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CBO 2002 Família 8485 R$ 2.402 na admissão -3.063 postos em 12 meses 31 atividades

CBO 8485-15 — Desossador

O código 8485-15 identifica a ocupação desossador na CBO 2002, dentro da família 8485 — Magarefes e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um desossador

Abatem bovinos e aves controlando a temperatura e velocidade de máquinas. Preparam carcaças de animais (aves, bovinos, caprinos, ovinos e suínos) limpando, retirando vísceras, depilando, riscando pequenos cortes e separando cabeças e carcaças para análises laboratoriais. Tratam vísceras limpando e escaldando. Preparam carnes para comercialização desossando, identificando tipos, marcando, fatiando, pesando e cortando. Realizam tratamentos especiais em carnes, salgando, secando, prensando e adicionando conservantes. Acondicionam carnes em embalagens individuais, manualmente ou com o auxílio de máquinas de embalagem a vácuo. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8485 — Magarefes e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares como empregados com carteira assinada. O trabalho é individual, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). A exceção fica por conta do açougueiro que trabalha como autônomo ou por conta própria, com total autonomia em relação às condições de trabalho. O abatedor desenvolve as suas atividades sob pressão e permanece exposto a ruído intenso, altas temperaturas e riscos orgânicos.

Recursos de trabalho

Balança; Câmaras frias; Carretilha; Equipamentos de higiene; Equipamentos de segurança; Faca; Limatão ou chapa (afiador); Pistolas; Serras elétricas; Termômetro.

Quanto ganha um desossador

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.71410% ganham até R$ 2.402mediana R$ 3.26610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.837

Entrada × quem já está

R$ 2.402 ao ser admitido · R$ 2.837 para quem tem vínculo ativo +18,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de desossador foi de R$ 2.402 — metade das 8.204 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.714 e os 10% de maior, acima de R$ 3.266.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.837, ou seja, 18,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 44.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.402
Por ano (12 salários)R$ 28.824
Por semanaR$ 553
Por hora (44.3h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.523 85,1%
  • Mulheres — R$ 1.994 14,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.932 77,9%
  • Mulheres — R$ 2.574 22,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.536
  • Nordeste 1.785
  • Sudeste 2.519
  • Sul 2.210
  • Centro-Oeste 2.583

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.488 -440 — R$ 2.691 —
MT 1.054 -245 — R$ 2.748 —
MG 967 -197 — R$ 2.068 —
GO 774 -228 — R$ 2.164 —
MS 656 -278 — R$ 2.606 —
RS 645 -198 — R$ 1.989 —
PR 567 -321 — R$ 2.384 —
SC 475 -382 — R$ 2.452 —
PA 398 -96 — R$ 2.772 —
RO 278 -247 — R$ 2.470 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

8.274

Desligamentos

11.337

Saldo

-3.063

Rotatividade

40,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (-149) saldo negativo · pior: dez/25 (-345)

Em 12 meses houve 8.274 admissões e 11.337 desligamentos de desossador, o que significa que o mercado formal fechou 3.063 postos de trabalho no período, com rotatividade de 40,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 47,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 37,5% por dispensa sem justa causa, além de 7,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 47,7%
  • Dispensa sem justa causa 37,5%
  • Fim de contrato 7,7%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 11.337 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,3%
  • 1 a 4 empregados 2,2%
  • 5 a 9 empregados 3,1%
  • 10 a 19 empregados 4,8%
  • 20 a 49 empregados 9,5%
  • 50 a 99 empregados 8,1%
  • 100 a 249 empregados 13,7%
  • 250 a 499 empregados 11,9%
  • 500 a 999 empregados 16%
  • 1.000 ou mais empregados 24,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata desossador

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Frigorífico - abate de bovinos 1011201 · 44,5% das admissões 3.682 44.6h R$ 2.233 R$ 2.644 R$ 2.939 3% 3
Fabricação de produtos de carne 1013901 · 10,5% das admissões 866 44.2h R$ 1.887 R$ 2.415 R$ 2.898 3% 3
Abate de aves 1012101 · 8% das admissões 666 45.2h R$ 1.953 R$ 2.018 R$ 2.154 3% 3
Frigorífico - abate de suínos 1012103 · 6,5% das admissões 535 44h R$ 1.809 R$ 2.077 R$ 2.582 3% 3
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 6,1% das admissões 502 44.1h R$ 2.066 R$ 2.622 R$ 2.836 3% 2
Comércio varejista de carnes - açougues 4722901 · 5% das admissões 415 44h R$ 1.714 R$ 1.966 R$ 2.473 3% 3
Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados 4634601 · 4% das admissões 332 44h R$ 1.908 R$ 2.525 R$ 3.292 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,3% das admissões 191 44h R$ 1.800 R$ 2.367 R$ 2.868 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como desossador

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 27.815 vínculos

Idade mediana

34 anos

Tempo de casa

33 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

7,5%

Sexo

  • Homem 77,8%
  • Mulher 22,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada45,2h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 27.815 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 52,8%
  • Branca 35,1%
  • Preta 9,3%
  • Indígena 1,9%
  • Amarela 1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1%
  • Até o 5º ano incompleto 4,5%
  • 5º ano completo 3,2%
  • 6º ao 9º ano 13%
  • Fundamental completo 13,2%
  • Médio incompleto 17,5%
  • Médio completo 46,1%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1%
  • Até 5º ano incompleto 3,5%
  • 5º ano completo 2,5%
  • 6º a 9º ano 11,5%
  • Fundamental completo 10,1%
  • Médio incompleto 15,2%
  • Médio completo 54,8%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,7%
  • 5 a 9 empregados 2,1%
  • 10 a 19 empregados 2,7%
  • 20 a 49 empregados 5,6%
  • 50 a 99 empregados 6,7%
  • 100 a 249 empregados 9,3%
  • 250 a 499 empregados 8,7%
  • 500 a 999 empregados 15%
  • 1.000 ou mais empregados 48,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de desossador

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

70,1

CAT no período

1.547

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

33 anos

Foram 1.547 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo desossador nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 70,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 90,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 6,8% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 90,9%
  • Trajeto 6,8%
  • Doença 2,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 26,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 11,8%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 8,1%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 7%
  • Pé (exceto artelhos) 6,3%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 60,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 8,7%
  • Lesão imediata 8,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 4,8%
  • Fratura 4,4%

Agente causador

  • Faca 49,5%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC 4,5%
  • Serra - máquina 4,1%
  • Agente do acidente, NIC 3,8%
  • Motocicleta, motoneta 3,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 238 15,4% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 58 3,7% 3.531
S51 — Ferimento do antebraço 37 2,4% 163
S41.1 — Ferimento do braço 36 2,3% 99
S61.0NU — Ferimento do punho e da mão 33 2,1% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 28 1,8% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Frigorífico - abate de bovinos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 70,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8485.

Qual especialização paga mais na família 8485

Todas as ocupações de magarefes e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8485-15 Desossador (esta página) R$ 2.402 R$ 2.837 27.815
8485-20 Magarefe R$ 2.022 R$ 2.389 109.620
8485-10 Açougueiro R$ 2.057 R$ 2.341 238.100
8485-25 Retalhador de carne R$ 1.946 R$ 2.251 39.348
8485-05 Abatedor R$ 1.870 R$ 2.146 49.526

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8485-15.

B Preparar carcaças de animais (aves, bovinos, caprinos, ovinos e suínos) (4)
  • •Riscar (pequenos cortes) couro de bovinos, caprinos, ovinos e suínos
  • •Prender argolas no mocotó de bovinos, caprinos, ovinos e suínos
  • •Separar cabeças de animais para análise em laboratório
  • •Separar carcaças de animais para análise em laboratório
C Tratar vísceras (1)
  • •Separar amostras de vísceras para análise
D Preparar carnes para comercialização (8)
  • •Desossar carnes
  • •Identificar tipos de carnes
  • •Marcar tipos de carnes
  • •Fatiar carnes
  • •Dimensionar cortes de peças
  • •Cortar peças de aves e carnes bovinas (bife, lombo e outras peças)
  • •Embalar as diferentes peças de carnes
  • •Limpar carnes
E Realizar tratamentos especiais em carnes (8)
  • •Salgar carnes
  • •Secar peças ao relento (sol e sereno)
  • •Prensar carnes
  • •Processar choque térmico no frango
  • •Retirar excesso de sal das peças de carnes
  • •Trocar posições das carnes na salmoura
  • •Adicionar conservantes (carne de charque)
  • •Controlar tempo de salgamento
F Acondicionar carnes (3)
  • •Controlar temperatura para embalagem a vácuo
  • •Organizar pedaços de carnes em embalagens individuais
  • •Serrar partes conforme embalagens
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar paciência
  • •Demonstrar habilidade manual
  • •Dar provas de coragem
  • •Mostrar força física
  • •Dar provas de higiene
  • •Atuar com persistência
  • •Manter atenção concentrada

Sinônimos oficiais (10)

Açougueiro desossadorAuxiliar de desossadorCabeceiro em matadouroDesnucador em matadouroDesorelhador em matadouroDesqueixador em matadouroDessebador em matadouro e açouguesEscarnador em matadouro e açougueFateiro em matadouroOperador de máquina de escarnar

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8485-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um desossador?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.402 por mês, considerando as 8.204 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.714 (10% menores) a R$ 3.266 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.837 (RAIS 2024), 18.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando desossador?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 8.274 admissões contra 11.337 desligamentos, saldo de -3.063 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata desossador?

A atividade econômica que mais contratou foi Frigorífico - abate de bovinos (CNAE 1011201), com 44,5% das admissões e mediana de R$ 2.644. A ficha de desossador no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de desossador?

8485-15 (família 8485 — Magarefes e afins). A CBO reconhece também os títulos: Açougueiro desossador, Auxiliar de desossador, Cabeceiro em matadouro, Desnucador em matadouro, Desorelhador em matadouro, Desqueixador em matadouro, Dessebador em matadouro e açougues, Escarnador em matadouro e açougue, entre outros — todos usam o mesmo código 8485-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser desossador?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8485: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de desossador?

A taxa é de 70,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8485-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8485-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8485-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1011201), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8485:

  • •Abatedouro Frigorífico Industrial de Mossoró S.A.
  • •Abatedouro Guaraves
  • •Autônomo
  • •Companhia Frigorífico Potengy
  • •Distribuidora de Carne de Natal Ltda.
  • •Frigofífico São Luís
  • •J S S Comércio Atacadista de Carne Ltda.
  • •Mercado Potiguar
  • •Natal Frigo Indústria e Comércio Ltda.
  • •Supemercada Seridó
  • •Supemercado M. S. Barros
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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