NCM Buscador
CBO 2002 Família 3517 R$ 2.824 na admissão -213 postos em 12 meses 21 atividades

CBO 3517-10 — Analista de sinistros

O código 3517-10 identifica a ocupação analista de sinistros na CBO 2002, dentro da família 3517 — Técnicos de seguros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um analista de sinistros

Contatam corretores, segurados e equipe de trabalho, para comercializar seguros e para facilitar o relacionamento empresa-cliente; subscrevem e inspecionam riscos; operacionalizam cálculos de prêmios e outros procedimentos para cessão e recuperação de resseguros e co-seguros; executam regulação e liquidação de sinistros. Desenvolvem novas modalidades de seguros. Elaboram documentação técnica.

Descrição oficial da família 3517 — Técnicos de seguros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de seguros e de previdência privada, empresas de economia mista e órgãos governamentais da área securitária. O trabalho é realizado em ambientes fechados, nos horários diurnos. São trabalhadores celetistas ou estatutários e se organizam em equipe, sob supervisão. Eventualmente, estão sujeitos a pressões no trabalho que podem ocasionar estresse.

Recursos de trabalho

Calculadora; Formulários; Instrumentos, aparelhos e equipamentos de testes; Legislação de seguros; Manuais e normas técnicos; Máquina fotográfica; Material de escritório; Microcomputador e periféricos; Tabelas técnicas; Telefone, celular, nextel, bip. 609

Quanto ganha um analista de sinistros

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.72410% ganham atéR$ 2.824medianaR$ 5.52010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.916

Entrada × quem já está

R$ 2.824 ao ser admitido · R$ 3.916 para quem tem vínculo ativo +38,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de analista de sinistros foi de R$ 2.824 — metade das 1.734 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.724 e os 10% de maior, acima de R$ 5.520.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.916, ou seja, 38,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 41.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.824
Por ano (12 salários)R$ 33.888
Por semanaR$ 650
Por hora (41.3h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.00941,7%
  • Mulheres — R$ 2.74558,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.06340,6%
  • Mulheres — R$ 3.80759,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.990
  • Sudeste3.248
  • Sul2.556
  • Centro-Oeste1.950

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.117 -95 R$ 3.612
MG 332 -14 R$ 2.215
PR 129 +17 R$ 2.190
RJ 121 -70 R$ 2.350
SC 99 +18 R$ 2.863
GO 92 -18 R$ 1.894
RS 62 -16 R$ 2.604

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.090

Desligamentos

2.303

Saldo

-213

Rotatividade

30,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+31) saldo negativo · pior: ago/25 (-50)

Em 12 meses houve 2.090 admissões e 2.303 desligamentos de analista de sinistros, o que significa que o mercado formal fechou 213 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,5% por dispensa sem justa causa, além de 7,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador38%
  • Dispensa sem justa causa51,5%
  • Fim de contrato7,1%

Sobre 2.303 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial2,1%
  • Contrato intermitente0,5%
  • Pessoa com deficiência0,9%
  • Jovem aprendiz0,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,1%
  • 1 a 4 empregados5,1%
  • 5 a 9 empregados7,5%
  • 10 a 19 empregados10,9%
  • 20 a 49 empregados19%
  • 50 a 99 empregados8,7%
  • 100 a 249 empregados13,9%
  • 250 a 499 empregados6,9%
  • 500 a 999 empregados11,3%
  • 1.000 ou mais empregados9,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata analista de sinistros

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde 6622300 · 12,4% das admissões 260 41.4h R$ 2.054 R$ 2.590 R$ 3.578 1% 1
Atividades de teleatendimento 8220200 · 10,3% das admissões 216 44h R$ 2.100 3% 2
Sociedade seguradora de seguros não vida 6512000 · 9,5% das admissões 199 40.7h R$ 3.738 R$ 4.417 R$ 6.090 2% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 7,6% das admissões 159 43.5h R$ 1.869 R$ 2.250 R$ 3.114 2% 1
Peritos e avaliadores de seguros 6621501 · 7,6% das admissões 159 43.1h R$ 1.989 R$ 2.829 R$ 3.532 1% 1
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 7,1% das admissões 148 43.8h R$ 1.727 R$ 1.778 R$ 2.033 2% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,8% das admissões 100 41h R$ 3.413 R$ 4.625 R$ 4.756 3% 1
Atividades associativas não especificadas anteriormente 9499500 · 4,4% das admissões 93 43.7h R$ 2.450 R$ 3.183 R$ 3.667 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como analista de sinistros

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.603 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

33 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

18,5%

Sexo

  • Mulher59%
  • Homem41%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,1h/sem
  • Pessoas com deficiência2,1%
  • Jornada parcial1,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos3,8%

Sobre os 7.603 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca59,6%
  • Parda31,1%
  • Preta8,1%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 6º ao 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,4%
  • Médio incompleto1%
  • Médio completo31,1%
  • Superior incompleto16,3%
  • Superior completo51%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Fundamental completo0,3%
  • Médio incompleto1,2%
  • Médio completo46,7%
  • Superior incompleto15,4%
  • Superior completo30%
  • Pós-graduação5,8%
  • Mestrado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,3%
  • 5 a 9 empregados5,3%
  • 10 a 19 empregados7,7%
  • 20 a 49 empregados11,2%
  • 50 a 99 empregados8,3%
  • 100 a 249 empregados11,8%
  • 250 a 499 empregados8,4%
  • 500 a 999 empregados18,4%
  • 1.000 ou mais empregados24,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de analista de sinistros

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

5,4

CAT no período

35

Idade média no acidente

36 anos

Foram 35 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo analista de sinistros nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 5,4 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 8,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 88,6% de trajeto (no deslocamento) e 2,9% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto88,6%
  • Doença2,9%
  • Típico8,6%

Parte do corpo atingida

  • Joelho22,9%
  • Articulação do tornozelo17,1%
  • Pé (exceto artelhos)11,4%
  • Partes múltiplas8,6%
  • Membros superiores, NIC5,7%

Natureza da lesão

  • Luxação22,9%
  • Lesão imediata22,9%
  • Distensão, torção22,9%
  • Fratura8,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)5,7%

Agente causador

  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas14,7%
  • Veículo rodoviário motorizado14,7%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas14,7%
  • Motocicleta, motoneta14,7%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas11,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 11,4% 5.476
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 8,6% 1.358
S80.0 — Contusão do joelho 3 8,6% 1.225
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 2 5,7% 5.476
T14.9 — Traumatismo não especificado 2 5,7% 796
Z00 — Exame geral e investigação de pessoas sem queixas ou diagnóstico relatado 1 2,9% 19

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde) tem RAT 1% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 5,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3517.

Qual especialização paga mais na família 3517

Todas as ocupações de técnicos de seguros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3517-35 Técnico de resseguros R$ 6.275 R$ 9.138 293
3517-05 Analista de seguros (técnico) R$ 3.325 R$ 4.428 9.012
3517-10 Analista de sinistros (esta página) R$ 2.824 R$ 3.916 7.603
3517-40 Técnico de seguros R$ 2.885 R$ 3.363 4.981
3517-30 Inspetor de sinistros R$ 2.178 R$ 3.148 3.617
3517-20 Assistente técnico de seguros R$ 2.239 R$ 2.812 3.365
3517-15 Assistente comercial de seguros R$ 2.090 R$ 2.704 9.399
3517-25 Inspetor de risco R$ 1.977 R$ 2.027 6.575

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3517-10.

A Comercializar seguros (2)
  • Transmitir informações sobre necessidades de clientes
  • Dar suporte técnico e comercial aos clientes
E Executar regulação e liquidação de sinistros (8)
  • Encaminhar processos para ressarcimento e ou recuperação
  • Registrar sinistros
  • Analisar contrato
  • Avaliar dinâmica do sinistro, com nexo causal (causa e efeito)
  • Solicitar documentação
  • Propor sindicância
  • Liquidar sinistro (pagamento ao beneficiário ou ao segurado)
  • Encerrar processos
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • Agir com paciência
  • Agir com empatia
  • Demonstrar flexibilidade
  • Dar provas de credibilidade
  • Demonstrar capacidade de pesquisa
  • Raciocinar de forma lógica
  • Demonstrar capacidade de decisão
  • Agir com persuasão
  • Demonstrar senso de observação
  • Expressar-se de forma oral e escrita
  • Agir com objetividade

Sinônimos oficiais (2)

Analista técnico de sinistrosTécnico de sinistros

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3517-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um analista de sinistros?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.824 por mês, considerando as 1.734 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.724 (10% menores) a R$ 5.520 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.916 (RAIS 2024), 38.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando analista de sinistros?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.090 admissões contra 2.303 desligamentos, saldo de -213 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata analista de sinistros?

A atividade econômica que mais contratou foi Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde (CNAE 6622300), com 12,4% das admissões e mediana de R$ 2.590. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de analista de sinistros?

3517-10 (família 3517 — Técnicos de seguros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Analista técnico de sinistros, Técnico de sinistros — todos usam o mesmo código 3517-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser analista de sinistros?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3517: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e cursos profissionalizantes de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades, ocorre após três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de analista de sinistros?

A taxa é de 5,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (22,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3517-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3517-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3517-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6622300), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3517:

  • Agf Brasil Seguros S.A.
  • Chubb do Brasil Companhia de Seguros S.A.
  • Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp)
  • Companhia de Seguros Minas Brasil S.A.
  • Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados (Fenaseg)
  • Indiana Seguros S.A.
  • Linces Vistorias e Serviços S/C Ltda.
  • Marítima Seguros S.A.
  • Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais
  • Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda (Susep)
  • Tokio Marine Brasil Seguradora S.A.
  • Vera Cruz Seguradora S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Co-seguro: divisão de um risco segurado entre vários seguradores, ficando cada um deles responsável direto por uma quota-parte determinada do valor total do seguro (Glossário da Fenaseg).
  • Resseguro: operação pela qual o segurador, com o fito de diminuir sua responsabilida- de na aceitação de um risco considerado excessivo ou perigoso, cede a outro segurador uma parte da responsabilidade e do prêmio recebido (Glossário da Fenaseg).
Voltar ao topo