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CBO 2002 Família 3134 R$ 4.325 na admissão -43 postos em 12 meses 47 atividades

CBO 3134-10 — Técnico em instrumentação

O código 3134-10 identifica a ocupação técnico em instrumentação na CBO 2002, dentro da família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um técnico em instrumentação

Analisam tecnicamente a aquisição de produtos e serviços de medição e de controle. Gerenciam documentação técnica e sistemas de confiabilidade; podem coordenar equipes de trabalho; fazem medição. Calibram padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e de controle. Executam, avaliam e realizam manutenção preventiva e ou corretiva de equipamentos e instrumentos de medição e de controle. Desenvolvem, testam, calibram, operam e reparam instrumentos, aparelhos e equipamentos de medição e controles elétricos, mecânicos, eletromecânicos, eletrohidráulicos e eletrônicos.

Descrição oficial da família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias automobilísticas, de alimentos, celulose e papel, siderurgia, química, refino e transporte de petróleo, farmacêutica, têxtil, geração de energia e saneamento básico, petroquímica, fertilizantes, cimento, borracha e vidro. São empregados assalariados, com carteira assinada que se organizam em equipes, sob supervisão ocasional. Trabalham em ambiente fechado, em grandes alturas e, algumas atividades exercidas podem estar sujeitas à exposição de material tóxico. CONSULTE 3132 - Técnicos em eletrônica.

Recursos de trabalho

Calibrador múltiplo; Células de carga; Chaves allen; Chaves de fenda; Máquinas para medição linear; Máquinas para medição tridimensional; Microcomputador; Micrômetro; Multímetro; Paquímetro.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um técnico em instrumentação

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.49310% ganham atéR$ 4.325medianaR$ 6.76310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.652

Entrada × quem já está

R$ 4.325 ao ser admitido · R$ 7.652 para quem tem vínculo ativo +76,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em instrumentação foi de R$ 4.325 — metade das 3.485 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.493 e os 10% de maior, acima de R$ 6.763.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.652, ou seja, 76,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.

Considerando a jornada média de 42.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 22,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.325
Por ano (12 salários)R$ 51.900
Por semanaR$ 995
Por hora (42.5h/sem)R$ 22,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.33696%
  • Mulheres — R$ 3.9134%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 7.74494,8%
  • Mulheres — R$ 5.7005,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.150
  • Nordeste4.616
  • Sudeste4.280
  • Sul4.064
  • Centro-Oeste4.675

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.075 -50 R$ 4.217
RJ 493 +58 R$ 4.378
BA 421 -7 R$ 4.983
MG 306 -49 R$ 4.488
RS 252 -39 R$ 3.575
CE 250 +2 R$ 4.629
ES 227 +31 R$ 4.100
PR 161 +9 R$ 5.280
PE 105 +17 R$ 4.310
GO 83 +3 R$ 4.100

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.736

Desligamentos

3.779

Saldo

-43

Rotatividade

37,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+74) saldo negativo · pior: dez/25 (-253)

Em 12 meses houve 3.736 admissões e 3.779 desligamentos de técnico em instrumentação, o que significa que o mercado formal fechou 43 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 24,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,7% por dispensa sem justa causa, além de 20,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador24,9%
  • Dispensa sem justa causa52,7%
  • Fim de contrato20,5%

Sobre 3.779 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente4,3%
  • Pessoa com deficiência0,6%
  • Jovem aprendiz2,9%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,5%
  • 1 a 4 empregados4%
  • 5 a 9 empregados4,7%
  • 10 a 19 empregados8%
  • 20 a 49 empregados8,6%
  • 50 a 99 empregados9,8%
  • 100 a 249 empregados11,9%
  • 250 a 499 empregados12,2%
  • 500 a 999 empregados10,5%
  • 1.000 ou mais empregados22,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em instrumentação

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 14,3% das admissões 535 44.1h R$ 3.583 R$ 4.536 R$ 4.695 3% 3
Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle 3312102 · 8,2% das admissões 306 43.5h R$ 3.606 R$ 4.077 R$ 4.471 2% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 7,9% das admissões 294 43.6h R$ 3.439 R$ 4.242 R$ 5.211 3% 1
Obras de montagem industrial 4292802 · 6,5% das admissões 241 43.9h R$ 4.233 R$ 6.010 R$ 7.300 3% 4
Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 3,9% das admissões 147 44h R$ 1.760 R$ 2.050 R$ 3.895 3% 3
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 3,2% das admissões 119 44h R$ 3.190 R$ 4.367 R$ 5.047 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 2,6% das admissões 99 44.1h R$ 3.863 R$ 6.429 R$ 6.494 3% 3
Administração de obras 4399101 · 2,5% das admissões 94 43.9h R$ 5.225 R$ 5.991 R$ 6.455 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em instrumentação

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.991 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

35 meses

No setor público

1,2%

Em empresa do Simples

6,3%

Sexo

  • Homem94,8%
  • Mulher5,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente2,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 9.991 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda45,3%
  • Branca44,7%
  • Preta9%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,5%
  • Fundamental completo2,9%
  • Médio incompleto1,2%
  • Médio completo71,7%
  • Superior incompleto5,1%
  • Superior completo17,8%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,9%
  • Fundamental completo2,7%
  • Médio incompleto1,4%
  • Médio completo81,8%
  • Superior incompleto4,1%
  • Superior completo8%
  • Pós-graduação0,8%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,7%
  • 5 a 9 empregados1,7%
  • 10 a 19 empregados3,1%
  • 20 a 49 empregados5,1%
  • 50 a 99 empregados6,5%
  • 100 a 249 empregados12,6%
  • 250 a 499 empregados13%
  • 500 a 999 empregados14,2%
  • 1.000 ou mais empregados42,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico em instrumentação

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13,3

CAT no período

107

Idade média no acidente

38 anos

Foram 107 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em instrumentação nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 63,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 33,6% de trajeto (no deslocamento) e 2,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Doença2,8%
  • Típico63,6%
  • Trajeto33,6%

Parte do corpo atingida

  • Dedo21,5%
  • Partes múltiplas10,3%
  • Aparelho digestivo7,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,5%
  • Joelho5,6%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)20,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14%
  • Lesão imediata11,2%
  • Fratura11,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta11,2%
  • Veículo rodoviário motorizado7,5%
  • Metal - inclui liga6,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas5,6%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
A09 — Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível 7 6,5% 1
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 7 6,5% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 4 3,7% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 2,8% 24.580
S01.5 — Ferimento do lábio e da cavidade oral 3 2,8% 69
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 2 1,9% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Instalação e manutenção elétrica) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso ao trabalho dessas ocupações ocorre por meio de curso técnico de nível médio nas áreas de instrumentação e calibração. Os técnicos de instrumentação e calibração executam tarefas semelhantes. Ambos atuam no processo (instrumentação) e em laboratórios executando calibrações. Em empresas prestadoras de serviços, os técnicos em instrumentação acompanham o processo produtivo e encaminham os serviços de calibração para serem executados pelos técnicos em calibração no laboratório. A atuação desses trabalhadores como titulares na área ocorre depois de um a dois anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 3134.

Qual especialização paga mais na família 3134

Todas as ocupações de técnicos em calibração e instrumentação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3134-10 Técnico em instrumentação (esta página) R$ 4.325 R$ 7.652 9.991
3134-05 Técnico em calibração R$ 2.521 R$ 3.986 1.141
3134-15 Encarregado de manutenção de instrumentos de controle, medição e similares R$ 3.700 R$ 3.914 6.753

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3134-10.

A Contribuir no desenvolvimento de projetos de sistemas de medição e controle (5)
  • Identificar as variáveis envolvidas no processo
  • Determinar posições de medição e controle de processo
  • Especificar instrumentos de sistemas de medição e controle
  • Propor sistema de medição e controle
  • Avaliar o desempenho de sistemas de medição e controle
B Analisar tecnicamente a aquisição de produtos e serviços de medição e controle (4)
  • Estabelecer os objetivos da análise
  • Indicar fornecedores pontenciais de produtos e serviços de medição e controle
  • Testar as características técnicas de produtos e serviços dos diversos fornecedores
  • Emitir parecer técnico sobre produtos e serviços de medição e controle
C Gerenciar documentação (7)
  • Elaborar procedimentos, instruções técnicas e gerenciais
  • Atualizar procedimentos, instruções técnicas e gerenciais
  • Analisar criticamente procedimentos técnicos e gerenciais
  • Cadastrar instrumentos de medição e controle
  • Elaborar fichas e formulários de registros
  • Emitir laudos e certificados da calibração de equipamentos e instrumentos de medição e controle
  • Arquivar documentação técnica e gerencial
D Gerenciar sistema de confiabilidade (5)
  • Elaborar sistema de codificação
  • Estabelecer freqüência de calibração
  • Controlar prazos para calibração
  • Validar resultados da calibração
  • Participar de auditorias internas e externas
F Determinar valores de grandezas (medir) (5)
  • Ler e interpretar desenho técnico
  • Selecionar métodos e princípios de medição
  • Operar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
  • Realizar ensaios físico-mecânicos
  • Conservar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
G Calibrar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle (7)
  • Identificar especificações téc. De padrões, equip., Sistemas e instrumentos de medição e controle
  • Monitorar as condições ambientais para a calibração
  • Inspecionar visualmente padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
  • Determinar o procedimento de calibração
  • Calcular os resultados das medições
  • Interpretar os resultados das medições
  • Ajustar equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
H Realizar manutenção de instrumentos de medição e controle (7)
  • Retirar instrumentos de medição e controle
  • Indentificar disfunções em instrumentos de medição e controle
  • Relacionar custos e benefícios da manutenção
  • Reparar componentes danificados de instrumentos de medição e controle
  • Substituir componentes danificados de instrumentos de medição e controle
  • Instalar instrumentos de medição e controle
  • Planejar manutenção preventiva, preditiva e corretiva
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Atualizar-se profissionalmente
  • Atuar em equipe
  • Agir com ética
  • Ler bibliografia técnica em língua estrangeira
  • Demonstrar visão sistêmica
  • Agir com higiene e segurança
  • Preservar o meio ambiente

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em instrumentação?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.325 por mês, considerando as 3.485 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.493 (10% menores) a R$ 6.763 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.652 (RAIS 2024), 76.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em instrumentação?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.736 admissões contra 3.779 desligamentos, saldo de -43 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em instrumentação?

A atividade econômica que mais contratou foi Instalação e manutenção elétrica (CNAE 4321500), com 14,3% das admissões e mediana de R$ 4.536. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em instrumentação?

3134-10 (família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em instrumentação?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3134: O acesso ao trabalho dessas ocupações ocorre por meio de curso técnico de nível médio nas áreas de instrumentação e calibração. Os técnicos de instrumentação e calibração executam tarefas semelhantes. Ambos atuam no processo (instrumentação) e em laboratórios executando calibrações. Em empresas prestadoras de serviços, os técnicos em instrumentação acompanham o processo produtivo e encaminham os serviços de calibração para serem executados pelos técnicos em calibração no laboratório. A atuação desses trabalhadores como titulares na área ocorre depois de um a dois anos de experiência.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em instrumentação?

A taxa é de 13,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é A09 — diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3134-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3134-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3134-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4321500), o RAT é 3%.

A profissão de técnico em instrumentação é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3134 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3134:

  • Afertec - Aferições e Calibrações Técnicas Ltda.
  • Agco do Brasil Comércio e Indústria Ltda.
  • Centro Tecnol. de Mecânica de Precisão Senai Plínio Gilberto Kroeff - Cetemp
  • Ikro S.A.
  • Incoterm Indústria e Termômetros Ltda.
  • Petrobrás Refap
  • Pirelli Pneus S.A.
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional de São Paulo (Senai-SP)
  • Sindus Instrumentação Analítica Ltda.
  • Thorga Engenharia Industrial Ltda.
  • Work Gage Metrologia Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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