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CBO 2002 Família 8401 R$ 3.512 na admissão -2.864 postos em 12 meses 53 atividades

CBO 8401-05 — Supervisor de produção da indústria alimentícia

O código 8401-05 identifica a ocupação supervisor de produção da indústria alimentícia na CBO 2002, dentro da família 8401 — Supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um supervisor de produção da indústria alimentícia

Planejam, coordenam e controlam processos de produção de alimentos, bebidas e fumo. Supervisionam e treinam equipes de trabalho diretamente envolvidas com a produção (trabalhadores de chão-de-fábrica). Elaboram documentação técnica (relatórios e planilhas com dados da produção, manuais de procedimentos operacionais, escalas de serviços e outras) e promovem melhorias no processo de produção. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8401 — Supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares, de bebidas e de fumo como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). No desenvolvimento de algumas atividades podem permanecer expostos à ação de ruído intenso, baixas ou altas temperaturas e umidade.

Recursos de trabalho

Balança; Batedeira; Embutideira; Forno; Máquina de empacotamento; Masseira; Misturador; Moedor; Pasteurizador.

Quanto ganha um supervisor de produção da indústria alimentícia

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.95510% ganham atéR$ 3.512medianaR$ 9.01110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.122

Entrada × quem já está

R$ 3.512 ao ser admitido · R$ 5.122 para quem tem vínculo ativo +45,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de produção da indústria alimentícia foi de R$ 3.512 — metade das 5.226 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.955 e os 10% de maior, acima de R$ 9.011.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.122, ou seja, 45,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 57 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 18,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.512
Por ano (12 salários)R$ 42.144
Por semanaR$ 808
Por hora (43.9h/sem)R$ 18,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.01667,4%
  • Mulheres — R$ 2.81332,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.68372,3%
  • Mulheres — R$ 3.83427,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.480
  • Nordeste2.442
  • Sudeste3.606
  • Sul3.846
  • Centro-Oeste4.800

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.230 -592 R$ 4.073
MG 655 -325 R$ 3.038
PR 535 -422 R$ 4.090
SC 415 -319 R$ 3.450
GO 339 -149 R$ 4.045
RS 335 -245 R$ 4.011
MT 236 -73 R$ 7.700
AM 178 -46 R$ 1.990
PE 171 -66 R$ 2.433
MS 169 -77 R$ 5.250

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

5.336

Desligamentos

8.200

Saldo

-2.864

Rotatividade

27,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (-177) saldo negativo · pior: mar/26 (-290)

Em 12 meses houve 5.336 admissões e 8.200 desligamentos de supervisor de produção da indústria alimentícia, o que significa que o mercado formal fechou 2.864 postos de trabalho no período, com rotatividade de 27,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 61% por dispensa sem justa causa, além de 5,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador29,6%
  • Dispensa sem justa causa61%
  • Fim de contrato5,3%

Sobre 8.200 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro10,5%
  • 1 a 4 empregados5,3%
  • 5 a 9 empregados6,5%
  • 10 a 19 empregados9,7%
  • 20 a 49 empregados12,9%
  • 50 a 99 empregados11,9%
  • 100 a 249 empregados11,2%
  • 250 a 499 empregados9,5%
  • 500 a 999 empregados8,2%
  • 1.000 ou mais empregados14,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de produção da indústria alimentícia

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Frigorífico - abate de bovinos 1011201 · 9,1% das admissões 488 44.8h R$ 4.375 R$ 7.838 R$ 10.049 3% 3
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 5620101 · 6,5% das admissões 348 43.9h R$ 2.026 R$ 2.530 R$ 3.225 3% 2
Abate de aves 1012101 · 5,9% das admissões 314 44.2h R$ 4.467 R$ 6.063 R$ 8.225 3% 3
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 3,7% das admissões 198 44.1h R$ 2.067 R$ 2.535 R$ 3.225 3
Fabricação de produtos de panificação industrial 1091101 · 3,5% das admissões 185 44h R$ 2.508 R$ 3.500 R$ 5.125 3
Fabricação de laticínios 1052000 · 3,1% das admissões 168 43.9h R$ 4.300 R$ 6.425 R$ 8.575 3% 3
Fabricação de alimentos para animais 1066000 · 3,1% das admissões 164 44h R$ 2.860 R$ 4.400 R$ 7.600 3% 3
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 2,9% das admissões 153 43.9h R$ 3.506 R$ 4.400 R$ 7.050 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de produção da indústria alimentícia

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 29.869 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

57 meses

Em empresa do Simples

18%

Sexo

  • Homem72,2%
  • Mulher27,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 29.869 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca55%
  • Parda38,2%
  • Preta5,7%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,2%
  • 5º ano completo1,4%
  • 6º ao 9º ano3,4%
  • Fundamental completo6%
  • Médio incompleto5,7%
  • Médio completo51,7%
  • Superior incompleto5,8%
  • Superior completo24,3%
  • Mestrado0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,4%
  • 6º a 9º ano1%
  • Fundamental completo2,9%
  • Médio incompleto3,6%
  • Médio completo53%
  • Superior incompleto6,3%
  • Superior completo27,3%
  • Pós-graduação4,4%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,9%
  • 5 a 9 empregados4,8%
  • 10 a 19 empregados7,8%
  • 20 a 49 empregados12,6%
  • 50 a 99 empregados10,5%
  • 100 a 249 empregados13,5%
  • 250 a 499 empregados12,5%
  • 500 a 999 empregados11,9%
  • 1.000 ou mais empregados23,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de supervisor de produção da indústria alimentícia

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

22,9

CAT no período

547

Óbitos comunicados

3

Idade média no acidente

39 anos

Foram 547 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de produção da indústria alimentícia nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 22,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 16,8% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico82,3%
  • Trajeto16,8%
  • Doença0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo25,2%
  • Pé (exceto artelhos)8%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,6%
  • Partes múltiplas6,4%
  • Joelho4,4%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)24,5%
  • Fratura16,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10,2%
  • Lesão imediata10,1%
  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.)7,5%

Agente causador

  • Faca7,7%
  • Motocicleta, motoneta7%
  • Máquina, NIC5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,8%
  • Agente do acidente, NIC4,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 41 7,5% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 20 3,7% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 18 3,3% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 11 2% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 10 1,8% 5.476
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 10 1,8% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Frigorífico - abate de bovinos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 22,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. Dependendo da ocupação exercida, o pleno desempenho das atividades pode ser alcançado entre um e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8401.

Qual especialização paga mais na família 8401

Todas as ocupações de supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8401-15 Supervisor da indústria de fumo R$ 4.560 R$ 9.525 379
8401-10 Supervisor da indústria de bebidas R$ 4.363 R$ 6.927 2.113
8401-05 Supervisor de produção da indústria alimentícia (esta página) R$ 3.512 R$ 5.122 29.869
8401-20 Chefe de confeitaria R$ 2.613 R$ 3.129 2.250

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8401-05.

A Planejar o processo de produção (8)
  • Desdobrar metas estabelecidas em planos de ações
  • Estabelecer cronograma de atividades
  • Dimensionar linhas de produção
  • Quantificar necessidade de pessoal
  • Quantificar matérias-primas e insumos
  • Estabelecer padrões técnicos do processo de produção
  • Definir indicadores de desempenho
  • Alocar recursos conforme o planejamento da produção
B Coordenar o processo de produção (6)
  • Monitorar a qualidade dos processos e dos produtos
  • Definir itens (temperatura, ph) de controle de processo
  • Monitorar o cumprimento dos padrões técnicos referentes aos processos e produtos
  • Monitorar o cumprimento de programas de segurança (bpf, appcc)
  • Requisitar a manutenção de equipamentos e máquinas
  • Definir ações emergenciais
C Controlar o processo de produção (6)
  • Controlar estoques (matéria prima, insumos e produtos acabados)
  • Inspecionar, visualmente e ou por instrumento, as condições de máquinas e equipamentos
  • Cumprir normas de segurança ambiental e uso do equipamento de proteção individual (epi)
  • Verificar registro de controle de processo e produto, por meio de intrumentos, análises e relatórios
  • Cumprir o plano de manutenção e de higienização
  • Avaliar a satisfação dos clientes internos
D Promover melhorias no processo de produção (7)
  • Identificar capacidades de máquinas e equipamentos
  • Alocar colaboradores de acordo com aptidões
  • Identificar anomalias do processo (não-conformidades)
  • Priorizar ações corretivas
  • Analisar resultados de ações corretivas
  • Propor novas soluções para ações corretivas
  • Estabelecer medidas para a redução de desperdícios, retrabalho de rendimento
E Supervisionar pessoas (7)
  • Identificar perfis adequados ao processo produtivo
  • Selecionar pessoas de acordo com perfis estabelecidos
  • Definir incentivos à produtividade da equipe
  • Avaliar desempenho da equipe
  • Controlar a movimentação de pessoas (férias, folgas, promoções)
  • Delegar funções e responsabilidades
  • Informar as metas da empresa à equipe de trabalho
F Elaborar documentos (5)
  • Elaborar relatórios
  • Elaborar planilhas
  • Elaborar procedimentos operacionais
  • Elaborar manuais operacionais para treinamento
  • Elaborar parecer técnico
G Treinar pessoas (4)
  • Identificar necessidades de treinamento
  • Indicar pessoas para capacitação profissional
  • Orientar equipe para o cumprimento de normas governamentais e internas
  • Estimular o desenvolvimento de competências pessoais
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Atuar com responsabilidade
  • Exercer liderança
  • Buscar atualização técnica
  • Atuar com visão sistêmica
  • Comunicar-se
  • Sintetizar informações e idéias
  • Demonstrar organização
  • Demonstrar capacidade de discriminação de características organolépticas
  • Demonstrar agilidade
  • Agir com ética profissional

Sinônimos oficiais (7)

Chefe de fabricação de chocolateEncarregado de moinhoMestre chocolateiroMestre da indústria de produtos alimentíciosMestre de conservasMestre de massas alimentíciasMestre padeiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8401-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de produção da indústria alimentícia?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.512 por mês, considerando as 5.226 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.955 (10% menores) a R$ 9.011 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.122 (RAIS 2024), 45.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de produção da indústria alimentícia?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 5.336 admissões contra 8.200 desligamentos, saldo de -2.864 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de produção da indústria alimentícia?

A atividade econômica que mais contratou foi Frigorífico - abate de bovinos (CNAE 1011201), com 9,1% das admissões e mediana de R$ 7.838. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de produção da indústria alimentícia?

8401-05 (família 8401 — Supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de fabricação de chocolate, Encarregado de moinho, Mestre chocolateiro, Mestre da indústria de produtos alimentícios, Mestre de conservas, Mestre de massas alimentícias, Mestre padeiro — todos usam o mesmo código 8401-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de produção da indústria alimentícia?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8401: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. Dependendo da ocupação exercida, o pleno desempenho das atividades pode ser alcançado entre um e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de produção da indústria alimentícia?

A taxa é de 22,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (25,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8401-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8401-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8401-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1011201), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8401:

  • Cipa Industrial de Produtos Alimentares Ltda.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
  • Indústria Comércio Tabacos S.A (Cibrasa)
  • Indústria Granfino S.A.
  • Principal Comércio Indústria de Café Ltda.
  • Produtos Alimentícios Cadore
  • Refrigerantes Flexa Ltda.
  • Sadia S.A.
  • Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Laticínios do Rio de Janeiro
  • Sindindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Município do Rio de Janeiro.
  • Wickbold Nosso Pão Indústria Alimentícia S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Organoléptico: diz-se de propriedade demonstrada por um corpo ou por uma substân- cia e que impressiona um ou mais sentidos.
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