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CBO 2002 Família 8413 R$ 2.109 na admissão +17 postos em 12 meses 21 atividades

CBO 8413-20 — Operador de tratamento de calda na refinação de açúcar

O código 8413-20 identifica a ocupação operador de tratamento de calda na refinação de açúcar na CBO 2002, dentro da família 8413 — Trabalhadores na fabricação e refino de açúcar. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um operador de tratamento de calda na refinação de açúcar

Operam moendas e tratam o caldo para fabricação do açúcar, utilizando processos de decantação. Concentram o caldo para fabricação do açúcar, cristalizam, centrifugam e preparam o açúcar para embalagem. Tratam o licor do açúcar, medindo a dosagem de produtos químicos, clarificando e filtrando. Mantêm máquinas e equipamentos em funcionamento, identificando falhas, realizando pequenos consertos e auxiliando na manutenção programada. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8413 — Trabalhadores na fabricação e refino de açúcar, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentícios, de bebidas e de álcool como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). No desenvolvimento de algumas atividades podem permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, ruído intenso e altas temperaturas. 469

Recursos de trabalho

Centrífuga; Cozedor a vácuo; Cristalizador; Decantador; Evaporador; Filtro rotativo; Mexedeira; Moenda; Peneira; Trocador de calor.

Quanto ganha um operador de tratamento de calda na refinação de açúcar

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.73810% ganham atéR$ 2.109medianaR$ 2.79610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.224

Entrada × quem já está

R$ 2.109 ao ser admitido · R$ 3.224 para quem tem vínculo ativo +52,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de tratamento de calda na refinação de açúcar foi de R$ 2.109 — metade das 395 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.738 e os 10% de maior, acima de R$ 2.796.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.224, ou seja, 52,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 47 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.109
Por ano (12 salários)R$ 25.308
Por semanaR$ 485
Por hora (43.7h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.13890,4%
  • Mulheres — R$ 2.0359,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.26994,7%
  • Mulheres — R$ 2.4885,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste788
  • Sudeste2.209
  • Centro-Oeste1.958

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 243 +9 R$ 2.232
MG 38 +7 R$ 2.057
MT 31 +7 R$ 1.850

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

412

Desligamentos

395

Saldo

+17

Rotatividade

33,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+90) saldo negativo · pior: dez/25 (-50)

Em 12 meses houve 412 admissões e 395 desligamentos de operador de tratamento de calda na refinação de açúcar, o que significa que o mercado formal abriu 17 postos de trabalho no período, com rotatividade de 33,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 35,9% por dispensa sem justa causa, além de 28,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador31,9%
  • Dispensa sem justa causa35,9%
  • Fim de contrato28,4%

Sobre 395 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência0,7%
  • Jovem aprendiz4,9%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,4%
  • 5 a 9 empregados1%
  • 10 a 19 empregados1%
  • 20 a 49 empregados7,8%
  • 50 a 99 empregados5,1%
  • 100 a 249 empregados7,5%
  • 250 a 499 empregados20,4%
  • 500 a 999 empregados17,2%
  • 1.000 ou mais empregados37,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de tratamento de calda na refinação de açúcar

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 42% das admissões 173 44h R$ 1.929 R$ 2.163 R$ 2.395 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 38,1% das admissões 157 44h R$ 1.893 R$ 2.183 R$ 2.575 3% 3
Fabricação de açúcar de cana refinado 1072401 · 7,8% das admissões 32 44h R$ 759 3% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 6,3% das admissões 26 44h R$ 2.050 2% 3
Fabricação de aguardente de cana de açúcar 1111901 · 1,5% das admissões 6 3% 3
Fabricação de fermentos e leveduras 1099603 · 1,2% das admissões 5 1% 3
Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis 1053800 · 1,2% das admissões 5 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de tratamento de calda na refinação de açúcar

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.189 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

47 meses

Em empresa do Simples

0,5%

Sexo

  • Mulher5%
  • Homem95%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 1.189 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda50,3%
  • Branca42,3%
  • Preta7%
  • Amarela0,3%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto3,7%
  • 5º ano completo3,3%
  • 6º ao 9º ano8,9%
  • Fundamental completo7,8%
  • Médio incompleto11,5%
  • Médio completo58,9%
  • Superior incompleto3,3%
  • Superior completo2,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto3,9%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º a 9º ano5,3%
  • Fundamental completo5,3%
  • Médio incompleto10,7%
  • Médio completo69,7%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo2,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,1%
  • 5 a 9 empregados0,9%
  • 10 a 19 empregados0,3%
  • 20 a 49 empregados0,3%
  • 50 a 99 empregados1,2%
  • 100 a 249 empregados5%
  • 250 a 499 empregados15,8%
  • 500 a 999 empregados22,1%
  • 1.000 ou mais empregados54,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de tratamento de calda na refinação de açúcar

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

59,4

CAT no período

54

Idade média no acidente

34 anos

Foram 54 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de tratamento de calda na refinação de açúcar nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 59,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 98,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 1,9% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico98,1%
  • Trajeto1,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,5%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)13%
  • Partes múltiplas9,3%
  • Articulação do tornozelo7,4%
  • Pé (exceto artelhos)7,4%

Natureza da lesão

  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.)33,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)16,7%
  • Distensão, torção13%
  • Lesão imediata9,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)7,4%

Agente causador

  • Líquido, NIC13%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas9,3%
  • Metal - inclui liga9,3%
  • Agua - usar quando o7,4%
  • Substância química, NIC5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T25.2 — Queimadura de segundo grau do tornozelo e do pé 5 9,3% 228
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 5,6% 3.531
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 3 5,6% 639
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 3,7% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,7% 24.580
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 2 3,7% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de açúcar em bruto) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 59,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com a experiência profissional ao longo do tempo, dependendo da ocupação exercida: para o operado de tratamento da calda, até dois anos de atuação na refinação do açúcar; para os operadores de equipamentos e de cristalização, entre três e quatro anos de prática na refinação do açúcar; para o operador de moenda, entre quatro e cinco anos de experiência na fabricação do açúcar. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8413.

Qual especialização paga mais na família 8413

Todas as ocupações de trabalhadores na fabricação e refino de açúcar, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8413-05 Operador de cristalização na refinação de açucar R$ 2.114 R$ 3.965 2.091
8413-15 Operador de moenda na fabricação de açúcar R$ 2.121 R$ 3.709 3.921
8413-10 Operador de equipamentos de refinação de açúcar (processo contínuo) R$ 2.041 R$ 3.464 6.229
8413-20 Operador de tratamento de calda na refinação de açúcar (esta página) R$ 2.109 R$ 3.224 1.189

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8413-20.

B Tratar o caldo (6)
  • Peneirar o caldo
  • Sulfetar o caldo
  • Corrigir o ph do caldo
  • Aquecer o caldo controlando a temperatura
  • Decantar o caldo
  • Tratar resíduos da decantação
H Manter máquinas e equipamentos em funcionamento (7)
  • Conservar máquinas e equipamentos
  • Realizar pequenas lubrificações
  • Identificar falhas no funcionamento das máquinas e equipamentos
  • Registrar as ocorrências
  • Realizar pequenos consertos
  • Solicitar o conserto de máquinas e equipamentos
  • Auxiliar na manutenção programada
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Manter-se atualizado tecnicamente
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar iniciativa para o trabalho
  • Demonstrar criatividade
  • Interpretar dados técnicos
  • Obedecer normas da empresa
  • Comunicar-se com facilidade
  • Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de tratamento de calda na refinação de açúcar?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.109 por mês, considerando as 395 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.738 (10% menores) a R$ 2.796 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.224 (RAIS 2024), 52.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de tratamento de calda na refinação de açúcar?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 412 admissões contra 395 desligamentos, saldo de +17 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de tratamento de calda na refinação de açúcar?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de açúcar em bruto (CNAE 1071600), com 42% das admissões e mediana de R$ 2.163. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de tratamento de calda na refinação de açúcar?

8413-20 (família 8413 — Trabalhadores na fabricação e refino de açúcar). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de tratamento de calda na refinação de açúcar?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8413: Para o exercício dessas ocupações requer-se prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com a experiência profissional ao longo do tempo, dependendo da ocupação exercida: para o operado de tratamento da calda, até dois anos de atuação na refinação do açúcar; para os operadores de equipamentos e de cristalização, entre três e quatro anos de prática na refinação do açúcar; para o operador de moenda, entre quatro e cinco anos de experiência na fabricação do açúcar. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de tratamento de calda na refinação de açúcar?

A taxa é de 59,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T25.2 — queimadura de segundo grau do tornozelo e do pé. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8413-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8413-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8413-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1071600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8413:

  • Companhia Agro Industrial de Goiana
  • Companhia Geral de Melhoramento Pernambuco
  • Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no ES
  • Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Açúcar
  • Usina Cruangi S.A.
  • Usina Petribu S.A.
  • Usina São José S.A.
  • Usina Trapiche S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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