CBO 3134-10 — Técnico em instrumentação
O código 3134-10 identifica a ocupação técnico em instrumentação na CBO 2002, dentro da família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um técnico em instrumentação
Analisam tecnicamente a aquisição de produtos e serviços de medição e de controle. Gerenciam documentação técnica e sistemas de confiabilidade; podem coordenar equipes de trabalho; fazem medição. Calibram padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e de controle. Executam, avaliam e realizam manutenção preventiva e ou corretiva de equipamentos e instrumentos de medição e de controle. Desenvolvem, testam, calibram, operam e reparam instrumentos, aparelhos e equipamentos de medição e controles elétricos, mecânicos, eletromecânicos, eletrohidráulicos e eletrônicos.
Descrição oficial da família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam em indústrias automobilísticas, de alimentos, celulose e papel, siderurgia, química, refino e transporte de petróleo, farmacêutica, têxtil, geração de energia e saneamento básico, petroquímica, fertilizantes, cimento, borracha e vidro. São empregados assalariados, com carteira assinada que se organizam em equipes, sob supervisão ocasional. Trabalham em ambiente fechado, em grandes alturas e, algumas atividades exercidas podem estar sujeitas à exposição de material tóxico. CONSULTE 3132 - Técnicos em eletrônica.
Recursos de trabalho
Calibrador múltiplo; Células de carga; Chaves allen; Chaves de fenda; Máquinas para medição linear; Máquinas para medição tridimensional; Microcomputador; Micrômetro; Multímetro; Paquímetro.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.
Quanto ganha um técnico em instrumentação
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.652
Entrada × quem já está
R$ 4.325 ao ser admitido · R$ 7.652 para quem tem vínculo ativo +76,9%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em instrumentação foi de R$ 4.325 — metade das 3.485 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.493 e os 10% de maior, acima de R$ 6.763.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.652, ou seja, 76,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.
Considerando a jornada média de 42.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 22,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 4.325 |
| Por ano (12 salários) | R$ 51.900 |
| Por semana | R$ 995 |
| Por hora (42.5h/sem) | R$ 22,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 1.075 | -50 | — | R$ 4.217 | — |
| RJ | 493 | +58 | — | R$ 4.378 | — |
| BA | 421 | -7 | — | R$ 4.983 | — |
| MG | 306 | -49 | — | R$ 4.488 | — |
| RS | 252 | -39 | — | R$ 3.575 | — |
| CE | 250 | +2 | — | R$ 4.629 | — |
| ES | 227 | +31 | — | R$ 4.100 | — |
| PR | 161 | +9 | — | R$ 5.280 | — |
| PE | 105 | +17 | — | R$ 4.310 | — |
| GO | 83 | +3 | — | R$ 4.100 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
3.736
Desligamentos
3.779
Saldo
-43
Rotatividade
37,8%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 3.736 admissões e 3.779 desligamentos de técnico em instrumentação, o que significa que o mercado formal fechou 43 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37,8% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 24,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,7% por dispensa sem justa causa, além de 20,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 3.779 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata técnico em instrumentação
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 14,3% das admissões | 535 | 44.1h | R$ 3.583 | R$ 4.536 | R$ 4.695 | 3% | 3 |
| Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle 3312102 · 8,2% das admissões | 306 | 43.5h | R$ 3.606 | R$ 4.077 | R$ 4.471 | 2% | 3 |
| Serviços de engenharia 7112000 · 7,9% das admissões | 294 | 43.6h | R$ 3.439 | R$ 4.242 | R$ 5.211 | 3% | 1 |
| Obras de montagem industrial 4292802 · 6,5% das admissões | 241 | 43.9h | R$ 4.233 | R$ 6.010 | R$ 7.300 | 3% | 4 |
| Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 3,9% das admissões | 147 | 44h | R$ 1.760 | R$ 2.050 | R$ 3.895 | 3% | 3 |
| Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 3,2% das admissões | 119 | 44h | R$ 3.190 | R$ 4.367 | R$ 5.047 | 3% | 3 |
| Construção de edifícios 4120400 · 2,6% das admissões | 99 | 44.1h | R$ 3.863 | R$ 6.429 | R$ 6.494 | 3% | 3 |
| Administração de obras 4399101 · 2,5% das admissões | 94 | 43.9h | R$ 5.225 | R$ 5.991 | R$ 6.455 | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como técnico em instrumentação
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.991 vínculos
Idade mediana
41 anos
Tempo de casa
35 meses
No setor público
1,2%
Em empresa do Simples
6,3%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada41,4h/sem
- Pessoas com deficiência1,6%
- Jornada parcial0,2%
- Contrato intermitente2,1%
- Em entidade sem fins lucrativos0,4%
Sobre os 9.991 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de técnico em instrumentação
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
13,3
CAT no período
107
Idade média no acidente
38 anos
Foram 107 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em instrumentação nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 63,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 33,6% de trajeto (no deslocamento) e 2,8% doenças ocupacionais.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| A09 — Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível | 7 | 6,5% | 1 |
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 7 | 6,5% | 3.531 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 4 | 3,7% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 3 | 2,8% | 24.580 |
| S01.5 — Ferimento do lábio e da cavidade oral | 3 | 2,8% | 69 |
| S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha | 2 | 1,9% | 1.634 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Instalação e manutenção elétrica) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção
Informalidade no setor
64,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,7%
Rendimento formal × informal
R$ 3.960 × R$ 2.195
No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O acesso ao trabalho dessas ocupações ocorre por meio de curso técnico de nível médio nas áreas de instrumentação e calibração. Os técnicos de instrumentação e calibração executam tarefas semelhantes. Ambos atuam no processo (instrumentação) e em laboratórios executando calibrações. Em empresas prestadoras de serviços, os técnicos em instrumentação acompanham o processo produtivo e encaminham os serviços de calibração para serem executados pelos técnicos em calibração no laboratório. A atuação desses trabalhadores como titulares na área ocorre depois de um a dois anos de experiência.
Texto oficial do MTE para a família 3134.
Qual especialização paga mais na família 3134
Todas as ocupações de técnicos em calibração e instrumentação, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3134-10 | Técnico em instrumentação (esta página) | R$ 4.325 | R$ 7.652 | 9.991 |
| 3134-05 | Técnico em calibração | R$ 2.521 | R$ 3.986 | 1.141 |
| 3134-15 | Encarregado de manutenção de instrumentos de controle, medição e similares | R$ 3.700 | R$ 3.914 | 6.753 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3134-10.
A Contribuir no desenvolvimento de projetos de sistemas de medição e controle (5)
- •Identificar as variáveis envolvidas no processo
- •Determinar posições de medição e controle de processo
- •Especificar instrumentos de sistemas de medição e controle
- •Propor sistema de medição e controle
- •Avaliar o desempenho de sistemas de medição e controle
B Analisar tecnicamente a aquisição de produtos e serviços de medição e controle (4)
- •Estabelecer os objetivos da análise
- •Indicar fornecedores pontenciais de produtos e serviços de medição e controle
- •Testar as características técnicas de produtos e serviços dos diversos fornecedores
- •Emitir parecer técnico sobre produtos e serviços de medição e controle
C Gerenciar documentação (7)
- •Elaborar procedimentos, instruções técnicas e gerenciais
- •Atualizar procedimentos, instruções técnicas e gerenciais
- •Analisar criticamente procedimentos técnicos e gerenciais
- •Cadastrar instrumentos de medição e controle
- •Elaborar fichas e formulários de registros
- •Emitir laudos e certificados da calibração de equipamentos e instrumentos de medição e controle
- •Arquivar documentação técnica e gerencial
D Gerenciar sistema de confiabilidade (5)
- •Elaborar sistema de codificação
- •Estabelecer freqüência de calibração
- •Controlar prazos para calibração
- •Validar resultados da calibração
- •Participar de auditorias internas e externas
F Determinar valores de grandezas (medir) (5)
- •Ler e interpretar desenho técnico
- •Selecionar métodos e princípios de medição
- •Operar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
- •Realizar ensaios físico-mecânicos
- •Conservar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
G Calibrar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle (7)
- •Identificar especificações téc. De padrões, equip., Sistemas e instrumentos de medição e controle
- •Monitorar as condições ambientais para a calibração
- •Inspecionar visualmente padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
- •Determinar o procedimento de calibração
- •Calcular os resultados das medições
- •Interpretar os resultados das medições
- •Ajustar equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
H Realizar manutenção de instrumentos de medição e controle (7)
- •Retirar instrumentos de medição e controle
- •Indentificar disfunções em instrumentos de medição e controle
- •Relacionar custos e benefícios da manutenção
- •Reparar componentes danificados de instrumentos de medição e controle
- •Substituir componentes danificados de instrumentos de medição e controle
- •Instalar instrumentos de medição e controle
- •Planejar manutenção preventiva, preditiva e corretiva
Z Demonstrar competências pessoais (7)
- •Atualizar-se profissionalmente
- •Atuar em equipe
- •Agir com ética
- •Ler bibliografia técnica em língua estrangeira
- •Demonstrar visão sistêmica
- •Agir com higiene e segurança
- •Preservar o meio ambiente
Perguntas frequentes
Quanto ganha um técnico em instrumentação?
A mediana do salário de admissão é R$ 4.325 por mês, considerando as 3.485 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.493 (10% menores) a R$ 6.763 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.652 (RAIS 2024), 76.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando técnico em instrumentação?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.736 admissões contra 3.779 desligamentos, saldo de -43 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata técnico em instrumentação?
A atividade econômica que mais contratou foi Instalação e manutenção elétrica (CNAE 4321500), com 14,3% das admissões e mediana de R$ 4.536. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de técnico em instrumentação?
3134-10 (família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser técnico em instrumentação?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3134: O acesso ao trabalho dessas ocupações ocorre por meio de curso técnico de nível médio nas áreas de instrumentação e calibração. Os técnicos de instrumentação e calibração executam tarefas semelhantes. Ambos atuam no processo (instrumentação) e em laboratórios executando calibrações. Em empresas prestadoras de serviços, os técnicos em instrumentação acompanham o processo produtivo e encaminham os serviços de calibração para serem executados pelos técnicos em calibração no laboratório. A atuação desses trabalhadores como titulares na área ocorre depois de um a dois anos de experiência.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em instrumentação?
A taxa é de 13,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é A09 — diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3134-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3134-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3134-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4321500), o RAT é 3%.
A profissão de técnico em instrumentação é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 3134 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3134:
- •Afertec - Aferições e Calibrações Técnicas Ltda.
- •Agco do Brasil Comércio e Indústria Ltda.
- •Centro Tecnol. de Mecânica de Precisão Senai Plínio Gilberto Kroeff - Cetemp
- •Ikro S.A.
- •Incoterm Indústria e Termômetros Ltda.
- •Petrobrás Refap
- •Pirelli Pneus S.A.
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional de São Paulo (Senai-SP)
- •Sindus Instrumentação Analítica Ltda.
- •Thorga Engenharia Industrial Ltda.
- •Work Gage Metrologia Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai