CBO 7102-20 — Supervisor de usina de concreto
O código 7102-20 identifica a ocupação supervisor de usina de concreto na CBO 2002, dentro da família 7102 — Supervisores da construção civil. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um supervisor de usina de concreto
Supervisionam equipes de trabalhadores da construção civil que atuam em usinas de concreto, canteiros de obras civis e ferrovias. Elaboram documentação técnica e controlam recursos produtivos da obra (arranjos físicos, equipamentos, materiais, insumos e equipes de trabalho). Controlam padrões produtivos da obra tais como inspeção da qualidade dos materiais e insumos utilizados, orientação sobre especificação, fluxo e movimentação dos materiais e sobre medidas de segurança dos locais e equipamentos da obra. Administram o cronograma da obra.
Descrição oficial da família 7102 — Supervisores da construção civil, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam na indústria de construção como assalariados com carteira assinada. O trabalho é presencial, realizado em equipe, de terceiros ou próprias, sob supervisão ocasional. Pode ser realizado a céu aberto, em ambiente fechado - mestre (construção civil) e supervisor de usina de concreto - ou em veículos - inspetor de terraplenagem e mestre de linhas (ferrovias). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e estão expostos a ruído intenso, poeira e radiação solar. O mestre (construção civil) também fica exposto a materiais tóxicos, assim como realiza algumas atividades em ambiente subterrâneo.
Recursos de trabalho
Calculadora; Computador; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Escalímetro; Nível; Trena.
Quanto ganha um supervisor de usina de concreto
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.965
Entrada × quem já está
R$ 4.014 ao ser admitido · R$ 4.965 para quem tem vínculo ativo +23,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de usina de concreto foi de R$ 4.014 — metade das 547 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.655 e os 10% de maior, acima de R$ 6.533.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.965, ou seja, 23,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 25 meses.
Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 4.014 |
| Por ano (12 salários) | R$ 48.168 |
| Por semana | R$ 924 |
| Por hora (43.6h/sem) | R$ 21,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 116 | -60 | — | R$ 3.871 | — |
| PR | 72 | -20 | — | R$ 4.163 | — |
| MG | 72 | -5 | — | R$ 4.088 | — |
| MT | 36 | +3 | — | R$ 3.700 | — |
| SC | 30 | -8 | — | R$ 3.900 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
558
Desligamentos
702
Saldo
-144
Rotatividade
32,6%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 558 admissões e 702 desligamentos de supervisor de usina de concreto, o que significa que o mercado formal fechou 144 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,6% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 18,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 72,2% por dispensa sem justa causa, além de 6,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 702 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata supervisor de usina de concreto
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 15,8% das admissões | 88 | 44.1h | R$ 4.319 | R$ 5.081 | R$ 6.118 | 3% | 4 |
| Construção de edifícios 4120400 · 11,6% das admissões | 65 | 44h | R$ 2.863 | R$ 3.850 | R$ 5.069 | 3% | 3 |
| Preparação de massa de concreto e argamassa para construção 2330305 · 11,3% das admissões | 63 | 44.1h | R$ 3.100 | R$ 4.000 | R$ 4.700 | 3% | — |
| Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 6,3% das admissões | 35 | 44h | — | R$ 5.228 | — | 3% | 3 |
| Fabricação de estruturas pré moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda 2330301 · 5,4% das admissões | 30 | 44h | — | R$ 3.772 | — | 3% | — |
| Serviços especializados para construção não especificados anteriormente 4399199 · 4,5% das admissões | 25 | 44h | — | R$ 3.375 | — | 3% | 3 |
| Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção 2330302 · 3,8% das admissões | 21 | 44h | — | R$ 3.000 | — | 3% | — |
| Serviços de engenharia 7112000 · 3% das admissões | 17 | 43.9h | — | R$ 3.360 | — | 3% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como supervisor de usina de concreto
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.153 vínculos
Idade mediana
41 anos
Tempo de casa
25 meses
No setor público
0,7%
Em empresa do Simples
13,7%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,8h/sem
- Pessoas com deficiência1%
- Contrato intermitente0,2%
Sobre os 2.153 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de supervisor de usina de concreto
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
25,4
CAT no período
46
Óbitos comunicados
1
Idade média no acidente
40 anos
Foram 46 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de usina de concreto nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 25,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 82,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,2% de trajeto (no deslocamento) e 2,2% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 4 | 8,7% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 3 | 6,5% | 24.580 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 3 | 6,5% | 3.531 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 3 | 6,5% | 1.358 |
| T30.0 — Queimadura, parte do corpo não especificada, grau não especificado | 1 | 2,2% | 639 |
| T22.0 — Queimadura do ombro e do membro superior, exceto punho e mão, grau não especificado | 1 | 2,2% | 98 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de rodovias e ferrovias) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 25,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção
Informalidade no setor
64,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,7%
Rendimento formal × informal
R$ 3.960 × R$ 2.195
No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o supervisor de pátio de usina de concreto requer-se ensino técnico de nível médio, experiência de três a quatro anos para o pleno desempenho das atividades. Para o fiscal de pátio de usina de concreto requer-se ensino médio mais qualificação profissional de até quatrocentas horas e o pleno desempenho ocorre após três ou quatro anos. Para o exercício das demais ocupações requer-se ensino fundamental e qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula e experiência de cinco anos ou mais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7102.
Qual especialização paga mais na família 7102
Todas as ocupações de supervisores da construção civil, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7102-15 | Inspetor de terraplenagem | R$ 5.013 | R$ 5.003 | 2.296 |
| 7102-20 | Supervisor de usina de concreto (esta página) | R$ 4.014 | R$ 4.965 | 2.153 |
| 7102-10 | Mestre de linhas (ferrovias) | R$ 4.039 | R$ 4.938 | 843 |
| 7102-05 | Mestre (construção civil) | R$ 4.012 | R$ 4.467 | 130.638 |
| 7102-25 | Fiscal de pátio de usina de concreto | R$ 2.171 | R$ 3.391 | 554 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7102-20.
A Supervisionar trabalhadores em canteiros de obras civis (13)
- •Selecionar pessoal de obras civis
- •Identificar necessidades de treinamentos internos e externos à obra
- •Treinar equipes de trabalho na obra ou externo à obra
- •Distribuir atividades de trabalho
- •Orientar equipe de trabalho
- •Monitorar o cumprimento das normas de segurança do trabalho
- •Programar férias e folgas da equipe
- •Controlar horas trabalhadas
- •Monitorar cumprimento das normas administrativas da empresa
- •Avaliar desempenho profissional
- •Sugerir admissões, promoções, transferências e demissões dos trabalhadores nos canteiros de obra
- •Treinar trabalhadores da construção em métodos construtivos e operação de equipamentos
- •Assessorar as atividades dos trabalhadores nos canteiros de obra
B Elaborar documentação técnica em canteiros de obras civis (9)
- •Elaborar manuais
- •Elaborar relatórios
- •Elaborar cronogramas de obras
- •Preparar ordens de serviço
- •Emitir pareceres técnicos durante a execução da obra
- •Elaborar recursos didáticos
- •Elaborar planílhas e eslaides para apresentações
- •Elaborar requisições de material
- •Elaborar ficha técnica de produção na construção civil
C Controlar recursos produtivos da obra (9)
- •Programar suprimento de insumos
- •Controlar os insumos para suprir os estoques
- •Controlar resíduos e desperdícios
- •Dimensionar equipes de trabalhadores na obra
- •Dimensionar equipamentos
- •Programar a manutenção de máquinas e de equipamentos
- •Controlar a disponibilidade de máquinas, equipamentos e instrumentos
- •Organizar arranjo físico em função do programa de produção
- •Analisar instalação e utilização de equipamentos e estruturas construtivas em canteiros de obra
D Administrar o cronograma da obra (13)
- •Analisar relatórios e registros da construção
- •Dimensionar a capacidade de produção
- •Negociar metas de produção
- •Analisar custos de produção
- •Analisar viabilidade de produção de um novo produto
- •Analisar produtos e ordens de serviço
- •Controlar o volume da produção
- •Analisar causas de não conformidade
- •Definir itens de controle de processo
- •Interpretar parâmetros de produção
- •Definir métodos e processos de produção
- •Avaliar índice de produtos não conformes
- •Monitorar pontos críticos da produção
E Controlar padrões produtivos (12)
- •Determinar padrões de construção
- •Inspecionar a qualidade de produtos da obra
- •Monitorar padões de qualidade da construção
- •Implementar ações preventivas e corretivas no processo construtivo
- •Identificar falhas no trabalho da equipe no canteiro de obras
- •Orientar fluxo e movimentação de materiais
- •Inspecionar execução dos trabalhadores no canteiro de obra
- •Examinar segurança dos locais e equipamentos da obra
- •Dimensionar recursos de trabalho para obra
- •Identificar localização de instalação e equipamentos e estruturas construtivas
- •Recomendar medidas para melhoria de desempenho e segurança de métodos e equipamentos de trabalho
- •Verificar especificação dos materiais construtivos utilizados nos canteiros de obra
Z Demonstrar competências pessoais (13)
- •Liderar equipe de trabalho
- •Demonstrar persuasão
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar autocontrole
- •Comunicar-se com eficiência
- •Raciocinar com rapidez
- •Demonstrar dinamismo
- •Raciocinar por analogia
- •Demonstrar auto-organização
- •Relacionar-se com superiores e subordinados
- •Demonstrar senso espacial
- •Demonstrar senso visual
- •Atentar para detalhes
Sinônimos oficiais (3)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7102-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um supervisor de usina de concreto?
A mediana do salário de admissão é R$ 4.014 por mês, considerando as 547 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.655 (10% menores) a R$ 6.533 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.965 (RAIS 2024), 23.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando supervisor de usina de concreto?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 558 admissões contra 702 desligamentos, saldo de -144 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata supervisor de usina de concreto?
A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 15,8% das admissões e mediana de R$ 5.081. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de supervisor de usina de concreto?
7102-20 (família 7102 — Supervisores da construção civil). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de setor de concreto, Subencarregado central de concreto, Superintendente de usina central de concreto — todos usam o mesmo código 7102-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser supervisor de usina de concreto?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7102: Para o supervisor de pátio de usina de concreto requer-se ensino técnico de nível médio, experiência de três a quatro anos para o pleno desempenho das atividades. Para o fiscal de pátio de usina de concreto requer-se ensino médio mais qualificação profissional de até quatrocentas horas e o pleno desempenho ocorre após três ou quatro anos. Para o exercício das demais ocupações requer-se ensino fundamental e qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula e experiência de cinco anos ou mais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de usina de concreto?
A taxa é de 25,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7102-20?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7102-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7102-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7102:
- •Betonmaster Concreto e Artefatos de Cimento Ltda.
- •Construtora Maia e Borba Ltda.
- •Cooperativa Prestadora de Serviços Multidisciplinares no Estado de Goiás (Mundcoop)
- •Eletroenge Engenharia e Construções Ltda.
- •Ferrovia Centro Atlântica S.A.
- •Lajes Santa Inês Engenharia Indústria e Comércio Ltda.
- •Later Engenharia Ltda.
- •Prestoenge Armações e Serviços Ltda.
- •Secretaria Municipal de Obras de Goiânia-companhia de Obras e Habitação do Municí- pio de Goiânia (Dermu-compav)
- •Sousa Andrade Construtora e Incorporadora Ltda.
- •Supermix Concreto S.A.
- •Trianon Engenharia e Construções Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai