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CBO 2002 Família 8611 R$ 2.616 na admissão +139 postos em 12 meses 42 atividades

CBO 8611-10 — Operador de quadro de distribuição de energia elétrica

O código 8611-10 identifica a ocupação operador de quadro de distribuição de energia elétrica na CBO 2002, dentro da família 8611 — Operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um operador de quadro de distribuição de energia elétrica

Controlam a produção de energia elétrica, monitoram sistemas de geração de energia elétrica, manobram equipamentos de geração elétrica e executam atividades para manter máquinas e equipamentos em condições de operação. Realizam atividades de distribuição de energia elétrica, analisando ordens de manobra, controlando o nível de energia programada, acionando equipamentos auxiliares de distribuição, liberando ou bloqueando linhas e equipamentos de transmissão e distribuição. Interagem com outros setores e instituições e trabalham segundo procedimentos de segurança, proteção ao meio ambiente e saúde ocupacional.

Descrição oficial da família 8611 — Operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas empresas dos serviços de eletricidade, gás e água quente como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipes de trabalho cooperativo, sob supervisão permanente ou ocasional. Atuam em locais fechados ou a céu aberto e no sistema de rodízio de turnos. Em algumas usinas hidrelétricas a operação do quadro de 505 distribuição de energia é feita a distância, por meio de um centro de operações. Podem trabalhar em grandes alturas e permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruídos, altas temperaturas, poeira e riscos elétricos.

Recursos de trabalho

Equipamentos auxiliares; Equipamentos de manobra; Equipamentos de proteção individual e coletiva; Excitatriz; Geradores; Instrumentos de comunicação; Instrumentos de controles; Reator nuclear; Turbinas.

Quanto ganha um operador de quadro de distribuição de energia elétrica

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.70910% ganham atéR$ 2.616medianaR$ 4.44810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.553

Entrada × quem já está

R$ 2.616 ao ser admitido · R$ 4.553 para quem tem vínculo ativo +74%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de quadro de distribuição de energia elétrica foi de R$ 2.616 — metade das 421 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.709 e os 10% de maior, acima de R$ 4.448.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.553, ou seja, 74% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 45 meses.

Considerando a jornada média de 42.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.616
Por ano (12 salários)R$ 31.392
Por semanaR$ 602
Por hora (42.3h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.61391,9%
  • Mulheres — R$ 2.6258,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.75089%
  • Mulheres — R$ 4.00011%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.731
  • Nordeste2.230
  • Sudeste3.267
  • Centro-Oeste3.800

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MA 200 +152 R$ 2.217
SP 129 +4 R$ 2.925

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

510

Desligamentos

371

Saldo

+139

Rotatividade

20,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+88) saldo negativo · pior: nov/25 (-9)

Em 12 meses houve 510 admissões e 371 desligamentos de operador de quadro de distribuição de energia elétrica, o que significa que o mercado formal abriu 139 postos de trabalho no período, com rotatividade de 20,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 43,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,6% por dispensa sem justa causa, além de 7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador43,1%
  • Dispensa sem justa causa45,6%
  • Fim de contrato7%

Sobre 371 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,5%
  • 1 a 4 empregados7,6%
  • 5 a 9 empregados2,9%
  • 10 a 19 empregados5,1%
  • 20 a 49 empregados6,5%
  • 50 a 99 empregados3,3%
  • 100 a 249 empregados43,5%
  • 250 a 499 empregados12,7%
  • 500 a 999 empregados7,5%
  • 1.000 ou mais empregados8,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de quadro de distribuição de energia elétrica

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 40,2% das admissões 205 44h R$ 1.765 R$ 2.225 R$ 2.696 3% 1
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 11,6% das admissões 59 3% 3
Distribuição de energia elétrica 3514000 · 8,8% das admissões 45 43.4h R$ 3.739 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 7,1% das admissões 36 44h R$ 3.245 3% 3
Transmissão de energia elétrica 3512300 · 4,5% das admissões 23 42.5h R$ 6.086 3% 3
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 3,3% das admissões 17 44h R$ 2.729 3% 3
Holdings de instituições não financeiras 6462000 · 3,1% das admissões 16 44h R$ 4.500 3% 1
Geração de energia elétrica 3511501 · 3,1% das admissões 16 44h R$ 2.550 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de quadro de distribuição de energia elétrica

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.829 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

45 meses

No setor público

9,4%

Em empresa do Simples

4,2%

Sexo

  • Homem88,6%
  • Mulher11,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,1h/sem
  • Pessoas com deficiência2,1%
  • Jornada parcial2,4%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 1.829 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda46,4%
  • Branca44,8%
  • Preta7,9%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,8%
  • 5º ano completo0,9%
  • 6º ao 9º ano1,5%
  • Fundamental completo5%
  • Médio incompleto3,7%
  • Médio completo71,4%
  • Superior incompleto5%
  • Superior completo11,3%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º a 9º ano1,4%
  • Fundamental completo1,8%
  • Médio incompleto2,2%
  • Médio completo76,5%
  • Superior incompleto7,1%
  • Superior completo8,2%
  • Pós-graduação1,6%
  • Doutorado0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,8%
  • 5 a 9 empregados3,1%
  • 10 a 19 empregados3,6%
  • 20 a 49 empregados5,1%
  • 50 a 99 empregados4,2%
  • 100 a 249 empregados9,7%
  • 250 a 499 empregados23,2%
  • 500 a 999 empregados20%
  • 1.000 ou mais empregados27,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de quatrocentas horas/aula, ministrado em escolas especializadas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. Há indícios de que as empresas já estão exigindo profissionais com curso técnico de eletrotécnica ou de processos de geração de energia elétrica, ministrados em escolas especializadas, para o exercício da ocupação de operador de usina (elétrica e termonuclear). Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8611.

Qual especialização paga mais na família 8611

Todas as ocupações de operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8611-20 Operador de reator nuclear R$ 21.950 216
8611-05 Operador de central hidrelétrica R$ 2.504 R$ 6.369 3.540
8611-15 Operador de central termoelétrica R$ 3.006 R$ 5.231 1.686
8611-10 Operador de quadro de distribuição de energia elétrica (esta página) R$ 2.616 R$ 4.553 1.829

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8611-10.

A Controlar a produção de energia elétrica (1)
  • Ajustar níveis de tensão
B Monitorar sistemas de geração de energia elétrica (3)
  • Inspecionar funcionamento de equipamentos auxiliares
  • Monitorar tensão, potência, corrente e freqüência no sistema de geração
  • Anotar dados monitorados
D Executar atividades para manter máquinas e equipamentos em condições de operação (7)
  • Identificar defeitos
  • Registrar dados sobre condições dos equipamentos
  • Solicitar manutenção de máquinas e equipamentos
  • Acompanhar manutenção de máquinas e equipamentos
  • Realizar pequenos reparos
  • Testar equipamentos
  • Limpar máquinas e equipamentos
E Realizar distribuição de energia elétrica (10)
  • Analisar ordem de manobras de distribuição de energia elétrica
  • Efetuar controle para manter o nível de distribuição de energia programada
  • Efetuar controle para manter o nível de tensão nos sistemas de transmissão e distribuição
  • Restabelecer sistemas de distribuição de energia
  • Acionar equipamentos auxiliares de distribuição de energia elétrica
  • Registrar número de acionamento de equipamento de transmissão e distribuição
  • Isolar linhas e equipamentos de transmissão e distribuição
  • Liberar linhas e equipamentos de transmissão e distribuição
  • Bloquear equipamentos de transmissão e distribuição
  • Desbloquear equipamentos de transmissão e distribuição
F Interagir com outros setores e instituições (6)
  • Operar instrumentos de comunicação
  • Interpretar procedimentos, normas e manuais
  • Preencher formulários
  • Redigir relatórios
  • Interpretar gráficos, esquemas e fluxogramas
  • Participar de reuniões e discussões técnicas
G Trabalhar segundo procedimentos de segurança, proteção ao meio ambiente e saúde ocupacional (5)
  • Utilizar equipamentos de segurança
  • Isolar áreas de riscos
  • Identificar atos e condições inseguras
  • Testar equipamentos de segurança
  • Participar de programas de segurança do trabalho, proteção ao meio ambiente e saúde ocupacional
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar capacidade de questionamento
  • Realizar ações pró-ativas
  • Demonstrar iniciativa
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar rapidez de raciocínio
  • Comunicar-se de forma clara e objetiva
  • Demonstrar senso de organização
  • Manter-se atualizado
  • Cumprir normas, procedimentos e metas
  • Demonstrar capacidade de decisão

Sinônimos oficiais (1)

Operador de quadro de alimentação (subestação de distribuição de energia elétrica)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8611-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de quadro de distribuição de energia elétrica?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.616 por mês, considerando as 421 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.709 (10% menores) a R$ 4.448 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.553 (RAIS 2024), 74% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de quadro de distribuição de energia elétrica?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 510 admissões contra 371 desligamentos, saldo de +139 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de quadro de distribuição de energia elétrica?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 40,2% das admissões e mediana de R$ 2.225. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de quadro de distribuição de energia elétrica?

8611-10 (família 8611 — Operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear). A CBO reconhece também os títulos: Operador de quadro de alimentação (subestação de distribuição de energia elétrica) — todos usam o mesmo código 8611-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de quadro de distribuição de energia elétrica?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8611: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de quatrocentas horas/aula, ministrado em escolas especializadas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. Há indícios de que as empresas já estão exigindo profissionais com curso técnico de eletrotécnica ou de processos de geração de energia elétrica, ministrados em escolas especializadas, para o exercício da ocupação de operador de usina (elétrica e termonuclear). Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8611-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8611-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8611-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8611:

  • Celesc - Centrais Elétricas de Santa Catarina
  • Companhia Paranaense de Energia (Copel)
  • Eletrobrás Termonuclear S.A. (Eletronuclear)
  • Tractebel Energia S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Equipamentos de controle: estação de operação, quadro de instrumentos da turbina, dos geradores e da subestação, quadro de proteção, medição e de serviços auxiliares e painéis de alarme.
  • Equipamentos auxiliares: auxiliam nas atividades de geração de energia. Ex.: bombas, compressores, ventiladores, unidade hidráulica, moinhos de carvão, chaves em geral, vál- vulas, unidade hidreelétrica, comportas, banco de baterias, retificadores, inversores, ge- rador auxiliar de emergência, precipitador eletrostático, alimentador de carvão e outros.
  • Rejeito nuclear: resíduo de uma combustão nuclear que não tem utilidade e, por ser radioativo, exige precauções na sua manipulação.
  • Equipamentos de manobra: disjuntores, seccionadoras, religadores, computadores de carga, varas de manobra, sistema digital de supervisão e controle da usina.
  • 506 Instrumentos de comunicação: computadores, fax, telefone, rádio VHF e alto-falante.
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