NCM Buscador
CBO 2002 Família 5162 R$ 1.938 na admissão -459 postos em 12 meses 62 atividades

CBO 5162-15 — Mãe social

O código 5162-15 identifica a ocupação mãe social na CBO 2002, dentro da família 5162 — Cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um mãe social

Cuidam de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida.

Descrição oficial da família 5162 — Cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em domicílios ou instituições cuidadoras de crianças, jovens, adultos e idosos. As atividades são exercidas com alguma forma de supervisão, na condição de trabalho autônomo ou assalariado. Os horários de trabalho são variados: tempo integral, revezamento de turno ou períodos determinados. No caso de cuidadores de indivíduos com alteração de comportamento, estão sujeitos a lidar com situações de agressividade. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3222 - Técnicos e auxiliares de enfermagem.

Recursos de trabalho

Agenda; Brinquedos pedagógicos; Inalador-nebulizador; Manual de instruções; Primeiros socorros; Telefone, Bip; Termômetro.

Quanto ganha um mãe social

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60410% ganham atéR$ 1.938medianaR$ 2.66610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.895

Entrada × quem já está

R$ 1.938 ao ser admitido · R$ 1.895 para quem tem vínculo ativo -2,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de mãe social foi de R$ 1.938 — metade das 3.018 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.604 e os 10% de maior, acima de R$ 2.666.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.895, ou seja, 2,2% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 39.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.938
Por ano (12 salários)R$ 23.256
Por semanaR$ 446
Por hora (39.9h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.0339,1%
  • Mulheres — R$ 1.93290,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.17911,3%
  • Mulheres — R$ 1.85088,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.641
  • Nordeste1.649
  • Sudeste1.921
  • Sul2.244
  • Centro-Oeste2.313

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.594 -181 R$ 1.944
MG 435 +57 R$ 1.969
MA 326 +159 R$ 1.644
PR 317 +23 R$ 2.138
RS 282 +16 R$ 2.568
SC 280 -376 R$ 2.184
RJ 257 +42 R$ 1.657
DF 208 +7 R$ 2.347
BA 100 +5 R$ 1.674
ES 81 -13 R$ 2.517

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

4.218

Desligamentos

4.677

Saldo

-459

Rotatividade

30%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+435) saldo negativo · pior: set/25 (-533)

Em 12 meses houve 4.218 admissões e 4.677 desligamentos de mãe social, o que significa que o mercado formal fechou 459 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 44,7% por dispensa sem justa causa, além de 15% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,6%
  • Dispensa sem justa causa44,7%
  • Fim de contrato15%
  • Aposentadoria0,2%

Sobre 4.677 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro10%
  • 1 a 4 empregados1,7%
  • 5 a 9 empregados3,7%
  • 10 a 19 empregados10,7%
  • 20 a 49 empregados25%
  • 50 a 99 empregados15,1%
  • 100 a 249 empregados11,5%
  • 250 a 499 empregados4,8%
  • 500 a 999 empregados4%
  • 1.000 ou mais empregados13,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mãe social

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 28% das admissões 1.181 43.6h R$ 1.826 R$ 2.008 R$ 2.394 2% 1
Orfanatos 8730101 · 12,1% das admissões 509 43.7h R$ 1.940 R$ 2.161 R$ 2.367 2% 1
Educação infantil - creche 8511200 · 11,5% das admissões 487 42.4h R$ 1.688 R$ 1.970 R$ 2.400 2% 2
Administração pública em geral 8411600 · 9,2% das admissões 390 40.2h R$ 1.628 R$ 1.738 R$ 2.142 2% 1
Atividades de assistência social prestadas em residências coletivas e particulares não especificadas anteriormente 8730199 · 8,7% das admissões 367 44h R$ 1.859 R$ 2.164 R$ 2.582 2% 1
Regulação das atividades de saúde, educação, serviços culturais e outros serviços sociais 8412400 · 7,9% das admissões 333 40.1h R$ 1.617 R$ 1.646 R$ 1.675 1%
Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 5,1% das admissões 216 43.2h R$ 2.033 R$ 2.435 R$ 3.014 2% 1
Coleta de resíduos não perigosos 3811400 · 2,6% das admissões 109 44h R$ 1.565 R$ 1.619 R$ 1.659 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mãe social

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 15.585 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

49,4%

Em empresa do Simples

2,4%

Sexo

  • Mulher89,5%
  • Homem10,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada38,2h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente2,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos32,9%

Sobre os 15.585 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda56,6%
  • Branca36,2%
  • Preta6,2%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto0,5%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º ao 9º ano1,2%
  • Fundamental completo3,4%
  • Médio incompleto3,1%
  • Médio completo77,7%
  • Superior incompleto3,1%
  • Superior completo10,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º a 9º ano1,5%
  • Fundamental completo4,2%
  • Médio incompleto3,7%
  • Médio completo72,3%
  • Superior incompleto5,8%
  • Superior completo10,4%
  • Pós-graduação0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,8%
  • 5 a 9 empregados1,8%
  • 10 a 19 empregados5,6%
  • 20 a 49 empregados9,8%
  • 50 a 99 empregados5,4%
  • 100 a 249 empregados6,2%
  • 250 a 499 empregados5,3%
  • 500 a 999 empregados9,3%
  • 1.000 ou mais empregados55,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de mãe social

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13

CAT no período

184

Idade média no acidente

42 anos

Foram 184 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mãe social nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 53,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 18,5% de trajeto (no deslocamento) e 28,3% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico53,3%
  • Doença28,3%
  • Trajeto18,5%

Parte do corpo atingida

  • Localização da lesão, NIC28,8%
  • Dedo8,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos)8,2%
  • Pé (exceto artelhos)7,6%
  • Joelho7,1%

Natureza da lesão

  • Doença, NIC28,3%
  • Fratura15,2%
  • Lesão imediata14,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)7,1%
  • Distensão, torção6,5%

Agente causador

  • Agente do acidente, NIC33,7%
  • Ser vivo, NIC11,4%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas7,1%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7,1%
  • Piso de edifício - superfície utilizada para sustentar pessoas4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
M25.5 — Dor articular 13 7,1% 1.605
F41.1 — Ansiedade generalizada 5 2,7% 6.486
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 2,7% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 2,7% 24.580
S92.5 — Fratura de outro artelho 5 2,7% 15.618
W01 — Queda no mesmo nível por escorregão, tropeção ou passos em falsos [traspés] 5 2,7% 33

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de associações de defesa de direitos sociais) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços

Informalidade no setor

58,8%

Média nacional

37,5%

Conta própria

60,8%

Rendimento formal × informal

R$ 4.157 × R$ 2.095

No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são acessíveis a pessoas com dois anos de experiência em domicílios ou instituições cuidadoras públicas, privadas ou ongs, em funções supervisionadas de pajem, mãe-substituta ou auxiliar de cuidador, cuidando de pessoas das mais variadas idades. O acesso ao emprego também ocorre por meio de cursos e treinamentos de formação profissional básicos, concomitante ou após a formação mínima que varia da quarta série do ensino fundamental até o ensino médio. Podem ter acesso os trabalhadores que estão sendo reconvertidos da ocupação de atendente de enfermagem. No caso de atendimento a indivíduos com elevado grau de dependência, exige-se formação na área de saúde, devendo o profissional ser classificado na função de técnico/auxiliar de enfermagem. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5162.

Qual especialização paga mais na família 5162

Todas as ocupações de cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5162-05 Babá R$ 1.721 R$ 2.136 16.650
5162-10 Cuidador de idosos R$ 1.739 R$ 1.939 70.559
5162-15 Mãe social (esta página) R$ 1.938 R$ 1.895 15.585
5162-20 Cuidador em saúde R$ 1.774 R$ 1.707 38.759

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5162-15.

A Cuidar da pessoa (9)
  • Levantar informações sobre a pessoa
  • Cuidar da aparência e higiene da pessoa
  • Controlar horários das atividades diárias da pessoa
  • Ajudar a pessoa nas atividades diárias (banho,necessidades fisiológicas)
  • Estar atento às ações da pessoa
  • Verificar informações,sinais dados pela pessoa
  • Passar informações do dia a dia da pessoa
  • Relatar o dia-a-dia da pessoa aos responsáveis
  • Educar a criança e o adolescente nos deveres da casa e comunitários
B Cuidar da saúde da pessoa (cjai) (10)
  • Observar temperatura,urina, fezes e vômitos
  • Observar a qualidade do sono
  • Ajudar nas terapias ocupacionais e físicas
  • Prestar cuidados especiais a pessoas comlimitações e/ou dependencia fisica
  • Manusear adequadamente cjai
  • Observar alterações físicas (manchas, inchaço, ferimentos)
  • Observar as alterações de comportamento
  • Lidar com comportamentos compulsivos
  • Controlar guarda, horário e ingestão de medicamentos
  • Seguir orientação de profissionais da saúde
C Promover o bem-estar da pessoa (cjai) (7)
  • Ouvir cjai respeitando sua necessidade individual de falar
  • Dar apoio emocional
  • Ajudar a recuperaçãao da auto-estiva, dos valores e da afetividade
  • Promover atividades de estímulo a afetividade
  • Estimular a independência
  • Orientar cjai na sua necessidade espiritual e religiosa
  • Respeitar a pessoa em seus hábitos, gostos e valores
D Cuidar da alimentação da pessoa (cjai) (10)
  • Participar na alaboração do cardápio
  • Verificar a despensa
  • Observar a qualidade e a validade dos alimentos
  • Fazer as compras conforme lista e cardápio
  • Preparar a alimentação
  • Servir a refeição em ambientes e em porções adequadas
  • Estimular a injestão de líquidos e de alimentos variados
  • Controlar a injestão de líquidos e alimentos
  • Reeducar os hábitos alimentares da cjai
  • Ajudar a pessoa na alimentação
E Cuidar do ambiente domiciliar e institucional (7)
  • Cuidar dos afazeres domésticos
  • Manter o ambiente organizado e limpo
  • Recomendar adequação ambiental
  • Prevenir acidentes
  • Administrar o dinheiro recebido (per-capita)
  • Cuidar da roupa e objetos pessoais da cjai
  • Preparar o leito de acordo com as nessecidade do cjai
F Incentivar a cultura e educação (5)
  • Estimular o gosto pela música, dança e esporte
  • Selecionar jornais, livros e revistas de acordo com a idade
  • Ler estórias e textos para cjai
  • Ajudar nas tarefas escolares
  • Ensinar boas maneiras
G Acompanhar pessoa (cjai) em atividades externas( passeios, viagens e férias) (7)
  • Planejar passeios
  • Listar objetos de viagem
  • Arrumar a bagagem
  • Preparar a mala de remédios
  • Preparar documentos e lista de telefones úteis
  • Acondicionar alimentação para atividades externas
  • Acompanhar pessoa em atividades sociais, culturais, lazer e religiosas
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Respeitar a privacidade da cjai
  • Demonstrar paciência
  • Manter a calma em situações críticas
  • Demonstrar discrição
  • Demonstrar criatividade
  • Transmitir valores a partir do próprio exemplo e pela fala
  • Demonstrar honestidade

Sinônimos oficiais (2)

Mãe crecheiraMãe substituta

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5162-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mãe social?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.938 por mês, considerando as 3.018 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.604 (10% menores) a R$ 2.666 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.895 (RAIS 2024), 2.2% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mãe social?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 4.218 admissões contra 4.677 desligamentos, saldo de -459 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mãe social?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 28% das admissões e mediana de R$ 2.008. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mãe social?

5162-15 (família 5162 — Cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos). A CBO reconhece também os títulos: Mãe crecheira, Mãe substituta — todos usam o mesmo código 5162-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mãe social?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5162: Essas ocupações são acessíveis a pessoas com dois anos de experiência em domicílios ou instituições cuidadoras públicas, privadas ou ongs, em funções supervisionadas de pajem, mãe-substituta ou auxiliar de cuidador, cuidando de pessoas das mais variadas idades. O acesso ao emprego também ocorre por meio de cursos e treinamentos de formação profissional básicos, concomitante ou após a formação mínima que varia da quarta série do ensino fundamental até o ensino médio. Podem ter acesso os trabalhadores que estão sendo reconvertidos da ocupação de atendente de enfermagem. No caso de atendimento a indivíduos com elevado grau de dependência, exige-se formação na área de saúde, devendo o profissional ser classificado na função de técnico/auxiliar de enfermagem. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mãe social?

A taxa é de 13 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é localização da lesão, nic (28,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é M25.5 — dor articular. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5162-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5162-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5162-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5162:

  • Aldeias Infantis Sos Brasil
  • Assistência Social Dom José Gaspar
  • Baby-Sitter Center Babás de Alto Nível Ltda.
  • Conselho Estadual do Idoso de São Paulo
  • Instituição Assistencial Nosso Lar, Santo André (SP)
  • Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco
  • Sociedade Beneficente Alemã, São Paulo
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
  • GLOSSÁRIO
  • CJAI: crianças, jovens, adultos e idosos que estão sob cuidados.
  • Baby-sitter: babá.
  • Gero-sitter: cuidador de pessoas idosas, algumas vezes denominados erroneamente de Geri-sitter. O termo correto é Gero-sitter, com raiz em gerontologia.
Voltar ao topo