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CBO 2002 Família 7102 R$ 4.014 na admissão -144 postos em 12 meses 69 atividades

CBO 7102-20 — Supervisor de usina de concreto

O código 7102-20 identifica a ocupação supervisor de usina de concreto na CBO 2002, dentro da família 7102 — Supervisores da construção civil. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um supervisor de usina de concreto

Supervisionam equipes de trabalhadores da construção civil que atuam em usinas de concreto, canteiros de obras civis e ferrovias. Elaboram documentação técnica e controlam recursos produtivos da obra (arranjos físicos, equipamentos, materiais, insumos e equipes de trabalho). Controlam padrões produtivos da obra tais como inspeção da qualidade dos materiais e insumos utilizados, orientação sobre especificação, fluxo e movimentação dos materiais e sobre medidas de segurança dos locais e equipamentos da obra. Administram o cronograma da obra.

Descrição oficial da família 7102 — Supervisores da construção civil, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria de construção como assalariados com carteira assinada. O trabalho é presencial, realizado em equipe, de terceiros ou próprias, sob supervisão ocasional. Pode ser realizado a céu aberto, em ambiente fechado - mestre (construção civil) e supervisor de usina de concreto - ou em veículos - inspetor de terraplenagem e mestre de linhas (ferrovias). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e estão expostos a ruído intenso, poeira e radiação solar. O mestre (construção civil) também fica exposto a materiais tóxicos, assim como realiza algumas atividades em ambiente subterrâneo.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Escalímetro; Nível; Trena.

Quanto ganha um supervisor de usina de concreto

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.65510% ganham atéR$ 4.014medianaR$ 6.53310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.965

Entrada × quem já está

R$ 4.014 ao ser admitido · R$ 4.965 para quem tem vínculo ativo +23,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de usina de concreto foi de R$ 4.014 — metade das 547 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.655 e os 10% de maior, acima de R$ 6.533.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.965, ou seja, 23,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 25 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.014
Por ano (12 salários)R$ 48.168
Por semanaR$ 924
Por hora (43.6h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.01296,3%
  • Mulheres — R$ 4.2003,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.00796%
  • Mulheres — R$ 3.5004%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.031
  • Nordeste4.200
  • Sudeste3.981
  • Sul4.075
  • Centro-Oeste4.050

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 116 -60 R$ 3.871
PR 72 -20 R$ 4.163
MG 72 -5 R$ 4.088
MT 36 +3 R$ 3.700
SC 30 -8 R$ 3.900

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

558

Desligamentos

702

Saldo

-144

Rotatividade

32,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+4) saldo negativo · pior: dez/25 (-37)

Em 12 meses houve 558 admissões e 702 desligamentos de supervisor de usina de concreto, o que significa que o mercado formal fechou 144 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 18,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 72,2% por dispensa sem justa causa, além de 6,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador18,2%
  • Dispensa sem justa causa72,2%
  • Fim de contrato6,6%

Sobre 702 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,7%
  • Pessoa com deficiência0,2%
  • Jovem aprendiz1,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro21%
  • 1 a 4 empregados6,5%
  • 5 a 9 empregados6,3%
  • 10 a 19 empregados11,3%
  • 20 a 49 empregados17%
  • 50 a 99 empregados10,9%
  • 100 a 249 empregados12%
  • 250 a 499 empregados7,7%
  • 500 a 999 empregados5,4%
  • 1.000 ou mais empregados2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de usina de concreto

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 15,8% das admissões 88 44.1h R$ 4.319 R$ 5.081 R$ 6.118 3% 4
Construção de edifícios 4120400 · 11,6% das admissões 65 44h R$ 2.863 R$ 3.850 R$ 5.069 3% 3
Preparação de massa de concreto e argamassa para construção 2330305 · 11,3% das admissões 63 44.1h R$ 3.100 R$ 4.000 R$ 4.700 3%
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 6,3% das admissões 35 44h R$ 5.228 3% 3
Fabricação de estruturas pré moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda 2330301 · 5,4% das admissões 30 44h R$ 3.772 3%
Serviços especializados para construção não especificados anteriormente 4399199 · 4,5% das admissões 25 44h R$ 3.375 3% 3
Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção 2330302 · 3,8% das admissões 21 44h R$ 3.000 3%
Serviços de engenharia 7112000 · 3% das admissões 17 43.9h R$ 3.360 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de usina de concreto

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.153 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

25 meses

No setor público

0,7%

Em empresa do Simples

13,7%

Sexo

  • Homem96,1%
  • Mulher3,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Contrato intermitente0,2%

Sobre os 2.153 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda49%
  • Branca44,6%
  • Preta5,5%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto2,7%
  • 5º ano completo3%
  • 6º ao 9º ano6,9%
  • Fundamental completo12,4%
  • Médio incompleto7,7%
  • Médio completo53,4%
  • Superior incompleto3,8%
  • Superior completo10%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto1,8%
  • 5º ano completo1,4%
  • 6º a 9º ano4,8%
  • Fundamental completo8,4%
  • Médio incompleto6,3%
  • Médio completo65,4%
  • Superior incompleto2,7%
  • Superior completo8,6%
  • Pós-graduação0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados5%
  • 5 a 9 empregados8,7%
  • 10 a 19 empregados16,8%
  • 20 a 49 empregados25,4%
  • 50 a 99 empregados14,5%
  • 100 a 249 empregados11,7%
  • 250 a 499 empregados7,1%
  • 500 a 999 empregados3,7%
  • 1.000 ou mais empregados7,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de supervisor de usina de concreto

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

25,4

CAT no período

46

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

40 anos

Foram 46 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de usina de concreto nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 25,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,2% de trajeto (no deslocamento) e 2,2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico82,6%
  • Trajeto15,2%
  • Doença2,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo26,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)13%
  • Pé (exceto artelhos)10,9%
  • Partes múltiplas10,9%
  • Membros superiores, NIC6,5%

Natureza da lesão

  • Fratura26,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)17,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)15,2%
  • Lesão imediata8,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)6,5%

Agente causador

  • Metal - inclui liga21,7%
  • Veículo rodoviário motorizado8,7%
  • Agente do acidente, NIC8,7%
  • Politriz, lixadora, esmeril - máquina6,5%
  • Veículo, NIC6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 8,7% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 6,5% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 6,5% 3.531
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 6,5% 1.358
T30.0 — Queimadura, parte do corpo não especificada, grau não especificado 1 2,2% 639
T22.0 — Queimadura do ombro e do membro superior, exceto punho e mão, grau não especificado 1 2,2% 98

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de rodovias e ferrovias) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 25,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o supervisor de pátio de usina de concreto requer-se ensino técnico de nível médio, experiência de três a quatro anos para o pleno desempenho das atividades. Para o fiscal de pátio de usina de concreto requer-se ensino médio mais qualificação profissional de até quatrocentas horas e o pleno desempenho ocorre após três ou quatro anos. Para o exercício das demais ocupações requer-se ensino fundamental e qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula e experiência de cinco anos ou mais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7102.

Qual especialização paga mais na família 7102

Todas as ocupações de supervisores da construção civil, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7102-15 Inspetor de terraplenagem R$ 5.013 R$ 5.003 2.296
7102-20 Supervisor de usina de concreto (esta página) R$ 4.014 R$ 4.965 2.153
7102-10 Mestre de linhas (ferrovias) R$ 4.039 R$ 4.938 843
7102-05 Mestre (construção civil) R$ 4.012 R$ 4.467 130.638
7102-25 Fiscal de pátio de usina de concreto R$ 2.171 R$ 3.391 554

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7102-20.

A Supervisionar trabalhadores em canteiros de obras civis (13)
  • Selecionar pessoal de obras civis
  • Identificar necessidades de treinamentos internos e externos à obra
  • Treinar equipes de trabalho na obra ou externo à obra
  • Distribuir atividades de trabalho
  • Orientar equipe de trabalho
  • Monitorar o cumprimento das normas de segurança do trabalho
  • Programar férias e folgas da equipe
  • Controlar horas trabalhadas
  • Monitorar cumprimento das normas administrativas da empresa
  • Avaliar desempenho profissional
  • Sugerir admissões, promoções, transferências e demissões dos trabalhadores nos canteiros de obra
  • Treinar trabalhadores da construção em métodos construtivos e operação de equipamentos
  • Assessorar as atividades dos trabalhadores nos canteiros de obra
B Elaborar documentação técnica em canteiros de obras civis (9)
  • Elaborar manuais
  • Elaborar relatórios
  • Elaborar cronogramas de obras
  • Preparar ordens de serviço
  • Emitir pareceres técnicos durante a execução da obra
  • Elaborar recursos didáticos
  • Elaborar planílhas e eslaides para apresentações
  • Elaborar requisições de material
  • Elaborar ficha técnica de produção na construção civil
C Controlar recursos produtivos da obra (9)
  • Programar suprimento de insumos
  • Controlar os insumos para suprir os estoques
  • Controlar resíduos e desperdícios
  • Dimensionar equipes de trabalhadores na obra
  • Dimensionar equipamentos
  • Programar a manutenção de máquinas e de equipamentos
  • Controlar a disponibilidade de máquinas, equipamentos e instrumentos
  • Organizar arranjo físico em função do programa de produção
  • Analisar instalação e utilização de equipamentos e estruturas construtivas em canteiros de obra
D Administrar o cronograma da obra (13)
  • Analisar relatórios e registros da construção
  • Dimensionar a capacidade de produção
  • Negociar metas de produção
  • Analisar custos de produção
  • Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • Analisar produtos e ordens de serviço
  • Controlar o volume da produção
  • Analisar causas de não conformidade
  • Definir itens de controle de processo
  • Interpretar parâmetros de produção
  • Definir métodos e processos de produção
  • Avaliar índice de produtos não conformes
  • Monitorar pontos críticos da produção
E Controlar padrões produtivos (12)
  • Determinar padrões de construção
  • Inspecionar a qualidade de produtos da obra
  • Monitorar padões de qualidade da construção
  • Implementar ações preventivas e corretivas no processo construtivo
  • Identificar falhas no trabalho da equipe no canteiro de obras
  • Orientar fluxo e movimentação de materiais
  • Inspecionar execução dos trabalhadores no canteiro de obra
  • Examinar segurança dos locais e equipamentos da obra
  • Dimensionar recursos de trabalho para obra
  • Identificar localização de instalação e equipamentos e estruturas construtivas
  • Recomendar medidas para melhoria de desempenho e segurança de métodos e equipamentos de trabalho
  • Verificar especificação dos materiais construtivos utilizados nos canteiros de obra
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Liderar equipe de trabalho
  • Demonstrar persuasão
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar autocontrole
  • Comunicar-se com eficiência
  • Raciocinar com rapidez
  • Demonstrar dinamismo
  • Raciocinar por analogia
  • Demonstrar auto-organização
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar senso espacial
  • Demonstrar senso visual
  • Atentar para detalhes

Sinônimos oficiais (3)

Encarregado de setor de concretoSubencarregado central de concretoSuperintendente de usina central de concreto

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7102-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de usina de concreto?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.014 por mês, considerando as 547 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.655 (10% menores) a R$ 6.533 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.965 (RAIS 2024), 23.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de usina de concreto?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 558 admissões contra 702 desligamentos, saldo de -144 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de usina de concreto?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 15,8% das admissões e mediana de R$ 5.081. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de usina de concreto?

7102-20 (família 7102 — Supervisores da construção civil). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de setor de concreto, Subencarregado central de concreto, Superintendente de usina central de concreto — todos usam o mesmo código 7102-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de usina de concreto?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7102: Para o supervisor de pátio de usina de concreto requer-se ensino técnico de nível médio, experiência de três a quatro anos para o pleno desempenho das atividades. Para o fiscal de pátio de usina de concreto requer-se ensino médio mais qualificação profissional de até quatrocentas horas e o pleno desempenho ocorre após três ou quatro anos. Para o exercício das demais ocupações requer-se ensino fundamental e qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula e experiência de cinco anos ou mais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de usina de concreto?

A taxa é de 25,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7102-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7102-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7102-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7102:

  • Betonmaster Concreto e Artefatos de Cimento Ltda.
  • Construtora Maia e Borba Ltda.
  • Cooperativa Prestadora de Serviços Multidisciplinares no Estado de Goiás (Mundcoop)
  • Eletroenge Engenharia e Construções Ltda.
  • Ferrovia Centro Atlântica S.A.
  • Lajes Santa Inês Engenharia Indústria e Comércio Ltda.
  • Later Engenharia Ltda.
  • Prestoenge Armações e Serviços Ltda.
  • Secretaria Municipal de Obras de Goiânia-companhia de Obras e Habitação do Municí- pio de Goiânia (Dermu-compav)
  • Sousa Andrade Construtora e Incorporadora Ltda.
  • Supermix Concreto S.A.
  • Trianon Engenharia e Construções Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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