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CBO 2002 Família 5153 R$ 2.225 na admissão -6 postos em 12 meses 85 atividades

CBO 5153-20 — Conselheiro tutelar

O código 5153-20 identifica a ocupação conselheiro tutelar na CBO 2002, dentro da família 5153 — Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um conselheiro tutelar

Visam garantir a atenção, defesa e proteção a pessoas em situações de risco pessoal e social. Procuram assegurar seus direitos, abordando-as, sensibilizando-as, identificando suas necessidades e demandas e desenvolvendo atividades e tratamento.

Descrição oficial da família 5153 — Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em instituições ou nas ruas. As atividades são exercidas com alguma forma de supervisão, geralmente em equipes multidisciplinares. Os horários de trabalho são variados: tempo integral, revezamento de turno ou períodos determinados. Os trabalhores desta família ocupacional lidam diariamente com situações de risco, assistindo indivíduos com alteração de comportamento, agressividade e em vulnerabilidade

Recursos de trabalho

Computador; Material de escritório; Material didático; Rádio, celular, telefone, fax; Veículos.

Quanto ganha um conselheiro tutelar

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61810% ganham até R$ 2.225mediana R$ 2.34010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.120

Entrada × quem já está

R$ 2.225 ao ser admitido · R$ 2.120 para quem tem vínculo ativo -4,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de conselheiro tutelar foi de R$ 2.225 — metade das 14 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.618 e os 10% de maior, acima de R$ 2.340.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.120, ou seja, 4,7% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 12 meses.

Considerando a jornada média de 39.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.225
Por ano (12 salários)R$ 26.700
Por semanaR$ 512
Por hora (39.9h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

36

Desligamentos

42

Saldo

-6

Rotatividade

1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+2) saldo negativo · pior: out/25 (-6)

Em 12 meses houve 36 admissões e 42 desligamentos de conselheiro tutelar, o que significa que o mercado formal fechou 6 postos de trabalho no período, com rotatividade de 1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19% foram a pedido do próprio trabalhador e 28,6% por dispensa sem justa causa, além de 50% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 19%
  • Dispensa sem justa causa 28,6%
  • Fim de contrato 50%

Sobre 42 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência 5,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2,9%
  • 1 a 4 empregados 2,9%
  • 5 a 9 empregados 8,6%
  • 10 a 19 empregados 2,9%
  • 20 a 49 empregados 17,1%
  • 50 a 99 empregados 14,3%
  • 100 a 249 empregados 5,7%
  • 250 a 499 empregados 40%
  • 500 a 999 empregados 2,9%
  • 1.000 ou mais empregados 2,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata conselheiro tutelar

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Administração pública em geral 8411600 · 66,7% das admissões 24 — — — — 2% 1
Atividades de assistência psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos, deficiência mental e dependência química e grupos similares não especificadas anteriormente 8720499 · 11,1% das admissões 4 — — — — 2% 1
Ensino fundamental 8513900 · 5,6% das admissões 2 — — — — 1% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 5,6% das admissões 2 — — — — 2% 1
Comércio a varejo de automóveis, camionetas e utilitários novos 4511101 · 5,6% das admissões 2 — — — — 2% 2
Atividades de assistência a deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes 8711503 · 2,8% das admissões 1 — — — — 1% 1
Corretagem no aluguel de imóveis 6821802 · 2,8% das admissões 1 — — — — 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como conselheiro tutelar

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.018 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

12 meses

No setor público

99,1%

Em empresa do Simples

0,3%

Sexo

  • Mulher 66,1%
  • Homem 33,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,1h/sem
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 4.018 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 54,8%
  • Branca 35,4%
  • Preta 7%
  • Amarela 2,4%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 1,3%
  • 5º ano completo 1%
  • 6º ao 9º ano 0,9%
  • Fundamental completo 2,2%
  • Médio incompleto 1,1%
  • Médio completo 66,4%
  • Superior incompleto 4,3%
  • Superior completo 21,9%
  • Mestrado 0,6%
  • Doutorado 0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 2,8%
  • Fundamental completo 2,8%
  • Médio incompleto 8,3%
  • Médio completo 58,3%
  • Superior incompleto 2,8%
  • Superior completo 25%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,2%
  • 5 a 9 empregados 1%
  • 10 a 19 empregados 1,5%
  • 20 a 49 empregados 4,9%
  • 50 a 99 empregados 4,2%
  • 100 a 249 empregados 13,5%
  • 250 a 499 empregados 17,3%
  • 500 a 999 empregados 14,7%
  • 1.000 ou mais empregados 42,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso às ocupações da família é livre sem requisitos de escolaridade. Para a ocupação de conselheiro tutelar observa-se uma diversidade bastante acentuada no que diz respeito à escolaridade, que pode variar de ensino fundamental incompleto a superior completo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5153.

Qual especialização paga mais na família 5153

Todas as ocupações de trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5153-25 Sócioeducador R$ 2.167 R$ 4.475 28.212
5153-30 Monitor de ressocialização prisional R$ 2.312 R$ 3.308 9.911
5153-05 Educador social R$ 2.169 R$ 2.457 46.825
5153-10 Agente de ação social R$ 2.077 R$ 2.220 17.188
5153-20 Conselheiro tutelar (esta página) R$ 2.225 R$ 2.120 4.018
5153-15 Monitor de dependente químico R$ 1.807 R$ 2.072 2.731

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5153-20.

A Desenvolver ações para garantir direitos dos assistidos/usuários /educandos/ internos (10)
  • •Identificar direito violado dos assistidos/usuários/educandos/ internos
  • •Orientar assistidos/usuários/ internos/ familiares e educandos sobre e os direitos e/ou deveres
  • •Requisitar serviços
  • •Encaminhar assistidos/usuários / internos/ familiares a entidades e serviços
  • •Solicitar resgate de assistidos/usuários/ internos
  • •Resgatar assistidos/usuários/ internos
  • •Acompanhar assistidos/usuários/educandos/ internos a atendimentos
  • •Fiscalizar entidades de atendimento a crianças e adolecentes
  • •Assessorar poder público na implantação de programas e projetos
  • •Informar ministério público e/ou poder judiciário os direitos violados
B Sensibilizar assistidos/usuários/ internos (7)
  • •Criar vínculos
  • •Conscientizar sobre riscos
  • •Despertar nos assistidos/usuários/educandos desejo para mudar de vida
  • •Aconselhar assistidos/usuários/educandos/ internos
  • •Resgatar auto-estima
  • •Apontar alternativas
  • •Despertar aptidões, habilidades
C Identificar necessidades/demandas (7)
  • •Receber denúncias
  • •Observar necessidades de assistidos/usuários/educandos
  • •Dialogar com assistidos/usuários/educandos
  • •Dialogar com familiares e/ou vizinhança
  • •Levantar dados estatísticos
  • •Pesquisar histórico familiar
  • •Monitorar comportamento
D Abordar assistidos/usuários/educandos/ internos (8)
  • •Realizar visitas domiciliares
  • •Verificar denúncias
  • •Receber pedidos de ajuda da família
  • •Receber demanda espontânea
  • •Atender solicitações dos assistidos/usuários/educandos/ internos
  • •Observar comportamento de assistidos/usuários/educandos/ internos
  • •Avistar assistidos/usuários
  • •Aproximar-se dos assistidos/usuários
E Desenvolver atividades sócio-educativas (3)
  • •Convidar assistidos/usuários para participar de atividade sócio-educativa
  • •Acompanhar reuniões sócio-educativas
  • •Aconselhar mudanças de comportamento
F Planejar trabalho (9)
  • •Definir objetivos
  • •Definir metodologia de trabalho
  • •Definir metas
  • •Definir estratégias
  • •Estabelecer cronograma
  • •Identificar público-alvo
  • •Estabelecer roteiro de visitas
  • •Planejar eventos
  • •Estabelecer parcerias com entidades públicas e/ou privadas
G Avaliar processo de trabalho (8)
  • •Analisar resultados
  • •Analisar casos
  • •Avaliar ações
  • •Analisar práticas
  • •Trocar experiências
  • •Avaliar reinserção dos assistidos/usuários
  • •Acompanhar reinserção familiar e social dos assistidos/usuários
  • •Alterar estratégias
Y Comunicar-se (10)
  • •Abrir procedimento de atendimento
  • •Elaborar relatórios de atendimento e acompanhamento
  • •Cadastrar assistidos/usuários/educandos/ internos
  • •Preencher documentos
  • •Encaminhar documentação oficial
  • •Notificar pessoas e entidades
  • •Participar da elaboração das normas
  • •Agendar visitas
  • •Definir rotina administrativa
  • •Fazer devolutiva
Z Demonstrar competências pessoais (23)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Servir de exemplo
  • •Inspirar confiança
  • •Buscar identificação e empatia
  • •Despertar esperança
  • •Exercitar atividade de escuta
  • •Agir sob pressão
  • •Demonstrar capacidade de compreensão
  • •Contornar situações adversas
  • •Demonstrar entusiasmo
  • •Respeitar diferenças
  • •Demonstrar criatividade
  • •Assumir riscos
  • •Demonstrar coragem
  • •Demonstrar persistência
  • •Tomar decisões
  • •Demonstrar facilidade de comunicação
  • •Administrar conflitos
  • •Demonstrar auto-controle
  • •Demonstrar capacidade de negociação
  • •Permanecer em estado de alerta
  • •Demonstrar pró atividade
  • •Demonstrar flexibilidade

Perguntas frequentes

Quanto ganha um conselheiro tutelar?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.225 por mês, considerando as 14 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.618 (10% menores) a R$ 2.340 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.120 (RAIS 2024), 4.7% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando conselheiro tutelar?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 36 admissões contra 42 desligamentos, saldo de -6 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata conselheiro tutelar?

A atividade econômica que mais contratou foi Administração pública em geral (CNAE 8411600), com 66,7% das admissões. A ficha de conselheiro tutelar no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de conselheiro tutelar?

5153-20 (família 5153 — Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser conselheiro tutelar?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5153: O acesso às ocupações da família é livre sem requisitos de escolaridade. Para a ocupação de conselheiro tutelar observa-se uma diversidade bastante acentuada no que diz respeito à escolaridade, que pode variar de ensino fundamental incompleto a superior completo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5153-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5153-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5153-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8411600), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5153:

  • •Admer - Associação de Defesa do Menor de Rua
  • •Apoio - casa Amarela - Santo André
  • •Associação de Moradores do Jardim Santa Lúcia I e Adjacências
  • •Centro Social Santo Dias
  • •Comare
  • •Comunidade Terapêutica Luz Para a Vida
  • •Conselho Tutelar
  • •Conselho Tutelar de Carapicuiba
  • •Conselho Tutelar M´boi Mirim - Jardim Angela
  • •Espaço Minha Gente
  • •Instituto Monsenhor Benedito Antunes - Proj. Andrezinho Cidadão
  • •Nova Aliança
  • •Ong Santa Lucia
  • •Prefeitura do Município de Itapevi
  • •Projeto Axé - Bahia
  • •Segundo Conselho Tutelar de Santo André
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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