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CBO 2002 Família 3517 R$ 3.390 na admissão +89 postos em 12 meses 37 atividades

CBO 3517-05 — Analista de seguros (técnico)

O código 3517-05 identifica a ocupação analista de seguros (técnico) na CBO 2002, dentro da família 3517 — Técnicos de seguros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um analista de seguros (técnico)

Contatam corretores, segurados e equipe de trabalho, para comercializar seguros e para facilitar o relacionamento empresa-cliente; subscrevem e inspecionam riscos; operacionalizam cálculos de prêmios e outros procedimentos para cessão e recuperação de resseguros e co-seguros; executam regulação e liquidação de sinistros. Desenvolvem novas modalidades de seguros. Elaboram documentação técnica.

Descrição oficial da família 3517 — Técnicos de seguros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de seguros e de previdência privada, empresas de economia mista e órgãos governamentais da área securitária. O trabalho é realizado em ambientes fechados, nos horários diurnos. São trabalhadores celetistas ou estatutários e se organizam em equipe, sob supervisão. Eventualmente, estão sujeitos a pressões no trabalho que podem ocasionar estresse.

Recursos de trabalho

Calculadora; Formulários; Instrumentos, aparelhos e equipamentos de testes; Legislação de seguros; Manuais e normas técnicos; Máquina fotográfica; Material de escritório; Microcomputador e periféricos; Tabelas técnicas; Telefone, celular, nextel, bip. 609

Quanto ganha um analista de seguros (técnico)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.85310% ganham até R$ 3.390mediana R$ 7.17010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.428

Entrada × quem já está

R$ 3.390 ao ser admitido · R$ 4.428 para quem tem vínculo ativo +30,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de analista de seguros (técnico) foi de R$ 3.390 — metade das 2.562 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.853 e os 10% de maior, acima de R$ 7.170.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.428, ou seja, 30,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 40.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 19,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.390
Por ano (12 salários)R$ 40.680
Por semanaR$ 780
Por hora (40.9h/sem)R$ 19,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.225 38,6%
  • Mulheres — R$ 3.414 61,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.802 35,7%
  • Mulheres — R$ 4.250 64,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 1.780
  • Sudeste 3.654
  • Sul 3.136
  • Centro-Oeste 3.883

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.785 -19 — R$ 3.808 —
RS 265 +134 — R$ 3.149 —
PR 145 -15 — R$ 2.900 —
RJ 141 -20 — R$ 3.267 —
MG 123 +23 — R$ 3.063 —
PE 72 +22 — R$ 1.751 —
SC 60 -27 — R$ 2.700 —
DF 40 -8 — R$ 5.033 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.771

Desligamentos

2.682

Saldo

+89

Rotatividade

29,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+36) saldo negativo · pior: fev/26 (-32)

Em 12 meses houve 2.771 admissões e 2.682 desligamentos de analista de seguros (técnico), o que significa que o mercado formal abriu 89 postos de trabalho no período, com rotatividade de 29,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 44,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,3% por dispensa sem justa causa, além de 9,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 44,9%
  • Dispensa sem justa causa 43,3%
  • Fim de contrato 9,4%

Sobre 2.682 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência 1,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,4%
  • 1 a 4 empregados 10%
  • 5 a 9 empregados 7,3%
  • 10 a 19 empregados 9,7%
  • 20 a 49 empregados 11,8%
  • 50 a 99 empregados 9,2%
  • 100 a 249 empregados 13,9%
  • 250 a 499 empregados 16,1%
  • 500 a 999 empregados 9,2%
  • 1.000 ou mais empregados 7,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata analista de seguros (técnico)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde 6622300 · 44,7% das admissões 1.240 41h R$ 2.495 R$ 3.303 R$ 4.099 1% 1
Sociedade seguradora de seguros não vida 6512000 · 14,4% das admissões 400 40.4h R$ 3.925 R$ 5.617 R$ 7.975 2% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 7,6% das admissões 210 40.5h R$ 3.060 R$ 4.025 R$ 5.700 3% 1
Suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação 6209100 · 7% das admissões 194 40h R$ 3.113 R$ 3.143 R$ 3.173 2% 2
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 4,8% das admissões 132 44h R$ 1.723 R$ 1.798 R$ 1.884 2% 2
Sociedade seguradora de seguros vida 6511101 · 2,5% das admissões 68 41.6h R$ 3.750 R$ 5.250 R$ 8.050 1% 1
Planos de saúde 6550200 · 2% das admissões 56 42.9h R$ 3.000 R$ 3.933 R$ 3.969 2% 1
Sociedade seguradora de seguros saúde 6520100 · 1,6% das admissões 44 40.5h R$ 3.540 R$ 3.950 R$ 4.600 1% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como analista de seguros (técnico)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.012 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

1,1%

Em empresa do Simples

17,7%

Sexo

  • Mulher 64,1%
  • Homem 35,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,6h/sem
  • Pessoas com deficiência2,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,6%

Sobre os 9.012 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 63,7%
  • Parda 27,5%
  • Preta 7,2%
  • Amarela 1,4%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Fundamental completo 0,5%
  • Médio incompleto 0,6%
  • Médio completo 25,4%
  • Superior incompleto 15%
  • Superior completo 58%
  • Mestrado 0,3%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • 5º ano completo 0,1%
  • Fundamental completo 0,3%
  • Médio incompleto 0,4%
  • Médio completo 28,3%
  • Superior incompleto 20,3%
  • Superior completo 43,1%
  • Pós-graduação 7%
  • Mestrado 0,3%
  • Doutorado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 7,8%
  • 5 a 9 empregados 7,3%
  • 10 a 19 empregados 9,1%
  • 20 a 49 empregados 12%
  • 50 a 99 empregados 8,8%
  • 100 a 249 empregados 11,9%
  • 250 a 499 empregados 15%
  • 500 a 999 empregados 18,6%
  • 1.000 ou mais empregados 9,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3517.

Qual especialização paga mais na família 3517

Todas as ocupações de técnicos de seguros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3517-35 Técnico de resseguros R$ 6.503 R$ 9.138 293
3517-05 Analista de seguros (técnico) (esta página) R$ 3.390 R$ 4.428 9.012
3517-10 Analista de sinistros R$ 2.822 R$ 3.916 7.603
3517-40 Técnico de seguros R$ 2.917 R$ 3.363 4.981
3517-30 Inspetor de sinistros R$ 2.279 R$ 3.148 3.617
3517-20 Assistente técnico de seguros R$ 2.246 R$ 2.812 3.365
3517-15 Assistente comercial de seguros R$ 2.102 R$ 2.704 9.399
3517-25 Inspetor de risco R$ 1.999 R$ 2.027 6.575

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3517-05.

A Comercializar seguros (3)
  • •Levantar necessidades dos clientes
  • •Transmitir informações sobre necessidades de clientes
  • •Dar suporte técnico e comercial aos clientes
B Subscrever riscos (10)
  • •Recepcionar pedidos de cotação e ou propostas
  • •Analisar condições propostas para o seguro
  • •Requisitar laudos médicos e inspeções
  • •Enquadrar propostas às condições de resseguro e co-seguro da companhia
  • •Apurar índice de sinistralidade do segurado
  • •Apurar rentabilidade do seguro
  • •Analisar relatórios de inspeção, laudos médicos e questionários
  • •Submeter propostas às normas de subscrição da companhia
  • •Calcular prêmios
  • •Fornecer cotação e condições do seguro
F Desenvolver produtos (10)
  • •Pesquisar mercado concorrente
  • •Comparar produtos de concorrentes
  • •Consultar demais áreas da empresa
  • •Pesquisar legislação
  • •Monitorar resultados da carteira
  • •Conceituar o produto
  • •Assistir ao desenvolvimento do sistema de informática
  • •Auxiliar no treinamento e desenvolvimento de pessoal envolvido com o produto
  • •Acompanhar implementação do produto
  • •Promover ajustes no produto
G Elaborar documentação técnica (3)
  • •Redigir condições contratuais para novos produtos
  • •Criar normas e procedimentos internos
  • •Juntar documentação para licitações
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • •Agir com paciência
  • •Agir com empatia
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Dar provas de credibilidade
  • •Demonstrar capacidade de pesquisa
  • •Raciocinar de forma lógica
  • •Demonstrar capacidade de decisão
  • •Agir com persuasão
  • •Demonstrar senso de observação
  • •Expressar-se de forma oral e escrita
  • •Agir com objetividade

Sinônimos oficiais (2)

Analista técnico de segurosSubscritor assistente de seguros

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3517-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um analista de seguros (técnico)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.390 por mês, considerando as 2.562 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.853 (10% menores) a R$ 7.170 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.428 (RAIS 2024), 30.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando analista de seguros (técnico)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.771 admissões contra 2.682 desligamentos, saldo de +89 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata analista de seguros (técnico)?

A atividade econômica que mais contratou foi Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde (CNAE 6622300), com 44,7% das admissões e mediana de R$ 3.303. A ficha de analista de seguros (técnico) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de analista de seguros (técnico)?

3517-05 (família 3517 — Técnicos de seguros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Analista técnico de seguros, Subscritor assistente de seguros — todos usam o mesmo código 3517-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser analista de seguros (técnico)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3517: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3517-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3517-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3517-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6622300), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3517:

  • •Agf Brasil Seguros S.A.
  • •Chubb do Brasil Companhia de Seguros S.A.
  • •Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp)
  • •Companhia de Seguros Minas Brasil S.A.
  • •Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados (Fenaseg)
  • •Indiana Seguros S.A.
  • •Linces Vistorias e Serviços S/C Ltda.
  • •Marítima Seguros S.A.
  • •Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais
  • •Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda (Susep)
  • •Tokio Marine Brasil Seguradora S.A.
  • •Vera Cruz Seguradora S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Co-seguro: divisão de um risco segurado entre vários seguradores, ficando cada um deles responsável direto por uma quota-parte determinada do valor total do seguro (Glossário da Fenaseg).
  • •Resseguro: operação pela qual o segurador, com o fito de diminuir sua responsabilida- de na aceitação de um risco considerado excessivo ou perigoso, cede a outro segurador uma parte da responsabilidade e do prêmio recebido (Glossário da Fenaseg).
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