NCM Buscador
CBO 2002 Família 3548 R$ 2.177 na admissão +37 postos em 12 meses 50 atividades

CBO 3548-10 — Operador de turismo

O código 3548-10 identifica a ocupação operador de turismo na CBO 2002, dentro da família 3548 — Técnicos em serviços de turismo e organização de eventos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de turismo

Montam e vendem pacotes de produtos e serviços turísticos e organizam eventos sociais, culturais e técnico-científicos, entre outros. Contratam serviços, planejam eventos, promovem e reservam produtos e serviços turísticos e coordenam a realização de eventos.

Descrição oficial da família 3548 — Técnicos em serviços de turismo e organização de eventos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de turismo, agências de viagens, serviços de hospedagem, serviços culturais, organizadoras de eventos, dentre outras, como assalariados, com carteira assinada ou como trabalhadores autônomos e até mesmo como empregadores. Organizam-se em equipe de trabalho, trabalham sob supervisão, em ambiente fechado.

Recursos de trabalho

Calculadora; Guias aeroviários; Guias e mapas turísticos; Leitor de Código de barras; Radiocomunicador; Recursos de Informática; Revistas Especializadas; Telefone, Fax, Celular; Trena.

Quanto ganha um operador de turismo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.71410% ganham até R$ 2.177mediana R$ 3.97010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.082

Entrada × quem já está

R$ 2.177 ao ser admitido · R$ 3.082 para quem tem vínculo ativo +41,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de turismo foi de R$ 2.177 — metade das 2.890 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.714 e os 10% de maior, acima de R$ 3.970.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.082, ou seja, 41,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 21 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.177
Por ano (12 salários)R$ 26.124
Por semanaR$ 501
Por hora (43h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.138 36,5%
  • Mulheres — R$ 2.223 63,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.101 32,2%
  • Mulheres — R$ 3.072 67,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.100
  • Nordeste 2.006
  • Sudeste 2.259
  • Sul 2.403
  • Centro-Oeste 1.919

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.097 -1 — R$ 2.557 —
RJ 421 +7 — R$ 2.252 —
MG 324 +23 — R$ 1.924 —
PR 254 -17 — R$ 2.506 —
BA 197 +9 — R$ 2.078 —
RS 176 +11 — R$ 2.191 —
SC 109 -40 — R$ 2.503 —
GO 104 +25 — R$ 1.688 —
PE 84 +8 — R$ 2.116 —
CE 56 -2 — R$ 1.850 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.086

Desligamentos

3.049

Saldo

+37

Rotatividade

46,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+63) saldo negativo · pior: dez/25 (-44)

Em 12 meses houve 3.086 admissões e 3.049 desligamentos de operador de turismo, o que significa que o mercado formal abriu 37 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,1% por dispensa sem justa causa, além de 13,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 39,3%
  • Dispensa sem justa causa 45,1%
  • Fim de contrato 13,3%

Sobre 3.049 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,4% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 8,9%
  • 1 a 4 empregados 9,2%
  • 5 a 9 empregados 7,2%
  • 10 a 19 empregados 7,4%
  • 20 a 49 empregados 17,7%
  • 50 a 99 empregados 18,3%
  • 100 a 249 empregados 20,9%
  • 250 a 499 empregados 7,4%
  • 500 a 999 empregados 1,9%
  • 1.000 ou mais empregados 1,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de turismo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Agências de viagens 7911200 · 39,1% das admissões 1.208 43.6h R$ 1.925 R$ 2.276 R$ 3.511 1% 1
Hotéis 5510801 · 27,9% das admissões 862 44.1h R$ 1.877 R$ 2.202 R$ 2.642 2% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 9,2% das admissões 284 44.1h R$ 1.996 R$ 2.054 R$ 2.120 3% 1
Operadores turísticos 7912100 · 7% das admissões 215 42.7h R$ 2.423 R$ 3.208 R$ 3.805 1% 1
Condomínios prediais 8112500 · 2,9% das admissões 91 44h R$ 2.346 R$ 2.690 R$ 3.078 2% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,6% das admissões 50 44.1h R$ 1.659 R$ 1.857 R$ 2.217 2% 1
Serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente 7990200 · 1,3% das admissões 41 44.1h — R$ 2.074 — 1% 1
Atividades de teleatendimento 8220200 · 1,1% das admissões 33 — — — — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de turismo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 6.563 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

21 meses

No setor público

1,2%

Em empresa do Simples

32,7%

Sexo

  • Mulher 67,7%
  • Homem 32,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Jornada parcial0,7%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos4,3%

Sobre os 6.563 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 57,2%
  • Parda 33,7%
  • Preta 7,8%
  • Amarela 1,1%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,3%
  • 6º ao 9º ano 0,2%
  • Fundamental completo 1,3%
  • Médio incompleto 1,8%
  • Médio completo 52,3%
  • Superior incompleto 12,3%
  • Superior completo 31,5%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano 0,2%
  • Fundamental completo 1,1%
  • Médio incompleto 1,2%
  • Médio completo 59,9%
  • Superior incompleto 12,1%
  • Superior completo 23,2%
  • Pós-graduação 2,2%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,9%
  • 5 a 9 empregados 7,5%
  • 10 a 19 empregados 9,4%
  • 20 a 49 empregados 21,2%
  • 50 a 99 empregados 22,8%
  • 100 a 249 empregados 18,7%
  • 250 a 499 empregados 5,8%
  • 500 a 999 empregados 2,2%
  • 1.000 ou mais empregados 3,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de turismo

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

8,5

CAT no período

43

Idade média no acidente

32 anos

Foram 43 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de turismo nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 8,5 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 25,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 74,4% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 74,4%
  • Típico 25,6%

Parte do corpo atingida

  • Joelho 14%
  • Articulação do tornozelo 11,6%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 11,6%
  • Partes múltiplas 9,3%
  • Pé (exceto artelhos) 9,3%

Natureza da lesão

  • Fratura 27,9%
  • Distensão, torção 14%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11,6%
  • Lesão imediata 11,6%
  • Outras lesões, NIC 7%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 18,6%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas 14%
  • Veículo rodoviário motorizado 11,6%
  • Motocicleta, motoneta 11,6%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 7% 1.358
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 3 7% 15.618
S82.0 — Fratura da rótula [patela] 3 7% 25.350
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 4,7% 5.476
S82.6 — Fratura do maléolo lateral 1 2,3% 25.350
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 1 2,3% 639

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Agências de viagens) tem RAT 1% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 8,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer no mínimo ensino médio completo acrescido de cursos de qualificação profissional de curta duração. Atualmente no mercado de trabalho há um grande número de profissionais de nível superior, com graduação tecnológica, no exercício dessas ocupações. É desejável fluência em idiomas estrangeiros. O pleno desempenho das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 3548.

Qual especialização paga mais na família 3548

Todas as ocupações de técnicos em serviços de turismo e organização de eventos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3548-25 Cerimonialista R$ 3.515 R$ 3.664 467
3548-05 Técnico em turismo R$ 2.136 R$ 3.334 1.660
3548-20 Organizador de evento R$ 2.158 R$ 3.329 17.690
3548-10 Operador de turismo (esta página) R$ 2.177 R$ 3.082 6.563
3548-15 Agente de viagem R$ 2.114 R$ 2.894 13.771

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3548-10.

A Montar pacotes de turismo (8)
  • •Identificar atrativos turísticos para desenvolvimento de pacotes turísticos
  • •Elaborar roteiros personalizados e para grupos
  • •Contatar prestadores de serviços turísticos e de apoio
  • •Realizar visitas prévias de avaliação dos serviços turísticos
  • •Definir cronogramas e atividades de pacotes turísticos
  • •Calcular custo de pacotes
  • •Montar planos de metas
  • •Acompanhar planos de metas
B Vender serviços turísticos (2)
  • •Prestar assistência no embarque ou desembarque
  • •Verificar satisfação do cliente (pós venda)
C Organizar eventos (4)
  • •Preparar documentos para formalização de contratos
  • •Elaborar cronograma
  • •Captar cadastro de público alvo
  • •Buscar patrocínios e apoios
E Contratar fornecedores de serviços (8)
  • •Contratar fornecedores de serviços receptivos
  • •Contratar serviços de transporte
  • •Contratar hospedagem
  • •Contratar atrações artísticas e culturais
  • •Contratar guias de turismo
  • •Contratar serviços de apoio de eventos
  • •Liberar ordem de pagamento do serviço prestado
  • •Verificar qualidade do serviço prestado
F Planejar eventos (2)
  • •Identificar necessidades do cliente/autoridade
  • •Realizar pesquisas
G Promover serviços turísticos (4)
  • •Montar tarifários
  • •Participar de workshop e encontros técnicos
  • •Participar de viagens de familiarização de produtos turísticos
  • •Participar de treinamentos para venda de pacotes turísticos
H Coordenar realização de eventos (2)
  • •Coordenar equipes executivas (equipes de recepção)
  • •Coordenar fornecedores
I Reservar serviços turísticos (4)
  • •Providenciar reserva de serviços
  • •Controlar prazos de reservas
  • •Programar o pré-pagamento para datas especiais
  • •Encaminhar relação de clientes aos prestadores de serviços contratados
J Auxiliar no planejamento das atividades de turismo (2)
  • •Levantar dados primários e secundários para projetos de pesquisas de turismo
  • •Sugerir nichos de mercado
Y Comunicar-se (5)
  • •Elaborar material promocional
  • •Divulgar produtos e serviços
  • •Elaborar relatórios
  • •Prestar orientação técnica
  • •Orientar cliente e/ou autoridade sobre documentação de viagem
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Intermediar interesses
  • •Demonstrar persuasão
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar fluência verbal
  • •Transmitir segurança e confiança
  • •Demonstrar capacidade de resolver situações imprevistas
  • •Demonstrar capacidade de organização
  • •Demonstrar capacidade de liderança
  • •Demonstrar capacidade de atuação ( physique de role)

Sinônimos oficiais (2)

Agente de reservasSupervisor de operações turísticas

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3548-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de turismo?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.177 por mês, considerando as 2.890 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.714 (10% menores) a R$ 3.970 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.082 (RAIS 2024), 41.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de turismo?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.086 admissões contra 3.049 desligamentos, saldo de +37 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de turismo?

A atividade econômica que mais contratou foi Agências de viagens (CNAE 7911200), com 39,1% das admissões e mediana de R$ 2.276. A ficha de operador de turismo no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de turismo?

3548-10 (família 3548 — Técnicos em serviços de turismo e organização de eventos). A CBO reconhece também os títulos: Agente de reservas, Supervisor de operações turísticas — todos usam o mesmo código 3548-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de turismo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3548: O exercício dessas ocupações requer no mínimo ensino médio completo acrescido de cursos de qualificação profissional de curta duração. Atualmente no mercado de trabalho há um grande número de profissionais de nível superior, com graduação tecnológica, no exercício dessas ocupações. É desejável fluência em idiomas estrangeiros. O pleno desempenho das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de turismo?

A taxa é de 8,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (14% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T07 — traumatismos múltiplos não especificados. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3548-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3548-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3548-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7911200), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3548:

  • •Abreutur S.A.
  • •Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abave-rj)
  • •Avipam - Turismo de Câmbio
  • •Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro
  • •Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo
  • •Planet Tour Agência de Viagens e Turismo Ltda.
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-rj)
  • •Sindicato das Empresas de Turismo do Rio de Janeiro (Sindetur)
  • •Sindicato dos Empregados de Turismo do Rio de Janeiro
  • •Soletur - Sol Agência de Viagens e Turismo
  • •Sun Coast Viagens e Turismo Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Equipe executiva (recepção): são os profissionais que recebem participantes em aero- portos e nas diversas salas de realização de eventos.
Voltar ao topo