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CBO 2002 Família 8612 R$ 2.763 na admissão +13 postos em 12 meses 92 atividades

CBO 8612-05 — Operador de subestação

O código 8612-05 identifica a ocupação operador de subestação na CBO 2002, dentro da família 8612 — Operadores de instalações de distribuição de energia elétrica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um operador de subestação

Operam instalações dos sistemas elétricos e controlam grandezas eletromecânicas e nucleares. Manobram equipamentos para manutenção e mantêm as instalações elétricas e nucleares em condições operacionais. Elaboram relatórios e documentos, tais como ocorrências de vandalismo, escala de revezamento, atualização de desenhos e diagramas, inspeção em equipamentos, entre outros. Implementam ações para preservação do meio ambiente e trabalham em conformidade com as normas e procedimentos de segurança e saúde ocupacional.

Descrição oficial da família 8612 — Operadores de instalações de distribuição de energia elétrica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresa dos serviços de eletricidade, gás e água quente como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente de técnicos e engenheiros, em locais fechados ou abertos e no sistema de rodízio de turnos. Trabalham sob pressão, em grandes alturas, em posições desconfortáveis e em locais subterrâneos ou confinados. Podem permanecer expostos a materiais tóxicos, radiação, altas temperaturas e riscos de choque elétrico e explosão.

Recursos de trabalho

Conjunto de aterramento; Detector de radioatividade; Detector de tensão; Escada; Ex-plosímetro; Lanterna; Rádio; Telefone; Vara de manobra; Veículo.

Quanto ganha um operador de subestação

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.90210% ganham atéR$ 2.763medianaR$ 4.76010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.946

Entrada × quem já está

R$ 2.763 ao ser admitido · R$ 5.946 para quem tem vínculo ativo +115,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de subestação foi de R$ 2.763 — metade das 324 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.902 e os 10% de maior, acima de R$ 4.760.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.946, ou seja, 115,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 42.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.763
Por ano (12 salários)R$ 33.156
Por semanaR$ 636
Por hora (42.7h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.731100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.99195,8%
  • Mulheres — R$ 5.1884,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.961
  • Nordeste3.042
  • Sudeste3.127

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RJ 84 -44 R$ 3.054
AM 67 +38 R$ 1.954
CE 45 +20 R$ 2.363

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

377

Desligamentos

364

Saldo

+13

Rotatividade

14,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+28) saldo negativo · pior: set/25 (-21)

Em 12 meses houve 377 admissões e 364 desligamentos de operador de subestação, o que significa que o mercado formal abriu 13 postos de trabalho no período, com rotatividade de 14,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31% foram a pedido do próprio trabalhador e 63,2% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador31%
  • Dispensa sem justa causa63,2%
  • Fim de contrato2,2%

Sobre 364 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,8% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro14,6%
  • 1 a 4 empregados4%
  • 5 a 9 empregados6,4%
  • 10 a 19 empregados11,9%
  • 20 a 49 empregados6,9%
  • 50 a 99 empregados13,3%
  • 100 a 249 empregados8,5%
  • 250 a 499 empregados10,6%
  • 500 a 999 empregados13,8%
  • 1.000 ou mais empregados10,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de subestação

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Geração de energia elétrica 3511501 · 18,6% das admissões 70 43.9h R$ 1.928 R$ 1.965 R$ 2.220 3
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 14,1% das admissões 53 43.6h R$ 1.889 R$ 2.317 R$ 3.017 3% 3
Transmissão de energia elétrica 3512300 · 13,3% das admissões 50 43h R$ 3.050 R$ 3.367 R$ 4.708 3% 3
Manutenção de redes de distribuição de energia elétrica 4221903 · 6,6% das admissões 25 44h R$ 2.768 3% 4
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 6,6% das admissões 25 44h R$ 3.180 3% 4
Construção de edifícios 4120400 · 6,4% das admissões 24 3% 3
Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 7739099 · 4,5% das admissões 17 44h R$ 1.900 3% 1
Distribuição de energia elétrica 3514000 · 4,5% das admissões 17 41.6h R$ 4.285 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de subestação

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.517 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

42 meses

No setor público

7,4%

Em empresa do Simples

0,8%

Sexo

  • Homem95,9%
  • Mulher4,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos2%

Sobre os 2.517 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda45,9%
  • Branca43%
  • Preta10,1%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,7%
  • 6º ao 9º ano2%
  • Fundamental completo4,4%
  • Médio incompleto3%
  • Médio completo66,7%
  • Superior incompleto6,2%
  • Superior completo15,9%
  • Mestrado0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano2,7%
  • Fundamental completo6,1%
  • Médio incompleto1,9%
  • Médio completo73,5%
  • Superior incompleto4%
  • Superior completo10,6%
  • Pós-graduação0,5%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,8%
  • 5 a 9 empregados6,6%
  • 10 a 19 empregados5,8%
  • 20 a 49 empregados10,8%
  • 50 a 99 empregados10,7%
  • 100 a 249 empregados11,7%
  • 250 a 499 empregados12,5%
  • 500 a 999 empregados14,8%
  • 1.000 ou mais empregados24,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de quatrocentas horas/aula, ministrado em escolas especializadas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8612.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8612-05.

A Operar instalação de sistema elétrico (23)
  • Identificar equipamentos e instrumentos elétricos
  • Utilizar ferramentas de informática
  • Utilizar equipamentos de comunicação
  • Operar estação de ar comprimido
  • Inteirar-se das ocorrências da subestação e usina
  • Utilizar princípios de eletricidade
  • Analisar equipamento de telecomando
  • Inspecionar equipamentos elétricos
  • Operar gerador (diesel) de emergência
  • Monitorar sistemas de telecomunicação
  • Cumprir normas, instruções e procedimentos
  • Operar estação de captação de água da usina e subestação
  • Operar estação de tratamento de água da usina e subestação
  • Operar estação de tratamento de esgoto da usina e subestação
  • Operar instalação elétrica de clientes
  • Operar equipamento de telecomando
  • Identificar anomalias no sistema
  • Operar turbo-gerador
  • Operar hidrogeradores
  • Interpretar sistemas de proteção elétrica
  • Manobrar equipamentos e elétricos
  • Definir prioridades para restabelecimento da subestação e usina
  • Restabelecer sistemas elétricos
B Controlar grandezas eletromecânicas e nucleares (6)
  • Controlar níveis de reservatório de água
  • Aplicar princípios de física nuclear e hidráulica
  • Interpretar grandezas eletromecânicas e nucleares
  • Variar cargas ativas e ou reativas
  • Controlar níveis de tensão do sistema elétrico
  • Controlar reatividade nuclear e térmica
C Manobrar equipamentos para manutenção (13)
  • Delimitar áreas de trabalho
  • Transmitir informações para o turno seguinte
  • Comprovar ausência de tensão
  • Aterrar equipamento isolado
  • Conferir o processo de liberação e normalização
  • Elaborar seqüência de manobra
  • Monitorar parâmetros de limites operacionais
  • Identificar situações de risco
  • Testar equipamentos após manutenção
  • Normalizar equipamentos após manutenção
  • Emitir documento de liberação de equipamento
  • Coordenar desligamento de equipamentos elétricos
  • Isolar equipamentos
D Manter as instalações elétricas e nucleares em condições operacionais (14)
  • Coordenar turnos de equipes
  • Substituir lâmpadas de sinalização de painéis e equipamentos
  • Coletar amostras de óleo em equipamentos energizados
  • Substituir sílica-gel ou resina
  • Limpar filtros e crivos no sistema de resfriamento
  • Substituir fusíveis
  • Acionar equipe de emergência para manutenção
  • Utilizar instrumento de termovisor
  • Realizar manutenção no sistema de iluminação
  • Substituir óleo isolante ou lubrificante no equipamento
  • Completar nível de óleo lubrificante ou isolante nos equipamentos
  • Realizar manutenção em bancos de baterias
  • Comissionar equipamentos elétricos
  • Testar funcionamento de equipamentos eletromecânicos e nucleares
E Elaborar relatórios e documentos (8)
  • Fornecer dados para emissão de boletim de ocorrência policial
  • Relatar ocorrências de vandalismo
  • Elaborar escala de revezamento
  • Participar da elaboração de manual técnico de operação
  • Emitir relatórios de inspeção em equipamentos
  • Atualizar desenhos e diagramas
  • Emitir relatórios de defeito
  • Emitir diário de ocorrência
F Implementar ações para preservação do meio ambiente (8)
  • Emitir licença de rejeitos radioativos
  • Embalar em cápsulas rejeitos sólidos
  • Acionar a brigada de emergência
  • Emitir corpo de prova de rejeitos radioativos
  • Controlar espelho de água na escada de peixe
  • Controlar a temperatura de refluxo da água do rio
  • Verificar o uso de herbicida não-agrotóxico no pátio da subestação
  • Comunicar a defesa civil quanto às vazões anormais dos rios
G Realizar o trabalho segundo normas de segurança (9)
  • Prestar atendimentos de primeiros socorros
  • Utilizar equipamentos de proteção individual e coletiva (epi e epc)
  • Acompanhar empreiteiras em áreas de risco
  • Participar na elaboração do mapa de risco
  • Acompanhar visitantes nas instalações
  • Utilizar equipamentos de combate a incêndio
  • Inspecionar equipamentos de segurança
  • Participar da brigada de incêndio
  • Utilizar princípios de rádio-proteção
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • Comunicar-se com clareza
  • Demonstrar maturidade na função
  • Conduzir veículos
  • Demonstrar controle emocional
  • Demonstrar iniciativa
  • Buscar auto-verificação (parar, pensar, agir e avaliar)
  • Treinar pessoas
  • Relacionar-se com outras pessoas
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Demonstrar flexibilidade
  • Desenvolver senso visual, auditivo, tátil e olfativo

Sinônimos oficiais (4)

Operador de eclusaOperador de usina hidroelétricaOperador de usina nuclearOperador de usina termoelétrica

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8612-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de subestação?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.763 por mês, considerando as 324 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.902 (10% menores) a R$ 4.760 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.946 (RAIS 2024), 115.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de subestação?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 377 admissões contra 364 desligamentos, saldo de +13 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de subestação?

A atividade econômica que mais contratou foi Geração de energia elétrica (CNAE 3511501), com 18,6% das admissões e mediana de R$ 1.965. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de subestação?

8612-05 (família 8612 — Operadores de instalações de distribuição de energia elétrica). A CBO reconhece também os títulos: Operador de eclusa, Operador de usina hidroelétrica, Operador de usina nuclear, Operador de usina termoelétrica — todos usam o mesmo código 8612-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de subestação?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8612: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de quatrocentas horas/aula, ministrado em escolas especializadas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8612-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8612-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8612-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8612:

  • Bandeirantes Energia S.A.
  • Caiua Serviços de Eletricidade S.A.
  • Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista - Cte
  • Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL
  • Duke Energy International
  • Elektro Eletricidade e Serviços S.A.
  • Eletrobrás Termonuclear S.A. (Eletronuclear)
  • Eletropaulo Metropolitana Eletricidade São Paulo S.A.
  • Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.
  • Furnas Centrais Elétricas S.A.
  • Rede Empresas de Energia Elétrica
  • Sindicato dos Eletricitários de Campinas - Stieec
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Rejeito nuclear: resíduo de uma combustão nuclear que não tem utilidade e, por ser radioativo, exige precauções na sua manipulação.
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