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CBO 2002 Família 5151 R$ 1.777 na admissão +537 postos em 12 meses 74 atividades

CBO 5151-35 — Socorrista (exceto médicos e enfermeiros)

O código 5151-35 identifica a ocupação socorrista (exceto médicos e enfermeiros) na CBO 2002, dentro da família 5151 — Trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha15 seções

O que faz um socorrista (exceto médicos e enfermeiros)

Visitam domicílios periodicamente; assistem pacientes, dispensando-lhes cuidados simples de saúde, sob orientação e supervisão de profissionais da saúde; orientam a comunidade para promoção da saúde; rastreiam focos de doenças específicas; realizam partos; promovem educação sanitária e ambiental; participam de campanhas preventivas; incentivam atividades comunitárias; promovem comunicação entre unidade de saúde, autoridades e comunidade; realizam manutenção dos sistemas de abastecimento de água e executam tarefas administrativas.

Descrição oficial da família 5151 — Trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Em sua maioria, são empregados formais com carteira assinada, ou autônomos que atuam no ramo da saúde e serviço social. Trabalham em equipe, sob supervisão permanente em horários diurnos e em rodízio de turnos. Trabalham em local fechado ou a céu aberto, dependendo da necessidade. Frequentemente são expostos às variações de temperatura, materiais tóxicos, doenças contagiosas e risco de acidentes com materiais perfurocortantes. 773

Recursos de trabalho

Aparelho de pressão; Aparelho de Radiocomunicação; Balança; Kit de Ferramentas; Luva; Pinça; Prancheta, Caneta e mochila; Seringa e agulha; Termômetro; Tesoura.

Quanto ganha um socorrista (exceto médicos e enfermeiros)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.51210% ganham atéR$ 1.777medianaR$ 3.30510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.476

Entrada × quem já está

R$ 1.777 ao ser admitido · R$ 2.476 para quem tem vínculo ativo +39,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de socorrista (exceto médicos e enfermeiros) foi de R$ 1.777 — metade das 4.160 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.512 e os 10% de maior, acima de R$ 3.305.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.476, ou seja, 39,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 40.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.777
Por ano (12 salários)R$ 21.324
Por semanaR$ 409
Por hora (40.4h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.80976,8%
  • Mulheres — R$ 1.67923,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.44570%
  • Mulheres — R$ 2.58230%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.519
  • Nordeste2.525
  • Sudeste1.802
  • Sul1.650
  • Centro-Oeste1.766

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.036 +85 R$ 1.766
PR 1.352 -116 R$ 1.638
RJ 905 +262 R$ 1.696
MG 500 -13 R$ 2.322
DF 474 +199 R$ 1.900
BA 367 +95 R$ 2.720
RS 191 +41 R$ 2.056
RO 136 +55 R$ 3.550
CE 99 -4 R$ 1.900
PE 91 +35 R$ 2.779

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

6.685

Desligamentos

6.148

Saldo

+537

Rotatividade

49,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+295) saldo negativo · pior: jun/26 (-117)

Em 12 meses houve 6.685 admissões e 6.148 desligamentos de socorrista (exceto médicos e enfermeiros), o que significa que o mercado formal abriu 537 postos de trabalho no período, com rotatividade de 49,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,5% por dispensa sem justa causa, além de 10,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador40,7%
  • Dispensa sem justa causa46,5%
  • Fim de contrato10,1%

Sobre 6.148 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente10,6%
  • Pessoa com deficiência0,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,8%
  • 1 a 4 empregados1,5%
  • 5 a 9 empregados3,5%
  • 10 a 19 empregados2,8%
  • 20 a 49 empregados4,4%
  • 50 a 99 empregados7,9%
  • 100 a 249 empregados8,9%
  • 250 a 499 empregados12,8%
  • 500 a 999 empregados19%
  • 1.000 ou mais empregados27,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata socorrista (exceto médicos e enfermeiros)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 13,4% das admissões 899 42.6h R$ 1.454 R$ 1.604 R$ 1.688 2% 3
UTI Móvel 8621601 · 12,8% das admissões 856 43.7h R$ 1.601 R$ 1.672 R$ 2.534 2% 3
Serviços móveis de atendimento a urgências, exceto por UTI móvel 8621602 · 12,8% das admissões 856 43.7h R$ 1.600 R$ 1.656 R$ 1.766 2% 3
Serviços de remoção de pacientes, exceto os serviços móveis de atendimento a urgências 8622400 · 7,2% das admissões 483 43.8h R$ 1.552 R$ 1.648 R$ 1.895 2%
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 6,5% das admissões 437 41.7h R$ 1.480 R$ 1.716 R$ 1.760 3% 4
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 5,1% das admissões 338 43.7h R$ 1.633 R$ 1.667 R$ 1.700 2% 3
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 4,6% das admissões 310 43.3h R$ 2.010 1% 3
Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e serviços relacionados 5221400 · 4,2% das admissões 284 43.2h R$ 1.924 R$ 1.987 R$ 2.069 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como socorrista (exceto médicos e enfermeiros)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 12.330 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

22 meses

No setor público

22,5%

Em empresa do Simples

6,9%

Sexo

  • Homem72%
  • Mulher28%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,3h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente5,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos6,8%

Sobre os 12.330 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca46,4%
  • Parda46%
  • Preta6,4%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º ao 9º ano0,6%
  • Fundamental completo2,3%
  • Médio incompleto1,5%
  • Médio completo83,3%
  • Superior incompleto2,6%
  • Superior completo8,9%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano0,2%
  • Fundamental completo2%
  • Médio incompleto1,3%
  • Médio completo86,8%
  • Superior incompleto2,6%
  • Superior completo6,1%
  • Pós-graduação0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1%
  • 5 a 9 empregados1,4%
  • 10 a 19 empregados2,4%
  • 20 a 49 empregados5,9%
  • 50 a 99 empregados5,9%
  • 100 a 249 empregados15,6%
  • 250 a 499 empregados22,1%
  • 500 a 999 empregados25,3%
  • 1.000 ou mais empregados20,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de socorrista (exceto médicos e enfermeiros)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

20,8

CAT no período

212

Óbitos comunicados

5

Idade média no acidente

38 anos

Foram 212 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo socorrista (exceto médicos e enfermeiros) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 20,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 63,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 35,4% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 5 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico63,7%
  • Trajeto35,4%
  • Doença0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,9%
  • Partes múltiplas9,4%
  • Joelho9%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7,5%
  • Articulação do tornozelo6,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata25%
  • Fratura19,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)12,7%
  • Distensão, torção10,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)8%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas14,2%
  • Motocicleta, motoneta13,7%
  • Veículo rodoviário motorizado13,2%
  • Produto biológico (soro, toxina, antitoxina, vacina, plasma) - medicamento7,1%
  • Agente do acidente, NIC6,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 16 7,5% 4
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 7 3,3% 5.476
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 7 3,3% 1.358
S82.6 — Fratura do maléolo lateral 6 2,8% 25.350
T14.9 — Traumatismo não especificado 5 2,4% 796
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 2,4% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 20,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício profissional requer ensino fundamental, além de curso profissionalizante com duração de duzentas a quatrocentas horas/aula. O ensino fundamental também é desejável para o agente indígena de saúde e agente indígena de saneamento, que muitas vezes, dependendo da região ou da distância de centros urbanos, não possuem nenhuma escolaridade formal. Os profissionais da saúde indígena são preparados com cursos profissionalizantes com carga horária acima de quatrocentas horas/aula. A principal característica do agente comunitário de saúde, do visitador sanitário, do agente indígena de saúde e do agente indígena de saneamento é a capacidade de relações interpessoais, mobilizada no trabalho de orientação junto à comunidade, no que se refere à saúde e prevenção de doenças. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5151.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Agente de Combate às Endemias43.776 contracheques · SIAPE R$ 7.006 R$ 7.186 R$ 7.356 40 HORAS SEMANAIS

A mediana no cargo federal (Agente de Combate às Endemias) é R$ 7.186 contra R$ 2.476 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +190,2%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 5151

Todas as ocupações de trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5151-40 Agente de combate às endemias R$ 3.047 R$ 4.331 47.426
5151-20 Visitador sanitário R$ 2.175 R$ 4.035 22.846
5151-05 Agente comunitário de saúde R$ 3.129 R$ 3.739 291.156
5151-15 Parteira leiga R$ 1.813 R$ 2.756 145
5151-35 Socorrista (exceto médicos e enfermeiros) (esta página) R$ 1.777 R$ 2.476 12.330
5151-30 Agente indígena de saneamento R$ 2.012 R$ 2.291 2.675
5151-25 Agente indígena de saúde R$ 2.013 R$ 2.290 4.642
5151-10 Atendente de enfermagem R$ 1.644 R$ 2.065 32.562

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5151-35.

A Visitar domicílios (5)
  • Dialogar com a população
  • Verificar a existência de animais
  • Encaminhar para serviço de saúde
  • Aferir pressão arterial (em alguns casos)
  • Identificar casos de violência doméstica
B Orientar a comunidade para promoção da saúde (3)
  • Orientar família sobre cuidados com pacientes
  • Orientar sobre direitos e orgãos competentes
  • Orientar sobre a necessidade de tratamento médico
C Assistir pacientes (4)
  • Acionar profissionais de saúde quando necessário
  • Levar pacientes ao serviço de saúde
  • Acionar orgãos públicos em casos de negligência
  • Identificar sinais e sintomas
E Realizar partos (pegar criança) (11)
  • Desinfetar as mãos
  • Examinar posição do bebê
  • Preparar local para o parto
  • Preparar material para o parto
  • Aparar o bebê
  • Limpar o bebê
  • Aspirar vias aéreas do bebê
  • Cortar cordão umbilical
  • Aquecer o bebê
  • Tirar placenta (desocupar a mãe)
  • Limpar a mãe-parturiente
G Participar de campanhas preventivas (1)
  • Participar de cursos de capacitação
I Promover comunicação (2)
  • Participar de grupos e comitês representativos
  • Participar de reuniões profissionais
K Executar tarefas administrativas (5)
  • Registrar informações sobre pacientes
  • Arquivar prontuários e fichas de atendimento
  • Elaborar relatórios
  • Registrar documentos sobre acidentes de trabalho
  • Fazer check-list de equipamentos e materiais
L Verificar a cinemática (cena da emergência) (6)
  • Sinalizar cena da emergência
  • Verificar tipo da emergência
  • Coletar informações sobre a cena da emergência
  • Avaliar riscos
  • Acionar orgãos competentes
  • Preservar cena da emergência
M Socorrer vítima (17)
  • Identificar-se para a vítima e/ou acompanhante
  • Checar sinais vítais (ssvv)
  • Liberar vias áereas
  • Verificar nivel de consciência
  • Oxigenar a vítima
  • Imobilizar a vítima
  • Estancar hemorragias
  • Fazer uso do d.e.a.
  • Realizar massagem cardíaca
  • Realizar assepsia
  • Fazer curativos
  • Ministrar medicação (v.o.
  • Repassar informações ao médico
  • Preservar vítima
  • Desencarcerar vítima (condições seguras)
  • Transportar vítima
  • Selecionar equipamnetos de resgate
Z Demonstrar competências pessoais (20)
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar capacidade de saber ouvir
  • Demonstrar segurança
  • Demonstrar capacidade de identificar limites
  • Demonstrar capacidade de lidar com estresse
  • Demonstrar respeito às pessoas
  • Demonstrar capacidade de administrar conflitos
  • Demonstrar capacidade de respeitar cultura, tradição, costumes e crenças
  • Demonstrar capacidade de estabelecer prioridades
  • Demonstrar capacidade de organizar o tempo
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Demonstrar capacidade de conviver com doenças e morte
  • Demonstrar capacidade de impor respeito
  • Demonstrar capacidade de conquistar a confiança
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar auto controle
  • Demonstrar capacidade de improvisação
  • Usar e.p.i.
  • Demonstrar coordenação motora

Sinônimos oficiais (6)

Auxiliar de enfermagem socorristaBombeiro resgatistaBombeiro socorristaResgatistaResgatista socorristaTécnico em enfermagem socorrista

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5151-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um socorrista (exceto médicos e enfermeiros)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.777 por mês, considerando as 4.160 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.512 (10% menores) a R$ 3.305 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.476 (RAIS 2024), 39.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando socorrista (exceto médicos e enfermeiros)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 6.685 admissões contra 6.148 desligamentos, saldo de +537 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata socorrista (exceto médicos e enfermeiros)?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências (CNAE 8610102), com 13,4% das admissões e mediana de R$ 1.604. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de socorrista (exceto médicos e enfermeiros)?

5151-35 (família 5151 — Trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de enfermagem socorrista, Bombeiro resgatista, Bombeiro socorrista, Resgatista, Resgatista socorrista, Técnico em enfermagem socorrista — todos usam o mesmo código 5151-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser socorrista (exceto médicos e enfermeiros)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5151: O exercício profissional requer ensino fundamental, além de curso profissionalizante com duração de duzentas a quatrocentas horas/aula. O ensino fundamental também é desejável para o agente indígena de saúde e agente indígena de saneamento, que muitas vezes, dependendo da região ou da distância de centros urbanos, não possuem nenhuma escolaridade formal. Os profissionais da saúde indígena são preparados com cursos profissionalizantes com carga horária acima de quatrocentas horas/aula. A principal característica do agente comunitário de saúde, do visitador sanitário, do agente indígena de saúde e do agente indígena de saneamento é a capacidade de relações interpessoais, mobilizada no trabalho de orientação junto à comunidade, no que se refere à saúde e prevenção de doenças. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de socorrista (exceto médicos e enfermeiros)?

A taxa é de 20,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z20.9 — contato com e exposição a doença transmissível não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Quanto ganha socorrista (exceto médicos e enfermeiros) no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Agente de Combate às Endemias), a remuneração básica bruta mediana é R$ 7.186, com jornada predominante de 40 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 190.2% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5151-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5151-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5151-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8610102), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5151:

  • Ambulatório Regional de Especialidades - Taubaté
  • Centro de Ação Social de Mogi Guaçu (Casmoçu)
  • Fundação Nacional de Saúde - Polo Base Aquidauana
  • Fundação Nacional de Saúde-Polo Base Atikum Carnaubeira da Penha
  • Polo Base Rio Verde
  • Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo
  • Secretaria Municipal da Saúde de Itapecerica da Serra
  • Secretaria Municipal de Saúde de Guaratinguetá
  • Secretaria Municipal de Saúde de Sobral
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
  • GLOSSÁRIO
  • DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis.
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