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CBO 2002 Família 5151 R$ 2.175 na admissão -4 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 5151-20 — Visitador sanitário

O código 5151-20 identifica a ocupação visitador sanitário na CBO 2002, dentro da família 5151 — Trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha15 seções

O que faz um visitador sanitário

Visitam domicílios periodicamente; assistem pacientes, dispensando-lhes cuidados simples de saúde, sob orientação e supervisão de profissionais da saúde; orientam a comunidade para promoção da saúde; rastreiam focos de doenças específicas; realizam partos; promovem educação sanitária e ambiental; participam de campanhas preventivas; incentivam atividades comunitárias; promovem comunicação entre unidade de saúde, autoridades e comunidade; realizam manutenção dos sistemas de abastecimento de água e executam tarefas administrativas.

Descrição oficial da família 5151 — Trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Em sua maioria, são empregados formais com carteira assinada, ou autônomos que atuam no ramo da saúde e serviço social. Trabalham em equipe, sob supervisão permanente em horários diurnos e em rodízio de turnos. Trabalham em local fechado ou a céu aberto, dependendo da necessidade. Frequentemente são expostos às variações de temperatura, materiais tóxicos, doenças contagiosas e risco de acidentes com materiais perfurocortantes. 773

Recursos de trabalho

Aparelho de pressão; Aparelho de Radiocomunicação; Balança; Kit de Ferramentas; Luva; Pinça; Prancheta, Caneta e mochila; Seringa e agulha; Termômetro; Tesoura.

Quanto ganha um visitador sanitário

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.55010% ganham atéR$ 2.175medianaR$ 3.23410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.035

Entrada × quem já está

R$ 2.175 ao ser admitido · R$ 4.035 para quem tem vínculo ativo +85,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de visitador sanitário foi de R$ 2.175 — metade das 418 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.550 e os 10% de maior, acima de R$ 3.234.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.035, ou seja, 85,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 152 meses.

Considerando a jornada média de 39.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.175
Por ano (12 salários)R$ 26.100
Por semanaR$ 501
Por hora (39.5h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.15042,1%
  • Mulheres — R$ 2.17557,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.12948,8%
  • Mulheres — R$ 3.91751,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.407
  • Sul3.008

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 132 -4 R$ 3.028
RJ 73 -6 R$ 1.854
PR 60 +12 R$ 3.007
RS 44 +16 R$ 3.010

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

482

Desligamentos

486

Saldo

-4

Rotatividade

2,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+36) saldo negativo · pior: dez/25 (-41)

Em 12 meses houve 482 admissões e 486 desligamentos de visitador sanitário, o que significa que o mercado formal fechou 4 postos de trabalho no período, com rotatividade de 2,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 37,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 34,6% por dispensa sem justa causa, além de 19,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador37,2%
  • Dispensa sem justa causa34,6%
  • Fim de contrato19,8%

Sobre 486 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência0,6%
  • Jovem aprendiz10%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,8%
  • 1 a 4 empregados0,4%
  • 5 a 9 empregados1,7%
  • 10 a 19 empregados5%
  • 20 a 49 empregados6,2%
  • 50 a 99 empregados4,4%
  • 100 a 249 empregados18%
  • 250 a 499 empregados9,8%
  • 500 a 999 empregados11,8%
  • 1.000 ou mais empregados36,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata visitador sanitário

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Administração pública em geral 8411600 · 28,6% das admissões 138 40.4h R$ 2.013 R$ 3.053 R$ 3.220 2% 1
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 20,3% das admissões 98 40h R$ 1.841 R$ 1.882 R$ 2.983 2% 1
Coleta de resíduos não perigosos 3811400 · 13,3% das admissões 64 44.1h R$ 1.866 3% 3
Outras atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente 7490199 · 5,2% das admissões 25 44h R$ 1.541 2% 1
Atividades de atenção ambulatorial não especificadas anteriormente 8630599 · 5,2% das admissões 25 42.6h R$ 3.036 2% 3
Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação 4222701 · 4,6% das admissões 22 49h R$ 2.180 3%
Captação, tratamento e distribuição de água 3600601 · 3,1% das admissões 15 41.1h R$ 3.957 3% 3
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 2,9% das admissões 14 43.4h R$ 1.518 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como visitador sanitário

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 22.846 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

152 meses

No setor público

95,9%

Em empresa do Simples

0,3%

Sexo

  • Mulher51%
  • Homem49%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,7%

Sobre os 22.846 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca48%
  • Parda42,2%
  • Preta6,6%
  • Amarela2,6%
  • Indígena0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º ao 9º ano1%
  • Fundamental completo6,2%
  • Médio incompleto2,4%
  • Médio completo64,5%
  • Superior incompleto3,4%
  • Superior completo20,8%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano0,4%
  • Fundamental completo3,5%
  • Médio incompleto4,4%
  • Médio completo68,7%
  • Superior incompleto5,8%
  • Superior completo15,1%
  • Pós-graduação1,7%
  • Mestrado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,1%
  • 5 a 9 empregados0,1%
  • 10 a 19 empregados0,2%
  • 20 a 49 empregados0,8%
  • 50 a 99 empregados2%
  • 100 a 249 empregados5,8%
  • 250 a 499 empregados10,4%
  • 500 a 999 empregados14,2%
  • 1.000 ou mais empregados66,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de visitador sanitário

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

6,8

CAT no período

126

Idade média no acidente

43 anos

Foram 126 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo visitador sanitário nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 6,8 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,9% de trajeto (no deslocamento) e 1,6% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico82,5%
  • Trajeto15,9%
  • Doença1,6%

Parte do corpo atingida

  • Mão (exceto punho ou dedos)15,1%
  • Dedo11,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,7%
  • Membros inferiores, NIC7,9%
  • Joelho7,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata31%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)15,1%
  • Outras lesões, NIC10,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)9,5%
  • Distensão, torção9,5%

Agente causador

  • Animal vivo18,4%
  • Agente do acidente, NIC16,8%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas8,8%
  • Ser vivo, NIC8%
  • Veículo, NIC7,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
W54 — Mordedura ou golpe provocado por cão 10 7,9% 36
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 4,8% 5.476
W54.0 — Mordedura ou golpe provocado por cão - residência 5 4% 36
S80.0 — Contusão do joelho 5 4% 1.225
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 4 3,2% 5.476
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 3 2,4% 479

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Administração pública em geral) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 6,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício profissional requer ensino fundamental, além de curso profissionalizante com duração de duzentas a quatrocentas horas/aula. O ensino fundamental também é desejável para o agente indígena de saúde e agente indígena de saneamento, que muitas vezes, dependendo da região ou da distância de centros urbanos, não possuem nenhuma escolaridade formal. Os profissionais da saúde indígena são preparados com cursos profissionalizantes com carga horária acima de quatrocentas horas/aula. A principal característica do agente comunitário de saúde, do visitador sanitário, do agente indígena de saúde e do agente indígena de saneamento é a capacidade de relações interpessoais, mobilizada no trabalho de orientação junto à comunidade, no que se refere à saúde e prevenção de doenças. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5151.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Agente de Combate às Endemias43.776 contracheques · SIAPE R$ 7.006 R$ 7.186 R$ 7.356 40 HORAS SEMANAIS

A mediana no cargo federal (Agente de Combate às Endemias) é R$ 7.186 contra R$ 4.035 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +78,1%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 5151

Todas as ocupações de trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5151-40 Agente de combate às endemias R$ 3.047 R$ 4.331 47.426
5151-20 Visitador sanitário (esta página) R$ 2.175 R$ 4.035 22.846
5151-05 Agente comunitário de saúde R$ 3.129 R$ 3.739 291.156
5151-15 Parteira leiga R$ 1.813 R$ 2.756 145
5151-35 Socorrista (exceto médicos e enfermeiros) R$ 1.777 R$ 2.476 12.330
5151-30 Agente indígena de saneamento R$ 2.012 R$ 2.291 2.675
5151-25 Agente indígena de saúde R$ 2.013 R$ 2.290 4.642
5151-10 Atendente de enfermagem R$ 1.644 R$ 2.065 32.562

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5151-20.

A Visitar domicílios (10)
  • Dialogar com a população
  • Verificar a existência de animais
  • Analisar relacionamento entre os membros da família
  • Detectar problemas (saúde e social)
  • Acompanhar doentes portadores de doenças crônico-degenerativas
  • Encaminhar para serviço de saúde
  • Verificar obediência à prescrição médica
  • Controlar condições de armazenamento de medicamentos no domicílio
  • Aferir pressão arterial (em alguns casos)
  • Identificar casos de violência doméstica
B Orientar a comunidade para promoção da saúde (6)
  • Orientar paciente sobre o tratamento médico
  • Orientar família sobre cuidados com pacientes
  • Orientar família sobre vacinas
  • Orientar família na prevenção de acidentes domésticos
  • Orientar família sobre alimentação
  • Orientar sobre direitos e orgãos competentes
C Assistir pacientes (8)
  • Acionar profissionais de saúde quando necessário
  • Marcar consultas para os pacientes
  • Acionar orgãos públicos em casos de negligência
  • Acompanhar visita da equipe de saúde (médico, dentista, enfermeiro, entre outros)
  • Acompanhar pacientes nos deslocamentos internos e externos
  • Encaminhar dietas para pacientes
  • Recepcionar pacientes na unidade de saúde
  • Fazer exames de eletrocardiograma
D Rastrear focos de doenças específicas (8)
  • Visitar local de foco (casa, escola, bairro e aldeia)
  • Avaliar condições do ambiente
  • Verificar fontes de risco
  • Checar informações
  • Avaliar condições de saúde dos animais
  • Informar aos orgãos competentes
  • Coletar material e dados, in loco, para análise (água, lixo, entre outros)
  • Monitorar resultados de exames
F Promover educação sanitária e ambiental (8)
  • Orientar sobre uso da água
  • Orientar sobre limpeza e os cuidados com caixa d'água e reservatórios
  • Orientar sobre construção de fossa
  • Esclarecer sobre a disposição do lixo
  • Orientar sobre coleta seletiva de lixo
  • Orientar sobre criação de animais
  • Orientar sobre conservação de alimentos
  • Orientar família sobre condições de higiene
G Participar de campanhas preventivas (5)
  • Divulgar campanhas de saúde
  • Preparar material de apoio
  • Distribuir material educativo
  • Distribuir material preventivo (cloro, preservativo, kit odontológico, anticoncepcional, etc)
  • Participar de cursos de capacitação
H Incentivar atividades comunitárias (1)
  • Organizar grupos de apoio
I Promover comunicação (1)
  • Participar de reuniões profissionais
K Executar tarefas administrativas (10)
  • Cadastrar família
  • Planejar roteiro de visitas
  • Realizar mapeamento da área
  • Selecionar prontuário de paciente agendado
  • Preencher mapa/boletim diário
  • Elaborar relatórios
  • Preencher solicitação de medicação
  • Preencher cartão de vacinas
  • Comunicar oficialmente a zoonoses
  • Notificar a vigilância
Z Demonstrar competências pessoais (20)
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar capacidade de saber ouvir
  • Demonstrar segurança
  • Demonstrar capacidade de identificar limites
  • Demonstrar capacidade de lidar com estresse
  • Demonstrar respeito às pessoas
  • Demonstrar capacidade de administrar conflitos
  • Demonstrar capacidade de respeitar cultura, tradição, costumes e crenças
  • Demonstrar capacidade de estabelecer prioridades
  • Demonstrar capacidade de organizar o tempo
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Demonstrar capacidade de conviver com doenças e morte
  • Demonstrar capacidade de impor respeito
  • Demonstrar capacidade de conquistar a confiança
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar auto controle
  • Demonstrar capacidade de improvisação
  • Usar e.p.i.
  • Demonstrar coordenação motora

Sinônimos oficiais (5)

Auxiliar de sanitaristaEducador sanitárioImunizadorVigilante de saúdeVisitador sanitário domiciliar

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5151-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um visitador sanitário?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.175 por mês, considerando as 418 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.550 (10% menores) a R$ 3.234 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.035 (RAIS 2024), 85.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando visitador sanitário?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 482 admissões contra 486 desligamentos, saldo de -4 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata visitador sanitário?

A atividade econômica que mais contratou foi Administração pública em geral (CNAE 8411600), com 28,6% das admissões e mediana de R$ 3.053. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de visitador sanitário?

5151-20 (família 5151 — Trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de sanitarista, Educador sanitário, Imunizador, Vigilante de saúde, Visitador sanitário domiciliar — todos usam o mesmo código 5151-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser visitador sanitário?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5151: O exercício profissional requer ensino fundamental, além de curso profissionalizante com duração de duzentas a quatrocentas horas/aula. O ensino fundamental também é desejável para o agente indígena de saúde e agente indígena de saneamento, que muitas vezes, dependendo da região ou da distância de centros urbanos, não possuem nenhuma escolaridade formal. Os profissionais da saúde indígena são preparados com cursos profissionalizantes com carga horária acima de quatrocentas horas/aula. A principal característica do agente comunitário de saúde, do visitador sanitário, do agente indígena de saúde e do agente indígena de saneamento é a capacidade de relações interpessoais, mobilizada no trabalho de orientação junto à comunidade, no que se refere à saúde e prevenção de doenças. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de visitador sanitário?

A taxa é de 6,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é mão (exceto punho ou dedos) (15,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é W54 — mordedura ou golpe provocado por cão. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Quanto ganha visitador sanitário no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Agente de Combate às Endemias), a remuneração básica bruta mediana é R$ 7.186, com jornada predominante de 40 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 78.1% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5151-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5151-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5151-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8411600), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5151:

  • Ambulatório Regional de Especialidades - Taubaté
  • Centro de Ação Social de Mogi Guaçu (Casmoçu)
  • Fundação Nacional de Saúde - Polo Base Aquidauana
  • Fundação Nacional de Saúde-Polo Base Atikum Carnaubeira da Penha
  • Polo Base Rio Verde
  • Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo
  • Secretaria Municipal da Saúde de Itapecerica da Serra
  • Secretaria Municipal de Saúde de Guaratinguetá
  • Secretaria Municipal de Saúde de Sobral
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
  • GLOSSÁRIO
  • DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis.
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