CBO 1312-25 — Sanitarista
O código 1312-25 identifica a ocupação sanitarista na CBO 2002, dentro da família 1312 — Gestores e especialistas de operações em empresas, secretarias e unidades de serviços de saúde. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um sanitarista
Planejam, coordenam e avaliam ações de saúde; definem estratégias para unidades de saúde; administram recursos financeiros; gerenciam recursos humanos e coordenam interfaces com entidades sociais e profissionais.
Descrição oficial da família 1312 — Gestores e especialistas de operações em empresas, secretarias e unidades de serviços de saúde, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Os profissionais dessa família ocupacional podem exercer suas funções em empresas de atividades da saúde e serviços sociais. São empregados na condição de assalariado com carteira assinada; organizam-se em equipe e atuam com supervisão ocasional; trabalham em ambientes fechados e em períodos noturnos e diurnos. Em algumas atividades podem trabalhar sob pressão, levando-os à situação de estresse constante.
Recursos de trabalho
Internet; Publicações técnico-científicas; Sistemas integrados de gestão; Softwares específicos.
Quanto ganha um sanitarista
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.870
Entrada × quem já está
R$ 3.417 ao ser admitido · R$ 5.870 para quem tem vínculo ativo +71,8%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de sanitarista foi de R$ 3.417 — metade das 284 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.645 e os 10% de maior, acima de R$ 7.067.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.870, ou seja, 71,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.
Considerando a jornada média de 41 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 25,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.417 |
| Por ano (12 salários) | R$ 41.004 |
| Por semana | R$ 786 |
| Por hora (41h/sem) | R$ 25,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| MG | 80 | +29 | — | R$ 2.500 | — |
| DF | 56 | +44 | — | R$ 7.055 | — |
| BA | 46 | +11 | — | R$ 4.835 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
321
Desligamentos
209
Saldo
+112
Rotatividade
32,7%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 321 admissões e 209 desligamentos de sanitarista, o que significa que o mercado formal abriu 112 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,7% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 38,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,8% por dispensa sem justa causa, além de 11,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 209 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata sanitarista
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 19,6% das admissões | 63 | 40.2h | R$ 7.021 | R$ 7.052 | R$ 7.084 | 2% | 1 |
| Regulação das atividades de saúde, educação, serviços culturais e outros serviços sociais 8412400 · 9% das admissões | 29 | 40h | — | R$ 4.886 | — | 1% | — |
| Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 8,4% das admissões | 27 | — | — | — | — | 2% | 3 |
| Construção de edifícios 4120400 · 6,9% das admissões | 22 | 44h | — | R$ 2.348 | — | 3% | 3 |
| Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 2,8% das admissões | 9 | — | — | — | — | 2% | 3 |
| Outras atividades de atenção à saúde humana não especificadas anteriormente 8690999 · 2,2% das admissões | 7 | — | — | — | — | 2% | 1 |
| Administração pública em geral 8411600 · 2,2% das admissões | 7 | — | — | — | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como sanitarista
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 639 vínculos
Idade mediana
40 anos
Tempo de casa
35 meses
No setor público
54,1%
Em empresa do Simples
15,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada39,8h/sem
- Pessoas com deficiência0,9%
- Jornada parcial0,2%
- Contrato intermitente1,9%
- Em entidade sem fins lucrativos15,3%
Sobre os 639 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços
Informalidade no setor
58,8%
Média nacional
37,5%
Conta própria
60,8%
Rendimento formal × informal
R$ 4.157 × R$ 2.095
No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Essas ocupações são exercidas por pessoas com ensino superior completo, acrescidode cursos de especialização, com carga horária de duzentas a quatrocentas horas. O exercício pleno das atividades ocorre após o período de um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 1312.
Qual especialização paga mais na família 1312
Todas as ocupações de gestores e especialistas de operações em empresas, secretarias e unidades de serviços de saúde, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 1312-15 | Tecnólogo em gestão hospitalar | R$ 8.801 | R$ 10.065 | 1.752 |
| 1312-10 | Gerente de serviços de saúde | R$ 6.017 | R$ 7.756 | 20.559 |
| 1312-05 | Diretor de serviços de saúde | R$ 10.012 | R$ 7.254 | 10.428 |
| 1312-25 | Sanitarista (esta página) | R$ 3.417 | R$ 5.870 | 639 |
| 1312-20 | Gerontólogo | R$ 3.521 | R$ 4.400 | 65 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1312-25.
A Planejar ações de saúde (22)
- •Analisar indicadores de saúde
- •Elaborar indicadores de saúde
- •Analisar indicadores sociodemográficos
- •Operacionalizar ações e normas de autoridades sanitárias
- •Aprovar normas de funcionamento das unidades assistenciais
- •Aplicar as normas legais referentes ao funcionamento das unidades assistenciais e/ou atenção à saúde (farmácia, casa de apoio...)
- •Definir instruções de serviços internos
- •Estabelecer normas técnicas de funcionamento da unidade assistencial
- •Estabelecer normas técnicas de vigilância e atenção à saúde
- •Adequar funcionamento da unidade assistencial às normas
- •Dimensionar rede própria e/ou credenciada de serviços de saúde
- •Elaborar instrumentos de avaliação
- •Planejar atendimento aos usuários, familiares e cuidadores
- •Planejar atividades socioculturais, educacionais e de promoção à saúde
- •Planejar ações de capacitação
- •Planejar ações de sensibilização
- •Planejar ações de educação permanente
- •Participar do planejamento de políticas públicas
- •Planejar ações de promoção, prevenção, atenção e recuperação da saúde
- •Realizar estudos e ações de territorialização em saúde
- •Analisar perfil epidemiológico das doenças e agravos
- •Analisar fatores determinantes e condicionantes de saúde
B Coordenar ações de saúde (27)
- •Organizar fluxo de atendimento aos usuários
- •Organizar fluxo de serviços e ações de saúde
- •Estabelecer protocolos de atendimento
- •Estabelecer critérios para otimização de atendimento
- •Gerenciar serviços de assistência à saúde
- •Monitorar cumprimento de normas técnicas, administrativas e legais
- •Fiscalizar cumprimento das normas técnicas em vigilância sanitária
- •Viabilizar recursos para cumprimento de normas técnicas, administrativas e legais
- •Acompanhar processos de assistência à saúde
- •Implementar programas de saúde
- •Implementar programas de atendimento biopsicossocial
- •Coordenar projetos de cunho biopsicossocial
- •Estabelecer metas administrativas, técnicas e financeiras
- •Operacionalizar campanhas de saúde
- •Coordenar projetos e/ou programas de saúde
- •Estabelecer políticas de gestão
- •Promover atividades científicas
- •Elaborar projetos de pesquisa
- •Produzir material técnico-científico
- •Gerenciar risco em tecnovigilância
- •Gerenciar risco em hemoderivados
- •Gerenciar risco em farmacovigilância
- •Mapear riscos de acidentes de trabalho
- •Coordenar projetos de qualidade em atendimento
- •Implementar ações de sensibilização
- •Investigar surtos e emergências em saúde pública
- •Elaborar relatórios
C Definir estratégias para unidades e/ou programas de saúde (14)
- •Elaborar plano estratégico
- •Definir padrão de qualidade do serviço de saúde
- •Analisar demanda dos serviços de saúde
- •Definir público alvo para serviços e ações de saúde
- •Definir aquisição de equipamentos, materiais e insumos
- •Definir investimentos e custeio
- •Definir capacidade operacional da instituição
- •Definir instalação física em função dos serviços
- •Participar na elaboração de campanhas de promoção e divulgação de serviços de saúde
- •Elaborar estudos de viabilidade técnica e econômica
- •Participar da elaboração de plano de destinação de resíduos hospitalares
- •Avaliar necessidades de aquisição/ contratação de equipamentos, materiais e serviços
- •Participar das discussões estratégicas para unidades de saúde
- •Realizar pesquisas
D Realizar atendimento biopsicossocial (7)
- •Aplicar instrumentos de avaliação complementar
- •Monitorar aspectos biopsicossociais dos usuários
- •Realizar acolhimento dos usuários, familiares e cuidadores
- •Orientar usuários, familiares e cuidadores
- •Executar atividades socioculturais e educacionais
- •Discutir casos com equipe interdisciplinar
- •Encaminhar para outros profissionais ou equipamentos
E Avaliar ações de saúde (13)
- •Estabelecer critérios de avaliação
- •Acompanhar processos de ação de saúde
- •Acompanhar resultados de ação de saúde
- •Monitorar processos e resultados de ações de saúde
- •Definir estratégias de avaliação
- •Avaliar resultados de campanhas
- •Avaliar desempenho dos equipamentos de saúde
- •Avaliar desempenho dos profissionais
- •Avaliar ações de vigilância de saúde
- •Avaliar o impacto das ações de saúde
- •Verificar qualidade do atendimento
- •Avaliar programas implementados
- •Monitorar indicadores de saúde
F Administrar recursos financeiros (8)
- •Promover estudos de custo de serviços de saúde
- •Analisar estudos de custo de serviços de saúde
- •Levantar custo por departamento
- •Levantar custo da prestação de serviços
- •Calcular custo de tratamentos
- •Acompanhar fluxo financeiro
- •Avaliar resultados financeiros
- •Viabilizar captação de recursos
G Gerenciar recursos humanos (8)
- •Dimensionar necessidade de contratação
- •Identificar perfis profissionais, de acordo com as necessidades
- •Promover programa de qualidade de vida no trabalho
- •Implementar ações de saúde e segurança do trabalhador
- •Identificar necessidades de capacitação e qualificação
- •Propor diretrizes para organograma funcional
- •Estabelecer níveis de responsabilidade dos profissionais de saúde
- •Propor contratações e/ou demissões
H Coordenar interfaces com entidades sociais e profissionais (11)
- •Representar a instituição junto à sociedade civil e órgãos governamentais
- •Realizar convênios e parcerias
- •Participar em conselhos
- •Fornecer subsídios para formação de conselhos de saúde
- •Propor auditorias
- •Conciliar interesses dos usuários de serviços de saúde
- •Mediar conflitos de interesses entre atores envolvidos nos processos de saúde
- •Supervisionar convênios e parcerias
- •Prestar consultoria
- •Prestar assessoria
- •Participar de conferência de saúde
Z Demonstrar competências pessoais (20)
- •Liderar pessoas
- •Demonstrar iniciativa
- •Evidenciar capacidade crítica
- •Demonstrar capacidade de comunicação
- •Demonstrar capacidade de negociação
- •Demonstrar criatividade
- •Evidenciar acessibilidade
- •Demonstrar capacidade de tomar decisão
- •Demonstrar capacidade de administrar conflitos
- •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
- •Demonstrar empatia
- •Demonstrar capacidade de observação
- •Contornar situações adversas
- •Demonstrar capacidade de comunicação não verbal
- •Demonstrar capacidade de escuta
- •Demonstrar capacidade retórica
- •Delegar funções
- •Demonstrar capacidade de administrar o tempo
- •Demonstrar capacidade de estabelecer vínculos
- •Demonstrar capacidade analítica
Perguntas frequentes
Quanto ganha um sanitarista?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.417 por mês, considerando as 284 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.645 (10% menores) a R$ 7.067 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.870 (RAIS 2024), 71.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando sanitarista?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 321 admissões contra 209 desligamentos, saldo de +112 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata sanitarista?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 19,6% das admissões e mediana de R$ 7.052. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de sanitarista?
1312-25 (família 1312 — Gestores e especialistas de operações em empresas, secretarias e unidades de serviços de saúde). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser sanitarista?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1312: Essas ocupações são exercidas por pessoas com ensino superior completo, acrescidode cursos de especialização, com carga horária de duzentas a quatrocentas horas. O exercício pleno das atividades ocorre após o período de um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 1312-25?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 1312-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1312-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.