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CBO 2002 Família 7827 R$ 2.074 na admissão -18 postos em 12 meses 96 atividades

CBO 7827-05 — Marinheiro de convés (marítimo e fluviário)

O código 7827-05 identifica a ocupação marinheiro de convés (marítimo e fluviário) na CBO 2002, dentro da família 7827 — Trabalhadores aquaviários. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um marinheiro de convés (marítimo e fluviário)

Comandam e imediatam pequenas embarcações, auxiliando o comandante na administração de bordo e no serviço de manobras; chefiam praça de máquinas; transportam cargas e passageiros; realizam manobras, serviços e manutenção no convés; operam máquinas; realizam manutenção preventiva e corretiva da praça de máquinas e aplicam procedimentos de segurança.

Descrição oficial da família 7827 — Trabalhadores aquaviários, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional exercem suas atividades em empresas de transporte aquaviário ou por conta própria. São contratados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada, podem ainda trabalhar como autônomos. Atuam em equipe, compondo a tripulação de embarcações; trabalham sob supervisão permanente, exceto para os marinheiros de esporte e recreio e em rodízio de turnos. Realizam suas atividades a céu aberto e também em ambientes fechados, caracterizando-se, por vezes, como trabalho confinado. Podem estar sujeitos a riscos de acidentes, exposição a materiais tóxicos, altas temperaturas e ruído intenso.

Recursos de trabalho

Equipamentos de primeiros socorros; Equipamentos de segurança; Espichas; Estopa, trapo; Ferramentaria; Instrumentos de medição; Instrumentos de precisão; Máquina de bater ferrugem (pica-pau); Materiais de pintura; Picareta, escova de aço, raspa, torno.

Notas oficiais da CBO

Profissões regulamentadas pelas autoridades marítimas da diretoria de portos e costas (norman 13/2000).

Quanto ganha um marinheiro de convés (marítimo e fluviário)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.47810% ganham atéR$ 2.074medianaR$ 4.51010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.804

Entrada × quem já está

R$ 2.074 ao ser admitido · R$ 5.804 para quem tem vínculo ativo +179,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) foi de R$ 2.074 — metade das 3.158 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.478 e os 10% de maior, acima de R$ 4.510.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.804, ou seja, 179,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.074
Por ano (12 salários)R$ 24.888
Por semanaR$ 477
Por hora (43h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.07798%
  • Mulheres — R$ 1.9442%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.85798,5%
  • Mulheres — R$ 3.4791,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.655
  • Nordeste2.033
  • Sudeste2.285
  • Sul2.138
  • Centro-Oeste1.721

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RJ 1.247 +56 R$ 2.253
PA 413 +37 R$ 1.647
SP 379 -5 R$ 2.385
AM 271 +28 R$ 1.600
SC 128 +6 R$ 2.242
PR 124 -61 R$ 2.531
ES 110 +6 R$ 2.814
BA 105 -44 R$ 2.150
RS 101 -25 R$ 1.874
RO 94 +22 R$ 3.033

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.557

Desligamentos

3.575

Saldo

-18

Rotatividade

26,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+96) saldo negativo · pior: nov/25 (-63)

Em 12 meses houve 3.557 admissões e 3.575 desligamentos de marinheiro de convés (marítimo e fluviário), o que significa que o mercado formal fechou 18 postos de trabalho no período, com rotatividade de 26,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 60,6% por dispensa sem justa causa, além de 5,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador30,1%
  • Dispensa sem justa causa60,6%
  • Fim de contrato5,2%

Sobre 3.575 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,6%
  • 1 a 4 empregados6,3%
  • 5 a 9 empregados6,1%
  • 10 a 19 empregados10,9%
  • 20 a 49 empregados15,9%
  • 50 a 99 empregados9,6%
  • 100 a 249 empregados16,9%
  • 250 a 499 empregados10,2%
  • 500 a 999 empregados7,5%
  • 1.000 ou mais empregados9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata marinheiro de convés (marítimo e fluviário)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Navegação de apoio marítimo 5030101 · 12,7% das admissões 450 44.7h R$ 1.831 R$ 2.215 R$ 2.380 3% 3
Transporte por navegação interior de carga, intermunicipal, interestadual e internacional, exceto travessia 5021102 · 9,6% das admissões 343 44h R$ 1.490 R$ 1.605 R$ 1.875 3% 3
Navegação de apoio portuário 5030102 · 8,1% das admissões 288 43.1h R$ 1.573 R$ 1.700 R$ 4.548 1% 3
Transporte por navegação de travessia intermunicipal, interestadual e internacional 5091202 · 4,2% das admissões 150 44h R$ 1.817 R$ 2.032 R$ 2.187 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4% das admissões 144 44.2h R$ 1.616 R$ 1.668 R$ 2.658 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 3,4% das admissões 121 43.1h R$ 2.518 R$ 2.836 R$ 3.864 3% 1
Agências de viagens 7911200 · 3,3% das admissões 116 44.2h R$ 1.678 R$ 2.002 R$ 2.244 1% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como marinheiro de convés (marítimo e fluviário)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 13.420 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

3%

Em empresa do Simples

14,3%

Sexo

  • Homem98,5%
  • Mulher1,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,6%

Sobre os 13.420 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda56%
  • Branca35,5%
  • Preta7,6%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto1,7%
  • 5º ano completo1,7%
  • 6º ao 9º ano3,7%
  • Fundamental completo9,5%
  • Médio incompleto4,1%
  • Médio completo73,5%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo3,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto1%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º a 9º ano2,2%
  • Fundamental completo6%
  • Médio incompleto3,7%
  • Médio completo78,7%
  • Superior incompleto2,1%
  • Superior completo4,9%
  • Pós-graduação0,2%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,6%
  • 5 a 9 empregados5,6%
  • 10 a 19 empregados7,8%
  • 20 a 49 empregados14,7%
  • 50 a 99 empregados10,1%
  • 100 a 249 empregados13,2%
  • 250 a 499 empregados14,2%
  • 500 a 999 empregados15,2%
  • 1.000 ou mais empregados14,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de marinheiro de convés (marítimo e fluviário)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

24,6

CAT no período

265

Idade média no acidente

43 anos

Foram 265 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo marinheiro de convés (marítimo e fluviário) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 24,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 84,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 14% de trajeto (no deslocamento) e 1,5% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico84,5%
  • Trajeto14%
  • Doença1,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo17,4%
  • Pé (exceto artelhos)9,1%
  • Joelho7,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos)5,7%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)5,3%

Natureza da lesão

  • Fratura14,7%
  • Distensão, torção14,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)13,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)10,2%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)9,4%

Agente causador

  • Corda, cabo, corrente - ferramenta manual sem força motriz8,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,8%
  • Metal - inclui liga5,7%
  • Superfície e estrutura, NIC5,3%
  • Veículo rodoviário motorizado4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 13 4,9% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 8 3% 24.580
S80.0 — Contusão do joelho 8 3% 1.225
M54.5 — Dor lombar baixa 7 2,6% 9.517
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 7 2,6% 1.634
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 6 2,3% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Navegação de apoio marítimo) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 24,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional. Trabalham sob supervisão permanente. Para moço de máquina e moço de convés, o exercício pleno da atividade se dá após período de três a quatro anos de experiência profissional. Para marinheiro de máquinas e marinheiro de convés, o tempo requerido para o pleno exercício da função é de, no mínimo, cinco anos.O acesso à ocupação de marinheiro de esporte e recreio requer o ensinho fundamental com habilitação expedida pela Marinha do Brasil. O pleno desempenho da função é de no mínimo três anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7827.

Qual especialização paga mais na família 7827

Todas as ocupações de trabalhadores aquaviários, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7827-10 Marinheiro de máquinas R$ 2.023 R$ 6.909 4.293
7827-05 Marinheiro de convés (marítimo e fluviário) (esta página) R$ 2.074 R$ 5.804 13.420
7827-15 Moço de convés (marítimo e fluviário) R$ 1.676 R$ 5.190 3.769
7827-20 Moço de máquinas (marítimo e fluviário) R$ 1.688 R$ 4.962 1.188
7827-35 Marinheiro auxiliar de máquinas (marítimo e aquaviário) R$ 1.713 R$ 3.363 315
7827-30 Marinheiro auxiliar de convés (marítimo e aquaviario) R$ 1.715 R$ 3.007 2.008
7827-25 Marinheiro de esporte e recreio R$ 2.505 R$ 2.731 471

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7827-05.

A Comandar pequenas embarcações (13)
  • Controlar documentação
  • Manobrar embarcações
  • Elaborar plano de navegação regional
  • Instruir tripulante recém-embarcado
  • Determinar escala de serviço de convés
  • Operar equipamentos de navegação
  • Registrar dados no bandalho de náutica
  • Redigir relatório diário de operação
  • Registrar ocorrências no diário de navegação
  • Dirigir faina de emergência
  • Supervisionar a conservação e manutenção da embarcação
  • Executar reboque
  • Tripular embarcações de sobrevivência, resgate e salva-vidas
D Imediatar pequenas embarcações (7)
  • Auxiliar o comandante na administração de bordo
  • Auxiliar o comandante no serviço de manobras
  • Substituir o comandante em caso de impedimento
  • Cumprir o plano de navegação
  • Supervisionar cumprimento de serviços
  • Conferir desgaste de peças e artefatos dos aparelhos do convés
  • Averiguar lotação permitida e salvatagem disponível
E Transportar cargas (15)
  • Notificar a tripulação sobre o tipo de carga
  • Planejar carga e descarga conforme tipo de carga, de embarcação e derrota
  • Acompanhar execução do plano de cargas
  • Orientar entrada e saída da carga
  • Verificar acondicionamento da carga
  • Verificar calado, de proa à popa
  • Verificar lacres da carga
  • Verificar eslingas e estropos (cabos)
  • Pear a carga
  • Conferir manifesto da carga
  • Vigiar a carga
  • Engatar a eslinga
  • Manusear cargas
  • Emitir recibo da carga
  • Solicitar recibo de entrega da carga
F Transportar passageiros (6)
  • Auxiliar embarque e desembarque de passageiros
  • Conduzir passageiros às acomodações
  • Prestar informações sobre a rota da viagem
  • Instruir os passageiros quanto aos procedimentos de bordo
  • Demonstrar procedimentos de salvamento aos passageiros
  • Convocar passageiros para desembarque
G Executar manobras (15)
  • Atracar embarcação
  • Operar equipamentos de manobra e peso
  • Identificar anormalidades
  • Conduzir o timão
  • Manusear escada de embarque e desembarque
  • Operar compressores
  • Operar turcos
  • Manusear guinchos
  • Fundear embarcação
  • Suspender embarcações
  • Monitorar o ecobatímetro
  • Operar guincho de reboque
  • Lançar cabos e equipamentos
  • Resgatar cabos e equipamentos
  • Ficar a postos com ancorote
H Executar serviços operacionais no convés (13)
  • Manusear cabos de atracação
  • Colocar rateiras
  • Colocar defensas
  • Vigiar escadas de portaló, rampas e pranchas de embarque/desembarque
  • Vigiar a embarcação
  • Abrir o porão
  • Carregar o rancho para bordo
  • Esgotar pocetos, embornais e bordas livres, no convés
  • Observar condições de navegabilidade
  • Acionar luzes de navegação
  • Comunicar, ao oficial de serviço, sinais luminosos avistados
  • Conectar cabos de reboque
  • Inspecionar quadro de chaves
I Realizar manutenção preventiva e corretiva do convés, equipamentos e aparelhos (6)
  • Confeccionar material de atracação
  • Consertar equipamentos de convés
  • Montar poleames
  • Operar mesa de silos de ar
  • Costurar cabos
  • Limpar embarcações de sobrevivência, salvamento e resgate
K Realizar procedimentos de segurança a bordo (7)
  • Participar de treinamentos previstos por lei
  • Aplicar procedimentos decorrentes do ism code (código de segurança marítima internacional)
  • Usar equipamentos de segurança (epi - equipamentos de proteção individual)
  • Descartar efluentes líquidos e resíduos sólidos
  • Aplicar primeiros socorros
  • Acionar sistema de combate a incêndio
  • Aplicar procedimentos para cargas perigosas
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar agilidade
  • Demonstrar autocontrole
  • Comunicar-se
  • Demonstrar desprendimento
  • Demonstrar atenção
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar firmeza
  • Evidenciar rapidez de raciocínio
  • Nadar
  • Demonstrar resistência para o confinamento
  • Identificar-se com o meio marítimo
  • Respeitar hierarquia
  • Manter vacinação em dia

Sinônimos oficiais (2)

Contramestre fluvialMarinheiro de convés

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7827-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.074 por mês, considerando as 3.158 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.478 (10% menores) a R$ 4.510 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.804 (RAIS 2024), 179.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.557 admissões contra 3.575 desligamentos, saldo de -18 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?

A atividade econômica que mais contratou foi Navegação de apoio marítimo (CNAE 5030101), com 12,7% das admissões e mediana de R$ 2.215. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?

7827-05 (família 7827 — Trabalhadores aquaviários). A CBO reconhece também os títulos: Contramestre fluvial, Marinheiro de convés — todos usam o mesmo código 7827-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7827: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional. Trabalham sob supervisão permanente. Para moço de máquina e moço de convés, o exercício pleno da atividade se dá após período de três a quatro anos de experiência profissional. Para marinheiro de máquinas e marinheiro de convés, o tempo requerido para o pleno exercício da função é de, no mínimo, cinco anos.O acesso à ocupação de marinheiro de esporte e recreio requer o ensinho fundamental com habilitação expedida pela Marinha do Brasil. O pleno desempenho da função é de no mínimo três anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?

A taxa é de 24,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (17,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7827-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7827-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7827-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5030101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (22 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7827:

  • Companhia de Navegação Norsul
  • Consórcio O.P. Mariner
  • Dsnd Consub S.A.
  • Equatorial Transporte da Amazônia Ltda.
  • Navegação Guarita Ltda.
  • Petrobras Transporte S.A. (Transpetro)
  • Sartco Ltda.
  • Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços em Transportes Marítimos
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
  • GLOSSÁRIO
  • Ancorote: âncora pequena sobressalente que fica na popa do navio e é utiliza- da em situações de emergência a fim de parar o movimento da embarcação.
  • Bandalho de náutica: um rascunho de tudo o que ocorre na embarcação. É um documento com valor jurídico, equivale à caixa preta de avião.
  • Calado: distância vertical entre a parte inferior da quilha e a linha de flutua- ção da embarcação.
  • Derrota: é o rumo que será ou que foi navegado.
  • Ecobatímetro: é o equipamento que mede a profundidade do local em que a embarcação se encontra.
  • Esgotar: é escoar a água dos ralos e locais de escoamento da embarcação.
  • Eslingas: são aparelhos de engate de pesos carregados a bordo.
  • Fundear e suspender: são as ações de jogar e retirar a âncora do mar/rio.
  • ISM CODE: Código Internacional de Gerenciamento de Segurança.
  • Lastrear: é balancear o peso da embarcação.
  • Ramonagem: é a limpeza do feixe tubular das caldeiras para o melhor funcio- namento da máquina; é equivalente ao catalisador do caminhão.
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