CBO 2621-35 — Tecnólogo em produção audiovisual
O código 2621-35 identifica a ocupação tecnólogo em produção audiovisual na CBO 2002, dentro da família 2621 — Produtores artísticos e culturais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um tecnólogo em produção audiovisual
Implementam projetos de produção de espetáculos artísticos e culturais (teatro, dança, ópera, exposições e outros), audiovisuais (cinema, vídeo, televisão, rádio e produção musical) e multimídia. Para tanto criam propostas, realizam a pré-produção e finalização dos projetos, gerindo os recursos financeiros disponíveis para o mesmo.
Descrição oficial da família 2621 — Produtores artísticos e culturais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham principalmente em atividades culturais, recreativas, desportivas, em empresas públicas ou privadas, como empregados ou prestadores de serviços. As habilidades de pesquisa, organização, supervisão e de relacionamento interpessoal são importantes para o exercício das suas atividades, as quais se desenvolvem predominantemente em equipes e em horários irregulares.
Recursos de trabalho
Back up; Cabos para áudio e vídeo; Celular; Equipamentos de captação de som direto; Equipamentos de iluminação e maquinária; Filmadoras e lentes; Mesa de som; Micro-fones; Monitor de áudio e vídeo; Recursos de i nformática (hardware e software).
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Os Produtores de rádio e televisão são regulamentados pela Lei nº 661/78 e Decreto nº 84.134/79 e vinculados ao Sindicato dos Radialistas; os Produtores de cinema e teatro têm a profissão regulamentada pela Lei nº 6.533 de 24 de maio de 1978, que dispõe sobre a regulamentação das profissões de Artista e Técnicos em Espetáculos e Diversões e estão vinculados ao Sindicato dos Artistas e Sindicine - Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica. 399
Quanto ganha um tecnólogo em produção audiovisual
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.514
Entrada × quem já está
R$ 3.138 ao ser admitido · R$ 4.514 para quem tem vínculo ativo +43,8%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de tecnólogo em produção audiovisual foi de R$ 3.138 — metade das 553 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.804 e os 10% de maior, acima de R$ 6.223.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.514, ou seja, 43,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.
Considerando a jornada média de 41.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 17,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.138 |
| Por ano (12 salários) | R$ 37.656 |
| Por semana | R$ 722 |
| Por hora (41.7h/sem) | R$ 17,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 286 | -2 | — | R$ 3.325 | — |
| RJ | 56 | +9 | — | R$ 3.180 | — |
| RS | 46 | +11 | — | R$ 2.650 | — |
| PR | 35 | +2 | — | R$ 4.283 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
605
Desligamentos
644
Saldo
-39
Rotatividade
38,7%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 605 admissões e 644 desligamentos de tecnólogo em produção audiovisual, o que significa que o mercado formal fechou 39 postos de trabalho no período, com rotatividade de 38,7% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 32% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,9% por dispensa sem justa causa, além de 10,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 644 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata tecnólogo em produção audiovisual
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Agências de publicidade 7311400 · 6,4% das admissões | 39 | 42.8h | — | R$ 2.600 | — | 1% | 1 |
| Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 5% das admissões | 30 | 40.3h | — | R$ 4.912 | — | 2% | 1 |
| Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática 4751201 · 4,8% das admissões | 29 | 44h | — | R$ 2.120 | — | — | 1 |
| Produção de filmes para publicidade 5911102 · 3,6% das admissões | 22 | 43.8h | — | R$ 2.099 | — | 3% | 2 |
| Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 3,3% das admissões | 20 | 44h | — | R$ 3.723 | — | 1% | 2 |
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3% das admissões | 18 | 41.2h | — | R$ 4.912 | — | 3% | 1 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,8% das admissões | 17 | 43.5h | — | R$ 3.743 | — | 2% | 1 |
| Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 2,8% das admissões | 17 | 40.8h | — | R$ 3.187 | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como tecnólogo em produção audiovisual
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.664 vínculos
Idade mediana
34 anos
Tempo de casa
30 meses
No setor público
6,5%
Em empresa do Simples
18%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada40,4h/sem
- Pessoas com deficiência1,7%
- Jornada parcial0,7%
- Contrato intermitente0,7%
- Em entidade sem fins lucrativos31%
Sobre os 1.664 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024
Essas ocupações não demandam nível de escolaridade determinado para seu desempenho, sendo possível que sua aprendizagem ocorra na prática. Seguindo a tendência de profissionalização que vem ocorrendo na área das artes, contudo, pode-se afirmar que, cada vez mais será desejável que os profissionais apresentem escolaridade de nível superior.
Texto oficial do MTE para a família 2621.
| Curso de graduação | Concorrência (presencial) | Matrículas | Formados/ano | EAD | Rede pública |
|---|---|---|---|---|---|
| Produção cultural | 2,03× | 2.403 | 211 | 49% | 61,5% |
A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.
Qual especialização paga mais na família 2621
Todas as ocupações de produtores artísticos e culturais, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 2621-30 | Tecnólogo em produção fonográfica | — | R$ 5.750 | 79 |
| 2621-05 | Produtor cultural | R$ 2.609 | R$ 5.103 | 2.067 |
| 2621-25 | Produtor de televisão | R$ 4.515 | R$ 4.781 | 2.762 |
| 2621-35 | Tecnólogo em produção audiovisual (esta página) | R$ 3.138 | R$ 4.514 | 1.664 |
| 2621-10 | Produtor cinematográfico | R$ 2.813 | R$ 4.171 | 424 |
| 2621-20 | Produtor de teatro | R$ 3.008 | R$ 4.000 | 128 |
| 2621-15 | Produtor de rádio | R$ 2.539 | R$ 2.514 | 1.007 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2621-35.
A Implementar projetos de produção de espetáculos cênicos, audiovisuais e multimídia (14)
- •Definir equipe técnica
- •Contratar equipe técnica
- •Contratar equipamentos
- •Contratar elenco
- •Contratar músicos e arranjadores
- •Contratar locações
- •Contratar serviços em geral: transporte, alimentação, hospedagem,seguros etc
- •Distribuir tarefas
- •Gerenciar cronograma
- •Acompanhar ensaios
- •Coordenar atividades para captação de imagens e sons
- •Monitorar desenvolvimento do projeto
- •Editar áudio
- •Gerar animações
B Pré-produzir projetos cênicos, audiovisuais e multimídia (10)
- •Estudar roteiro
- •Decupar tecnicamente o roteiro
- •Levantar condições técnicas e materiais para execução do projeto
- •Construir mapa de produção
- •Definir cronogramas
- •Organizar ensaios
- •Sugerir equipe técnica em conformidade com o projeto
- •Sugerir equipe artística em conformidade com o projeto
- •Definir meios de distribuição/veiculação
- •Adequar conteúdo
C Finalizar produção (11)
- •Contratar equipe e serviços de finalização
- •Supervisionar atividades de edição e montagem de áudio e vídeo
- •Editar vídeo
- •Pós-produzir filme e vídeo(corrigir cor, luz, inserir efeitos e texto)
- •Atribuir créditos à equipe, elenco, apoiadores, colaboradores e patrocinadores
- •Registrar produto final nos órgãos competentes
- •Montar produto final em mídias
- •Analisar qualidade do produto final
- •Viabilizar condições de divulgação da obra
- •Viabilizar distribuição dos produtos
- •Coordenar atividades para a transmissão ao vivo de programas
D Criar propostas de projetos cênicos, audiovisuais e multimídia (9)
- •Pesquisar temáticas
- •Pesquisar tendências
- •Identificar público-alvo
- •Definir temática
- •Criar roteiro
- •Definir identidade visual do projeto
- •Elaborar estratégias de marketing
- •Adequar projeto às exigências legais (direitos autorais, lei do incentivo, encargos sociais, etc.)
- •Registrar projeto nos órgãos competentes
E Gerir recursos financeiros do projeto (9)
- •Orçar projeto
- •Elaborar projetos para a captação de recursos
- •Captar recursos, benefícios e apoios para a produção
- •Adequar propostas aos recursos
- •Definir fluxograma financeiro
- •Elaborar cronograma de desembolso de recursos
- •Controlar execução financeira
- •Saldar débitos
- •Prestar contas relativas ao projeto realizado
Y Comunicar-se (8)
- •Dialogar com equipes técnicas
- •Dialogar com equipes artísticas
- •Socializar as informações referentes à produção
- •Contatar apoiadores, colaboradores e patrocinadores
- •Manter intercâmbio com profissionais da área
- •Participar de cursos, eventos, seminários, congressos, intercâmbios etc.
- •Participar das discussões sobre a política voltada para cinema, tv, rádio , teatro, música e internet
- •Elaborar relatórios
Z Demonstrar competências pessoais (13)
- •Demonstrar capacidade de atenção difusa
- •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de articulação profissional
- •Demonstrar capacidade de conciliação
- •Demonstrar capacidade de liderança
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar pró-atividade
- •Demonstrar capacidade de administrar o tempo
- •Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
- •Demonstrar flexibilidade
- •Demonstrar sensibilidade artística
- •Demonstrar capacidade de persuasão
- •Demonstrar paciência
Sinônimos oficiais (3)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2621-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um tecnólogo em produção audiovisual?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.138 por mês, considerando as 553 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.804 (10% menores) a R$ 6.223 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.514 (RAIS 2024), 43.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando tecnólogo em produção audiovisual?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 605 admissões contra 644 desligamentos, saldo de -39 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata tecnólogo em produção audiovisual?
A atividade econômica que mais contratou foi Agências de publicidade (CNAE 7311400), com 6,4% das admissões e mediana de R$ 2.600. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de tecnólogo em produção audiovisual?
2621-35 (família 2621 — Produtores artísticos e culturais). A CBO reconhece também os títulos: Tecnólogo em produção audiovisual( cinema e vídeo), Tecnólogo em produção audiovisual( rádio e tv), Tecnólogo em produção multimídia — todos usam o mesmo código 2621-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser tecnólogo em produção audiovisual?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2621: Essas ocupações não demandam nível de escolaridade determinado para seu desempenho, sendo possível que sua aprendizagem ocorra na prática. Seguindo a tendência de profissionalização que vem ocorrendo na área das artes, contudo, pode-se afirmar que, cada vez mais será desejável que os profissionais apresentem escolaridade de nível superior. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Produção cultural, com 2,03 candidatos por vaga no presencial.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 2621-35?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 2621-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2621-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7311400), o RAT é 1%.
A profissão de tecnólogo em produção audiovisual é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 2621 registram: Os Produtores de rádio e televisão são regulamentados pela Lei nº 661/78 e Decreto nº 84.134/79 e vinculados ao Sindicato dos Radialistas; os Produtores de cinema e teatro têm a profissão regulamentada pela Lei nº 6.533 de 24 de maio de 1978, que dispõe sobre a regulamentação das profissões de Artista e Técnicos em Espetáculos e Diversões e estão vinculados ao Sindicato dos Artistas e Sindicine - Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica. 399
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Censo da Educação Superior (INEP)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2621:
- •Araçá Azul Produções, Eventos e Turismo
- •Associação de Produtores Culturais, Artistas e Técnicos do Estado do Rio de Janeiro
- •Colateral Filmes Ltda.
- •Companhia Atitude Produções Artísticas
- •Daniel Solá Santiago Produções ME.
- •Gama Filmes Ltda.
- •Rádio Cultura de Araraquara Ltda.
- •Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões (Sated)
- •Sindicato dos Radialistas
- •Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo
- •Sp Filmes de São Paulo Ltda.
- •Tecnodata Educacional
- •Teletour
- •Video Express Produção Audiovisual Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP