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CBO 2002 Família 7111 R$ 3.010 na admissão -46 postos em 12 meses 16 atividades

CBO 7111-25 — Escorador de minas

O código 7111-25 identifica a ocupação escorador de minas na CBO 2002, dentro da família 7111 — Trabalhadores da extração de minerais sólidos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um escorador de minas

Pesquisam subsolo da jazida e retiram amostras de minerais sólidos, carvão e outros tipos de rochas, pedras preciosas e semipreciosas da superfície e do interior de minas, pedreiras, terra firme, barrancos e leitos de rios, por meio de furos de sondagem. Inspecionam frentes de trabalho para operação de equipamentos. Instalam cavilhas e chumbadores nos tetos ou paredes da galeria (mina subterrânea). Realizam desmonte mecânico, hidráulico e manual de rochas e controlam o transporte e o tráfego de tais produtos.

Descrição oficial da família 7111 — Trabalhadores da extração de minerais sólidos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

A maior parte dos trabalhadores são empregados com registro em carteira e trabalham sob supervisão permanente, em locais com grandes alturas e subterrâneo, em exposição aos agentes ambientais (sol, chuva, umidade e vento) e os provocados por explosivos 119 nas minas (poeira, gases, materiais tóxicos e ruídos.). É condição básica para ingressar nesta família ocupacional experiência de um ano em atividades monitoradas, no caso da ocupação de detonador, a experiência exigida é de três a quatro anos. Trabalham sempre em equipes de campo, pesquisa, laboratório, manutenção, operação e de detonação.

Recursos de trabalho

Caminhões; Carregadeiras; Carro; Compressor de ar; Correa transportadora; Escavadeiras; Explosivos; Extintor de incêndio; Perfuratriz manual e mecânica; Quarteador de amostras.

Quanto ganha um escorador de minas

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.70010% ganham atéR$ 3.010medianaR$ 3.08310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.013

Entrada × quem já está

R$ 3.010 ao ser admitido · R$ 4.013 para quem tem vínculo ativo +33,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de escorador de minas foi de R$ 3.010 — metade das 90 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.700 e os 10% de maior, acima de R$ 3.083.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.013, ou seja, 33,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 7 meses.

Considerando a jornada média de 42.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.010
Por ano (12 salários)R$ 36.120
Por semanaR$ 693
Por hora (42.2h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.010100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.013100%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.050
  • Sudeste2.963

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
PA 50 +23 R$ 3.050
SP 31 -24 R$ 2.969

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

113

Desligamentos

159

Saldo

-46

Rotatividade

125,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+32) saldo negativo · pior: jul/26 (-44)

Em 12 meses houve 113 admissões e 159 desligamentos de escorador de minas, o que significa que o mercado formal fechou 46 postos de trabalho no período, com rotatividade de 125,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 9,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 88,7% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador9,4%
  • Dispensa sem justa causa88,7%
  • Fim de contrato1,3%

Sobre 159 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro62,8%
  • 5 a 9 empregados0,9%
  • 10 a 19 empregados8,8%
  • 20 a 49 empregados0,9%
  • 50 a 99 empregados0,9%
  • 100 a 249 empregados3,5%
  • 1.000 ou mais empregados22,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata escorador de minas

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de obras de arte especiais 4212000 · 22,1% das admissões 25 3% 4
Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação 4222701 · 16,8% das admissões 19 44h R$ 3.008 3%
Serviços de engenharia 7112000 · 5,3% das admissões 6 3% 1
Demolição de edifícios e outras estruturas 4311801 · 4,4% das admissões 5 3% 4
Serviços especializados para construção não especificados anteriormente 4399199 · 2,7% das admissões 3 3% 3
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 1,8% das admissões 2 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como escorador de minas

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 127 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

7 meses

Em empresa do Simples

0,8%

Sexo

  • Homem100%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada38,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%

Sobre os 127 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda58,7%
  • Branca29,4%
  • Preta11,1%
  • Amarela0,8%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto7,1%
  • 5º ano completo3,9%
  • 6º ao 9º ano12,6%
  • Fundamental completo24,4%
  • Médio incompleto5,5%
  • Médio completo46,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto9,7%
  • 5º ano completo3,5%
  • 6º a 9º ano19,5%
  • Fundamental completo17,7%
  • Médio incompleto8%
  • Médio completo39,8%
  • Superior incompleto1,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,8%
  • 5 a 9 empregados2,4%
  • 10 a 19 empregados3,9%
  • 20 a 49 empregados1,6%
  • 50 a 99 empregados3,9%
  • 100 a 249 empregados20,5%
  • 250 a 499 empregados3,9%
  • 500 a 999 empregados8,7%
  • 1.000 ou mais empregados54,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O nível de escolaridade exigido aos trabalhadores desta família ocupacional é entre a quinta e a oitava séries do ensino fundamental. As atividades exercidas abrangem os seguintes ramos: extração de carvão mineral, extração de minerais metálicos e extração de outros minerais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7111.

Qual especialização paga mais na família 7111

Todas as ocupações de trabalhadores da extração de minerais sólidos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7111-25 Escorador de minas (esta página) R$ 3.010 R$ 4.013 127
7111-20 Detonador R$ 2.275 R$ 4.003 2.158
7111-30 Mineiro R$ 2.222 R$ 3.624 13.282
7111-10 Canteiro R$ 2.364 R$ 3.388 1.952
7111-05 Amostrador de minérios R$ 1.735 R$ 3.018 5.449
7111-15 Destroçador de pedra R$ 1.922 R$ 2.233 1.812

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7111-25.

Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • Demonstrar resistência física
  • Demonstrar organização
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar ética
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar comunicabilidade
  • Demonstrar auto-crítica
  • Trabalhar conforme normas de segurança, saúde ocupacional e meio ambiente
  • Demonstrar senso de orientação
  • Demostrar acuidade visual e auditiva
  • Demonstrar disciplina
  • Demonstrar resistência à pressão
  • Demonstrar coordenação motora
  • Demonstrar criatividade

Sinônimos oficiais (1)

Madeireiro de subsolo - na mineração

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7111-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um escorador de minas?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.010 por mês, considerando as 90 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.700 (10% menores) a R$ 3.083 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.013 (RAIS 2024), 33.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando escorador de minas?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 113 admissões contra 159 desligamentos, saldo de -46 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata escorador de minas?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de obras de arte especiais (CNAE 4212000), com 22,1% das admissões. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de escorador de minas?

7111-25 (família 7111 — Trabalhadores da extração de minerais sólidos). A CBO reconhece também os títulos: Madeireiro de subsolo - na mineração — todos usam o mesmo código 7111-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser escorador de minas?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7111: O nível de escolaridade exigido aos trabalhadores desta família ocupacional é entre a quinta e a oitava séries do ensino fundamental. As atividades exercidas abrangem os seguintes ramos: extração de carvão mineral, extração de minerais metálicos e extração de outros minerais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7111-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7111-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7111-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4212000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7111:

  • Caimex Comércio Exterior Ltda.
  • Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • Ferteco Mineração S.A.
  • Magnesita S.A.
  • Mineração Morro Velho Ltda.
  • Samarco Mineração S.A.
  • Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra)
  • V&M do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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