NCM Buscador
CBO 2002 Família 3425 R$ 2.300 na admissão +1.174 postos em 12 meses 69 atividades

CBO 3425-35 — Operador de atendimento aeroviário

O código 3425-35 identifica a ocupação operador de atendimento aeroviário na CBO 2002, dentro da família 3425 — Técnicos em transportes aéreos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de atendimento aeroviário

Elaboram e implementam programa de segurança de voo e plano de emergência aeronáutica. Controlam tráfego aéreo em solo e no ar; garantem a segurança aeroportuária. Planejam voos; despacham voos; embarcam e desembarcam passageiros. Fiscalizam atividades do sistema de aviação civil e ministram treinamento.

Descrição oficial da família 3425 — Técnicos em transportes aéreos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na infraero, em órgãos e em empresas de transportes aéreos e afins. São civis e militares da aeronáutica, assalariados, com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente. Os horários de trabalho podem ser diurnos, noturnos, irregulares e em rodízio de turnos. Há regras especiais para o controlador de voo. Algumas das atividades exercidas estão sujeitas à exposição de ruídos e ao estresse.

Recursos de trabalho

Abafador de ruído; Ambulância; Computador; Equipamentos contra incêndio; Formulários específicos; Linhas telefônicas; Manuais de legislação e normas; Radar; Sistema de comunicação (vhf); Transceptor portátil, fixo e móvel.

Quanto ganha um operador de atendimento aeroviário

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.83510% ganham até R$ 2.300mediana R$ 2.84010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.697

Entrada × quem já está

R$ 2.300 ao ser admitido · R$ 2.697 para quem tem vínculo ativo +17,3%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de atendimento aeroviário foi de R$ 2.300 — metade das 1.402 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.835 e os 10% de maior, acima de R$ 2.840.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.697, ou seja, 17,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.

Considerando a jornada média de 34.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.300
Por ano (12 salários)R$ 27.600
Por semanaR$ 529
Por hora (34.3h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.238 47%
  • Mulheres — R$ 2.304 53%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.795 53,5%
  • Mulheres — R$ 2.566 46,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.221
  • Sudeste 2.322
  • Sul 2.208
  • Centro-Oeste 2.063

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 3.173 +629 — R$ 2.333 —
RJ 744 +97 — R$ 2.231 —
MG 345 +69 — R$ 2.113 —
DF 308 +59 — R$ 1.995 —
SC 290 +18 — R$ 2.738 —
PR 194 +31 — R$ 2.158 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

6.552

Desligamentos

5.378

Saldo

+1.174

Rotatividade

29,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+251) saldo negativo · pior: set/25 (-106)

Em 12 meses houve 6.552 admissões e 5.378 desligamentos de operador de atendimento aeroviário, o que significa que o mercado formal abriu 1.174 postos de trabalho no período, com rotatividade de 29,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 37,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,4% por dispensa sem justa causa, além de 5,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 37,7%
  • Dispensa sem justa causa 50,4%
  • Fim de contrato 5,9%

Sobre 5.378 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 17,7%
  • Contrato intermitente 1,4%
  • Pessoa com deficiência 1,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 1,3%
  • 1 a 4 empregados 1%
  • 5 a 9 empregados 1,9%
  • 10 a 19 empregados 4,3%
  • 20 a 49 empregados 8,9%
  • 50 a 99 empregados 9,1%
  • 100 a 249 empregados 13,5%
  • 250 a 499 empregados 6,9%
  • 500 a 999 empregados 7,4%
  • 1.000 ou mais empregados 45,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de atendimento aeroviário

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte aéreo de passageiros regular 5111100 · 46,7% das admissões 3.058 42h R$ 2.194 R$ 2.310 R$ 2.357 3% 3
Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240199 · 43,4% das admissões 2.845 43.2h R$ 1.884 R$ 2.375 R$ 2.771 3% 3
Serviço de táxi aéreo e locação de aeronaves com tripulação 5112901 · 2,7% das admissões 178 43h — R$ 2.025 — 3% 3
Operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240101 · 2,4% das admissões 155 42.1h R$ 2.148 R$ 2.238 R$ 2.688 2% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 1% das admissões 64 44.1h R$ 2.106 R$ 2.264 R$ 2.374 3% 1
Atividades de limpeza não especificadas anteriormente 8129000 · 0,5% das admissões 35 44h — R$ 1.629 — 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 0,4% das admissões 29 43.9h — R$ 1.925 — 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de atendimento aeroviário

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 18.150 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

24 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

1,9%

Sexo

  • Mulher 46,5%
  • Homem 53,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada35,1h/sem
  • Pessoas com deficiência3%
  • Jornada parcial20,3%
  • Contrato intermitente0,1%

Sobre os 18.150 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 45,4%
  • Branca 44%
  • Preta 9%
  • Amarela 1,3%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,1%
  • 6º ao 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 0,7%
  • Médio incompleto 1,1%
  • Médio completo 68,8%
  • Superior incompleto 9,8%
  • Superior completo 19,2%
  • Mestrado 0,1%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,3%
  • Fundamental completo 1,2%
  • Médio incompleto 1,4%
  • Médio completo 72,9%
  • Superior incompleto 9,6%
  • Superior completo 13,5%
  • Pós-graduação 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,7%
  • 5 a 9 empregados 2,1%
  • 10 a 19 empregados 3,7%
  • 20 a 49 empregados 10,6%
  • 50 a 99 empregados 11,2%
  • 100 a 249 empregados 15,3%
  • 250 a 499 empregados 9,1%
  • 500 a 999 empregados 6,2%
  • 1.000 ou mais empregados 41,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de atendimento aeroviário

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

16,6

CAT no período

246

Idade média no acidente

33 anos

Foram 246 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de atendimento aeroviário nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 46,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 52,8% de trajeto (no deslocamento) e 0,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 52,8%
  • Típico 46,7%
  • Doença 0,4%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos) 11,8%
  • Articulação do tornozelo 10,2%
  • Joelho 9,8%
  • Partes múltiplas 9,3%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 8,1%

Natureza da lesão

  • Distensão, torção 19,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 17,1%
  • Fratura 15,9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 15,9%
  • Lesão imediata 12,2%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 15,9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 13%
  • Veículo, NIC 10,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,9%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 20 8,1% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 10 4,1% 1.225
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 7 2,8% 15.618
S93.6 — Entorse e distensão de outras partes e de partes não especificadas do pé 7 2,8% 5.476
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 2,4% 3.531
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 5 2% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte aéreo de passageiros regular) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade mínima de ensino médio mais cursos de especialização que variam de duzentas a mais de quatrocentas horas/aula. Há tendência de aumento de qualificação e parte dela é adquirida no próprio emprego; há tendência de rodízio de funções nas empresas aéreas com a configuração de um novo tipo de profissional, polivalente. Para o pleno exercício das atividades, requerse de três a cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3425.

Qual especialização paga mais na família 3425

Todas as ocupações de técnicos em transportes aéreos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3425-30 Inspetor de aviação civil R$ 4.850 R$ 14.563 141
3425-05 Controlador de tráfego aéreo R$ 2.060 R$ 8.600 2.116
3425-45 Supervisor de empresa aérea em aeroportos R$ 3.419 R$ 5.688 931
3425-10 Despachante operacional de vôo R$ 2.368 R$ 5.569 858
3425-40 Supervisor da administração de aeroportos R$ 5.025 R$ 4.191 1.360
3425-15 Fiscal de aviação civil (fac) R$ 2.535 R$ 2.765 700
3425-35 Operador de atendimento aeroviário (esta página) R$ 2.300 R$ 2.697 18.150
3425-60 Operador de rampa ( transporte aéreo) R$ 2.138 R$ 2.571 739
3425-55 Fiscal de pista de aeroporto R$ 2.034 R$ 2.482 274
3425-50 Agente de proteção de aviação civil R$ 2.258 R$ 2.235 8.198

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3425-35.

A Prover segurança de vôos (3)
  • •Acionar orgão competente
  • •Solicitar isolamento de áreas
  • •Acompanhar procedimentos de segurança
B Controlar tráfego aéreo (1)
  • •Acionar mecanismos para atendimento de aeronaves em emergência aeronáutica
C Promover segurança do aeródromo (1)
  • •Notificar à administração sobre focos de incêndio e invasão no aeródromo
D Planejar vôo (1)
  • •Determinar distribuição de carga e bagagem nos porões
E Despachar vôos (11)
  • •Recolher informações passadas pelo planejamento de vôo
  • •Informar comandante sobre boletim meteorológico atualizado
  • •Informar quantidade de serviços de bordo
  • •Notificar comandante sobre existência de passageiros armados a bordo
  • •Informar passageiros armados sobre existência de outros na mesma situação
  • •Informar tripulação quantidade de pessoas a bordo e existência de passageiros especiais
  • •Identificar passageiros faltantes ao embarque
  • •Retirar bagagem dos passageiros faltantes ao embarque
  • •Preencher formulário de manifesto de peso e balanceamento
  • •Recolher assinaturas no manifesto de peso e balanceamento
  • •Autorizar fechamento da porta da aeronave e/ou porões
F Embarcar passageiros e bagagens (10)
  • •Conferir documentação e bilhete
  • •Conferir documentação específica para transporte de objetos atípicos
  • •Etiquetar bagagem
  • •Chamar lista de espera
  • •Alimentar o sistema informativo de vôo (siv) com dados atualizados
  • •Efetuar chamadas de embarque segundo prioridades
  • •Destacar cartão de embarque
  • •Acondicionar, segundo legislação vigente, objetos especiais declarados
  • •Conferir total de passageiros embarcados
  • •Acompanhar fechamento das portas da aeronave e/ou porões
G Realizar inspeção em áreas restritas de segurança (ars) (2)
  • •Identificar objetos que possam causar danos às aeronaves/passageiros
  • •Recolher objetos que possam causar danos às aeronaves
H Desembarcar passageiros (5)
  • •Direcionar passageiros para sala de desembarque
  • •Encaminhar passageiros em conexão
  • •Desembarcar passageiros especiais (doentes, prisioneiros, grávidas e com dificuldade de locomoção)
  • •Abrir processo de falta ou danificação de bagagem
  • •Guardar bagagem desacompanhada (rush, extraviada ou esquecida)
I Atender clientes e usuários do sistema de aviação civil (4)
  • •Vender bilhetes
  • •Fazer reservas de vôo
  • •Providenciar acomodações e indenizações à passageiros
  • •Providenciar atendimento de emergências médicas
K Ministrar treinamento (2)
  • •Acompanhar estagiários e treinandos
  • •Instruir pessoal em cursos de qualificação
Y Comunicar-se (9)
  • •Falar em público
  • •Elaborar relatórios
  • •Efetuar comunicação terra e ar via radiotelefonia
  • •Registrar reclamações de clientes e usuários
  • •Comunicar à administração sobre presença de objetos abandonados
  • •Fornecer informações gerais
  • •Participar de reuniões
  • •Divulgar a filosofia do sistema de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos (sipaer)
  • •Enviar relatório de perigo para órgãos pertinentes
Z Demonstrar competências pessoais (20)
  • •Capacidade de síntese
  • •Iniciativa
  • •Organização
  • •Rapidez de reflexos
  • •Demonstrar auto-controle
  • •Capacidade de visão sistêmica
  • •Capacidade de observação
  • •Capacidade de cumprir normas e regras
  • •Trabalhar em equipe
  • •Capacidade de liderança
  • •Acuidade visual
  • •Clareza
  • •Capacidade sensorial
  • •Contornar situações adversas
  • •Objetividade
  • •Atenção focada e difusa
  • •Usar epi
  • •Resolução de problemas
  • •Capacidade de percepção situacional
  • •Capacidade de assumir responsabilidades

Sinônimos oficiais (1)

Atendente de aeroporto

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3425-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de atendimento aeroviário?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.300 por mês, considerando as 1.402 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.835 (10% menores) a R$ 2.840 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.697 (RAIS 2024), 17.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de atendimento aeroviário?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 6.552 admissões contra 5.378 desligamentos, saldo de +1.174 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de atendimento aeroviário?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte aéreo de passageiros regular (CNAE 5111100), com 46,7% das admissões e mediana de R$ 2.310. A ficha de operador de atendimento aeroviário no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de atendimento aeroviário?

3425-35 (família 3425 — Técnicos em transportes aéreos). A CBO reconhece também os títulos: Atendente de aeroporto — todos usam o mesmo código 3425-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de atendimento aeroviário?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3425: O exercício dessas ocupações requer escolaridade mínima de ensino médio mais cursos de especialização que variam de duzentas a mais de quatrocentas horas/aula. Há tendência de aumento de qualificação e parte dela é adquirida no próprio emprego; há tendência de rodízio de funções nas empresas aéreas com a configuração de um novo tipo de profissional, polivalente. Para o pleno exercício das atividades, requerse de três a cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de atendimento aeroviário?

A taxa é de 16,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (11,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3425-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3425-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3425-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5111100), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3425:

  • •Bonfim Recreativo e Social
  • •Comando da Aeronáutica-destacamento de Proteção ao Voo (Dpc)
  • •Infraero - Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária
  • •Nordeste Linhas Aéreas S.A.
  • •Primeiro Serviço Regional de Aviação Civil - Serac 1
  • •Sexto Serviço Regional de Aviação Civil - Serac 6
  • •Tam Linhas Aéreas S.A.
  • •Terceiro Serviço Regional de Aviação Civil - Serac 3
  • •Total Linhas Aéreas S.A.
  • •Transbrasil S.A. Linhas Aéreas
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
Voltar ao topo