CBO 3517-20 — Assistente técnico de seguros
O código 3517-20 identifica a ocupação assistente técnico de seguros na CBO 2002, dentro da família 3517 — Técnicos de seguros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um assistente técnico de seguros
Contatam corretores, segurados e equipe de trabalho, para comercializar seguros e para facilitar o relacionamento empresa-cliente; subscrevem e inspecionam riscos; operacionalizam cálculos de prêmios e outros procedimentos para cessão e recuperação de resseguros e co-seguros; executam regulação e liquidação de sinistros. Desenvolvem novas modalidades de seguros. Elaboram documentação técnica.
Descrição oficial da família 3517 — Técnicos de seguros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em empresas de seguros e de previdência privada, empresas de economia mista e órgãos governamentais da área securitária. O trabalho é realizado em ambientes fechados, nos horários diurnos. São trabalhadores celetistas ou estatutários e se organizam em equipe, sob supervisão. Eventualmente, estão sujeitos a pressões no trabalho que podem ocasionar estresse.
Recursos de trabalho
Calculadora; Formulários; Instrumentos, aparelhos e equipamentos de testes; Legislação de seguros; Manuais e normas técnicos; Máquina fotográfica; Material de escritório; Microcomputador e periféricos; Tabelas técnicas; Telefone, celular, nextel, bip. 609
Quanto ganha um assistente técnico de seguros
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.812
Entrada × quem já está
R$ 2.239 ao ser admitido · R$ 2.812 para quem tem vínculo ativo +25,6%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de assistente técnico de seguros foi de R$ 2.239 — metade das 1.200 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.711 e os 10% de maior, acima de R$ 3.760.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.812, ou seja, 25,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.
Considerando a jornada média de 41.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.239 |
| Por ano (12 salários) | R$ 26.868 |
| Por semana | R$ 515 |
| Por hora (41.6h/sem) | R$ 13,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 580 | +106 | — | R$ 2.560 | — |
| MG | 93 | +28 | — | R$ 2.325 | — |
| RJ | 93 | +0 | — | R$ 2.250 | — |
| PR | 85 | +4 | — | R$ 2.245 | — |
| DF | 81 | +26 | — | R$ 1.913 | — |
| GO | 50 | -1 | — | R$ 2.086 | — |
| SC | 49 | -6 | — | R$ 2.260 | — |
| RS | 44 | +0 | — | R$ 2.354 | — |
| ES | 39 | +4 | — | R$ 1.960 | — |
| PE | 33 | +10 | — | R$ 1.911 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.255
Desligamentos
1.084
Saldo
+171
Rotatividade
32,2%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.255 admissões e 1.084 desligamentos de assistente técnico de seguros, o que significa que o mercado formal abriu 171 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,2% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 43,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,9% por dispensa sem justa causa, além de 6,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 1.084 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata assistente técnico de seguros
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como assistente técnico de seguros
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.365 vínculos
Idade mediana
32 anos
Tempo de casa
28 meses
No setor público
2,8%
Em empresa do Simples
30,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada41,6h/sem
- Pessoas com deficiência2,6%
- Jornada parcial0,5%
- Em entidade sem fins lucrativos2,8%
Sobre os 3.365 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3517.
Qual especialização paga mais na família 3517
Todas as ocupações de técnicos de seguros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3517-35 | Técnico de resseguros | R$ 6.275 | R$ 9.138 | 293 |
| 3517-05 | Analista de seguros (técnico) | R$ 3.325 | R$ 4.428 | 9.012 |
| 3517-10 | Analista de sinistros | R$ 2.824 | R$ 3.916 | 7.603 |
| 3517-40 | Técnico de seguros | R$ 2.885 | R$ 3.363 | 4.981 |
| 3517-30 | Inspetor de sinistros | R$ 2.178 | R$ 3.148 | 3.617 |
| 3517-20 | Assistente técnico de seguros (esta página) | R$ 2.239 | R$ 2.812 | 3.365 |
| 3517-15 | Assistente comercial de seguros | R$ 2.090 | R$ 2.704 | 9.399 |
| 3517-25 | Inspetor de risco | R$ 1.977 | R$ 2.027 | 6.575 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3517-20.
A Comercializar seguros (3)
- •Levantar necessidades dos clientes
- •Identificar novos nichos de mercado
- •Transmitir informações sobre necessidades de clientes
B Subscrever riscos (1)
- •Enquadrar propostas às condições de resseguro e co-seguro da companhia
F Desenvolver produtos (12)
- •Pesquisar mercado concorrente
- •Comparar produtos de concorrentes
- •Consultar demais áreas da empresa
- •Pesquisar legislação
- •Monitorar resultados da carteira
- •Informar dados para elaboração de nota técnica (custo de comercialização, sinistralidade)
- •Conceituar o produto
- •Obter aprovação interna do produto
- •Assistir ao desenvolvimento do sistema de informática
- •Auxiliar no treinamento e desenvolvimento de pessoal envolvido com o produto
- •Acompanhar implementação do produto
- •Promover ajustes no produto
G Elaborar documentação técnica (2)
- •Redigir condições contratuais para novos produtos
- •Criar normas e procedimentos internos
Z Demonstrar competências pessoais (11)
- •Agir com paciência
- •Agir com empatia
- •Demonstrar flexibilidade
- •Dar provas de credibilidade
- •Demonstrar capacidade de pesquisa
- •Raciocinar de forma lógica
- •Demonstrar capacidade de decisão
- •Agir com persuasão
- •Demonstrar senso de observação
- •Expressar-se de forma oral e escrita
- •Agir com objetividade
Sinônimos oficiais (2)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3517-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um assistente técnico de seguros?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.239 por mês, considerando as 1.200 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.711 (10% menores) a R$ 3.760 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.812 (RAIS 2024), 25.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando assistente técnico de seguros?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.255 admissões contra 1.084 desligamentos, saldo de +171 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata assistente técnico de seguros?
A atividade econômica que mais contratou foi Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde (CNAE 6622300), com 49,2% das admissões e mediana de R$ 2.267. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de assistente técnico de seguros?
3517-20 (família 3517 — Técnicos de seguros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Assistente de analista de produtos, Assistente de produtos (técnico de seguros) — todos usam o mesmo código 3517-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser assistente técnico de seguros?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3517: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3517-20?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3517-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3517-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6622300), o RAT é 1%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3517:
- •Agf Brasil Seguros S.A.
- •Chubb do Brasil Companhia de Seguros S.A.
- •Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp)
- •Companhia de Seguros Minas Brasil S.A.
- •Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados (Fenaseg)
- •Indiana Seguros S.A.
- •Linces Vistorias e Serviços S/C Ltda.
- •Marítima Seguros S.A.
- •Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais
- •Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda (Susep)
- •Tokio Marine Brasil Seguradora S.A.
- •Vera Cruz Seguradora S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO
- •Co-seguro: divisão de um risco segurado entre vários seguradores, ficando cada um deles responsável direto por uma quota-parte determinada do valor total do seguro (Glossário da Fenaseg).
- •Resseguro: operação pela qual o segurador, com o fito de diminuir sua responsabilida- de na aceitação de um risco considerado excessivo ou perigoso, cede a outro segurador uma parte da responsabilidade e do prêmio recebido (Glossário da Fenaseg).