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CBO 2002 Família 8611 R$ 3.006 na admissão +1 postos em 12 meses 59 atividades

CBO 8611-15 — Operador de central termoelétrica

O código 8611-15 identifica a ocupação operador de central termoelétrica na CBO 2002, dentro da família 8611 — Operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um operador de central termoelétrica

Controlam a produção de energia elétrica, monitoram sistemas de geração de energia elétrica, manobram equipamentos de geração elétrica e executam atividades para manter máquinas e equipamentos em condições de operação. Realizam atividades de distribuição de energia elétrica, analisando ordens de manobra, controlando o nível de energia programada, acionando equipamentos auxiliares de distribuição, liberando ou bloqueando linhas e equipamentos de transmissão e distribuição. Interagem com outros setores e instituições e trabalham segundo procedimentos de segurança, proteção ao meio ambiente e saúde ocupacional.

Descrição oficial da família 8611 — Operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas empresas dos serviços de eletricidade, gás e água quente como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipes de trabalho cooperativo, sob supervisão permanente ou ocasional. Atuam em locais fechados ou a céu aberto e no sistema de rodízio de turnos. Em algumas usinas hidrelétricas a operação do quadro de 505 distribuição de energia é feita a distância, por meio de um centro de operações. Podem trabalhar em grandes alturas e permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruídos, altas temperaturas, poeira e riscos elétricos.

Recursos de trabalho

Equipamentos auxiliares; Equipamentos de manobra; Equipamentos de proteção individual e coletiva; Excitatriz; Geradores; Instrumentos de comunicação; Instrumentos de controles; Reator nuclear; Turbinas.

Quanto ganha um operador de central termoelétrica

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.77910% ganham atéR$ 3.006medianaR$ 6.51210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.231

Entrada × quem já está

R$ 3.006 ao ser admitido · R$ 5.231 para quem tem vínculo ativo +74%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de central termoelétrica foi de R$ 3.006 — metade das 238 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.779 e os 10% de maior, acima de R$ 6.512.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.231, ou seja, 74% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 53 meses.

Considerando a jornada média de 41.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.006
Por ano (12 salários)R$ 36.072
Por semanaR$ 692
Por hora (41.4h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.01394,1%
  • Mulheres — R$ 2.4675,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.21096,7%
  • Mulheres — R$ 5.5003,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.160
  • Nordeste2.492
  • Centro-Oeste3.033

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
AM 126 +25 R$ 3.130
BA 37 +27 R$ 3.443

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

347

Desligamentos

346

Saldo

+1

Rotatividade

20,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+23) saldo negativo · pior: mar/26 (-32)

Em 12 meses houve 347 admissões e 346 desligamentos de operador de central termoelétrica, o que significa que o mercado formal abriu 1 posto de trabalho no período, com rotatividade de 20,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 69,4% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador25,4%
  • Dispensa sem justa causa69,4%
  • Fim de contrato2,3%

Sobre 346 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,5%
  • 1 a 4 empregados13,5%
  • 5 a 9 empregados4,6%
  • 10 a 19 empregados9,5%
  • 20 a 49 empregados10,4%
  • 50 a 99 empregados6,1%
  • 100 a 249 empregados15,6%
  • 250 a 499 empregados6,1%
  • 500 a 999 empregados17%
  • 1.000 ou mais empregados9,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de central termoelétrica

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Geração de energia elétrica 3511501 · 45,8% das admissões 159 44.3h R$ 1.683 R$ 2.633 R$ 4.050 3
Serviços de engenharia 7112000 · 18,2% das admissões 63 43.2h R$ 3.108 R$ 3.459 R$ 4.138 3% 1
Atividades de coordenação e controle da operação da geração e transmissão de energia elétrica 3511502 · 5,2% das admissões 18 44h R$ 5.804 3
Produção de semi acabados de aço 2421100 · 4,6% das admissões 16 44h R$ 1.796 1% 4
Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 7739099 · 4,3% das admissões 15 44h R$ 2.100 3% 1
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 2,6% das admissões 9 3% 4
Manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas 3314701 · 2,3% das admissões 8 1% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de central termoelétrica

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.686 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

53 meses

Em empresa do Simples

2,6%

Sexo

  • Homem96,7%
  • Mulher3,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 1.686 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda59,6%
  • Branca34%
  • Preta4,6%
  • Amarela1,6%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,5%
  • 5º ano completo0,4%
  • 6º ao 9º ano0,8%
  • Fundamental completo3,4%
  • Médio incompleto2,9%
  • Médio completo77%
  • Superior incompleto4,9%
  • Superior completo9,9%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto0,3%
  • 6º a 9º ano0,3%
  • Fundamental completo1,7%
  • Médio incompleto2,9%
  • Médio completo74,9%
  • Superior incompleto4,9%
  • Superior completo13,3%
  • Pós-graduação1,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,8%
  • 5 a 9 empregados2,8%
  • 10 a 19 empregados9,5%
  • 20 a 49 empregados14,8%
  • 50 a 99 empregados9,1%
  • 100 a 249 empregados23,4%
  • 250 a 499 empregados10,9%
  • 500 a 999 empregados17,3%
  • 1.000 ou mais empregados10,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de quatrocentas horas/aula, ministrado em escolas especializadas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. Há indícios de que as empresas já estão exigindo profissionais com curso técnico de eletrotécnica ou de processos de geração de energia elétrica, ministrados em escolas especializadas, para o exercício da ocupação de operador de usina (elétrica e termonuclear). Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8611.

Qual especialização paga mais na família 8611

Todas as ocupações de operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8611-20 Operador de reator nuclear R$ 21.950 216
8611-05 Operador de central hidrelétrica R$ 2.504 R$ 6.369 3.540
8611-15 Operador de central termoelétrica (esta página) R$ 3.006 R$ 5.231 1.686
8611-10 Operador de quadro de distribuição de energia elétrica R$ 2.616 R$ 4.553 1.829

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8611-15.

A Controlar a produção de energia elétrica (6)
  • Controlar nível de abastecimento de combustível na caldeira
  • Controlar queima de combustível na caldeira
  • Controlar vazão de vapor nas turbinas
  • Controlar variação de velocidade da turbina
  • Ajustar parâmetros dos equipamentos de produção de energia elétrica
  • Ajustar níveis de tensão
B Monitorar sistemas de geração de energia elétrica (5)
  • Inspecionar funcionamento de turbinas e geradores amostras
  • Inspecionar funcionamento de equipamentos auxiliares
  • Monitorar pressão, temperatura, nível e vazão de sistemas de geração
  • Monitorar tensão, potência, corrente e freqüência no sistema de geração
  • Anotar dados monitorados
C Manobrar equipamentos de geração de energia elétrica (10)
  • Analisar ordem de manobra de geração de energia elétrica
  • Acionar caldeiras
  • Acionar equipamentos auxiliares de geração de energia elétrica
  • Acionar turbinas e geradores
  • Sincronizar unidade geradora
  • Analisar plano de isolamento
  • Bloquear funcionamento de equipamentos de geração de energia
  • Liberar equipamentos de geração para funcionamento
  • Desacoplar unidade geradora do sistema
  • Interpretar leiaute da planta de geração
D Executar atividades para manter máquinas e equipamentos em condições de operação (8)
  • Identificar defeitos
  • Registrar dados sobre condições dos equipamentos
  • Solicitar manutenção de máquinas e equipamentos
  • Acompanhar manutenção de máquinas e equipamentos
  • Realizar pequenos reparos
  • Testar equipamentos
  • Registrar número de horas de funcionamento dos equipamentos em operação
  • Limpar máquinas e equipamentos
E Realizar distribuição de energia elétrica (7)
  • Efetuar controle para manter o nível de distribuição de energia programada
  • Determinar número de geradores em operação
  • Efetuar controle para manter o nível de tensão nos sistemas de transmissão e distribuição
  • Otimizar cargas entre geradores
  • Restabelecer sistemas de distribuição de energia
  • Isolar linhas e equipamentos de transmissão e distribuição
  • Liberar linhas e equipamentos de transmissão e distribuição
F Interagir com outros setores e instituições (6)
  • Operar instrumentos de comunicação
  • Interpretar procedimentos, normas e manuais
  • Preencher formulários
  • Redigir relatórios
  • Interpretar gráficos, esquemas e fluxogramas
  • Participar de reuniões e discussões técnicas
G Trabalhar segundo procedimentos de segurança, proteção ao meio ambiente e saúde ocupacional (7)
  • Utilizar equipamentos de segurança
  • Controlar liberação de rejeitos sólidos, líquidos, gasosos
  • Isolar áreas de riscos
  • Identificar atos e condições inseguras
  • Testar equipamentos de segurança
  • Simular situações de emergência
  • Participar de programas de segurança do trabalho, proteção ao meio ambiente e saúde ocupacional
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar capacidade de questionamento
  • Realizar ações pró-ativas
  • Demonstrar iniciativa
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar rapidez de raciocínio
  • Comunicar-se de forma clara e objetiva
  • Demonstrar senso de organização
  • Manter-se atualizado
  • Cumprir normas, procedimentos e metas
  • Demonstrar capacidade de decisão

Sinônimos oficiais (3)

Maquinista de usina termoelétricaOperador de usina térmicaOperador de usina termogás

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8611-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de central termoelétrica?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.006 por mês, considerando as 238 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.779 (10% menores) a R$ 6.512 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.231 (RAIS 2024), 74% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de central termoelétrica?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 347 admissões contra 346 desligamentos, saldo de +1 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de central termoelétrica?

A atividade econômica que mais contratou foi Geração de energia elétrica (CNAE 3511501), com 45,8% das admissões e mediana de R$ 2.633. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de central termoelétrica?

8611-15 (família 8611 — Operadores de instalações de geração e distribuição de energia elétrica, hidráulica, térmica ou nuclear). A CBO reconhece também os títulos: Maquinista de usina termoelétrica, Operador de usina térmica, Operador de usina termogás — todos usam o mesmo código 8611-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de central termoelétrica?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8611: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de quatrocentas horas/aula, ministrado em escolas especializadas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. Há indícios de que as empresas já estão exigindo profissionais com curso técnico de eletrotécnica ou de processos de geração de energia elétrica, ministrados em escolas especializadas, para o exercício da ocupação de operador de usina (elétrica e termonuclear). Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8611-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8611-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8611-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8611:

  • Celesc - Centrais Elétricas de Santa Catarina
  • Companhia Paranaense de Energia (Copel)
  • Eletrobrás Termonuclear S.A. (Eletronuclear)
  • Tractebel Energia S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Equipamentos de controle: estação de operação, quadro de instrumentos da turbina, dos geradores e da subestação, quadro de proteção, medição e de serviços auxiliares e painéis de alarme.
  • Equipamentos auxiliares: auxiliam nas atividades de geração de energia. Ex.: bombas, compressores, ventiladores, unidade hidráulica, moinhos de carvão, chaves em geral, vál- vulas, unidade hidreelétrica, comportas, banco de baterias, retificadores, inversores, ge- rador auxiliar de emergência, precipitador eletrostático, alimentador de carvão e outros.
  • Rejeito nuclear: resíduo de uma combustão nuclear que não tem utilidade e, por ser radioativo, exige precauções na sua manipulação.
  • Equipamentos de manobra: disjuntores, seccionadoras, religadores, computadores de carga, varas de manobra, sistema digital de supervisão e controle da usina.
  • 506 Instrumentos de comunicação: computadores, fax, telefone, rádio VHF e alto-falante.
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