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CBO 2002 Família 8485 R$ 2.057 na admissão -4.390 postos em 12 meses 23 atividades

CBO 8485-10 — Açougueiro

O código 8485-10 identifica a ocupação açougueiro na CBO 2002, dentro da família 8485 — Magarefes e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um açougueiro

Abatem bovinos e aves controlando a temperatura e velocidade de máquinas. Preparam carcaças de animais (aves, bovinos, caprinos, ovinos e suínos) limpando, retirando vísceras, depilando, riscando pequenos cortes e separando cabeças e carcaças para análises laboratoriais. Tratam vísceras limpando e escaldando. Preparam carnes para comercialização desossando, identificando tipos, marcando, fatiando, pesando e cortando. Realizam tratamentos especiais em carnes, salgando, secando, prensando e adicionando conservantes. Acondicionam carnes em embalagens individuais, manualmente ou com o auxílio de máquinas de embalagem a vácuo. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8485 — Magarefes e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares como empregados com carteira assinada. O trabalho é individual, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). A exceção fica por conta do açougueiro que trabalha como autônomo ou por conta própria, com total autonomia em relação às condições de trabalho. O abatedor desenvolve as suas atividades sob pressão e permanece exposto a ruído intenso, altas temperaturas e riscos orgânicos.

Recursos de trabalho

Balança; Câmaras frias; Carretilha; Equipamentos de higiene; Equipamentos de segurança; Faca; Limatão ou chapa (afiador); Pistolas; Serras elétricas; Termômetro.

Quanto ganha um açougueiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.65010% ganham até R$ 2.057mediana R$ 2.75710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.341

Entrada × quem já está

R$ 2.057 ao ser admitido · R$ 2.341 para quem tem vínculo ativo +13,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de açougueiro foi de R$ 2.057 — metade das 162.163 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.650 e os 10% de maior, acima de R$ 2.757.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.341, ou seja, 13,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 17 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.057
Por ano (12 salários)R$ 24.684
Por semanaR$ 473
Por hora (43.9h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.066 87,1%
  • Mulheres — R$ 2.010 12,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.354 87,3%
  • Mulheres — R$ 2.279 12,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.775
  • Nordeste 1.696
  • Sudeste 2.140
  • Sul 2.190
  • Centro-Oeste 1.952

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 49.590 -1.458 — R$ 2.248 —
MG 22.027 -314 — R$ 1.829 —
PR 15.404 -267 — R$ 2.156 —
RJ 10.198 -623 — R$ 1.895 —
GO 9.650 +116 — R$ 1.970 —
RS 8.838 -597 — R$ 1.982 —
SC 8.379 -256 — R$ 2.383 —
BA 5.348 -132 — R$ 1.747 —
MT 4.357 -106 — R$ 2.021 —
ES 4.133 -166 — R$ 1.950 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

165.768

Desligamentos

170.158

Saldo

-4.390

Rotatividade

71,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+1.242) saldo negativo · pior: jan/26 (-3.544)

Em 12 meses houve 165.768 admissões e 170.158 desligamentos de açougueiro, o que significa que o mercado formal fechou 4.390 postos de trabalho no período, com rotatividade de 71,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 42,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 37,7% por dispensa sem justa causa, além de 14,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 42,3%
  • Dispensa sem justa causa 37,7%
  • Fim de contrato 14,3%

Sobre 170.158 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12,2%
  • 1 a 4 empregados 8%
  • 5 a 9 empregados 8,8%
  • 10 a 19 empregados 11,2%
  • 20 a 49 empregados 19,1%
  • 50 a 99 empregados 18,1%
  • 100 a 249 empregados 17,4%
  • 250 a 499 empregados 3,7%
  • 500 a 999 empregados 1%
  • 1.000 ou mais empregados 0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata açougueiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 38,4% das admissões 63.596 44.2h R$ 1.837 R$ 2.111 R$ 2.442 3% 2
Comércio varejista de carnes - açougues 4722901 · 14,2% das admissões 23.466 44.1h R$ 1.784 R$ 2.033 R$ 2.200 3% 3
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns 4712100 · 13,5% das admissões 22.335 44.1h R$ 1.770 R$ 2.018 R$ 2.342 2% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 7,4% das admissões 12.315 44.1h R$ 1.768 R$ 1.958 R$ 2.271 2% 1
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios hipermercados 4711301 · 3,7% das admissões 6.084 44.3h R$ 1.936 R$ 2.157 R$ 2.536 3% 2
Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios 4691500 · 2,7% das admissões 4.512 44.1h R$ 1.795 R$ 2.079 R$ 2.379 2% 2
Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 4639701 · 2,5% das admissões 4.222 44.2h R$ 1.814 R$ 2.040 R$ 2.377 3% 2
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 1,8% das admissões 2.969 44h R$ 1.760 R$ 1.996 R$ 2.285 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como açougueiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 238.100 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

17 meses

Em empresa do Simples

36,1%

Sexo

  • Homem 87,5%
  • Mulher 12,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 238.100 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 50,2%
  • Branca 40,7%
  • Preta 8%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 1,6%
  • 5º ano completo 1,5%
  • 6º ao 9º ano 5,9%
  • Fundamental completo 9,6%
  • Médio incompleto 10,9%
  • Médio completo 69%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 1,4%
  • 5º ano completo 1%
  • 6º a 9º ano 5%
  • Fundamental completo 7,3%
  • Médio incompleto 10,7%
  • Médio completo 72,8%
  • Superior incompleto 0,9%
  • Superior completo 0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 10,9%
  • 5 a 9 empregados 11,3%
  • 10 a 19 empregados 12,7%
  • 20 a 49 empregados 19%
  • 50 a 99 empregados 18,2%
  • 100 a 249 empregados 20,3%
  • 250 a 499 empregados 5,8%
  • 500 a 999 empregados 1,3%
  • 1.000 ou mais empregados 0,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de açougueiro

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

49,3

CAT no período

9.436

Óbitos comunicados

19

Idade média no acidente

34 anos

Foram 9.436 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo açougueiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 49,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 89,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 10,4% de trajeto (no deslocamento) e 0,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 19 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 89,1%
  • Trajeto 10,4%
  • Doença 0,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 53,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 12,4%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 3,6%
  • Pé (exceto artelhos) 3,1%
  • Partes múltiplas 2,6%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 57%
  • Lesão imediata 14,2%
  • Fratura 7,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 5,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 4,7%

Agente causador

  • Faca 33,9%
  • Serra - máquina 20,5%
  • Máquina, NIC 4,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 4,6%
  • Motocicleta, motoneta 4,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2.006 21,3% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 1.047 11,1% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 496 5,3% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 194 2,1% 24.580
S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada 179 1,9% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 168 1,8% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 49,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8485.

Qual especialização paga mais na família 8485

Todas as ocupações de magarefes e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8485-15 Desossador R$ 2.402 R$ 2.837 27.815
8485-20 Magarefe R$ 2.022 R$ 2.389 109.620
8485-10 Açougueiro (esta página) R$ 2.057 R$ 2.341 238.100
8485-25 Retalhador de carne R$ 1.946 R$ 2.251 39.348
8485-05 Abatedor R$ 1.870 R$ 2.146 49.526

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8485-10.

B Preparar carcaças de animais (aves, bovinos, caprinos, ovinos e suínos) (3)
  • •Regular dosagem de cloro para limpeza de carnes
  • •Retirar excesso de pó de partes serradas
  • •Riscar (pequenos cortes) couro de bovinos, caprinos, ovinos e suínos
C Tratar vísceras (1)
  • •Retirar sebo de vísceras
D Preparar carnes para comercialização (5)
  • •Marcar tipos de carnes
  • •Fatiar carnes
  • •Dimensionar cortes de peças
  • •Embalar as diferentes peças de carnes
  • •Limpar carnes
E Realizar tratamentos especiais em carnes (4)
  • •Secar peças ao relento (sol e sereno)
  • •Prensar carnes
  • •Retirar excesso de sal das peças de carnes
  • •Trocar posições das carnes na salmoura
F Acondicionar carnes (3)
  • •Separar tipos de carnes
  • •Organizar pedaços de carnes em embalagens individuais
  • •Serrar partes conforme embalagens
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar paciência
  • •Demonstrar habilidade manual
  • •Dar provas de coragem
  • •Mostrar força física
  • •Dar provas de higiene
  • •Atuar com persistência
  • •Manter atenção concentrada

Sinônimos oficiais (8)

Açougueiro retalhistaAjudante de açougueiro (comércio)Balconista de açougueCortador de carne em açougueEncarregado de açouguePicador em açougueSupervisor de açougueTalhador em açougue

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8485-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um açougueiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.057 por mês, considerando as 162.163 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.650 (10% menores) a R$ 2.757 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.341 (RAIS 2024), 13.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando açougueiro?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 165.768 admissões contra 170.158 desligamentos, saldo de -4.390 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata açougueiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados (CNAE 4711302), com 38,4% das admissões e mediana de R$ 2.111. A ficha de açougueiro no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de açougueiro?

8485-10 (família 8485 — Magarefes e afins). A CBO reconhece também os títulos: Açougueiro retalhista, Ajudante de açougueiro (comércio), Balconista de açougue, Cortador de carne em açougue, Encarregado de açougue, Picador em açougue, Supervisor de açougue, Talhador em açougue — todos usam o mesmo código 8485-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser açougueiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8485: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de açougueiro?

A taxa é de 49,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (53,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8485-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8485-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8485-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4711302), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8485:

  • •Abatedouro Frigorífico Industrial de Mossoró S.A.
  • •Abatedouro Guaraves
  • •Autônomo
  • •Companhia Frigorífico Potengy
  • •Distribuidora de Carne de Natal Ltda.
  • •Frigofífico São Luís
  • •J S S Comércio Atacadista de Carne Ltda.
  • •Mercado Potiguar
  • •Natal Frigo Indústria e Comércio Ltda.
  • •Supemercada Seridó
  • •Supemercado M. S. Barros
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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