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CBO 2002 Família 4142 R$ 2.125 na admissão -3.729 postos em 12 meses 93 atividades

CBO 4142-10 — Apontador de produção

O código 4142-10 identifica a ocupação apontador de produção na CBO 2002, dentro da família 4142 — Apontadores e conferentes. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um apontador de produção

Apontam a produção e controlam a frequência de mão-de-obra. Acompanham atividades de produção, conferem cargas e verificam documentação. Preenchem relatórios, guias, boletins, plano de carga e recibos. Controlam movimentação de carga e descarga nos portos, terminais portuários e embarcações. Podem liderar equipes de trabalho.

Descrição oficial da família 4142 — Apontadores e conferentes, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam principalmente na construção civil, em serviços de transportes e portuários como empregados assalariados, exceto os conferentes de carga e descarga que trabalham como autônomos. Organizam-se de forma individual ou em equipe, sob supervisão constante. Trabalham em rodízio de turnos, em locais fechados ou abertos. No exercício de algumas atividades estão sujeitos ao trabalho em áreas confinadas, subterrâneas, em áreas de cargas suspensas e em grandes alturas. Podem permanecer longos períodos em posições desconfortáveis. Frequentemente, são expostos a ruídos, material tóxico, altas temperaturas, tráfego intenso e intempéries.

Recursos de trabalho

Calculadora; Coletor de dados; Documentação de consulta (plantas e projetos); EPI, epc; Leitores óticos; Material de consumo; Rádio de comunicação; Recursos de informática; Relógios, cronômetros; Trena, paquímetro, balança.

Quanto ganha um apontador de produção

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.66810% ganham atéR$ 2.125medianaR$ 3.36010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.152

Entrada × quem já está

R$ 2.125 ao ser admitido · R$ 3.152 para quem tem vínculo ativo +48,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de apontador de produção foi de R$ 2.125 — metade das 27.605 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.668 e os 10% de maior, acima de R$ 3.360.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.152, ou seja, 48,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 41 meses.

Considerando a jornada média de 41.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.125
Por ano (12 salários)R$ 25.500
Por semanaR$ 489
Por hora (41.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.18168,9%
  • Mulheres — R$ 2.10031,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.39171,6%
  • Mulheres — R$ 2.74928,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.865
  • Nordeste1.780
  • Sudeste2.193
  • Sul2.195
  • Centro-Oeste2.276

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 8.588 -1.837 R$ 2.234
MG 5.189 +326 R$ 2.146
SC 3.993 -453 R$ 2.193
RS 2.085 -243 R$ 2.075
PR 2.041 -721 R$ 2.284
BA 1.290 -125 R$ 2.061
RJ 1.248 +197 R$ 1.877
AM 1.205 +206 R$ 1.859
GO 1.041 -269 R$ 2.280
CE 904 +55 R$ 1.662

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

31.684

Desligamentos

35.413

Saldo

-3.729

Rotatividade

44,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+1.822) saldo negativo · pior: dez/25 (-2.118)

Em 12 meses houve 31.684 admissões e 35.413 desligamentos de apontador de produção, o que significa que o mercado formal fechou 3.729 postos de trabalho no período, com rotatividade de 44,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,6% por dispensa sem justa causa, além de 22,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador28,5%
  • Dispensa sem justa causa45,6%
  • Fim de contrato22,5%

Sobre 35.413 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial1,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Pessoa com deficiência0,5%
  • Jovem aprendiz12,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro10,2%
  • 1 a 4 empregados3,7%
  • 5 a 9 empregados4,9%
  • 10 a 19 empregados7,7%
  • 20 a 49 empregados12,9%
  • 50 a 99 empregados10,4%
  • 100 a 249 empregados15,8%
  • 250 a 499 empregados10,6%
  • 500 a 999 empregados12,2%
  • 1.000 ou mais empregados11,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata apontador de produção

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 10,5% das admissões 3.315 44h R$ 1.922 R$ 2.156 R$ 2.367 3% 1
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 2,8% das admissões 874 44h R$ 2.185 R$ 2.401 R$ 2.586 3% 4
Fabricação de aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de comunicação, peças e acessórios 2632900 · 2,2% das admissões 707 44h R$ 2.140 R$ 2.180 R$ 2.235 3% 3
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 2,1% das admissões 681 44.1h R$ 1.841 R$ 2.040 R$ 2.380 3% 2
Processamento industrial do fumo 1210700 · 1,8% das admissões 579 43.7h R$ 1.963 R$ 2.076 R$ 2.274 3% 3
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 1,8% das admissões 562 43.5h R$ 1.956 R$ 2.096 R$ 2.434 3% 3
Seleção e agenciamento de mão de obra 7810800 · 1,6% das admissões 509 43.6h R$ 1.826 R$ 1.854 R$ 1.882 3% 1
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 1,6% das admissões 503 43.9h R$ 1.768 R$ 2.204 R$ 2.398 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como apontador de produção

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 79.819 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

41 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

20,1%

Sexo

  • Homem71,4%
  • Mulher28,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 79.819 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca48,7%
  • Parda42,5%
  • Preta7,8%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,6%
  • 5º ano completo1,5%
  • 6º ao 9º ano4,6%
  • Fundamental completo7,7%
  • Médio incompleto8,1%
  • Médio completo66%
  • Superior incompleto3,9%
  • Superior completo6,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto0,9%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º a 9º ano3,7%
  • Fundamental completo5,4%
  • Médio incompleto12,4%
  • Médio completo68,2%
  • Superior incompleto3,6%
  • Superior completo4,4%
  • Pós-graduação0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,4%
  • 5 a 9 empregados4,9%
  • 10 a 19 empregados8,6%
  • 20 a 49 empregados14,1%
  • 50 a 99 empregados12,2%
  • 100 a 249 empregados15,2%
  • 250 a 499 empregados12,6%
  • 500 a 999 empregados10,8%
  • 1.000 ou mais empregados18,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de apontador de produção

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,5

CAT no período

1.383

Óbitos comunicados

7

Idade média no acidente

34 anos

Foram 1.383 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo apontador de produção nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 23,5% de trajeto (no deslocamento) e 1,2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 7 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico75,3%
  • Trajeto23,5%
  • Doença1,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo23,1%
  • Pé (exceto artelhos)9,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)8,3%
  • Partes múltiplas5,8%
  • Braço (entre o punho e o ombro)4,6%

Natureza da lesão

  • Fratura19,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)17,4%
  • Lesão imediata14,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)13,2%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)8,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta10,2%
  • Metal - inclui liga6,6%
  • Máquina, NIC6,5%
  • Veículo, NIC4,8%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 64 4,6% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 58 4,2% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 38 2,7% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 35 2,5% 5.476
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 28 2% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 24 1,7% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e, adicionalmente, no caso dos conferentes de carga e descarga, curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. Muitas das atividades dessas ocupações estão sendo realizadas de forma eletrônica, alterando o perfil desses trabalhadores. Há uma tendência de apontadores acumularem outras funções. O desempenho pleno das atividades ocorre, geralmente, após um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4142.

Qual especialização paga mais na família 4142

Todas as ocupações de apontadores e conferentes, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4142-10 Apontador de produção (esta página) R$ 2.125 R$ 3.152 79.819
4142-05 Apontador de mão-de-obra R$ 2.322 R$ 2.918 16.836
4142-15 Conferente de carga e descarga R$ 2.147 R$ 2.531 167.763

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4142-10.

A Apontar produção (13)
  • Registrar hora de início e término do serviço
  • Anotar horas-homem trabalhadas
  • Anotar horas-máquina trabalhadas
  • Anotar parte diária do equipamento
  • Anotar paralizações
  • Fiscalizar entrada de material
  • Cubar cargas e espaços destinados à carga
  • Registrar tempo de carga e descarga
  • Controlar transporte de carga
  • Separar produção
  • Contar unidades produzidas
  • Calcular produtividade
  • Analisar produtividade
B Controlar freqüência (1)
  • Controlar freqüência de mão-de-obra
C Acompanhar atividades de produção (15)
  • Consultar manuais técnicos e de procedimentos
  • Checar ordens de serviço
  • Priorizar ordens de serviço
  • Determinar necessidade de equipamentos
  • Estimar quantidade de material
  • Orçar peças e serviços
  • Acompanhar uso de equipamentos de terceiros
  • Acompanhar pesagem
  • Separar produção por equipamento
  • Separar produção por espaço
  • Identificar produção e carga
  • Determinar local de descarga
  • Requerer envio de carga
  • Calcular eficiência da produção
  • Avaliar eficiência da produção
D Conferir cargas (12)
  • Conferir tipo de carga
  • Conferir peso da carga
  • Conferir número de lote da carga
  • Conferir marca e contramarca da carga
  • Conferir procedência e destino
  • Realizar inspeção visual da carga
  • Contar volumes de carga
  • Indicar localização da carga
  • Destinar cargas
  • Inspecionar lacres
  • Constatar faltas e acréscimos
  • Assistir pesagem
E Verificar documentação (6)
  • Verificar nota fiscal de entrada e saída
  • Verificar adequação do produto à ficha técnica
  • Verificar metas de produção
  • Organizar documentação
  • Encaminhar documentação
  • Arquivar documentação
F Liderar equipes (11)
  • Programar horas extras
  • Definir tarefas
  • Realizar análise preventiva de tarefas
  • Distribuir tarefas à equipe
  • Definir mão-de-obra para serviço
  • Fiscalizar uso de equipamentos de proteção individual
  • Distribuir máquinas e equipamentos
  • Definir horários de refeições
  • Solicitar refeições
  • Acompanhar desempenho da equipe
  • Registrar vagas existentes
G Documentar atividades (11)
  • Preencher ficha de apontamento
  • Emitir cópias de instrução de fabricação
  • Requisitar material
  • Preencher relatórios
  • Elaborar relatórios
  • Preencher impressos
  • Preencher formulários
  • Preencher guias
  • Preencher boletins
  • Redigir memorandos
  • Preencher ficha de liberação do lote
H Comunicar-se (8)
  • Orientar equipes
  • Participar do diálogo diário de segurança (dds)
  • Esclarecer dúvidas
  • Encaminhar documentos ao superior
  • Repassar informações ao superior
  • Repassar instruções à equipe
  • Relatar ocorrências
  • Relatar acidentes de trabalho
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • Demonstrar organização
  • Demonstrar exatidão
  • Demonstrar precisão
  • Demonstrar honestidade
  • Atualizar-se
  • Usar equipamentos de proteção individual
  • Operar recursos de informática
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar atenção
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar criatividade
  • Trabalhar em equipe
  • Contornar situações adversas
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar agilidade
  • Demonstrar facilidade de comunicação

Sinônimos oficiais (8)

Anotador de processo de produçãoAnotador de produçãoApontador de campoApontador industrialConferente de controle de produçãoControlador de produçãoControlador de serviços de produçãoEncarregado de seção de controle de produção

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4142-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um apontador de produção?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.125 por mês, considerando as 27.605 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.668 (10% menores) a R$ 3.360 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.152 (RAIS 2024), 48.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando apontador de produção?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 31.684 admissões contra 35.413 desligamentos, saldo de -3.729 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata apontador de produção?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 10,5% das admissões e mediana de R$ 2.156. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de apontador de produção?

4142-10 (família 4142 — Apontadores e conferentes). A CBO reconhece também os títulos: Anotador de processo de produção, Anotador de produção, Apontador de campo, Apontador industrial, Conferente de controle de produção, Controlador de produção, Controlador de serviços de produção, Encarregado de seção de controle de produção — todos usam o mesmo código 4142-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser apontador de produção?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4142: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e, adicionalmente, no caso dos conferentes de carga e descarga, curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. Muitas das atividades dessas ocupações estão sendo realizadas de forma eletrônica, alterando o perfil desses trabalhadores. Há uma tendência de apontadores acumularem outras funções. O desempenho pleno das atividades ocorre, geralmente, após um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de apontador de produção?

A taxa é de 21,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (23,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4142-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4142-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4142-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4142:

  • Consórcio Constran/queiroz Galvão/oas
  • Consórcio Vp 5 (Odebretch)
  • Construtora Andrade Gutierrez S.A.
  • Construtora e Comércio Camargo Correa S.A.
  • Construtora Queiroz Galvão
  • Fenccovib - fed. Nac. Conferentes e Consertadores
  • Francecar Comércio de Veículos Ltda. (Citroën)
  • Laboratórios Wyeth Whitehall Ltda.
  • Nadir Figueiredo Indústria e Comércio S.A.
  • Paulivel Veículos Ltda.
  • Saint-gobin Embalagens
  • Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga do Porto Santos
  • Vidraria Anchieta Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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