ações para garantir direitos dos assistidos/usuários /educandos/ internos (11)
  • Identificar direito violado dos assistidos/usuários/educandos/ internos
  • Orientar assistidos/usuários/ internos/ familiares e educandos sobre e os direitos e/ou deveres
  • Requisitar serviços
  • Denunciar situação de risco
  • Fazer recâmbio de assistidos/usuários/educandos
  • Acompanhar assistidos/usuários/educandos/ internos a atendimentos
  • Recepcionar educando/ interno
  • Acolher educando
  • Solicitar encaminhamento de educandos/ internos
  • Verificar a ocorrência de violação de direitos
  • Acompanhar a rotina diária do educando/ interno
B Sensibilizar assistidos/usuários/ internos (8)
  • Criar vínculos
  • Conscientizar sobre riscos
  • Despertar nos assistidos/usuários/educandos desejo para mudar de vida
  • Aconselhar assistidos/usuários/educandos/ internos
  • Resgatar auto-estima
  • Apontar alternativas
  • Despertar aptidões, habilidades
  • Conscientezar sobre regras e normas
C Identificar necessidades/demandas (7)
  • Receber denúncias
  • Receber informações sobre violação de direitos
  • Observar necessidades de assistidos/usuários/educandos
  • Dialogar com assistidos/usuários/educandos
  • Dialogar com familiares e/ou vizinhança
  • Participar da elaboração do diagnóstico polidimensional
  • Avaliar a adesão a medida socioeducativa
D Abordar assistidos/usuários/educandos/ internos (5)
  • Receber demanda espontânea
  • Atender solicitações dos assistidos/usuários/educandos/ internos
  • Percorrer perímetros e áreas
  • Observar comportamento de assistidos/usuários/educandos/ internos
  • Acompanhar educandos e/ou técnicos em visitas domiciliares
E Desenvolver atividades sócio-educativas (13)
  • Convidar assistidos/usuários para participar de atividade sócio-educativa
  • Acompanhar reuniões sócio-educativas
  • Desenvolver dinâmica de grupo
  • Aconselhar mudanças de comportamento
  • Desenvolver oficinas
  • Realizar atividades artísticas
  • Realizar atividades de lazer e cultura
  • Realizar atividades recreativas e esportivas
  • Realizar atividades pedagógicas lúdicas
  • Realizar acompanhamento pedagógico
  • Acompanhar educando nas atividades socioeducativas
  • Participar de equipes multidisciplinares
  • Realizar procedimentos de segurança
F Planejar trabalho (1)
  • Participar do planejamento do trabalho (ppp,pia,etc)
G Avaliar processo de trabalho (6)
  • Analisar resultados
  • Analisar casos
  • Avaliar ações
  • Analisar práticas
  • Trocar experiências
  • Alterar estratégias
Y Comunicar-se (7)
  • Abrir procedimento de atendimento
  • Elaborar relatórios de atendimento e acompanhamento
  • Cadastrar assistidos/usuários/educandos/ internos
  • Preencher documentos
  • Participar da elaboração das normas
  • Participar da elaboração de questionários
  • Fazer devolutiva
Z Demonstrar competências pessoais (23)
  • Trabalhar em equipe
  • Servir de exemplo
  • Inspirar confiança
  • Buscar identificação e empatia
  • Despertar esperança
  • Exercitar atividade de escuta
  • Agir sob pressão
  • Demonstrar capacidade de compreensão
  • Contornar situações adversas
  • Demonstrar entusiasmo
  • Respeitar diferenças
  • Demonstrar criatividade
  • Assumir riscos
  • Demonstrar coragem
  • Demonstrar persistência
  • Tomar decisões
  • Demonstrar facilidade de comunicação
  • Administrar conflitos
  • Demonstrar auto-controle
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Permanecer em estado de alerta
  • Demonstrar pró atividade
  • Demonstrar flexibilidade

Sinônimos oficiais (4)

Agente de apoio socioeducativoAgente de segurança socioeducativaAgente educacionalAtendente de reintegração social

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5153-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um sócioeducador?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.164 por mês, considerando as 2.898 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.703 (10% menores) a R$ 2.902 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.475 (RAIS 2024), 106.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando sócioeducador?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.699 admissões contra 2.686 desligamentos, saldo de +1.013 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata sócioeducador?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 24,5% das admissões e mediana de R$ 2.365. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de sócioeducador?

5153-25 (família 5153 — Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei). A CBO reconhece também os títulos: Agente de apoio socioeducativo, Agente de segurança socioeducativa, Agente educacional, Atendente de reintegração social — todos usam o mesmo código 5153-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser sócioeducador?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5153: O acesso às ocupações da família é livre sem requisitos de escolaridade. Para a ocupação de conselheiro tutelar observa-se uma diversidade bastante acentuada no que diz respeito à escolaridade, que pode variar de ensino fundamental incompleto a superior completo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de sócioeducador?

A taxa é de 25 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (9,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5153-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5153-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5153-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5153:

  • Admer - Associação de Defesa do Menor de Rua
  • Apoio - casa Amarela - Santo André
  • Associação de Moradores do Jardim Santa Lúcia I e Adjacências
  • Centro Social Santo Dias
  • Comare
  • Comunidade Terapêutica Luz Para a Vida
  • Conselho Tutelar
  • Conselho Tutelar de Carapicuiba
  • Conselho Tutelar M´boi Mirim - Jardim Angela
  • Espaço Minha Gente
  • Instituto Monsenhor Benedito Antunes - Proj. Andrezinho Cidadão
  • Nova Aliança
  • Ong Santa Lucia
  • Prefeitura do Município de Itapevi
  • Projeto Axé - Bahia
  • Segundo Conselho Tutelar de Santo André
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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