CBO 3425-35 — Operador de atendimento aeroviário
O código 3425-35 identifica a ocupação operador de atendimento aeroviário na CBO 2002, dentro da família 3425 — Técnicos em transportes aéreos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um operador de atendimento aeroviário
Elaboram e implementam programa de segurança de voo e plano de emergência aeronáutica. Controlam tráfego aéreo em solo e no ar; garantem a segurança aeroportuária. Planejam voos; despacham voos; embarcam e desembarcam passageiros. Fiscalizam atividades do sistema de aviação civil e ministram treinamento.
Descrição oficial da família 3425 — Técnicos em transportes aéreos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham na infraero, em órgãos e em empresas de transportes aéreos e afins. São civis e militares da aeronáutica, assalariados, com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente. Os horários de trabalho podem ser diurnos, noturnos, irregulares e em rodízio de turnos. Há regras especiais para o controlador de voo. Algumas das atividades exercidas estão sujeitas à exposição de ruídos e ao estresse.
Recursos de trabalho
Abafador de ruído; Ambulância; Computador; Equipamentos contra incêndio; Formulários específicos; Linhas telefônicas; Manuais de legislação e normas; Radar; Sistema de comunicação (vhf); Transceptor portátil, fixo e móvel.
Quanto ganha um operador de atendimento aeroviário
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.697
Entrada × quem já está
R$ 2.247 ao ser admitido · R$ 2.697 para quem tem vínculo ativo +20%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de atendimento aeroviário foi de R$ 2.247 — metade das 1.389 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.817 e os 10% de maior, acima de R$ 2.828.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.697, ou seja, 20% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.
Considerando a jornada média de 34.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.247 |
| Por ano (12 salários) | R$ 26.964 |
| Por semana | R$ 517 |
| Por hora (34.3h/sem) | R$ 13,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 3.183 | +513 | — | R$ 2.326 | — |
| RJ | 760 | +80 | — | R$ 2.245 | — |
| MG | 322 | +29 | — | R$ 2.083 | — |
| DF | 318 | +31 | — | R$ 2.006 | — |
| SC | 299 | +27 | — | R$ 2.731 | — |
| BA | 224 | +45 | — | R$ 2.100 | — |
| RS | 206 | +44 | — | R$ 2.118 | — |
| PR | 200 | +33 | — | R$ 2.135 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
6.607
Desligamentos
5.619
Saldo
+988
Rotatividade
31%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 6.607 admissões e 5.619 desligamentos de operador de atendimento aeroviário, o que significa que o mercado formal abriu 988 postos de trabalho no período, com rotatividade de 31% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 36,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,6% por dispensa sem justa causa, além de 5,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 5.619 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata operador de atendimento aeroviário
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Transporte aéreo de passageiros regular 5111100 · 48,4% das admissões | 3.197 | 42h | R$ 2.146 | R$ 2.302 | R$ 2.353 | 3% | 3 |
| Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240199 · 41,4% das admissões | 2.735 | 43h | R$ 1.879 | R$ 2.330 | R$ 2.766 | 3% | 3 |
| Serviço de táxi aéreo e locação de aeronaves com tripulação 5112901 · 2,9% das admissões | 191 | 43.2h | — | R$ 1.950 | — | 3% | 3 |
| Operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240101 · 2,5% das admissões | 162 | 42.2h | R$ 2.144 | R$ 2.229 | R$ 2.683 | 2% | 3 |
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 1% das admissões | 66 | 44h | R$ 2.110 | R$ 2.256 | R$ 2.371 | 3% | 1 |
| Atividades de limpeza não especificadas anteriormente 8129000 · 0,5% das admissões | 35 | 44h | — | R$ 1.629 | — | 3% | 3 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 0,4% das admissões | 28 | 43.9h | — | R$ 1.925 | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como operador de atendimento aeroviário
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 18.150 vínculos
Idade mediana
33 anos
Tempo de casa
24 meses
No setor público
0,2%
Em empresa do Simples
1,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada35,1h/sem
- Pessoas com deficiência3%
- Jornada parcial20,3%
- Contrato intermitente0,1%
Sobre os 18.150 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de operador de atendimento aeroviário
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
16,6
CAT no período
246
Idade média no acidente
33 anos
Foram 246 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de atendimento aeroviário nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 46,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 52,8% de trajeto (no deslocamento) e 0,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 20 | 8,1% | 5.476 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 10 | 4,1% | 1.225 |
| S92.3 — Fratura de ossos do metatarso | 7 | 2,8% | 15.618 |
| S93.6 — Entorse e distensão de outras partes e de partes não especificadas do pé | 7 | 2,8% | 5.476 |
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 6 | 2,4% | 3.531 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 5 | 2% | 1.358 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte aéreo de passageiros regular) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio
Informalidade no setor
46,5%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,5%
Rendimento formal × informal
R$ 4.035 × R$ 2.683
No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade mínima de ensino médio mais cursos de especialização que variam de duzentas a mais de quatrocentas horas/aula. Há tendência de aumento de qualificação e parte dela é adquirida no próprio emprego; há tendência de rodízio de funções nas empresas aéreas com a configuração de um novo tipo de profissional, polivalente. Para o pleno exercício das atividades, requerse de três a cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3425.
Qual especialização paga mais na família 3425
Todas as ocupações de técnicos em transportes aéreos, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3425-30 | Inspetor de aviação civil | R$ 5.513 | R$ 14.563 | 141 |
| 3425-05 | Controlador de tráfego aéreo | R$ 2.058 | R$ 8.600 | 2.116 |
| 3425-45 | Supervisor de empresa aérea em aeroportos | R$ 4.178 | R$ 5.688 | 931 |
| 3425-10 | Despachante operacional de vôo | R$ 2.368 | R$ 5.569 | 858 |
| 3425-40 | Supervisor da administração de aeroportos | R$ 5.163 | R$ 4.191 | 1.360 |
| 3425-15 | Fiscal de aviação civil (fac) | R$ 2.533 | R$ 2.765 | 700 |
| 3425-35 | Operador de atendimento aeroviário (esta página) | R$ 2.247 | R$ 2.697 | 18.150 |
| 3425-60 | Operador de rampa ( transporte aéreo) | R$ 2.135 | R$ 2.571 | 739 |
| 3425-55 | Fiscal de pista de aeroporto | R$ 2.025 | R$ 2.482 | 274 |
| 3425-50 | Agente de proteção de aviação civil | R$ 2.198 | R$ 2.235 | 8.198 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3425-35.
A Prover segurança de vôos (3)
- •Acionar orgão competente
- •Solicitar isolamento de áreas
- •Acompanhar procedimentos de segurança
B Controlar tráfego aéreo (1)
- •Acionar mecanismos para atendimento de aeronaves em emergência aeronáutica
C Promover segurança do aeródromo (1)
- •Notificar à administração sobre focos de incêndio e invasão no aeródromo
D Planejar vôo (1)
- •Determinar distribuição de carga e bagagem nos porões
E Despachar vôos (11)
- •Recolher informações passadas pelo planejamento de vôo
- •Informar comandante sobre boletim meteorológico atualizado
- •Informar quantidade de serviços de bordo
- •Notificar comandante sobre existência de passageiros armados a bordo
- •Informar passageiros armados sobre existência de outros na mesma situação
- •Informar tripulação quantidade de pessoas a bordo e existência de passageiros especiais
- •Identificar passageiros faltantes ao embarque
- •Retirar bagagem dos passageiros faltantes ao embarque
- •Preencher formulário de manifesto de peso e balanceamento
- •Recolher assinaturas no manifesto de peso e balanceamento
- •Autorizar fechamento da porta da aeronave e/ou porões
F Embarcar passageiros e bagagens (10)
- •Conferir documentação e bilhete
- •Conferir documentação específica para transporte de objetos atípicos
- •Etiquetar bagagem
- •Chamar lista de espera
- •Alimentar o sistema informativo de vôo (siv) com dados atualizados
- •Efetuar chamadas de embarque segundo prioridades
- •Destacar cartão de embarque
- •Acondicionar, segundo legislação vigente, objetos especiais declarados
- •Conferir total de passageiros embarcados
- •Acompanhar fechamento das portas da aeronave e/ou porões
G Realizar inspeção em áreas restritas de segurança (ars) (2)
- •Identificar objetos que possam causar danos às aeronaves/passageiros
- •Recolher objetos que possam causar danos às aeronaves
H Desembarcar passageiros (5)
- •Direcionar passageiros para sala de desembarque
- •Encaminhar passageiros em conexão
- •Desembarcar passageiros especiais (doentes, prisioneiros, grávidas e com dificuldade de locomoção)
- •Abrir processo de falta ou danificação de bagagem
- •Guardar bagagem desacompanhada (rush, extraviada ou esquecida)
I Atender clientes e usuários do sistema de aviação civil (4)
- •Vender bilhetes
- •Fazer reservas de vôo
- •Providenciar acomodações e indenizações à passageiros
- •Providenciar atendimento de emergências médicas
K Ministrar treinamento (2)
- •Acompanhar estagiários e treinandos
- •Instruir pessoal em cursos de qualificação
Y Comunicar-se (9)
- •Falar em público
- •Elaborar relatórios
- •Efetuar comunicação terra e ar via radiotelefonia
- •Registrar reclamações de clientes e usuários
- •Comunicar à administração sobre presença de objetos abandonados
- •Fornecer informações gerais
- •Participar de reuniões
- •Divulgar a filosofia do sistema de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos (sipaer)
- •Enviar relatório de perigo para órgãos pertinentes
Z Demonstrar competências pessoais (20)
- •Capacidade de síntese
- •Iniciativa
- •Organização
- •Rapidez de reflexos
- •Demonstrar auto-controle
- •Capacidade de visão sistêmica
- •Capacidade de observação
- •Capacidade de cumprir normas e regras
- •Trabalhar em equipe
- •Capacidade de liderança
- •Acuidade visual
- •Clareza
- •Capacidade sensorial
- •Contornar situações adversas
- •Objetividade
- •Atenção focada e difusa
- •Usar epi
- •Resolução de problemas
- •Capacidade de percepção situacional
- •Capacidade de assumir responsabilidades
Sinônimos oficiais (1)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3425-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um operador de atendimento aeroviário?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.247 por mês, considerando as 1.389 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.817 (10% menores) a R$ 2.828 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.697 (RAIS 2024), 20% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando operador de atendimento aeroviário?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 6.607 admissões contra 5.619 desligamentos, saldo de +988 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata operador de atendimento aeroviário?
A atividade econômica que mais contratou foi Transporte aéreo de passageiros regular (CNAE 5111100), com 48,4% das admissões e mediana de R$ 2.302. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de operador de atendimento aeroviário?
3425-35 (família 3425 — Técnicos em transportes aéreos). A CBO reconhece também os títulos: Atendente de aeroporto — todos usam o mesmo código 3425-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser operador de atendimento aeroviário?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3425: O exercício dessas ocupações requer escolaridade mínima de ensino médio mais cursos de especialização que variam de duzentas a mais de quatrocentas horas/aula. Há tendência de aumento de qualificação e parte dela é adquirida no próprio emprego; há tendência de rodízio de funções nas empresas aéreas com a configuração de um novo tipo de profissional, polivalente. Para o pleno exercício das atividades, requerse de três a cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de atendimento aeroviário?
A taxa é de 16,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (11,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3425-35?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3425-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3425-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5111100), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3425:
- •Bonfim Recreativo e Social
- •Comando da Aeronáutica-destacamento de Proteção ao Voo (Dpc)
- •Infraero - Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária
- •Nordeste Linhas Aéreas S.A.
- •Primeiro Serviço Regional de Aviação Civil - Serac 1
- •Sexto Serviço Regional de Aviação Civil - Serac 6
- •Tam Linhas Aéreas S.A.
- •Terceiro Serviço Regional de Aviação Civil - Serac 3
- •Total Linhas Aéreas S.A.
- •Transbrasil S.A. Linhas Aéreas
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG