CBO 3241-25 — Tecnólogo oftálmico
O código 3241-25 identifica a ocupação tecnólogo oftálmico na CBO 2002, dentro da família 3241 — Tecnólogos e técnicos em métodos de diagnósticos e terapêutica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um tecnólogo oftálmico
Preparam materiais e equipamentos para exames e radioterapia; operam aparelhos médicos e odontológicos para produzir imagens e gráficos funcionais como recurso auxiliar ao diagnóstico e terapia. Preparam pacientes e realizam exames e radioterapia; prestam atendimento aos pacientes fora da sala de exame, realizando as atividades segundo boas práticas, normas e procedimento de biossegurança e código de conduta. Mobilizam capacidades de comunicação para registro de informações e troca de informações com a equipe e com os pacientes. Podem supervisionar uma equipe de trabalho.
Descrição oficial da família 3241 — Tecnólogos e técnicos em métodos de diagnósticos e terapêutica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam em clínicas médicas e odontológicas, ambulatórios, hospitais e laboratórios especializados. São empregados assalariados, com carteira assinada e trabalham em equipe supervisionada por médicos, permanentemente. Trabalham em rodízio de turnos, em ambientes fechados e sujeitos à radiação e material tóxico.
Recursos de trabalho
Aparelho de ergometria; Aparelho de holter; Aparelhos de raios x, fixos e portáteis; Conjunto de filmes e chassis; Eletrocardiógrafo (3 e 12 canais) fixo e portátil; Eletrodos; Eletroencefalógrafos digitais e analógicos; Equipamentos de proteção individual (epi); Pasta condutiva; Produtos químicos.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma regulamentadora: Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 1985 - regula o exercício da profissão de técnico em radiologia e dá outras providências Decreto nº 92.790, de 17 de junho de 1986 -regulamenta a Lei nº 7.394/85
Quanto ganha um tecnólogo oftálmico
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.355
Entrada × quem já está
R$ 1.847 ao ser admitido · R$ 2.355 para quem tem vínculo ativo +27,5%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de tecnólogo oftálmico foi de R$ 1.847 — metade das 224 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.615 e os 10% de maior, acima de R$ 2.758.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.355, ou seja, 27,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.
Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.847 |
| Por ano (12 salários) | R$ 22.164 |
| Por semana | R$ 425 |
| Por hora (43.3h/sem) | R$ 10,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| BA | 63 | +11 | — | R$ 1.814 | — |
| SP | 53 | -11 | — | R$ 2.267 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
232
Desligamentos
256
Saldo
-24
Rotatividade
34,6%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 232 admissões e 256 desligamentos de tecnólogo oftálmico, o que significa que o mercado formal fechou 24 postos de trabalho no período, com rotatividade de 34,6% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 52% foram a pedido do próprio trabalhador e 37,1% por dispensa sem justa causa, além de 6,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 256 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata tecnólogo oftálmico
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como tecnólogo oftálmico
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 740 vínculos
Idade mediana
32 anos
Tempo de casa
32 meses
No setor público
2,7%
Em empresa do Simples
9,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada41,8h/sem
- Pessoas com deficiência1,5%
- Jornada parcial1,5%
- Contrato intermitente3,2%
- Em entidade sem fins lucrativos15,9%
Sobre os 740 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais
Informalidade no setor
9,6%
Média nacional
37,5%
Conta própria
6,3%
Rendimento formal × informal
R$ 5.009 × R$ 4.613
No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer formação técnica de nível médio em operação de equipamentos médicos e odontológicos, oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre após experiência comprovada de um a dois anos na área. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3241.
Qual especialização paga mais na família 3241
Todas as ocupações de tecnólogos e técnicos em métodos de diagnósticos e terapêutica, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3241-40 | Dosimetrista clínico | — | R$ 6.825 | 48 |
| 3241-15 | Técnico em radiologia e imagenologia | R$ 2.671 | R$ 4.193 | 70.434 |
| 3241-20 | Tecnólogo em radiologia | R$ 2.800 | R$ 4.179 | 2.974 |
| 3241-35 | Técnico em polissonografia | R$ 1.908 | R$ 3.109 | 353 |
| 3241-05 | Técnico em métodos eletrográficos em encefalografia | R$ 1.847 | R$ 2.527 | 1.121 |
| 3241-30 | Técnico em espirometria | R$ 1.960 | R$ 2.419 | 114 |
| 3241-10 | Técnico em métodos gráficos em cardiologia | R$ 1.915 | R$ 2.414 | 778 |
| 3241-25 | Tecnólogo oftálmico (esta página) | R$ 1.847 | R$ 2.355 | 740 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3241-25.
A Realizar exames de diagnóstico e/ou de simulação, planejamento e/ou de tratamento (18)
- •Solicitar presença de outros profissionais envolvidos no exame e/ou simulação, no planejamento e/ou no tratamento
- •Ajustar equipamento e acessórios ao paciente e ao tipo de exame e/ou ao tratamento
- •Adequar posicão do paciente ao exame e/ou tratamento
- •Imobilizar paciente
- •Administrar contrastes e/ou medicamentos sob supervisão médica
- •Acompanhar reações comportamentais do paciente
- •Acompanhar reações do paciente a contrastes e/ou medicamentos
- •Medir funções do aparato visual
- •Coletar material da superfície ocular
- •Avaliar motilidade extrínseca ocular
- •Acompanhar registro do traçado (gráfico) do exame
- •Acompanhar registro de imagem do exame
- •Submeter exame à apreciação médica
- •Complementar exame
- •Monitorar paciente através de equipamento
- •Delimitar área de aquisição de imagem
- •Verificar área anatômica demarcada para exame e/ou tratamento no paciente
- •Remover paciente do equipamento
C Processar imagens e/ou gráficos (8)
- •Manipular imagens digitais
- •Editar imagens
- •Elaborar dispositivos gráficos
- •Analisar registros gráficos
- •Analisar qualidade técnica dos exames
- •Documentar exames
- •Disponibilizar resultados de exames
- •Analisar rejeitos de imagens processadas
D Planejar atendimento (11)
- •Receber pedido de exames e ou prontuário do paciente
- •Planejar agendamento de pacientes
- •Adaptar agenda para atendimento de pacientes prioritários
- •Ordenar sequência de exames
- •Aplicar procedimentos administrativos
- •Distribuir tarefas
- •Selecionar material para exame
- •Organizar equipe de trabalho
- •Adequar protocolos técnicos ao exame
- •Manusear meios de constraste
- •Gerenciar recursos humanos, financeiros e/ou materiais
E Organizar área de trabalho, equipamentos e acessórios (16)
- •Verificar condições técnicas de equipamentos e acessórios
- •Inicializar equipamentos
- •Calibrar equipamentos
- •Ajustar equipamentos
- •Instalar equipamentos
- •Operar equipamentos
- •Aferir equipamentos
- •Deslocar equipamento portátil
- •Programar manutenção preventiva de equipamentos
- •Verificar disponibilidade de material para exame
- •Inicializar sistemas de aquisição, processamento, distribuição e armazenamento de imagens
- •Eliminar interferência de outros aparelhos
- •Isolar área de trabalho para exame
- •Realizar manutenção preventiva e corretiva de equipamentos oftalmológicos
- •Preparar mesa cirúrgica e/ou mesa de tratamento de radioterapia
- •Instrumentar cirurgia oftalmológica
F Preparar paciente para exame de diagnóstico (7)
- •Entrevistar paciente
- •Verificar condições físicas, psicológicas e preparo do paciente
- •Providenciar preparos adicionais do paciente
- •Colocar dispositivos de proteção no paciente
- •Retirar próteses móveis e adornos do paciente
- •Higienizar o paciente
- •Colocar eletrodos e/ou sensores, acessórios no paciente
G Trabalhar com biossegurança (10)
- •Providenciar limpeza e assepsia da sala e/ou equipamentos
- •Realizar antissepsia
- •Paramentar-se
- •Usar equipamento de proteção individual
- •Oferecer recursos de proteção a outros profissionais e acompanhantes presentes
- •Substituir medicamentos e materiais com validade vencida
- •Acondicionar materiais perfurocortantes para descarte
- •Submeter-se a exames periódicos
- •Determinar a remoção de pessoas não envolvidas no exame
- •Monitorar contaminação de área de trabalho
H Orientar paciente (10)
- •Instruir paciente sobre preparação para o exame e tratamento
- •Orientar paciente e/ou acompanhante e auxiliares sobre os procedimentos durante o exame
- •Orientar paciente sobre cuidados após o exame
- •Orientar paciente sobre os procedimentos pré e pós cirurgias oculares
- •Treinar paciente no manuseio de recursos ópticos e não ópticos
- •Orientar paciente na conservação de lentes de contato
- •Explicar procedimentos e rotinas
- •Demonstrar procedimentos e técnicas
- •Verificar compreensão da orientação
- •Esclarecer dúvidas
Y Comunicar-se (19)
- •Confirmar identidade do paciente
- •Obter informações do paciente
- •Descrever condições e reações do paciente durante o exame
- •Registrar exames realizados
- •Identificar exames
- •Elaborar relatórios
- •Registrar dados
- •Discutir casos com equipe de trabalho
- •Solicitar manutenção dos equipamentos
- •Solicitar reposição de material
- •Capacitar equipe técnica
- •Supervisionar equipe técnica
- •Prestar consultoria
- •Interagir com entidades e outros profissionais
- •Desenvolver novas tecnologias
- •Realizar pesquisas
- •Desenvolver programas de promoção e prevenção da saúde ocular
- •Implementar ações para promoção e prevenção da saúde ocular
- •Ministrar palestras, cursos e aulas
Z Demonstrar competências pessoais (16)
- •Demonstrar organização
- •Demonstrar atenção focada
- •Demonstrar capacidade de adaptação
- •Demonstrar capacidade de liderança
- •Trabalhar em equipe
- •Trabalhar sob pressão
- •Demonstrar capacidade de raciocínio analítico
- •Demonstrar empatia
- •Demonstrar habilidade motora fina
- •Demonstrar pró-atividade
- •Transmitir segurança
- •Demonstrar capacidade de negociação
- •Demonstrar capacidade de comunicação
- •Demonstrar capacidade de manter sigilo
- •Demonstrar capacidade de precisão
- •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
Sinônimos oficiais (1)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3241-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um tecnólogo oftálmico?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.847 por mês, considerando as 224 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.615 (10% menores) a R$ 2.758 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.355 (RAIS 2024), 27.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando tecnólogo oftálmico?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 232 admissões contra 256 desligamentos, saldo de -24 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata tecnólogo oftálmico?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências (CNAE 8610101), com 28% das admissões e mediana de R$ 1.891. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de tecnólogo oftálmico?
3241-25 (família 3241 — Tecnólogos e técnicos em métodos de diagnósticos e terapêutica). A CBO reconhece também os títulos: Tecnólogo em oftalmologia — todos usam o mesmo código 3241-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser tecnólogo oftálmico?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3241: O exercício dessas ocupações requer formação técnica de nível médio em operação de equipamentos médicos e odontológicos, oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre após experiência comprovada de um a dois anos na área. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3241-25?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3241-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3241-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8610101), o RAT é 2%.
A profissão de tecnólogo oftálmico é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 3241 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 1985 - regula o exercício da profissão de técnico em radiologia e dá outras providências Decreto nº 92.790, de 17 de junho de 1986 -regulamenta a Lei nº 7.394/85
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3241:
- •Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais
- •Clínica Carlos Bacelar
- •Clínica de Ortopedia de Campinas
- •Conselho Regional de Técnicos em Radiologia-MG
- •Fundação das Pioneiras Sociais (Sarah Kubistcheck)
- •Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Hc-fmusp)
- •Hospital e Maternidade São Cristóvão
- •Hospital Geral V. Penteado
- •Universidade Federal Fluminense (Uff)
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO
- •Imagenologia ou diagnóstico por imagem: conjunto de métodos que usa a imagem como meio de diagnóstico (rádiodiagnóstico, medicina nuclear, ultrassonografia, tomo- grafia computadorizada, ressonância magnética, etc.).