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CBO 2002 Família 8483 R$ 1.904 na admissão +126 postos em 12 meses 35 atividades

CBO 8483-25 — Trabalhador de fabricação de sorvete

O código 8483-25 identifica a ocupação trabalhador de fabricação de sorvete na CBO 2002, dentro da família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um trabalhador de fabricação de sorvete

Planejam a produção e preparam massas de pão, macarrão e similares. Fazem pães, bolachas e biscoitos e fabricam macarrão. Elaboram caldas de sorvete e produzem compotas. Confeitam doces, preparam recheios e confeccionam salgados. Redigem documentos tais como requisição de materiais registros de saída de materiais e relatórios de produção. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares com empregados com carteira assinada. Podem, também, exercer suas funções como autônomos. Nas fábricas, organizam-se segundo o sistema de trabalho sequencial, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e em rodízio de turnos (diurno/noturno). Podem trabalhar em posições desconfortáveis durante longos períodos e permanecer expostos a ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Balança; Batedeira; Cilindro; Empacotadora; Fôrmas; Forno; Liquidificador industrial; Máquina produtora; Masseira; Modeladora.

Quanto ganha um trabalhador de fabricação de sorvete

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60610% ganham atéR$ 1.904medianaR$ 2.31210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.976

Entrada × quem já está

R$ 1.904 ao ser admitido · R$ 1.976 para quem tem vínculo ativo +3,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador de fabricação de sorvete foi de R$ 1.904 — metade das 3.281 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.606 e os 10% de maior, acima de R$ 2.312.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.976, ou seja, 3,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 17 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.904
Por ano (12 salários)R$ 22.848
Por semanaR$ 438
Por hora (43.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.86850,5%
  • Mulheres — R$ 1.91249,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.98658,2%
  • Mulheres — R$ 1.95841,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.665
  • Nordeste1.650
  • Sudeste2.036
  • Sul1.969
  • Centro-Oeste1.702

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 877 +21 R$ 2.175
SC 476 +116 R$ 1.973
MG 460 +13 R$ 1.747
RS 271 -2 R$ 1.893
PR 202 -1 R$ 2.134
GO 160 +7 R$ 1.730
PE 94 -14 R$ 1.643
BA 92 -5 R$ 1.663
RJ 92 -12 R$ 1.783
MT 92 +6 R$ 1.672

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.366

Desligamentos

3.240

Saldo

+126

Rotatividade

57,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+217) saldo negativo · pior: fev/26 (-115)

Em 12 meses houve 3.366 admissões e 3.240 desligamentos de trabalhador de fabricação de sorvete, o que significa que o mercado formal abriu 126 postos de trabalho no período, com rotatividade de 57,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,6% por dispensa sem justa causa, além de 11,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador35,3%
  • Dispensa sem justa causa50,6%
  • Fim de contrato11,1%

Sobre 3.240 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro12,7%
  • 1 a 4 empregados13,7%
  • 5 a 9 empregados14,8%
  • 10 a 19 empregados15,8%
  • 20 a 49 empregados12,3%
  • 50 a 99 empregados9,5%
  • 100 a 249 empregados8,3%
  • 250 a 499 empregados5,9%
  • 500 a 999 empregados7,1%
  • 1.000 ou mais empregados0,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador de fabricação de sorvete

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis 1053800 · 62,5% das admissões 2.105 44h R$ 1.710 R$ 1.927 R$ 2.138 2% 3
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 16,8% das admissões 564 44h R$ 1.772 R$ 1.874 R$ 2.086 3% 2
Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente 4729699 · 6,9% das admissões 231 43.9h R$ 1.643 R$ 1.821 R$ 1.995 2% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,1% das admissões 72 44h R$ 1.637 R$ 1.698 R$ 2.045 2% 1
Comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes 4721104 · 1,2% das admissões 40 44h R$ 2.000 3% 2
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 1% das admissões 33 44h R$ 2.123 3% 3
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 0,9% das admissões 30 44h R$ 2.123 2% 2
Comércio atacadista de sorvetes 4637106 · 0,8% das admissões 27 44h R$ 2.000 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador de fabricação de sorvete

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 5.660 vínculos

Idade mediana

31 anos

Tempo de casa

17 meses

Em empresa do Simples

63,1%

Sexo

  • Homem58,4%
  • Mulher41,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%

Sobre os 5.660 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca46,4%
  • Parda44,5%
  • Preta7,9%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,1%
  • 5º ano completo0,9%
  • 6º ao 9º ano3,6%
  • Fundamental completo7,6%
  • Médio incompleto8,7%
  • Médio completo75,7%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,4%
  • Até 5º ano incompleto0,9%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º a 9º ano2,8%
  • Fundamental completo5,6%
  • Médio incompleto8,3%
  • Médio completo78,6%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo1%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados18,3%
  • 5 a 9 empregados20,3%
  • 10 a 19 empregados20,3%
  • 20 a 49 empregados17,7%
  • 50 a 99 empregados10,5%
  • 100 a 249 empregados7,8%
  • 250 a 499 empregados2,7%
  • 500 a 999 empregados2,3%
  • 1.000 ou mais empregados0,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador de fabricação de sorvete

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

23,3

CAT no período

100

Idade média no acidente

32 anos

Foram 100 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador de fabricação de sorvete nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 23,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 71% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 25% de trajeto (no deslocamento) e 4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico71%
  • Trajeto25%
  • Doença4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo32%
  • Mão (exceto punho ou dedos)11%
  • Joelho6%
  • Braço (entre o punho e o ombro)5%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)4%

Natureza da lesão

  • Fratura17%
  • Lesão imediata17%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)14%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)11%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas10%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas9%
  • Motocicleta, motoneta7%
  • Máquina, NIC7%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S68.1 — Amputação traumática de um outro dedo apenas (completa) (parcial) 6 6% 4.635
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 6% 3.531
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 4 4% 1.634
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 3% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 3 3% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 3% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 23,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8483.

Qual especialização paga mais na família 8483

Todas as ocupações de padeiros, confeiteiros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8483-10 Confeiteiro R$ 2.075 R$ 2.287 63.300
8483-05 Padeiro R$ 2.100 R$ 2.268 108.098
8483-15 Masseiro (massas alimentícias) R$ 1.927 R$ 2.066 19.844
8483-25 Trabalhador de fabricação de sorvete (esta página) R$ 1.904 R$ 1.976 5.660

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8483-25.

A Planejar a produção (5)
  • Organizar local de trabalho
  • Higienizar maquinários, equipamentos e instrumentos
  • Verificar planejamento da produção
  • Separar matéria-prima
  • Controlar a validade de ingredientes
B Preparar massas (4)
  • Pesar ingredientes
  • Alimentar máquinas com ingredientes
  • Bater massas
  • Dar o ponto em massas
D Fazer bolachas e biscoitos (1)
  • Desenformar para embalagem
E Fabricar macarrão (1)
  • Embalar produtos
F Elaborar calda de sorvete (6)
  • Dosar ingredientes para a calda
  • Homogeneizar os ingredientes até o alcance da temperatura
  • Dar choque térmico na calda
  • Maturar a calda
  • Saborizar a calda
  • Alimentar a máquina produtora
G Produzir compotas (2)
  • Selecionar polpa da fruta
  • Adicionar açúcar e água
K Redigir documentos (4)
  • Preencher requisição de material
  • Preencher relatório de produção
  • Preencher registro de saída de material
  • Preencher relatório de devolução
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • Demonstrar responsabilidade
  • Evidenciar pontualidade
  • Respeitar as regras de higiene e limpeza
  • Manter-se atualizado
  • Manifestar criatividade e agilidade
  • Vestir uniforme da empresa
  • Executar tarefas simultâneas
  • Testar novas receitas
  • Usar equipamentos de proteção individual (epi)
  • Discriminar sabores em degustação
  • Diferenciar odores
  • Dominar técnicas de congelamento e resfriamento de alimentos

Sinônimos oficiais (1)

Sorveteiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8483-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador de fabricação de sorvete?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.904 por mês, considerando as 3.281 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.606 (10% menores) a R$ 2.312 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.976 (RAIS 2024), 3.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador de fabricação de sorvete?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.366 admissões contra 3.240 desligamentos, saldo de +126 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador de fabricação de sorvete?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis (CNAE 1053800), com 62,5% das admissões e mediana de R$ 1.927. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador de fabricação de sorvete?

8483-25 (família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Sorveteiro — todos usam o mesmo código 8483-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador de fabricação de sorvete?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8483: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador de fabricação de sorvete?

A taxa é de 23,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (32% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S68.1 — amputação traumática de um outro dedo apenas (completa) (parcial). Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8483-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8483-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8483-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1053800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8483:

  • A. Soares Ferreira e Companhia Ltda.
  • Fábrica Rainha Isabel Ltda.
  • Lojas do Pão Ltda.
  • Lojas Populares
  • Panificadora Conde
  • Panificadora Emília Ltda.
  • Panificadora Tropical Ltda.
  • Sind. Trab. Indústria Panif. Conf. Manaus
  • Sintrapam
  • Sorveteria Big Canuto
  • Sorveteria Naturalle
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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