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CBO 2002 Família 7112 R$ 2.422 na admissão -311 postos em 12 meses 23 atividades

CBO 7112-10 — Operador de carregadeira

O código 7112-10 identifica a ocupação operador de carregadeira na CBO 2002, dentro da família 7112 — Trabalhadores de extração de minerais sólidos (operadores de máquinas). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de carregadeira

Operam equipamentos de perfuração e de corte de rochas, equipamentos de escavação e carregamento de minérios e equipamentos de transporte de cargas. Inspecionam as condições operacionais dos equipamentos e preparam o local de trabalho.

Descrição oficial da família 7112 — Trabalhadores de extração de minerais sólidos (operadores de máquinas), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam principalmente nas indústrias de extração de minerais metálicos, de carvão mineral e de outros minerais, na condição de empregados com carteira assinada. O trabalho é presencial, realizado em equipe e sob supervisão permanente. O local de trabalho pode ser fechado, a céu aberto e em veículos; o horário é em sistema de rodízio de turnos - diurno e noturno. Exceto o operador de motoniveladora, os demais profissionais permanecem e durante longos períodos em posições desconfortáveis, trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, ficam expostos a ruído intenso, vibrações, poeira e variação climática, além de executarem algumas atividades em ambiente subterrâneo. Trabalhar em grandes alturas também faz parte da rotina dos operadores de máquina cortadora (minas e pedreira), de caminhão e de trator (minas e pedreiras). 121

Recursos de trabalho

Caminhão fora de estrada; Caminhão-pipa; Caminhões; Carregadeiras; Escavadeiras; Martelete; Motoniveladora; Perfuratrizes; Retroescavadeiras; Tratores.

Quanto ganha um operador de carregadeira

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.70610% ganham até R$ 2.422mediana R$ 3.53210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.263

Entrada × quem já está

R$ 2.422 ao ser admitido · R$ 3.263 para quem tem vínculo ativo +34,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de carregadeira foi de R$ 2.422 — metade das 3.784 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.706 e os 10% de maior, acima de R$ 3.532.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.263, ou seja, 34,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.422
Por ano (12 salários)R$ 29.064
Por semanaR$ 557
Por hora (43.7h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.422 98,9%
  • Mulheres — R$ 2.413 1,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.263 98,3%
  • Mulheres — R$ 3.225 1,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.742
  • Nordeste 1.910
  • Sudeste 2.766
  • Sul 2.712
  • Centro-Oeste 2.855

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
PE 623 +6 — R$ 2.028 —
MG 561 -79 — R$ 2.773 —
AL 417 -21 — R$ 1.695 —
SP 383 -69 — R$ 2.729 —
PR 264 -36 — R$ 2.719 —
PA 189 -25 — R$ 2.828 —
SC 183 -25 — R$ 2.825 —
GO 148 -30 — R$ 2.640 —
PB 140 -1 — R$ 1.779 —
ES 132 +26 — R$ 2.777 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.921

Desligamentos

4.232

Saldo

-311

Rotatividade

37,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+640) saldo negativo · pior: mar/26 (-621)

Em 12 meses houve 3.921 admissões e 4.232 desligamentos de operador de carregadeira, o que significa que o mercado formal fechou 311 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 18,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 57,9% por dispensa sem justa causa, além de 21,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 18,1%
  • Dispensa sem justa causa 57,9%
  • Fim de contrato 21,2%

Sobre 4.232 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 15,7%
  • 1 a 4 empregados 8,6%
  • 5 a 9 empregados 6,3%
  • 10 a 19 empregados 7,7%
  • 20 a 49 empregados 15,4%
  • 50 a 99 empregados 6,6%
  • 100 a 249 empregados 6,5%
  • 250 a 499 empregados 4,5%
  • 500 a 999 empregados 7,1%
  • 1.000 ou mais empregados 21,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de carregadeira

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 16,4% das admissões 642 44.1h R$ 1.671 R$ 1.745 R$ 1.855 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 6,9% das admissões 272 44.1h R$ 2.599 R$ 2.929 R$ 3.402 3% 4
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 5,3% das admissões 208 44.1h R$ 2.069 R$ 2.756 R$ 3.413 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 4,6% das admissões 181 44.1h R$ 2.492 R$ 2.814 R$ 3.045 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 4,3% das admissões 169 44h R$ 1.791 R$ 2.303 R$ 2.380 3% 3
Obras de terraplenagem 4313400 · 3,4% das admissões 133 44.2h R$ 2.448 R$ 2.930 R$ 3.170 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de carregadeira

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.231 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

34 meses

No setor público

7,7%

Em empresa do Simples

19,7%

Sexo

  • Homem 98,2%
  • Mulher 1,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 11.231 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 51,7%
  • Branca 40,6%
  • Preta 6,8%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1%
  • Até o 5º ano incompleto 10,6%
  • 5º ano completo 6%
  • 6º ao 9º ano 11,9%
  • Fundamental completo 13,5%
  • Médio incompleto 7,5%
  • Médio completo 48,3%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,6%
  • Até 5º ano incompleto 11,7%
  • 5º ano completo 4,5%
  • 6º a 9º ano 9,5%
  • Fundamental completo 11,4%
  • Médio incompleto 8,6%
  • Médio completo 52,7%
  • Superior incompleto 0,4%
  • Superior completo 0,5%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,3%
  • 5 a 9 empregados 5,5%
  • 10 a 19 empregados 9,2%
  • 20 a 49 empregados 14%
  • 50 a 99 empregados 9,4%
  • 100 a 249 empregados 9,5%
  • 250 a 499 empregados 8,5%
  • 500 a 999 empregados 16,8%
  • 1.000 ou mais empregados 20,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de carregadeira

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

10,8

CAT no período

95

Óbitos comunicados

3

Idade média no acidente

38 anos

Foram 95 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de carregadeira nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 10,8 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 63,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 35,8% de trajeto (no deslocamento) e 1,1% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 63,2%
  • Trajeto 35,8%
  • Doença 1,1%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos) 14,7%
  • Dedo 14,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 8,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,4%
  • Partes múltiplas 7,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 20%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 16,8%
  • Lesão imediata 12,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10,5%
  • Outras lesões, NIC 7,4%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 17,9%
  • Veículo rodoviário motorizado 13,7%
  • Máquina, NIC 6,3%
  • Máquina agrícola 5,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 5,3% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 4 4,2% 3.531
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 4 4,2% 15.618
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 3,2% 5.476
V28 — Motociclista traumatizado em um acidente de transporte sem colisão 2 2,1% 39
S82.6 — Fratura do maléolo lateral 2 2,1% 25.350

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de açúcar em bruto) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 10,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade de nível fundamental e qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, após três anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7112.

Qual especialização paga mais na família 7112

Todas as ocupações de trabalhadores de extração de minerais sólidos (operadores de máquinas), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7112-40 Operador de schutthecar R$ 2.513 R$ 5.750 78
7112-25 Operador de máquina perfuradora (minas e pedreiras) R$ 3.086 R$ 4.385 4.175
7112-35 Operador de motoniveladora (extração de minerais sólidos) R$ 3.828 R$ 4.010 576
7112-20 Operador de máquina de extração contínua (minas de carvão) R$ 2.633 R$ 3.559 493
7112-05 Operador de caminhão (minas e pedreiras) R$ 2.892 R$ 3.521 10.330
7112-30 Operador de máquina perfuratriz R$ 2.819 R$ 3.451 10.154
7112-45 Operador de trator (minas e pedreiras) R$ 2.803 R$ 3.431 1.207
7112-15 Operador de máquina cortadora (minas e pedreiras) R$ 2.783 R$ 3.360 2.241
7112-10 Operador de carregadeira (esta página) R$ 2.422 R$ 3.263 11.231

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7112-10.

A Inspecionar equipamentos (7)
  • •Inspecionar visualmente condições operacionais dos equipamentos
  • •Conferir níveis de água, óleo e combustível
  • •Conferir painel de controle dos equipamentos
  • •Avaliar visualmente desgaste de componentes
  • •Realizar testes mecânicos e elétricos
  • •Preencher lista de verificação de inspeção de equipamentos
  • •Solicitar manutenção corretiva dos equipamentos
B Preparar local de trabalho (4)
  • •Limpar área de trabalho
  • •Manter cristas e taludes em condições seguras de operação
  • •Nivelar área de trabalho
  • •Realizar manutenção de estradas e acessos
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar senso de preservação ambiental
  • •Desenvolver disciplina
  • •Comunicar-se com eficiência
  • •Demonstrar criatividade
  • •Tomar iniciativa
  • •Demonstrar senso de responsabilidade
  • •Demonstrar resistência física
  • •Demonstrar acuidade visual e auditiva
  • •Demonstrar senso de orientação

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de carregadeira?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.422 por mês, considerando as 3.784 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.706 (10% menores) a R$ 3.532 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.263 (RAIS 2024), 34.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de carregadeira?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.921 admissões contra 4.232 desligamentos, saldo de -311 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de carregadeira?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de açúcar em bruto (CNAE 1071600), com 16,4% das admissões e mediana de R$ 1.745. A ficha de operador de carregadeira no Buscador NCM lista os 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de carregadeira?

7112-10 (família 7112 — Trabalhadores de extração de minerais sólidos (operadores de máquinas)). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de carregadeira?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7112: Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade de nível fundamental e qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, após três anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de carregadeira?

A taxa é de 10,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (14,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7112-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7112-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7112-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1071600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7112:

  • •Caimex Comércio Exterior Ltda.
  • •Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-mg)
  • •Ferteco Mineração S.A.
  • •Magnesita S.A.
  • •Micapel Mineração Capão das Pedras Ltda.
  • •Minerações Brasileiras Reunidas S.A. (MBR)
  • •Samarco Mineração S.A.
  • •Sempre Viva Mineração, Construções, Transportes Ltda.
  • •Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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