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CBO 2002 Família 5162 R$ 1.774 na admissão -4.728 postos em 12 meses 83 atividades

CBO 5162-20 — Cuidador em saúde

O código 5162-20 identifica a ocupação cuidador em saúde na CBO 2002, dentro da família 5162 — Cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um cuidador em saúde

Cuidam de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida.

Descrição oficial da família 5162 — Cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em domicílios ou instituições cuidadoras de crianças, jovens, adultos e idosos. As atividades são exercidas com alguma forma de supervisão, na condição de trabalho autônomo ou assalariado. Os horários de trabalho são variados: tempo integral, revezamento de turno ou períodos determinados. No caso de cuidadores de indivíduos com alteração de comportamento, estão sujeitos a lidar com situações de agressividade. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3222 - Técnicos e auxiliares de enfermagem.

Recursos de trabalho

Agenda; Brinquedos pedagógicos; Inalador-nebulizador; Manual de instruções; Primeiros socorros; Telefone, Bip; Termômetro.

Quanto ganha um cuidador em saúde

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.51310% ganham atéR$ 1.774medianaR$ 2.30910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.707

Entrada × quem já está

R$ 1.774 ao ser admitido · R$ 1.707 para quem tem vínculo ativo -3,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de cuidador em saúde foi de R$ 1.774 — metade das 13.588 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.513 e os 10% de maior, acima de R$ 2.309.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.707, ou seja, 3,8% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 12 meses.

Considerando a jornada média de 38.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.774
Por ano (12 salários)R$ 21.288
Por semanaR$ 408
Por hora (38.3h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.81112,9%
  • Mulheres — R$ 1.76487,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.94112,2%
  • Mulheres — R$ 1.66587,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.674
  • Nordeste1.667
  • Sudeste1.797
  • Sul1.813
  • Centro-Oeste1.867

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 11.054 -5.621 R$ 1.805
MG 2.460 +843 R$ 1.737
PR 1.843 +638 R$ 1.802
RJ 1.555 -1.205 R$ 1.806
RS 900 -88 R$ 1.833
SC 614 +171 R$ 1.809
CE 569 +247 R$ 1.651
PE 327 +133 R$ 1.929
GO 291 +4 R$ 1.664
ES 270 -30 R$ 1.855

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

21.800

Desligamentos

26.528

Saldo

-4.728

Rotatividade

68,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+1.099) saldo negativo · pior: out/25 (-3.193)

Em 12 meses houve 21.800 admissões e 26.528 desligamentos de cuidador em saúde, o que significa que o mercado formal fechou 4.728 postos de trabalho no período, com rotatividade de 68,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 59% por dispensa sem justa causa, além de 10,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador28,9%
  • Dispensa sem justa causa59%
  • Fim de contrato10,2%

Sobre 26.528 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial4,9%
  • Contrato intermitente0,5%
  • Pessoa com deficiência0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro6,3%
  • 1 a 4 empregados2,4%
  • 5 a 9 empregados3,1%
  • 10 a 19 empregados6,4%
  • 20 a 49 empregados10,4%
  • 50 a 99 empregados10,5%
  • 100 a 249 empregados8,5%
  • 250 a 499 empregados12,6%
  • 500 a 999 empregados9,6%
  • 1.000 ou mais empregados30,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata cuidador em saúde

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 22,4% das admissões 4.887 44.1h R$ 1.670 R$ 1.835 R$ 2.086 2% 1
Restaurantes e similares 5611201 · 9,3% das admissões 2.036 40h R$ 1.341 R$ 1.383 R$ 1.452 2% 2
Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 8,3% das admissões 1.807 40.5h R$ 1.724 R$ 1.776 R$ 2.158 2% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,3% das admissões 1.166 43.9h R$ 1.738 R$ 1.777 R$ 1.844 3% 1
Atividades de assistência social prestadas em residências coletivas e particulares não especificadas anteriormente 8730199 · 4,9% das admissões 1.068 43.7h R$ 1.678 R$ 1.762 R$ 1.855 2% 1
Atividades de psicologia e psicanálise 8650003 · 4,5% das admissões 977 43h R$ 1.722 R$ 2.022 R$ 2.566 1% 2
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 3,4% das admissões 747 41.1h R$ 1.633 R$ 1.801 R$ 2.158 2% 1
Atividades de assistência psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos, deficiência mental e dependência química e grupos similares não especificadas anteriormente 8720499 · 2,8% das admissões 602 43.7h R$ 1.724 R$ 1.874 R$ 2.048 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como cuidador em saúde

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 38.759 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

12 meses

No setor público

19,4%

Em empresa do Simples

10,6%

Sexo

  • Mulher87,3%
  • Homem12,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada38,2h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,9%
  • Contrato intermitente4,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos53,4%

Sobre os 38.759 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda45,8%
  • Branca41,7%
  • Preta11,7%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,4%
  • Até o 5º ano incompleto0,5%
  • 5º ano completo0,4%
  • 6º ao 9º ano1,1%
  • Fundamental completo3,8%
  • Médio incompleto2,5%
  • Médio completo74,5%
  • Superior incompleto5,6%
  • Superior completo10,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,4%
  • 6º a 9º ano1,1%
  • Fundamental completo2,6%
  • Médio incompleto3%
  • Médio completo73,3%
  • Superior incompleto9,2%
  • Superior completo8,9%
  • Pós-graduação0,9%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1%
  • 5 a 9 empregados1,9%
  • 10 a 19 empregados4,7%
  • 20 a 49 empregados7,7%
  • 50 a 99 empregados5,8%
  • 100 a 249 empregados8,8%
  • 250 a 499 empregados5,7%
  • 500 a 999 empregados13,8%
  • 1.000 ou mais empregados50,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de cuidador em saúde

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

30,2

CAT no período

945

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

38 anos

Foram 945 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo cuidador em saúde nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 30,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 21,3% de trajeto (no deslocamento) e 1,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico77,2%
  • Trajeto21,3%
  • Doença1,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo9,8%
  • Pé (exceto artelhos)7,9%
  • Joelho6,9%
  • Articulação do tornozelo6,5%
  • Partes múltiplas6%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata24,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)15,8%
  • Distensão, torção11,3%
  • Outras lesões, NIC11%
  • Fratura10,1%

Agente causador

  • Ser vivo, NIC26,5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas11,7%
  • Agente do acidente inexistente10,4%
  • Agente do acidente, NIC7,2%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas5,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 43 4,6% 5.476
Z00 — Exame geral e investigação de pessoas sem queixas ou diagnóstico relatado 40 4,2% 19
M79.6 — Dor em membro 27 2,9% 517
Y04 — Agressão por meio de força corporal 21 2,2% 13
S80.0 — Contusão do joelho 20 2,1% 1.225
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 17 1,8% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de associações de defesa de direitos sociais) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 30,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços

Informalidade no setor

58,8%

Média nacional

37,5%

Conta própria

60,8%

Rendimento formal × informal

R$ 4.157 × R$ 2.095

No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são acessíveis a pessoas com dois anos de experiência em domicílios ou instituições cuidadoras públicas, privadas ou ongs, em funções supervisionadas de pajem, mãe-substituta ou auxiliar de cuidador, cuidando de pessoas das mais variadas idades. O acesso ao emprego também ocorre por meio de cursos e treinamentos de formação profissional básicos, concomitante ou após a formação mínima que varia da quarta série do ensino fundamental até o ensino médio. Podem ter acesso os trabalhadores que estão sendo reconvertidos da ocupação de atendente de enfermagem. No caso de atendimento a indivíduos com elevado grau de dependência, exige-se formação na área de saúde, devendo o profissional ser classificado na função de técnico/auxiliar de enfermagem. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5162.

Qual especialização paga mais na família 5162

Todas as ocupações de cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5162-05 Babá R$ 1.721 R$ 2.136 16.650
5162-10 Cuidador de idosos R$ 1.739 R$ 1.939 70.559
5162-15 Mãe social R$ 1.938 R$ 1.895 15.585
5162-20 Cuidador em saúde (esta página) R$ 1.774 R$ 1.707 38.759

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5162-20.

A Cuidar da pessoa (11)
  • Levantar informações sobre a pessoa
  • Cuidar da aparência e higiene da pessoa
  • Controlar horários das atividades diárias da pessoa
  • Ajudar a pessoa nas atividades diárias (banho,necessidades fisiológicas)
  • Estar atento às ações da pessoa
  • Verificar informações,sinais dados pela pessoa
  • Passar informações do dia a dia da pessoa
  • Relatar o dia-a-dia da pessoa aos responsáveis
  • Manter o lazer e a recreação no dia-a-dia
  • Desestimular a agressividade de cjai
  • Auxiliar no aprendizado da pessoa
B Cuidar da saúde da pessoa (cjai) (14)
  • Observar temperatura,urina, fezes e vômitos
  • Observar a qualidade do sono
  • Ajudar nas terapias ocupacionais e físicas
  • Prestar cuidados especiais a pessoas comlimitações e/ou dependencia fisica
  • Manusear adequadamente cjai
  • Observar alterações físicas (manchas, inchaço, ferimentos)
  • Observar as alterações de comportamento
  • Lidar com comportamentos compulsivos
  • Controlar guarda, horário e ingestão de medicamentos
  • Acompanhar o cjai em consultas e atendimentos médico-hospitalar
  • Relatar orientação médica aos responsáveis
  • Seguir orientação de profissionais da saúde
  • Observar sinais vitais
  • Relatar condições de saúde aos profissionais e/ou responsáveis
C Promover o bem-estar da pessoa (cjai) (8)
  • Ouvir cjai respeitando sua necessidade individual de falar
  • Dar apoio emocional
  • Ajudar a recuperaçãao da auto-estiva, dos valores e da afetividade
  • Promover atividades de estímulo a afetividade
  • Estimular a independência
  • Orientar cjai na sua necessidade espiritual e religiosa
  • Respeitar a pessoa em seus hábitos, gostos e valores
  • Encaminhar a pessoa a outros profissionais
D Cuidar da alimentação da pessoa (cjai) (10)
  • Participar na alaboração do cardápio
  • Verificar a despensa
  • Observar a qualidade e a validade dos alimentos
  • Fazer as compras conforme lista e cardápio
  • Preparar a alimentação
  • Servir a refeição em ambientes e em porções adequadas
  • Estimular a injestão de líquidos e de alimentos variados
  • Controlar a injestão de líquidos e alimentos
  • Reeducar os hábitos alimentares da cjai
  • Ajudar a pessoa na alimentação
E Cuidar do ambiente domiciliar e institucional (7)
  • Cuidar dos afazeres domésticos
  • Manter o ambiente organizado e limpo
  • Recomendar adequação ambiental
  • Prevenir acidentes
  • Administrar o dinheiro recebido (per-capita)
  • Cuidar da roupa e objetos pessoais da cjai
  • Preparar o leito de acordo com as nessecidade do cjai
F Incentivar a cultura e educação (5)
  • Estimular o gosto pela música, dança e esporte
  • Selecionar jornais, livros e revistas de acordo com a idade
  • Ler estórias e textos para cjai
  • Ajudar nas tarefas escolares
  • Ensinar boas maneiras
G Acompanhar pessoa (cjai) em atividades externas( passeios, viagens e férias) (9)
  • Planejar passeios
  • Listar objetos de viagem
  • Arrumar a bagagem
  • Preparar a mala de remédios
  • Preparar documentos e lista de telefones úteis
  • Acondicionar alimentação para atividades externas
  • Acompanhar pessoa em atividades sociais, culturais, lazer e religiosas
  • Auxiliar nos preparativos de viagem
  • Comunicar saída para atividades externas da pessoa aos responsáveis
Z Demonstrar competências pessoais (19)
  • Demosntrar preparo fisico
  • Demosntrar capacidade de acolhimento
  • Demonstrar capacidade de adaptação
  • Demonstrar empatia
  • Respeitar a privacidade da cjai
  • Demonstrar paciência
  • Demosntrar capacidade de escuta
  • Demosntrar capacidade de percepção
  • Manter a calma em situações críticas
  • Demonstrar discrição
  • Demosntrar capacidade de tomar decisões
  • Demonstrar capacidade de reconhecer limites pessoais
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar capacidade de buscar informações e orientações técnicas
  • Demonstrar iniciativa
  • Demosntrar preparo emocional
  • Transmitir valores a partir do próprio exemplo e pela fala
  • Demonstrar capacidade de administrar o tempo
  • Demonstrar honestidade

Perguntas frequentes

Quanto ganha um cuidador em saúde?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.774 por mês, considerando as 13.588 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.513 (10% menores) a R$ 2.309 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.707 (RAIS 2024), 3.8% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando cuidador em saúde?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 21.800 admissões contra 26.528 desligamentos, saldo de -4.728 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata cuidador em saúde?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 22,4% das admissões e mediana de R$ 1.835. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de cuidador em saúde?

5162-20 (família 5162 — Cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser cuidador em saúde?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5162: Essas ocupações são acessíveis a pessoas com dois anos de experiência em domicílios ou instituições cuidadoras públicas, privadas ou ongs, em funções supervisionadas de pajem, mãe-substituta ou auxiliar de cuidador, cuidando de pessoas das mais variadas idades. O acesso ao emprego também ocorre por meio de cursos e treinamentos de formação profissional básicos, concomitante ou após a formação mínima que varia da quarta série do ensino fundamental até o ensino médio. Podem ter acesso os trabalhadores que estão sendo reconvertidos da ocupação de atendente de enfermagem. No caso de atendimento a indivíduos com elevado grau de dependência, exige-se formação na área de saúde, devendo o profissional ser classificado na função de técnico/auxiliar de enfermagem. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de cuidador em saúde?

A taxa é de 30,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (9,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5162-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5162-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5162-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5162:

  • Aldeias Infantis Sos Brasil
  • Assistência Social Dom José Gaspar
  • Baby-Sitter Center Babás de Alto Nível Ltda.
  • Conselho Estadual do Idoso de São Paulo
  • Instituição Assistencial Nosso Lar, Santo André (SP)
  • Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco
  • Sociedade Beneficente Alemã, São Paulo
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
  • GLOSSÁRIO
  • CJAI: crianças, jovens, adultos e idosos que estão sob cuidados.
  • Baby-sitter: babá.
  • Gero-sitter: cuidador de pessoas idosas, algumas vezes denominados erroneamente de Geri-sitter. O termo correto é Gero-sitter, com raiz em gerontologia.
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