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CBO 2002 Família 4142 R$ 2.322 na admissão -977 postos em 12 meses 75 atividades

CBO 4142-05 — Apontador de mão-de-obra

O código 4142-05 identifica a ocupação apontador de mão-de-obra na CBO 2002, dentro da família 4142 — Apontadores e conferentes. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um apontador de mão-de-obra

Apontam a produção e controlam a frequência de mão-de-obra. Acompanham atividades de produção, conferem cargas e verificam documentação. Preenchem relatórios, guias, boletins, plano de carga e recibos. Controlam movimentação de carga e descarga nos portos, terminais portuários e embarcações. Podem liderar equipes de trabalho.

Descrição oficial da família 4142 — Apontadores e conferentes, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam principalmente na construção civil, em serviços de transportes e portuários como empregados assalariados, exceto os conferentes de carga e descarga que trabalham como autônomos. Organizam-se de forma individual ou em equipe, sob supervisão constante. Trabalham em rodízio de turnos, em locais fechados ou abertos. No exercício de algumas atividades estão sujeitos ao trabalho em áreas confinadas, subterrâneas, em áreas de cargas suspensas e em grandes alturas. Podem permanecer longos períodos em posições desconfortáveis. Frequentemente, são expostos a ruídos, material tóxico, altas temperaturas, tráfego intenso e intempéries.

Recursos de trabalho

Calculadora; Coletor de dados; Documentação de consulta (plantas e projetos); EPI, epc; Leitores óticos; Material de consumo; Rádio de comunicação; Recursos de informática; Relógios, cronômetros; Trena, paquímetro, balança.

Quanto ganha um apontador de mão-de-obra

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.74810% ganham atéR$ 2.322medianaR$ 3.03310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.918

Entrada × quem já está

R$ 2.322 ao ser admitido · R$ 2.918 para quem tem vínculo ativo +25,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de apontador de mão-de-obra foi de R$ 2.322 — metade das 9.870 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.748 e os 10% de maior, acima de R$ 3.033.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.918, ou seja, 25,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 17 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.322
Por ano (12 salários)R$ 27.864
Por semanaR$ 534
Por hora (43.8h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.35986,7%
  • Mulheres — R$ 2.19513,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.97087,1%
  • Mulheres — R$ 2.57312,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.201
  • Nordeste2.231
  • Sudeste2.534
  • Sul2.418
  • Centro-Oeste2.381

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.118 -239 R$ 2.648
MG 1.070 -171 R$ 2.056
GO 878 -101 R$ 2.390
PR 648 +24 R$ 2.420
RJ 643 +22 R$ 2.915
BA 495 -53 R$ 2.479
MT 438 -58 R$ 2.392
PA 396 -136 R$ 2.267
CE 329 -37 R$ 2.533
PE 319 +58 R$ 2.250

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

10.064

Desligamentos

11.041

Saldo

-977

Rotatividade

65,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+197) saldo negativo · pior: dez/25 (-767)

Em 12 meses houve 10.064 admissões e 11.041 desligamentos de apontador de mão-de-obra, o que significa que o mercado formal fechou 977 postos de trabalho no período, com rotatividade de 65,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 16,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 70,8% por dispensa sem justa causa, além de 10,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador16,6%
  • Dispensa sem justa causa70,8%
  • Fim de contrato10,3%

Sobre 11.041 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro32%
  • 1 a 4 empregados4,2%
  • 5 a 9 empregados3,7%
  • 10 a 19 empregados5,2%
  • 20 a 49 empregados10,6%
  • 50 a 99 empregados7,6%
  • 100 a 249 empregados13%
  • 250 a 499 empregados10,7%
  • 500 a 999 empregados6%
  • 1.000 ou mais empregados7,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata apontador de mão-de-obra

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 26,2% das admissões 2.635 44h R$ 2.219 R$ 2.394 R$ 2.597 3% 4
Construção de edifícios 4120400 · 17,6% das admissões 1.775 44h R$ 2.047 R$ 2.327 R$ 2.674 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 5% das admissões 505 44.1h R$ 2.110 R$ 2.341 R$ 2.703 3% 1
Obras de terraplenagem 4313400 · 4,9% das admissões 494 44h R$ 2.158 R$ 2.444 R$ 2.597 3% 3
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 4,4% das admissões 447 44h R$ 2.229 R$ 2.505 R$ 2.851 3% 3
Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação 4222701 · 2,7% das admissões 269 44h R$ 2.359 R$ 2.571 R$ 2.844 3%
Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 4213800 · 2,6% das admissões 266 44.1h R$ 2.202 R$ 2.483 R$ 2.790 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 1,6% das admissões 162 44h R$ 1.894 R$ 2.135 R$ 2.455 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como apontador de mão-de-obra

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 16.836 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

17 meses

No setor público

2,9%

Em empresa do Simples

10,6%

Sexo

  • Homem85,2%
  • Mulher14,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente0,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,8%

Sobre os 16.836 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda58,6%
  • Branca32,8%
  • Preta7,4%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto3,1%
  • 5º ano completo2,6%
  • 6º ao 9º ano7,3%
  • Fundamental completo10%
  • Médio incompleto7,8%
  • Médio completo61,8%
  • Superior incompleto2,7%
  • Superior completo4,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto2%
  • 5º ano completo1,3%
  • 6º a 9º ano3,8%
  • Fundamental completo8,3%
  • Médio incompleto7,6%
  • Médio completo69,5%
  • Superior incompleto2,6%
  • Superior completo4,4%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados5%
  • 5 a 9 empregados5%
  • 10 a 19 empregados8,2%
  • 20 a 49 empregados14,8%
  • 50 a 99 empregados10,7%
  • 100 a 249 empregados16%
  • 250 a 499 empregados14,1%
  • 500 a 999 empregados10,4%
  • 1.000 ou mais empregados15,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de apontador de mão-de-obra

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

12,8

CAT no período

172

Idade média no acidente

35 anos

Foram 172 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo apontador de mão-de-obra nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12,8 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 68,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 29,1% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico68,6%
  • Trajeto29,1%
  • Doença2,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo11,6%
  • Joelho7,6%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)7%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,4%
  • Ombro6,4%

Natureza da lesão

  • Fratura25,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)11,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,6%
  • Lesão imediata11%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)9,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta12,2%
  • Veículo rodoviário motorizado11,6%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,3%
  • Veículo, NIC8,1%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 8 4,7% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 6 3,5% 1.225
S61 — Ferimento do punho e da mão 5 2,9% 3.531
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 2,9% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 4 2,3% 24.580
M54.5 — Dor lombar baixa 4 2,3% 9.517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de rodovias e ferrovias) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e, adicionalmente, no caso dos conferentes de carga e descarga, curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. Muitas das atividades dessas ocupações estão sendo realizadas de forma eletrônica, alterando o perfil desses trabalhadores. Há uma tendência de apontadores acumularem outras funções. O desempenho pleno das atividades ocorre, geralmente, após um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4142.

Qual especialização paga mais na família 4142

Todas as ocupações de apontadores e conferentes, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4142-10 Apontador de produção R$ 2.125 R$ 3.152 79.819
4142-05 Apontador de mão-de-obra (esta página) R$ 2.322 R$ 2.918 16.836
4142-15 Conferente de carga e descarga R$ 2.147 R$ 2.531 167.763

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4142-05.

A Apontar produção (8)
  • Registrar hora de início e término do serviço
  • Anotar parte diária de mão-de-obra
  • Anotar horas-homem trabalhadas
  • Anotar horas-máquina trabalhadas
  • Anotar parte diária do equipamento
  • Anotar paralizações
  • Calcular produtividade
  • Analisar produtividade
B Controlar freqüência (9)
  • Recolher cartões de ponto
  • Registrar horas trabalhadas
  • Controlar faltas e atrasos
  • Declarar férias, folgas e afastamentos
  • Controlar freqüência de mão-de-obra
  • Solicitar justificativas de faltas e atrasos
  • Recolher relatórios de horas extras
  • Controlar escala mínima de trabalho
  • Controlar presença de mão-de-obra terceirizada
C Acompanhar atividades de produção (7)
  • Consultar manuais técnicos e de procedimentos
  • Checar ordens de serviço
  • Priorizar ordens de serviço
  • Estabelecer tempo padrão de serviço
  • Identificar produção e carga
  • Calcular eficiência da produção
  • Avaliar eficiência da produção
E Verificar documentação (5)
  • Verificar cartões de ponto
  • Verificar aprovação do orçamento
  • Organizar documentação
  • Encaminhar documentação
  • Arquivar documentação
F Liderar equipes (10)
  • Programar horas extras
  • Definir tarefas
  • Realizar análise preventiva de tarefas
  • Distribuir tarefas à equipe
  • Definir mão-de-obra para serviço
  • Fiscalizar uso de equipamentos de proteção individual
  • Definir horários de refeições
  • Solicitar refeições
  • Acompanhar desempenho da equipe
  • Registrar vagas existentes
G Documentar atividades (12)
  • Elaborar gráficos de presença
  • Preencher ficha de apontamento
  • Emitir cópias de instrução de fabricação
  • Requisitar peças ao estoque
  • Requisitar material
  • Preencher relatórios
  • Elaborar relatórios
  • Preencher impressos
  • Preencher formulários
  • Preencher guias
  • Preencher boletins
  • Redigir memorandos
H Comunicar-se (8)
  • Orientar equipes
  • Participar do diálogo diário de segurança (dds)
  • Esclarecer dúvidas
  • Encaminhar documentos ao superior
  • Repassar informações ao superior
  • Repassar instruções à equipe
  • Relatar ocorrências
  • Relatar acidentes de trabalho
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • Demonstrar organização
  • Demonstrar exatidão
  • Demonstrar precisão
  • Demonstrar honestidade
  • Atualizar-se
  • Usar equipamentos de proteção individual
  • Operar recursos de informática
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar atenção
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar criatividade
  • Trabalhar em equipe
  • Contornar situações adversas
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar agilidade
  • Demonstrar facilidade de comunicação

Sinônimos oficiais (6)

Anotador de mão-de-obraAnotador de pessoalApontador de obrasApontador de pessoalApropriador de mão-de-obraControlador de mão-de-obra

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4142-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um apontador de mão-de-obra?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.322 por mês, considerando as 9.870 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.748 (10% menores) a R$ 3.033 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.918 (RAIS 2024), 25.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando apontador de mão-de-obra?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 10.064 admissões contra 11.041 desligamentos, saldo de -977 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata apontador de mão-de-obra?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 26,2% das admissões e mediana de R$ 2.394. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de apontador de mão-de-obra?

4142-05 (família 4142 — Apontadores e conferentes). A CBO reconhece também os títulos: Anotador de mão-de-obra, Anotador de pessoal, Apontador de obras, Apontador de pessoal, Apropriador de mão-de-obra, Controlador de mão-de-obra — todos usam o mesmo código 4142-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser apontador de mão-de-obra?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4142: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e, adicionalmente, no caso dos conferentes de carga e descarga, curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. Muitas das atividades dessas ocupações estão sendo realizadas de forma eletrônica, alterando o perfil desses trabalhadores. Há uma tendência de apontadores acumularem outras funções. O desempenho pleno das atividades ocorre, geralmente, após um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de apontador de mão-de-obra?

A taxa é de 12,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (11,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4142-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4142-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4142-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4142:

  • Consórcio Constran/queiroz Galvão/oas
  • Consórcio Vp 5 (Odebretch)
  • Construtora Andrade Gutierrez S.A.
  • Construtora e Comércio Camargo Correa S.A.
  • Construtora Queiroz Galvão
  • Fenccovib - fed. Nac. Conferentes e Consertadores
  • Francecar Comércio de Veículos Ltda. (Citroën)
  • Laboratórios Wyeth Whitehall Ltda.
  • Nadir Figueiredo Indústria e Comércio S.A.
  • Paulivel Veículos Ltda.
  • Saint-gobin Embalagens
  • Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga do Porto Santos
  • Vidraria Anchieta Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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