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CBO 2002 Família 3134 R$ 2.521 na admissão -22 postos em 12 meses 47 atividades

CBO 3134-05 — Técnico em calibração

O código 3134-05 identifica a ocupação técnico em calibração na CBO 2002, dentro da família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um técnico em calibração

Analisam tecnicamente a aquisição de produtos e serviços de medição e de controle. Gerenciam documentação técnica e sistemas de confiabilidade; podem coordenar equipes de trabalho; fazem medição. Calibram padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e de controle. Executam, avaliam e realizam manutenção preventiva e ou corretiva de equipamentos e instrumentos de medição e de controle. Desenvolvem, testam, calibram, operam e reparam instrumentos, aparelhos e equipamentos de medição e controles elétricos, mecânicos, eletromecânicos, eletrohidráulicos e eletrônicos.

Descrição oficial da família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias automobilísticas, de alimentos, celulose e papel, siderurgia, química, refino e transporte de petróleo, farmacêutica, têxtil, geração de energia e saneamento básico, petroquímica, fertilizantes, cimento, borracha e vidro. São empregados assalariados, com carteira assinada que se organizam em equipes, sob supervisão ocasional. Trabalham em ambiente fechado, em grandes alturas e, algumas atividades exercidas podem estar sujeitas à exposição de material tóxico. CONSULTE 3132 - Técnicos em eletrônica.

Recursos de trabalho

Calibrador múltiplo; Células de carga; Chaves allen; Chaves de fenda; Máquinas para medição linear; Máquinas para medição tridimensional; Microcomputador; Micrômetro; Multímetro; Paquímetro.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um técnico em calibração

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.77210% ganham atéR$ 2.521medianaR$ 4.66010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.986

Entrada × quem já está

R$ 2.521 ao ser admitido · R$ 3.986 para quem tem vínculo ativo +58,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em calibração foi de R$ 2.521 — metade das 402 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.772 e os 10% de maior, acima de R$ 4.660.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.986, ou seja, 58,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.521
Por ano (12 salários)R$ 30.252
Por semanaR$ 580
Por hora (43.8h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.61386,8%
  • Mulheres — R$ 2.10313,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.99187,4%
  • Mulheres — R$ 3.68812,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.750
  • Sul2.533
  • Centro-Oeste2.097

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 172 -25 R$ 2.950
RJ 47 -2 R$ 2.175
MG 37 +19 R$ 2.150

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

411

Desligamentos

433

Saldo

-22

Rotatividade

37,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+9) saldo negativo · pior: mai/26 (-12)

Em 12 meses houve 411 admissões e 433 desligamentos de técnico em calibração, o que significa que o mercado formal fechou 22 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 44,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 40% por dispensa sem justa causa, além de 11,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador44,6%
  • Dispensa sem justa causa40%
  • Fim de contrato11,1%

Sobre 433 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente3,6%
  • Pessoa com deficiência0,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9,2%
  • 1 a 4 empregados10,2%
  • 5 a 9 empregados16,5%
  • 10 a 19 empregados14,6%
  • 20 a 49 empregados22,1%
  • 50 a 99 empregados11,7%
  • 100 a 249 empregados9,7%
  • 250 a 499 empregados1,5%
  • 500 a 999 empregados1,5%
  • 1.000 ou mais empregados2,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em calibração

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle 3312102 · 29,2% das admissões 120 43.9h R$ 2.163 R$ 2.700 R$ 3.331 2% 3
Testes e análises técnicas 7120100 · 11,2% das admissões 46 44.2h R$ 1.917 R$ 2.283 R$ 2.750 1% 2
Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente 4789099 · 5,1% das admissões 21 43.8h R$ 2.700 2% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 3,4% das admissões 14 41.2h R$ 3.000 3% 1
Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para uso geral não especificados anteriormente 3314710 · 3,2% das admissões 13 44h R$ 2.750 3% 3
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 3,2% das admissões 13 44h R$ 2.300 3% 3
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 2,9% das admissões 12 44h R$ 2.000 3% 2
Comércio atacadista de outras máquinas e equipamentos não especificados anteriormente; partes e peças 4669999 · 2,7% das admissões 11 43.7h R$ 2.500 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em calibração

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.141 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

28 meses

No setor público

0,4%

Em empresa do Simples

38,7%

Sexo

  • Homem87,6%
  • Mulher12,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,6%

Sobre os 1.141 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca62,6%
  • Parda29,3%
  • Preta7,3%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,4%
  • Fundamental completo1,3%
  • Médio incompleto1,8%
  • Médio completo68,5%
  • Superior incompleto8,2%
  • Superior completo19,4%
  • Mestrado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano0,2%
  • Fundamental completo1,2%
  • Médio incompleto1%
  • Médio completo73,2%
  • Superior incompleto9,5%
  • Superior completo13,6%
  • Pós-graduação0,7%
  • Mestrado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados6,8%
  • 5 a 9 empregados11%
  • 10 a 19 empregados14,4%
  • 20 a 49 empregados25,9%
  • 50 a 99 empregados9,3%
  • 100 a 249 empregados5,9%
  • 250 a 499 empregados8,7%
  • 500 a 999 empregados4,6%
  • 1.000 ou mais empregados13,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso ao trabalho dessas ocupações ocorre por meio de curso técnico de nível médio nas áreas de instrumentação e calibração. Os técnicos de instrumentação e calibração executam tarefas semelhantes. Ambos atuam no processo (instrumentação) e em laboratórios executando calibrações. Em empresas prestadoras de serviços, os técnicos em instrumentação acompanham o processo produtivo e encaminham os serviços de calibração para serem executados pelos técnicos em calibração no laboratório. A atuação desses trabalhadores como titulares na área ocorre depois de um a dois anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 3134.

Qual especialização paga mais na família 3134

Todas as ocupações de técnicos em calibração e instrumentação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3134-10 Técnico em instrumentação R$ 4.325 R$ 7.652 9.991
3134-05 Técnico em calibração (esta página) R$ 2.521 R$ 3.986 1.141
3134-15 Encarregado de manutenção de instrumentos de controle, medição e similares R$ 3.700 R$ 3.914 6.753

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3134-05.

A Contribuir no desenvolvimento de projetos de sistemas de medição e controle (5)
  • Identificar as variáveis envolvidas no processo
  • Determinar posições de medição e controle de processo
  • Especificar instrumentos de sistemas de medição e controle
  • Propor sistema de medição e controle
  • Avaliar o desempenho de sistemas de medição e controle
B Analisar tecnicamente a aquisição de produtos e serviços de medição e controle (4)
  • Estabelecer os objetivos da análise
  • Indicar fornecedores pontenciais de produtos e serviços de medição e controle
  • Testar as características técnicas de produtos e serviços dos diversos fornecedores
  • Emitir parecer técnico sobre produtos e serviços de medição e controle
C Gerenciar documentação (7)
  • Elaborar procedimentos, instruções técnicas e gerenciais
  • Atualizar procedimentos, instruções técnicas e gerenciais
  • Analisar criticamente procedimentos técnicos e gerenciais
  • Cadastrar instrumentos de medição e controle
  • Elaborar fichas e formulários de registros
  • Emitir laudos e certificados da calibração de equipamentos e instrumentos de medição e controle
  • Arquivar documentação técnica e gerencial
D Gerenciar sistema de confiabilidade (5)
  • Elaborar sistema de codificação
  • Estabelecer freqüência de calibração
  • Controlar prazos para calibração
  • Validar resultados da calibração
  • Participar de auditorias internas e externas
F Determinar valores de grandezas (medir) (5)
  • Ler e interpretar desenho técnico
  • Selecionar métodos e princípios de medição
  • Operar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
  • Realizar ensaios físico-mecânicos
  • Conservar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
G Calibrar padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle (7)
  • Identificar especificações téc. De padrões, equip., Sistemas e instrumentos de medição e controle
  • Monitorar as condições ambientais para a calibração
  • Inspecionar visualmente padrões, equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
  • Determinar o procedimento de calibração
  • Calcular os resultados das medições
  • Interpretar os resultados das medições
  • Ajustar equipamentos, sistemas e instrumentos de medição e controle
H Realizar manutenção de instrumentos de medição e controle (7)
  • Retirar instrumentos de medição e controle
  • Indentificar disfunções em instrumentos de medição e controle
  • Relacionar custos e benefícios da manutenção
  • Reparar componentes danificados de instrumentos de medição e controle
  • Substituir componentes danificados de instrumentos de medição e controle
  • Instalar instrumentos de medição e controle
  • Planejar manutenção preventiva, preditiva e corretiva
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Atualizar-se profissionalmente
  • Atuar em equipe
  • Agir com ética
  • Ler bibliografia técnica em língua estrangeira
  • Demonstrar visão sistêmica
  • Agir com higiene e segurança
  • Preservar o meio ambiente

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em calibração?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.521 por mês, considerando as 402 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.772 (10% menores) a R$ 4.660 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.986 (RAIS 2024), 58.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em calibração?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 411 admissões contra 433 desligamentos, saldo de -22 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em calibração?

A atividade econômica que mais contratou foi Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle (CNAE 3312102), com 29,2% das admissões e mediana de R$ 2.700. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em calibração?

3134-05 (família 3134 — Técnicos em calibração e instrumentação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em calibração?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3134: O acesso ao trabalho dessas ocupações ocorre por meio de curso técnico de nível médio nas áreas de instrumentação e calibração. Os técnicos de instrumentação e calibração executam tarefas semelhantes. Ambos atuam no processo (instrumentação) e em laboratórios executando calibrações. Em empresas prestadoras de serviços, os técnicos em instrumentação acompanham o processo produtivo e encaminham os serviços de calibração para serem executados pelos técnicos em calibração no laboratório. A atuação desses trabalhadores como titulares na área ocorre depois de um a dois anos de experiência.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3134-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3134-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3134-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3312102), o RAT é 2%.

A profissão de técnico em calibração é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3134 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3134:

  • Afertec - Aferições e Calibrações Técnicas Ltda.
  • Agco do Brasil Comércio e Indústria Ltda.
  • Centro Tecnol. de Mecânica de Precisão Senai Plínio Gilberto Kroeff - Cetemp
  • Ikro S.A.
  • Incoterm Indústria e Termômetros Ltda.
  • Petrobrás Refap
  • Pirelli Pneus S.A.
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional de São Paulo (Senai-SP)
  • Sindus Instrumentação Analítica Ltda.
  • Thorga Engenharia Industrial Ltda.
  • Work Gage Metrologia Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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