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CBO 2002 Família 7102 R$ 4.012 na admissão -8.639 postos em 12 meses 69 atividades

CBO 7102-05 — Mestre (construção civil)

O código 7102-05 identifica a ocupação mestre (construção civil) na CBO 2002, dentro da família 7102 — Supervisores da construção civil. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um mestre (construção civil)

Supervisionam equipes de trabalhadores da construção civil que atuam em usinas de concreto, canteiros de obras civis e ferrovias. Elaboram documentação técnica e controlam recursos produtivos da obra (arranjos físicos, equipamentos, materiais, insumos e equipes de trabalho). Controlam padrões produtivos da obra tais como inspeção da qualidade dos materiais e insumos utilizados, orientação sobre especificação, fluxo e movimentação dos materiais e sobre medidas de segurança dos locais e equipamentos da obra. Administram o cronograma da obra.

Descrição oficial da família 7102 — Supervisores da construção civil, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria de construção como assalariados com carteira assinada. O trabalho é presencial, realizado em equipe, de terceiros ou próprias, sob supervisão ocasional. Pode ser realizado a céu aberto, em ambiente fechado - mestre (construção civil) e supervisor de usina de concreto - ou em veículos - inspetor de terraplenagem e mestre de linhas (ferrovias). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e estão expostos a ruído intenso, poeira e radiação solar. O mestre (construção civil) também fica exposto a materiais tóxicos, assim como realiza algumas atividades em ambiente subterrâneo.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Escalímetro; Nível; Trena.

Quanto ganha um mestre (construção civil)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.60410% ganham atéR$ 4.012medianaR$ 6.51710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.467

Entrada × quem já está

R$ 4.012 ao ser admitido · R$ 4.467 para quem tem vínculo ativo +11,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de mestre (construção civil) foi de R$ 4.012 — metade das 62.494 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.604 e os 10% de maior, acima de R$ 6.517.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.467, ou seja, 11,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 16 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.012
Por ano (12 salários)R$ 48.144
Por semanaR$ 923
Por hora (43.8h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.01498,1%
  • Mulheres — R$ 3.2091,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.48797,8%
  • Mulheres — R$ 3.7812,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.605
  • Nordeste3.720
  • Sudeste4.271
  • Sul4.002
  • Centro-Oeste3.941

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 17.100 -2.694 R$ 4.316
MG 8.194 -1.478 R$ 4.068
RJ 4.411 -467 R$ 4.640
PR 3.928 -967 R$ 4.480
SC 3.571 -629 R$ 3.859
BA 3.480 -116 R$ 3.988
RS 2.706 -537 R$ 3.289
PE 2.389 +308 R$ 3.632
GO 2.279 -415 R$ 4.029
CE 1.906 -41 R$ 3.806

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

63.221

Desligamentos

71.860

Saldo

-8.639

Rotatividade

55%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+272) saldo negativo · pior: dez/25 (-3.545)

Em 12 meses houve 63.221 admissões e 71.860 desligamentos de mestre (construção civil), o que significa que o mercado formal fechou 8.639 postos de trabalho no período, com rotatividade de 55% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 15,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 74,9% por dispensa sem justa causa, além de 7,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador15,2%
  • Dispensa sem justa causa74,9%
  • Fim de contrato7,1%

Sobre 71.860 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente1,6%
  • Pessoa com deficiência0,1%
  • Jovem aprendiz0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro33,8%
  • 1 a 4 empregados7,7%
  • 5 a 9 empregados6,7%
  • 10 a 19 empregados8,8%
  • 20 a 49 empregados12,8%
  • 50 a 99 empregados8,2%
  • 100 a 249 empregados8%
  • 250 a 499 empregados4,8%
  • 500 a 999 empregados3,7%
  • 1.000 ou mais empregados5,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre (construção civil)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 33,9% das admissões 21.428 44h R$ 3.092 R$ 3.920 R$ 4.988 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 7,5% das admissões 4.771 43.9h R$ 3.097 R$ 4.002 R$ 4.888 3% 1
Incorporação de empreendimentos imobiliários 4110700 · 6,1% das admissões 3.844 44h R$ 3.739 R$ 4.799 R$ 6.085 3% 1
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 4,9% das admissões 3.121 44h R$ 3.493 R$ 4.738 R$ 5.948 3% 4
Obras de alvenaria 4399103 · 4,9% das admissões 3.117 44h R$ 2.890 R$ 3.505 R$ 4.182 3% 3
Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação 4222701 · 3,4% das admissões 2.175 44h R$ 3.527 R$ 4.300 R$ 5.429 3%
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,8% das admissões 1.771 44h R$ 3.524 R$ 4.441 R$ 5.520 3% 3
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 2,4% das admissões 1.531 44h R$ 4.246 R$ 5.378 R$ 6.047 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre (construção civil)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 130.638 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

16 meses

No setor público

1,9%

Em empresa do Simples

21,3%

Sexo

  • Homem97,8%
  • Mulher2,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente1,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,2%

Sobre os 130.638 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda52,1%
  • Branca39,6%
  • Preta7,2%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto4,7%
  • 5º ano completo3,7%
  • 6º ao 9º ano8,4%
  • Fundamental completo13,3%
  • Médio incompleto6,8%
  • Médio completo56,9%
  • Superior incompleto1,6%
  • Superior completo4,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,4%
  • Até 5º ano incompleto3,7%
  • 5º ano completo2,2%
  • 6º a 9º ano6,4%
  • Fundamental completo11%
  • Médio incompleto6,2%
  • Médio completo63,9%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo4,1%
  • Pós-graduação0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados11,3%
  • 5 a 9 empregados10,2%
  • 10 a 19 empregados13%
  • 20 a 49 empregados18,7%
  • 50 a 99 empregados12,3%
  • 100 a 249 empregados11,7%
  • 250 a 499 empregados7,1%
  • 500 a 999 empregados5,9%
  • 1.000 ou mais empregados9,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de mestre (construção civil)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

15,3

CAT no período

1.610

Óbitos comunicados

22

Idade média no acidente

45 anos

Foram 1.610 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mestre (construção civil) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 15,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 76,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,3% de trajeto (no deslocamento) e 1,6% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 22 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico76,1%
  • Trajeto22,3%
  • Doença1,6%

Parte do corpo atingida

  • Dedo15%
  • Pé (exceto artelhos)10,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7,3%
  • Joelho5,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)5,6%

Natureza da lesão

  • Fratura24,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)16,8%
  • Lesão imediata14,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,4%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)8,4%

Agente causador

  • Metal - inclui liga9,5%
  • Veículo rodoviário motorizado6,6%
  • Motocicleta, motoneta5,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas5,8%
  • Veículo, NIC5,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 39 2,4% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 36 2,2% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 35 2,2% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 32 2% 3.531
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 29 1,8% 16.067
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 28 1,7% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de edifícios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 15,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o supervisor de pátio de usina de concreto requer-se ensino técnico de nível médio, experiência de três a quatro anos para o pleno desempenho das atividades. Para o fiscal de pátio de usina de concreto requer-se ensino médio mais qualificação profissional de até quatrocentas horas e o pleno desempenho ocorre após três ou quatro anos. Para o exercício das demais ocupações requer-se ensino fundamental e qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula e experiência de cinco anos ou mais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7102.

Qual especialização paga mais na família 7102

Todas as ocupações de supervisores da construção civil, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7102-15 Inspetor de terraplenagem R$ 5.013 R$ 5.003 2.296
7102-20 Supervisor de usina de concreto R$ 4.014 R$ 4.965 2.153
7102-10 Mestre de linhas (ferrovias) R$ 4.039 R$ 4.938 843
7102-05 Mestre (construção civil) (esta página) R$ 4.012 R$ 4.467 130.638
7102-25 Fiscal de pátio de usina de concreto R$ 2.171 R$ 3.391 554

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7102-05.

A Supervisionar trabalhadores em canteiros de obras civis (13)
  • Selecionar pessoal de obras civis
  • Identificar necessidades de treinamentos internos e externos à obra
  • Treinar equipes de trabalho na obra ou externo à obra
  • Distribuir atividades de trabalho
  • Orientar equipe de trabalho
  • Monitorar o cumprimento das normas de segurança do trabalho
  • Programar férias e folgas da equipe
  • Controlar horas trabalhadas
  • Monitorar cumprimento das normas administrativas da empresa
  • Avaliar desempenho profissional
  • Sugerir admissões, promoções, transferências e demissões dos trabalhadores nos canteiros de obra
  • Treinar trabalhadores da construção em métodos construtivos e operação de equipamentos
  • Assessorar as atividades dos trabalhadores nos canteiros de obra
B Elaborar documentação técnica em canteiros de obras civis (9)
  • Elaborar manuais
  • Elaborar relatórios
  • Elaborar cronogramas de obras
  • Preparar ordens de serviço
  • Emitir pareceres técnicos durante a execução da obra
  • Elaborar recursos didáticos
  • Elaborar planílhas e eslaides para apresentações
  • Elaborar requisições de material
  • Elaborar ficha técnica de produção na construção civil
C Controlar recursos produtivos da obra (9)
  • Programar suprimento de insumos
  • Controlar os insumos para suprir os estoques
  • Controlar resíduos e desperdícios
  • Dimensionar equipes de trabalhadores na obra
  • Dimensionar equipamentos
  • Programar a manutenção de máquinas e de equipamentos
  • Controlar a disponibilidade de máquinas, equipamentos e instrumentos
  • Organizar arranjo físico em função do programa de produção
  • Analisar instalação e utilização de equipamentos e estruturas construtivas em canteiros de obra
D Administrar o cronograma da obra (13)
  • Analisar relatórios e registros da construção
  • Dimensionar a capacidade de produção
  • Negociar metas de produção
  • Analisar custos de produção
  • Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • Analisar produtos e ordens de serviço
  • Controlar o volume da produção
  • Analisar causas de não conformidade
  • Definir itens de controle de processo
  • Interpretar parâmetros de produção
  • Definir métodos e processos de produção
  • Avaliar índice de produtos não conformes
  • Monitorar pontos críticos da produção
E Controlar padrões produtivos (12)
  • Determinar padrões de construção
  • Inspecionar a qualidade de produtos da obra
  • Monitorar padões de qualidade da construção
  • Implementar ações preventivas e corretivas no processo construtivo
  • Identificar falhas no trabalho da equipe no canteiro de obras
  • Orientar fluxo e movimentação de materiais
  • Inspecionar execução dos trabalhadores no canteiro de obra
  • Examinar segurança dos locais e equipamentos da obra
  • Dimensionar recursos de trabalho para obra
  • Identificar localização de instalação e equipamentos e estruturas construtivas
  • Recomendar medidas para melhoria de desempenho e segurança de métodos e equipamentos de trabalho
  • Verificar especificação dos materiais construtivos utilizados nos canteiros de obra
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Liderar equipe de trabalho
  • Demonstrar persuasão
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar autocontrole
  • Comunicar-se com eficiência
  • Raciocinar com rapidez
  • Demonstrar dinamismo
  • Raciocinar por analogia
  • Demonstrar auto-organização
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar senso espacial
  • Demonstrar senso visual
  • Atentar para detalhes

Sinônimos oficiais (22)

Construtor civilEdificador - mestre de obrasEncarregado de alvenariaEncarregado de construção civilEncarregado de construção civil e carpintariaEncarregado de construção civil e manutençãoEncarregado de obrasEncarregado de obras de manutençãoEncarregado de obras e instalaçõesEncarregado de obras, manutenção e segurançaEncarregado de serventeFiscal de construçãoMestre de construção civilMestre de instalações mecânicas de edifíciosMestre de manutenção de obras civisMestre de manutenção de prédiosMestre de obrasMestre de obras civisSupervisor de conservação de obrasSupervisor de construção civilSupervisor de construção e conservaçãoSupervisor de construções e manutenção

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7102-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre (construção civil)?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.012 por mês, considerando as 62.494 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.604 (10% menores) a R$ 6.517 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.467 (RAIS 2024), 11.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre (construção civil)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 63.221 admissões contra 71.860 desligamentos, saldo de -8.639 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre (construção civil)?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 33,9% das admissões e mediana de R$ 3.920. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre (construção civil)?

7102-05 (família 7102 — Supervisores da construção civil). A CBO reconhece também os títulos: Construtor civil, Edificador - mestre de obras, Encarregado de alvenaria, Encarregado de construção civil, Encarregado de construção civil e carpintaria, Encarregado de construção civil e manutenção, Encarregado de obras, Encarregado de obras de manutenção, entre outros — todos usam o mesmo código 7102-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre (construção civil)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7102: Para o supervisor de pátio de usina de concreto requer-se ensino técnico de nível médio, experiência de três a quatro anos para o pleno desempenho das atividades. Para o fiscal de pátio de usina de concreto requer-se ensino médio mais qualificação profissional de até quatrocentas horas e o pleno desempenho ocorre após três ou quatro anos. Para o exercício das demais ocupações requer-se ensino fundamental e qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula e experiência de cinco anos ou mais. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mestre (construção civil)?

A taxa é de 15,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (15% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7102-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7102-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7102-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7102:

  • Betonmaster Concreto e Artefatos de Cimento Ltda.
  • Construtora Maia e Borba Ltda.
  • Cooperativa Prestadora de Serviços Multidisciplinares no Estado de Goiás (Mundcoop)
  • Eletroenge Engenharia e Construções Ltda.
  • Ferrovia Centro Atlântica S.A.
  • Lajes Santa Inês Engenharia Indústria e Comércio Ltda.
  • Later Engenharia Ltda.
  • Prestoenge Armações e Serviços Ltda.
  • Secretaria Municipal de Obras de Goiânia-companhia de Obras e Habitação do Municí- pio de Goiânia (Dermu-compav)
  • Sousa Andrade Construtora e Incorporadora Ltda.
  • Supermix Concreto S.A.
  • Trianon Engenharia e Construções Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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