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CBO 2002 Família 9911 R$ 1.692 na admissão +550 postos em 12 meses 68 atividades

CBO 9911-05 — Conservador de via permanente (trilhos)

O código 9911-05 identifica a ocupação conservador de via permanente (trilhos) na CBO 2002, dentro da família 9911 — Conservadores de vias permanentes (trilhos). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um conservador de via permanente (trilhos)

Reparam componentes de superestrutura e infraestrutura das vias. Corrigem geometria das vias por meio de equipamentos, analisando informações topográficas e geométricas, preparando e ajustando máquinas e corrigindo desníveis. Esmerilham trilhos, desguarnecem lastros, removendo os que estiverem contaminados e recolocando aqueles que estiverem tratados. Realizam soldagem aluminotérmica, examinando, cortando, nivelando, alinhando, soldando e esmerilhando trilhos. Inspecionam vias e providenciam manutenção de máquinas e equipamentos. Desenvolvem as atividades comunicandose com outras áreas e com o centro de controle operacional e trabalham seguindo normas de segurança, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 9911 — Conservadores de vias permanentes (trilhos), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de transporte terrestre como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, em locais abertos, no horário noturno. Porém, o trabalho em horário diurno também é possível, especialmente no caso dos conservadores de vias. Normalmente trabalham em locais subterrâneos e sujeitos a posições desconfortáveis durante longos períodos. O soldador aluminotérmico pode permanecer exposto a ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Caminhão de rodoferrovia; Equipamento de proteção individual (EPI); Formas/cadinho; Furadeira de dormente; Lanterna; Macaco mecânico; Maçarico; Máquina esmerilhadora de trilhos; Máquina plasser (socadora, niveladora, alinhadora); Trena.

Quanto ganha um conservador de via permanente (trilhos)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.59110% ganham atéR$ 1.692medianaR$ 2.42710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.225

Entrada × quem já está

R$ 1.692 ao ser admitido · R$ 2.225 para quem tem vínculo ativo +31,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de conservador de via permanente (trilhos) foi de R$ 1.692 — metade das 4.432 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.591 e os 10% de maior, acima de R$ 2.427.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.225, ou seja, 31,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 14 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.692
Por ano (12 salários)R$ 20.304
Por semanaR$ 389
Por hora (43.9h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.69298,6%
  • Mulheres — R$ 1.7051,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.22898,2%
  • Mulheres — R$ 2.1501,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.434
  • Nordeste1.728
  • Sudeste1.676
  • Sul1.695
  • Centro-Oeste1.683

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.924 +538 R$ 1.688
MG 1.119 -259 R$ 1.652
RJ 297 -8 R$ 1.671
PR 264 +92 R$ 1.686
CE 177 +33 R$ 1.836
MT 127 +53 R$ 1.649
BA 85 +7 R$ 1.739
GO 83 +57 R$ 2.708
ES 70 -13 R$ 2.625
MA 63 +14 R$ 1.679

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

4.458

Desligamentos

3.908

Saldo

+550

Rotatividade

58,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+213) saldo negativo · pior: ago/25 (-56)

Em 12 meses houve 4.458 admissões e 3.908 desligamentos de conservador de via permanente (trilhos), o que significa que o mercado formal abriu 550 postos de trabalho no período, com rotatividade de 58,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,8% por dispensa sem justa causa, além de 5,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador30,9%
  • Dispensa sem justa causa54,8%
  • Fim de contrato5,5%

Sobre 3.908 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro31,4%
  • 1 a 4 empregados0,7%
  • 5 a 9 empregados1,3%
  • 10 a 19 empregados5,2%
  • 20 a 49 empregados6,7%
  • 50 a 99 empregados3,7%
  • 100 a 249 empregados13,7%
  • 250 a 499 empregados10,5%
  • 500 a 999 empregados9,6%
  • 1.000 ou mais empregados17%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata conservador de via permanente (trilhos)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 62,4% das admissões 2.780 44h R$ 1.615 R$ 1.662 R$ 1.745 3% 4
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 7,9% das admissões 352 44h R$ 1.622 R$ 1.662 R$ 1.719 3% 3
Transporte ferroviário de carga 4911600 · 6,8% das admissões 301 43.5h R$ 1.643 R$ 1.691 R$ 1.924 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 4,1% das admissões 184 44h R$ 1.677 R$ 2.406 R$ 2.455 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,4% das admissões 153 44h R$ 1.721 R$ 1.759 R$ 1.797 2% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2,1% das admissões 95 44.2h R$ 1.618 R$ 1.663 R$ 1.907 3% 1
Serviços de usinagem, tornearia e solda 2539001 · 2% das admissões 88 44h R$ 1.571 R$ 1.830 R$ 1.881 4
Serviços de engenharia 7112000 · 1,5% das admissões 68 43.9h R$ 1.740 R$ 1.782 R$ 1.866 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como conservador de via permanente (trilhos)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 6.728 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

14 meses

No setor público

2,6%

Em empresa do Simples

4%

Sexo

  • Homem98,3%
  • Mulher1,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 6.728 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda59,5%
  • Branca23,3%
  • Preta16,4%
  • Indígena0,5%
  • Amarela0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,5%
  • Até o 5º ano incompleto6,4%
  • 5º ano completo5%
  • 6º ao 9º ano14,8%
  • Fundamental completo17,7%
  • Médio incompleto10,9%
  • Médio completo43,1%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto1,4%
  • Até 5º ano incompleto6,5%
  • 5º ano completo3,9%
  • 6º a 9º ano11,1%
  • Fundamental completo15,4%
  • Médio incompleto14,3%
  • Médio completo46,4%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,9%
  • 5 a 9 empregados1,1%
  • 10 a 19 empregados2,7%
  • 20 a 49 empregados5,2%
  • 50 a 99 empregados3,8%
  • 100 a 249 empregados18%
  • 250 a 499 empregados19,3%
  • 500 a 999 empregados8,6%
  • 1.000 ou mais empregados40,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de conservador de via permanente (trilhos)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

15,5

CAT no período

83

Idade média no acidente

36 anos

Foram 83 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo conservador de via permanente (trilhos) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 15,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 88% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 12% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico88%
  • Trajeto12%

Parte do corpo atingida

  • Dedo37,3%
  • Pé (exceto artelhos)10,8%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)9,6%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)4,8%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)3,6%

Natureza da lesão

  • Fratura32,5%
  • Lesão imediata18,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)15,7%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)12%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)12%

Agente causador

  • Metal - inclui liga19,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas8,4%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira)7,2%
  • Martelo, malho, marreta - ferramenta manual sem força motriz7,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas7,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 10 12% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 4,8% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 2,4% 5.476
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 2 2,4% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 2 2,4% 1.225
S66.3 — Traumatismo do músculo extensor e tendão de outro dedo ao nível do punho e da mão 2 2,4% 2.658

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de rodovias e ferrovias) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 15,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício das ocupações de conservador de vias permanentes e soldadores aluminotérmicos requer-se ensino fundamental completo. No caso do operador de máquinas especiais e do inspetor de vias permanentes, exige-se ensino médio completo e curso básico de qualificação com até duzentas horas/aula, ministrado em escola profissionalizante. As empresas dão preferência a trabalhadores que tenham cursos de mecânica geral e ou elétrica, especialmente no caso do inspetor de vias permanentes. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9911.

Qual especialização paga mais na família 9911

Todas as ocupações de conservadores de vias permanentes (trilhos), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
9911-10 Inspetor de via permanente (trilhos) R$ 4.669 R$ 3.650 56
9911-20 Soldador aluminotérmico em conservação de trilhos R$ 2.074 R$ 3.638 209
9911-15 Operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos) R$ 2.240 R$ 2.884 3.302
9911-05 Conservador de via permanente (trilhos) (esta página) R$ 1.692 R$ 2.225 6.728

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9911-05.

A Reparar componentes da superestrutura e da infraestrutura da via (22)
  • Substituir componentes do amv (aparelho de movimentação de via)
  • Descarregar britas e dormentes
  • Substituir dormentes
  • Substituir fixação de trilhos
  • Furar dormentes
  • Descarregar trilhos
  • Substituir trilhos
  • Furar trilhos
  • Corrigir bitola
  • Substituir lastros
  • Esmerilhar componentes de amv, trilhos e juntas
  • Recompor lastro manualmente
  • Nivelar linha manualmente
  • Carregar materiais diversos
  • Conferir juntas
  • Substituir parafusos
  • Aliviar tensão térmica dos trilhos
  • Injetar produtos químicos nos dormentes
  • Lavar vias
  • Podar árvores
  • Roçar leito da via
  • Pulverizar produtos químicos na via (capina química)
B Corrigir geometria da via por meio de equipamentos (1)
  • Varrer lastro
C Esmerilhar trilhos (2)
  • Anotar detalhes do serviço executado
  • Esmerilhar manualmente rebarbas e cavidades
D Desguarnecer lastro (5)
  • Remover lastro contaminado
  • Peneirar brita para remoção de detritos
  • Recolocar lastro tratado
  • Socar lastro manualmente
  • Preencher com britas vãos entre dormentes
E Realizar soldagem aluminotérmica (2)
  • Examinar o estado do trilho
  • Cortar trilho
F Inspecionar vias (10)
  • Analisar programação de inspeção
  • Deslocar-se a pé pela via
  • Verificar trincas, cavidades e fixação dos trilhos
  • Recolher objetos estranhos da via
  • Inspecionar sistema de drenagem da via
  • Inspecionar materiais recuperados
  • Verificar componentes de amv
  • Limpar placas deslizantes
  • Verificar funcionamento das caixas de lubrificação de trilhos
  • Inspecionar vias conforme normas de segurança
G Providenciar manutenção de máquinas e equipamentos (3)
  • Examinar condições das ferramentas
  • Encaminhar para aferição equipamentos, máquinas e instrumentos de trabalho
  • Relacionar pendências do equipamento
H Trabalhar com segurança (8)
  • Inteirar-se do trabalho a ser realizado
  • Classificar nível de falhas
  • Usar equipamentos de segurança individual
  • Sinalizar vias
  • Isolar áreas
  • Aplicar procedimentos de segurança
  • Interditar linha em situação de emergência
  • Remover animais da via
Y Comunicar-se (7)
  • Relatar falhas detectadas no ato de inspeção
  • Relatar horas e atividades desenvolvidas pela equipe
  • Trocar informações com outras áreas
  • Comunicar ao centro de controle operacional o local de serviço
  • Confirmar liberação de via para manutenção
  • Pedir autorização para interdição de linha
  • Comunicar ocorrências
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar senso de ética
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Reciclar-se
  • Atentar para as normas de segurança
  • Demonstrar bom senso

Sinônimos oficiais (2)

Auxiliar de manutenção de linha férreaTrabalhador de linha férrea

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 9911-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um conservador de via permanente (trilhos)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.692 por mês, considerando as 4.432 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.591 (10% menores) a R$ 2.427 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.225 (RAIS 2024), 31.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando conservador de via permanente (trilhos)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 4.458 admissões contra 3.908 desligamentos, saldo de +550 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata conservador de via permanente (trilhos)?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 62,4% das admissões e mediana de R$ 1.662. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de conservador de via permanente (trilhos)?

9911-05 (família 9911 — Conservadores de vias permanentes (trilhos)). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de manutenção de linha férrea, Trabalhador de linha férrea — todos usam o mesmo código 9911-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser conservador de via permanente (trilhos)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9911: Para o exercício das ocupações de conservador de vias permanentes e soldadores aluminotérmicos requer-se ensino fundamental completo. No caso do operador de máquinas especiais e do inspetor de vias permanentes, exige-se ensino médio completo e curso básico de qualificação com até duzentas horas/aula, ministrado em escola profissionalizante. As empresas dão preferência a trabalhadores que tenham cursos de mecânica geral e ou elétrica, especialmente no caso do inspetor de vias permanentes. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de conservador de via permanente (trilhos)?

A taxa é de 15,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (37,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9911-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9911-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9911-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9911:

  • C B T U - Metrorec
  • Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (Cptm)
  • Companhia Vale do Rio Doce (Cvrd)
  • Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.
  • Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S.A.
  • Oportrans - Metrô Rio
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • AMV: Aparelho de Movimentação de Via.
  • Lastro: camada resistente e permeável de brita colocada sob os dormentes de uma via férrea.
  • Material rodante: refere-se ao trem por inteiro ou ao sistema trem.
  • TM: nome que se dá ao carro de linha montado em uma gôndola para transportar pessoas e materiais nas vias.
  • Via permanente: o mesmo que via férrea.
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