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CBO 2002 Família 8401 R$ 2.620 na admissão -257 postos em 12 meses 46 atividades

CBO 8401-20 — Chefe de confeitaria

O código 8401-20 identifica a ocupação chefe de confeitaria na CBO 2002, dentro da família 8401 — Supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um chefe de confeitaria

Planejam, coordenam e controlam processos de produção de alimentos, bebidas e fumo. Supervisionam e treinam equipes de trabalho diretamente envolvidas com a produção (trabalhadores de chão-de-fábrica). Elaboram documentação técnica (relatórios e planilhas com dados da produção, manuais de procedimentos operacionais, escalas de serviços e outras) e promovem melhorias no processo de produção. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8401 — Supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares, de bebidas e de fumo como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). No desenvolvimento de algumas atividades podem permanecer expostos à ação de ruído intenso, baixas ou altas temperaturas e umidade.

Recursos de trabalho

Balança; Batedeira; Embutideira; Forno; Máquina de empacotamento; Masseira; Misturador; Moedor; Pasteurizador.

Quanto ganha um chefe de confeitaria

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80110% ganham até R$ 2.620mediana R$ 5.00410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.129

Entrada × quem já está

R$ 2.620 ao ser admitido · R$ 3.129 para quem tem vínculo ativo +19,4%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de chefe de confeitaria foi de R$ 2.620 — metade das 533 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.801 e os 10% de maior, acima de R$ 5.004.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.129, ou seja, 19,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.620
Por ano (12 salários)R$ 31.440
Por semanaR$ 603
Por hora (43.8h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.013 44,5%
  • Mulheres — R$ 2.502 55,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.414 43,7%
  • Mulheres — R$ 2.934 56,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.217
  • Sudeste 3.048
  • Sul 2.850
  • Centro-Oeste 2.230

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 168 -81 — R$ 3.317 —
MG 53 -29 — R$ 2.233 —
PR 51 -24 — R$ 2.875 —
RJ 46 -2 — R$ 2.590 —
RS 32 -19 — R$ 2.630 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

546

Desligamentos

803

Saldo

-257

Rotatividade

35,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+1) saldo negativo · pior: abr/26 (-38)

Em 12 meses houve 546 admissões e 803 desligamentos de chefe de confeitaria, o que significa que o mercado formal fechou 257 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 33,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 57,8% por dispensa sem justa causa, além de 4,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 33,7%
  • Dispensa sem justa causa 57,8%
  • Fim de contrato 4,6%

Sobre 803 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,4% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 19,8%
  • 1 a 4 empregados 9,1%
  • 5 a 9 empregados 10,9%
  • 10 a 19 empregados 15,2%
  • 20 a 49 empregados 18,5%
  • 50 a 99 empregados 13,6%
  • 100 a 249 empregados 8,2%
  • 250 a 499 empregados 3,7%
  • 500 a 999 empregados 0,6%
  • 1.000 ou mais empregados 0,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata chefe de confeitaria

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 16,8% das admissões 92 44h R$ 2.034 R$ 2.438 R$ 3.081 — 3
Padaria e confeitaria com predominância de revenda 4721102 · 12,6% das admissões 69 43.9h R$ 2.531 R$ 3.100 R$ 4.150 2% 2
Hotéis 5510801 · 9,9% das admissões 54 44.5h R$ 2.600 R$ 4.050 R$ 5.800 2% 2
Restaurantes e similares 5611201 · 8,8% das admissões 48 44.1h R$ 2.150 R$ 2.600 R$ 3.700 2% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 8,1% das admissões 44 44h R$ 2.219 R$ 2.370 R$ 3.125 3% 2
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 6,2% das admissões 34 43.8h — R$ 3.000 — 3% 2
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 2,9% das admissões 16 44.5h — R$ 2.224 — 3% 3
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns 4712100 · 2,9% das admissões 16 43.8h — R$ 2.500 — 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como chefe de confeitaria

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.250 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

37 meses

No setor público

0,6%

Em empresa do Simples

56%

Sexo

  • Homem 43,3%
  • Mulher 56,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 2.250 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 53,1%
  • Parda 39,5%
  • Preta 6%
  • Amarela 1,2%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,8%
  • 5º ano completo 1,3%
  • 6º ao 9º ano 3,2%
  • Fundamental completo 7,8%
  • Médio incompleto 8,1%
  • Médio completo 70,3%
  • Superior incompleto 1,9%
  • Superior completo 6,3%
  • Mestrado 0,1%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,5%
  • 6º a 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 5,1%
  • Médio incompleto 4%
  • Médio completo 71,6%
  • Superior incompleto 3,8%
  • Superior completo 10,4%
  • Pós-graduação 1,3%
  • Mestrado 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 9,6%
  • 5 a 9 empregados 11,2%
  • 10 a 19 empregados 16,4%
  • 20 a 49 empregados 26,7%
  • 50 a 99 empregados 14,9%
  • 100 a 249 empregados 12,5%
  • 250 a 499 empregados 6%
  • 500 a 999 empregados 2%
  • 1.000 ou mais empregados 0,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. Dependendo da ocupação exercida, o pleno desempenho das atividades pode ser alcançado entre um e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8401.

Qual especialização paga mais na família 8401

Todas as ocupações de supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8401-15 Supervisor da indústria de fumo R$ 4.559 R$ 9.525 379
8401-10 Supervisor da indústria de bebidas R$ 4.225 R$ 6.927 2.113
8401-05 Supervisor de produção da indústria alimentícia R$ 3.515 R$ 5.122 29.869
8401-20 Chefe de confeitaria (esta página) R$ 2.620 R$ 3.129 2.250

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8401-20.

A Planejar o processo de produção (8)
  • •Desdobrar metas estabelecidas em planos de ações
  • •Estabelecer cronograma de atividades
  • •Dimensionar linhas de produção
  • •Quantificar necessidade de pessoal
  • •Quantificar matérias-primas e insumos
  • •Estabelecer padrões técnicos do processo de produção
  • •Definir indicadores de desempenho
  • •Alocar recursos conforme o planejamento da produção
B Coordenar o processo de produção (5)
  • •Monitorar a qualidade dos processos e dos produtos
  • •Definir itens (temperatura, ph) de controle de processo
  • •Monitorar o cumprimento dos padrões técnicos referentes aos processos e produtos
  • •Requisitar a manutenção de equipamentos e máquinas
  • •Definir ações emergenciais
C Controlar o processo de produção (4)
  • •Controlar estoques (matéria prima, insumos e produtos acabados)
  • •Inspecionar, visualmente e ou por instrumento, as condições de máquinas e equipamentos
  • •Cumprir normas de segurança ambiental e uso do equipamento de proteção individual (epi)
  • •Cumprir o plano de manutenção e de higienização
D Promover melhorias no processo de produção (7)
  • •Identificar capacidades de máquinas e equipamentos
  • •Alocar colaboradores de acordo com aptidões
  • •Identificar anomalias do processo (não-conformidades)
  • •Priorizar ações corretivas
  • •Analisar resultados de ações corretivas
  • •Propor novas soluções para ações corretivas
  • •Estabelecer medidas para a redução de desperdícios, retrabalho de rendimento
E Supervisionar pessoas (6)
  • •Identificar perfis adequados ao processo produtivo
  • •Selecionar pessoas de acordo com perfis estabelecidos
  • •Definir incentivos à produtividade da equipe
  • •Controlar a movimentação de pessoas (férias, folgas, promoções)
  • •Delegar funções e responsabilidades
  • •Informar as metas da empresa à equipe de trabalho
F Elaborar documentos (3)
  • •Elaborar procedimentos operacionais
  • •Elaborar manuais operacionais para treinamento
  • •Elaborar parecer técnico
G Treinar pessoas (3)
  • •Identificar necessidades de treinamento
  • •Indicar pessoas para capacitação profissional
  • •Estimular o desenvolvimento de competências pessoais
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Atuar com responsabilidade
  • •Exercer liderança
  • •Buscar atualização técnica
  • •Atuar com visão sistêmica
  • •Comunicar-se
  • •Sintetizar informações e idéias
  • •Demonstrar organização
  • •Demonstrar capacidade de discriminação de características organolépticas
  • •Demonstrar agilidade
  • •Agir com ética profissional

Sinônimos oficiais (1)

Mestre doceiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8401-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um chefe de confeitaria?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.620 por mês, considerando as 533 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.801 (10% menores) a R$ 5.004 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.129 (RAIS 2024), 19.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando chefe de confeitaria?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 546 admissões contra 803 desligamentos, saldo de -257 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata chefe de confeitaria?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria (CNAE 1091102), com 16,8% das admissões e mediana de R$ 2.438. A ficha de chefe de confeitaria no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de chefe de confeitaria?

8401-20 (família 8401 — Supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo). A CBO reconhece também os títulos: Mestre doceiro — todos usam o mesmo código 8401-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser chefe de confeitaria?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8401: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. Dependendo da ocupação exercida, o pleno desempenho das atividades pode ser alcançado entre um e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8401-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8401-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8401-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8401:

  • •Cipa Industrial de Produtos Alimentares Ltda.
  • •Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
  • •Indústria Comércio Tabacos S.A (Cibrasa)
  • •Indústria Granfino S.A.
  • •Principal Comércio Indústria de Café Ltda.
  • •Produtos Alimentícios Cadore
  • •Refrigerantes Flexa Ltda.
  • •Sadia S.A.
  • •Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Laticínios do Rio de Janeiro
  • •Sindindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Município do Rio de Janeiro.
  • •Wickbold Nosso Pão Indústria Alimentícia S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Organoléptico: diz-se de propriedade demonstrada por um corpo ou por uma substân- cia e que impressiona um ou mais sentidos.
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