CBO 3517-30 — Inspetor de sinistros
O código 3517-30 identifica a ocupação inspetor de sinistros na CBO 2002, dentro da família 3517 — Técnicos de seguros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um inspetor de sinistros
Contatam corretores, segurados e equipe de trabalho, para comercializar seguros e para facilitar o relacionamento empresa-cliente; subscrevem e inspecionam riscos; operacionalizam cálculos de prêmios e outros procedimentos para cessão e recuperação de resseguros e co-seguros; executam regulação e liquidação de sinistros. Desenvolvem novas modalidades de seguros. Elaboram documentação técnica.
Descrição oficial da família 3517 — Técnicos de seguros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em empresas de seguros e de previdência privada, empresas de economia mista e órgãos governamentais da área securitária. O trabalho é realizado em ambientes fechados, nos horários diurnos. São trabalhadores celetistas ou estatutários e se organizam em equipe, sob supervisão. Eventualmente, estão sujeitos a pressões no trabalho que podem ocasionar estresse.
Recursos de trabalho
Calculadora; Formulários; Instrumentos, aparelhos e equipamentos de testes; Legislação de seguros; Manuais e normas técnicos; Máquina fotográfica; Material de escritório; Microcomputador e periféricos; Tabelas técnicas; Telefone, celular, nextel, bip. 609
Quanto ganha um inspetor de sinistros
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.148
Entrada × quem já está
R$ 2.178 ao ser admitido · R$ 3.148 para quem tem vínculo ativo +44,5%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de inspetor de sinistros foi de R$ 2.178 — metade das 1.301 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.674 e os 10% de maior, acima de R$ 3.524.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.148, ou seja, 44,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 27 meses.
Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.178 |
| Por ano (12 salários) | R$ 26.136 |
| Por semana | R$ 501 |
| Por hora (43.5h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 504 | +29 | — | R$ 2.419 | — |
| MG | 393 | +48 | — | R$ 2.176 | — |
| MA | 58 | +18 | — | R$ 1.727 | — |
| GO | 53 | -8 | — | R$ 2.075 | — |
| SC | 49 | -6 | — | R$ 2.800 | — |
| BA | 35 | +3 | — | R$ 1.689 | — |
| MT | 31 | +1 | — | R$ 1.730 | — |
| MS | 30 | -6 | — | R$ 1.971 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.344
Desligamentos
1.312
Saldo
+32
Rotatividade
36,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.344 admissões e 1.312 desligamentos de inspetor de sinistros, o que significa que o mercado formal abriu 32 postos de trabalho no período, com rotatividade de 36,3% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 38,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,8% por dispensa sem justa causa, além de 5,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 1.312 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata inspetor de sinistros
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 25,4% das admissões | 342 | 44h | R$ 2.138 | R$ 2.182 | R$ 2.249 | 3% | 1 |
| Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 22,2% das admissões | 298 | 44h | R$ 1.687 | R$ 1.778 | R$ 2.050 | 2% | 2 |
| Atividades de transporte de valores 8012900 · 10,7% das admissões | 144 | 44h | R$ 2.354 | R$ 2.411 | R$ 2.455 | 3% | 3 |
| Peritos e avaliadores de seguros 6621501 · 6,5% das admissões | 88 | 42.2h | R$ 2.433 | R$ 3.575 | R$ 7.033 | 1% | 1 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 4,6% das admissões | 62 | 44h | R$ 1.958 | R$ 3.038 | R$ 3.283 | 2% | 1 |
| Sociedade seguradora de seguros não vida 6512000 · 3,9% das admissões | 53 | 40.9h | — | R$ 5.600 | — | 2% | 1 |
| Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 8219999 · 1,9% das admissões | 26 | 43.9h | — | R$ 2.557 | — | 3% | 2 |
| Atividades associativas não especificadas anteriormente 9499500 · 1,9% das admissões | 25 | 44h | — | R$ 2.500 | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como inspetor de sinistros
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.617 vínculos
Idade mediana
37 anos
Tempo de casa
27 meses
No setor público
0,5%
Em empresa do Simples
37,7%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada42,4h/sem
- Pessoas com deficiência0,8%
- Contrato intermitente0,2%
- Em entidade sem fins lucrativos4,6%
Sobre os 3.617 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de inspetor de sinistros
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
13,3
CAT no período
38
Óbitos comunicados
3
Idade média no acidente
33 anos
Foram 38 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo inspetor de sinistros nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 34,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 65,8% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.
No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S80.0 — Contusão do joelho | 3 | 7,9% | 1.225 |
| S90.0 — Contusão do tornozelo | 3 | 7,9% | 1.188 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 3 | 7,9% | 1.358 |
| M25.5 — Dor articular | 2 | 5,3% | 1.605 |
| S40.0 — Contusão do ombro e do braço | 2 | 5,3% | 479 |
| S01.0 — Ferimento do couro cabeludo | 1 | 2,6% | 69 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3517.
Qual especialização paga mais na família 3517
Todas as ocupações de técnicos de seguros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3517-35 | Técnico de resseguros | R$ 6.275 | R$ 9.138 | 293 |
| 3517-05 | Analista de seguros (técnico) | R$ 3.325 | R$ 4.428 | 9.012 |
| 3517-10 | Analista de sinistros | R$ 2.824 | R$ 3.916 | 7.603 |
| 3517-40 | Técnico de seguros | R$ 2.885 | R$ 3.363 | 4.981 |
| 3517-30 | Inspetor de sinistros (esta página) | R$ 2.178 | R$ 3.148 | 3.617 |
| 3517-20 | Assistente técnico de seguros | R$ 2.239 | R$ 2.812 | 3.365 |
| 3517-15 | Assistente comercial de seguros | R$ 2.090 | R$ 2.704 | 9.399 |
| 3517-25 | Inspetor de risco | R$ 1.977 | R$ 2.027 | 6.575 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3517-30.
C Inspecionar riscos (3)
- •Verificar documentação do objeto de inspeção
- •Recomendar medidas de prevenção de perdas
- •Verificar implementação das medidas sugeridas
E Executar regulação e liquidação de sinistros (6)
- •Analisar contrato
- •Avaliar dinâmica do sinistro, com nexo causal (causa e efeito)
- •Avaliar danos e orçamentos
- •Fotografar objeto do seguro
- •Solicitar documentação
- •Negociar orçamentos
G Elaborar documentação técnica (2)
- •Elaborar parecer técnico
- •Preparar relatório técnico de sinistros
Z Demonstrar competências pessoais (11)
- •Agir com paciência
- •Agir com empatia
- •Demonstrar flexibilidade
- •Dar provas de credibilidade
- •Demonstrar capacidade de pesquisa
- •Raciocinar de forma lógica
- •Demonstrar capacidade de decisão
- •Agir com persuasão
- •Demonstrar senso de observação
- •Expressar-se de forma oral e escrita
- •Agir com objetividade
Sinônimos oficiais (4)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3517-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um inspetor de sinistros?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.178 por mês, considerando as 1.301 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.674 (10% menores) a R$ 3.524 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.148 (RAIS 2024), 44.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando inspetor de sinistros?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.344 admissões contra 1.312 desligamentos, saldo de +32 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata inspetor de sinistros?
A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 25,4% das admissões e mediana de R$ 2.182. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de inspetor de sinistros?
3517-30 (família 3517 — Técnicos de seguros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Comissário de avarias, Inspetor de avarias, Regulador de sinistros, Vistoriador de sinistros — todos usam o mesmo código 3517-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser inspetor de sinistros?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3517: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de inspetor de sinistros?
A taxa é de 13,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (15,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S80.0 — contusão do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3517-30?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3517-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3517-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3517:
- •Agf Brasil Seguros S.A.
- •Chubb do Brasil Companhia de Seguros S.A.
- •Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp)
- •Companhia de Seguros Minas Brasil S.A.
- •Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados (Fenaseg)
- •Indiana Seguros S.A.
- •Linces Vistorias e Serviços S/C Ltda.
- •Marítima Seguros S.A.
- •Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais
- •Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda (Susep)
- •Tokio Marine Brasil Seguradora S.A.
- •Vera Cruz Seguradora S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO
- •Co-seguro: divisão de um risco segurado entre vários seguradores, ficando cada um deles responsável direto por uma quota-parte determinada do valor total do seguro (Glossário da Fenaseg).
- •Resseguro: operação pela qual o segurador, com o fito de diminuir sua responsabilida- de na aceitação de um risco considerado excessivo ou perigoso, cede a outro segurador uma parte da responsabilidade e do prêmio recebido (Glossário da Fenaseg).