CBO 9911-15 — Operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)
O código 9911-15 identifica a ocupação operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos) na CBO 2002, dentro da família 9911 — Conservadores de vias permanentes (trilhos). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)
Reparam componentes de superestrutura e infraestrutura das vias. Corrigem geometria das vias por meio de equipamentos, analisando informações topográficas e geométricas, preparando e ajustando máquinas e corrigindo desníveis. Esmerilham trilhos, desguarnecem lastros, removendo os que estiverem contaminados e recolocando aqueles que estiverem tratados. Realizam soldagem aluminotérmica, examinando, cortando, nivelando, alinhando, soldando e esmerilhando trilhos. Inspecionam vias e providenciam manutenção de máquinas e equipamentos. Desenvolvem as atividades comunicandose com outras áreas e com o centro de controle operacional e trabalham seguindo normas de segurança, qualidade e proteção ao meio ambiente.
Descrição oficial da família 9911 — Conservadores de vias permanentes (trilhos), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em empresas de transporte terrestre como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, em locais abertos, no horário noturno. Porém, o trabalho em horário diurno também é possível, especialmente no caso dos conservadores de vias. Normalmente trabalham em locais subterrâneos e sujeitos a posições desconfortáveis durante longos períodos. O soldador aluminotérmico pode permanecer exposto a ruído intenso e altas temperaturas.
Recursos de trabalho
Caminhão de rodoferrovia; Equipamento de proteção individual (EPI); Formas/cadinho; Furadeira de dormente; Lanterna; Macaco mecânico; Maçarico; Máquina esmerilhadora de trilhos; Máquina plasser (socadora, niveladora, alinhadora); Trena.
Quanto ganha um operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.884
Entrada × quem já está
R$ 2.240 ao ser admitido · R$ 2.884 para quem tem vínculo ativo +28,8%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos) foi de R$ 2.240 — metade das 1.130 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.692 e os 10% de maior, acima de R$ 4.315.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.884, ou seja, 28,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.
Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.240 |
| Por ano (12 salários) | R$ 26.880 |
| Por semana | R$ 516 |
| Por hora (43.9h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 359 | -88 | — | R$ 1.868 | — |
| PR | 230 | -52 | — | R$ 2.333 | — |
| MG | 165 | -214 | — | R$ 1.853 | — |
| ES | 113 | -56 | — | R$ 2.994 | — |
| MT | 76 | +26 | — | R$ 1.888 | — |
| RJ | 49 | +21 | — | R$ 3.725 | — |
| GO | 43 | +25 | — | R$ 4.331 | — |
| SC | 31 | -9 | — | R$ 2.610 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.137
Desligamentos
1.544
Saldo
-407
Rotatividade
46,8%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.137 admissões e 1.544 desligamentos de operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos), o que significa que o mercado formal fechou 407 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,8% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 26,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 61,3% por dispensa sem justa causa, além de 4,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 1.544 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,4% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 48,6% das admissões | 553 | 44h | R$ 1.833 | R$ 2.218 | R$ 2.842 | 3% | 4 |
| Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 10,7% das admissões | 122 | 44h | R$ 1.631 | R$ 1.662 | R$ 1.692 | 3% | 3 |
| Construção de edifícios 4120400 · 6,7% das admissões | 76 | 44h | R$ 1.707 | R$ 1.778 | R$ 1.971 | 3% | 3 |
| Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 2,8% das admissões | 32 | 44h | — | R$ 3.258 | — | 3% | 3 |
| Obras de terraplenagem 4313400 · 2,6% das admissões | 30 | 44h | — | R$ 2.951 | — | 3% | 3 |
| Manutenção e reparação de veículos ferroviários 3315500 · 2% das admissões | 23 | 44h | — | R$ 4.500 | — | 3% | 3 |
| Serviços de engenharia 7112000 · 1,8% das admissões | 20 | 44h | — | R$ 2.281 | — | 3% | 1 |
| Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 1,7% das admissões | 19 | 43.1h | — | R$ 2.628 | — | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.302 vínculos
Idade mediana
40 anos
Tempo de casa
22 meses
No setor público
16,7%
Em empresa do Simples
5,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,3h/sem
- Pessoas com deficiência0,6%
- Contrato intermitente0,2%
- Em entidade sem fins lucrativos0,1%
Sobre os 3.302 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
18,2
CAT no período
49
Idade média no acidente
41 anos
Foram 49 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 77,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,4% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S83.6 — Entorse e distensão de outras partes e das não especificadas do joelho | 3 | 6,1% | 4.678 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 2 | 4,1% | 1.225 |
| S91.3 — Ferimento de outras partes do pé | 2 | 4,1% | 764 |
| S92.3 — Fratura de ossos do metatarso | 2 | 4,1% | 15.618 |
| S40.0 — Contusão do ombro e do braço | 1 | 2% | 479 |
| T00.0 — Traumatismos superficiais envolvendo a cabeça com o pescoço | 1 | 2% | 89 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de rodovias e ferrovias) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 18,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção
Informalidade no setor
64,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,7%
Rendimento formal × informal
R$ 3.960 × R$ 2.195
No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício das ocupações de conservador de vias permanentes e soldadores aluminotérmicos requer-se ensino fundamental completo. No caso do operador de máquinas especiais e do inspetor de vias permanentes, exige-se ensino médio completo e curso básico de qualificação com até duzentas horas/aula, ministrado em escola profissionalizante. As empresas dão preferência a trabalhadores que tenham cursos de mecânica geral e ou elétrica, especialmente no caso do inspetor de vias permanentes. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 9911.
Qual especialização paga mais na família 9911
Todas as ocupações de conservadores de vias permanentes (trilhos), ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 9911-10 | Inspetor de via permanente (trilhos) | R$ 4.669 | R$ 3.650 | 56 |
| 9911-20 | Soldador aluminotérmico em conservação de trilhos | R$ 2.074 | R$ 3.638 | 209 |
| 9911-15 | Operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos) (esta página) | R$ 2.240 | R$ 2.884 | 3.302 |
| 9911-05 | Conservador de via permanente (trilhos) | R$ 1.692 | R$ 2.225 | 6.728 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9911-15.
A Reparar componentes da superestrutura e da infraestrutura da via (6)
- •Descarregar britas e dormentes
- •Descarregar trilhos
- •Esmerilhar componentes de amv, trilhos e juntas
- •Carregar materiais diversos
- •Injetar produtos químicos nos dormentes
- •Lavar vias
B Corrigir geometria da via por meio de equipamentos (13)
- •Analisar informações topográficas e geométricas da via
- •Estabelecer limite de nivelamento e alinhamento da via
- •Preparar a máquina
- •Ajustar dados da máquina
- •Alimentar a máquina com dados geométricos
- •Reforçar a marcação de parâmetros na via
- •Socar lastro
- •Corrigir alinhamento
- •Corrigir nivelamento longitudinal
- •Corrigir desnível transversal dos trilhos
- •Monitorar instrumentos de correção de via
- •Regularizar lastro
- •Varrer lastro
C Esmerilhar trilhos (14)
- •Medir desgaste ondulatório de trilhos
- •Participar da elaboração da programação de trabalho
- •Definir prioridades
- •Checar equipamento (check list)
- •Regular ângulos dos motores de esmerilhamento
- •Conduzir trem esmerilhador até local de trabalho
- •Posicionar carro esmerilhador na via
- •Definir método de esmerilhamento
- •Operar esmerilhadeira para ação corretiva e ou preventiva em trilhos
- •Regular pressão dos motores de esmerilhamento
- •Monitorar pressão e ângulos dos motores de esmerilhamento
- •Anotar detalhes do serviço executado
- •Avaliar qualidade do esmerilhamento do trilho
- •Controlar a velocidade de trabalho (do esmerilhamento)
D Desguarnecer lastro (7)
- •Remover lastro contaminado
- •Peneirar brita para remoção de detritos
- •Recolocar lastro tratado
- •Avaliar local de depósito do rejeito
- •Instalar máquina de desguarnecimento na via
- •Determinar profundidade de corte da máquina desguarnecedora
- •Monitorar o painel de controle da máquina desguarnecedora
E Realizar soldagem aluminotérmica (1)
- •Examinar o estado do trilho
F Inspecionar vias (4)
- •Analisar programação de inspeção
- •Deslocar-se a pé pela via
- •Operar veículo de inspeção geométrica da via
- •Recolher objetos estranhos da via
G Providenciar manutenção de máquinas e equipamentos (8)
- •Examinar condições gerais do veículo
- •Remover equipamentos à oficina
- •Encaminhar veículo para manutenção
- •Examinar condições das ferramentas
- •Trocar peças danificadas
- •Encaminhar para aferição equipamentos, máquinas e instrumentos de trabalho
- •Auxiliar técnicos na aferição de máquinas
- •Relacionar pendências do equipamento
H Trabalhar com segurança (11)
- •Inteirar-se do trabalho a ser realizado
- •Classificar nível de falhas
- •Usar equipamentos de segurança individual
- •Sinalizar vias
- •Isolar áreas
- •Checar água de irrigação (máquina esmerilhadora) e extintores
- •Mapear áreas de risco
- •Definir riscos em potencial
- •Aplicar procedimentos de segurança
- •Interditar linha em situação de emergência
- •Respeitar limites de velocidade da via
Y Comunicar-se (7)
- •Relatar falhas detectadas no ato de inspeção
- •Relatar horas e atividades desenvolvidas pela equipe
- •Trocar informações com outras áreas
- •Comunicar ao centro de controle operacional o local de serviço
- •Confirmar liberação de via para manutenção
- •Pedir autorização para interdição de linha
- •Comunicar ocorrências
Z Demonstrar competências pessoais (8)
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar senso de ética
- •Demonstrar responsabilidade
- •Demonstrar capacidade de concentração
- •Reciclar-se
- •Atentar para as normas de segurança
- •Demonstrar bom senso
Sinônimos oficiais (2)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 9911-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.240 por mês, considerando as 1.130 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.692 (10% menores) a R$ 4.315 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.884 (RAIS 2024), 28.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.137 admissões contra 1.544 desligamentos, saldo de -407 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)?
A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 48,6% das admissões e mediana de R$ 2.218. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)?
9911-15 (família 9911 — Conservadores de vias permanentes (trilhos)). A CBO reconhece também os títulos: Operador de máquinas e veículos especiais na conservação de vias permanentes (trilhos), Operador de veículos especiais na conservação de vias permanentes (trilhos) — todos usam o mesmo código 9911-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9911: Para o exercício das ocupações de conservador de vias permanentes e soldadores aluminotérmicos requer-se ensino fundamental completo. No caso do operador de máquinas especiais e do inspetor de vias permanentes, exige-se ensino médio completo e curso básico de qualificação com até duzentas horas/aula, ministrado em escola profissionalizante. As empresas dão preferência a trabalhadores que tenham cursos de mecânica geral e ou elétrica, especialmente no caso do inspetor de vias permanentes. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos)?
A taxa é de 18,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (18,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S83.6 — entorse e distensão de outras partes e das não especificadas do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 9911-15?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 9911-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9911-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9911:
- •C B T U - Metrorec
- •Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
- •Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (Cptm)
- •Companhia Vale do Rio Doce (Cvrd)
- •Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.
- •Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S.A.
- •Oportrans - Metrô Rio
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO
- •AMV: Aparelho de Movimentação de Via.
- •Lastro: camada resistente e permeável de brita colocada sob os dormentes de uma via férrea.
- •Material rodante: refere-se ao trem por inteiro ou ao sistema trem.
- •TM: nome que se dá ao carro de linha montado em uma gôndola para transportar pessoas e materiais nas vias.
- •Via permanente: o mesmo que via férrea.