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CBO 2002 Família 8483 R$ 1.908 na admissão +208 postos em 12 meses 35 atividades

CBO 8483-25 — Trabalhador de fabricação de sorvete

O código 8483-25 identifica a ocupação trabalhador de fabricação de sorvete na CBO 2002, dentro da família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um trabalhador de fabricação de sorvete

Planejam a produção e preparam massas de pão, macarrão e similares. Fazem pães, bolachas e biscoitos e fabricam macarrão. Elaboram caldas de sorvete e produzem compotas. Confeitam doces, preparam recheios e confeccionam salgados. Redigem documentos tais como requisição de materiais registros de saída de materiais e relatórios de produção. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares com empregados com carteira assinada. Podem, também, exercer suas funções como autônomos. Nas fábricas, organizam-se segundo o sistema de trabalho sequencial, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e em rodízio de turnos (diurno/noturno). Podem trabalhar em posições desconfortáveis durante longos períodos e permanecer expostos a ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Balança; Batedeira; Cilindro; Empacotadora; Fôrmas; Forno; Liquidificador industrial; Máquina produtora; Masseira; Modeladora.

Quanto ganha um trabalhador de fabricação de sorvete

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61110% ganham até R$ 1.908mediana R$ 2.31610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.976

Entrada × quem já está

R$ 1.908 ao ser admitido · R$ 1.976 para quem tem vínculo ativo +3,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador de fabricação de sorvete foi de R$ 1.908 — metade das 3.371 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.611 e os 10% de maior, acima de R$ 2.316.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.976, ou seja, 3,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 17 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.908
Por ano (12 salários)R$ 22.896
Por semanaR$ 439
Por hora (43.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.873 50,7%
  • Mulheres — R$ 1.917 49,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.986 58,2%
  • Mulheres — R$ 1.958 41,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.669
  • Nordeste 1.655
  • Sudeste 2.041
  • Sul 1.980
  • Centro-Oeste 1.724

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 898 +44 — R$ 2.198 —
SC 485 +116 — R$ 1.982 —
MG 477 +16 — R$ 1.754 —
RS 269 -2 — R$ 1.899 —
PR 214 +11 — R$ 2.136 —
GO 160 +7 — R$ 1.741 —
RJ 97 -11 — R$ 1.781 —
MT 97 +17 — R$ 1.678 —
PE 95 -12 — R$ 1.647 —
BA 89 -4 — R$ 1.664 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.461

Desligamentos

3.253

Saldo

+208

Rotatividade

57,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+217) saldo negativo · pior: fev/26 (-115)

Em 12 meses houve 3.461 admissões e 3.253 desligamentos de trabalhador de fabricação de sorvete, o que significa que o mercado formal abriu 208 postos de trabalho no período, com rotatividade de 57,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,9% por dispensa sem justa causa, além de 11% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 36,2%
  • Dispensa sem justa causa 49,9%
  • Fim de contrato 11%

Sobre 3.253 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12,1%
  • 1 a 4 empregados 13,6%
  • 5 a 9 empregados 15%
  • 10 a 19 empregados 15,9%
  • 20 a 49 empregados 12,7%
  • 50 a 99 empregados 9,2%
  • 100 a 249 empregados 8,2%
  • 250 a 499 empregados 6%
  • 500 a 999 empregados 7,2%
  • 1.000 ou mais empregados 0,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador de fabricação de sorvete

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis 1053800 · 63,5% das admissões 2.199 44h R$ 1.720 R$ 1.935 R$ 2.152 2% 3
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 16,3% das admissões 563 44h R$ 1.794 R$ 1.878 R$ 2.095 3% 2
Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente 4729699 · 6,7% das admissões 232 43.9h R$ 1.656 R$ 1.827 R$ 1.995 2% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,2% das admissões 76 44h R$ 1.647 R$ 1.906 R$ 2.054 2% 1
Comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes 4721104 · 1,2% das admissões 41 44h R$ 1.760 R$ 2.010 R$ 2.275 3% 2
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 1% das admissões 33 44h — R$ 2.123 — 3% 3
Restaurantes e similares 5611201 · 0,8% das admissões 27 44h — R$ 1.751 — 2% 2
Comércio atacadista de sorvetes 4637106 · 0,8% das admissões 26 44h — R$ 2.000 — 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador de fabricação de sorvete

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 5.660 vínculos

Idade mediana

31 anos

Tempo de casa

17 meses

Em empresa do Simples

63,1%

Sexo

  • Homem 58,4%
  • Mulher 41,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%

Sobre os 5.660 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 46,4%
  • Parda 44,5%
  • Preta 7,9%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 1,1%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º ao 9º ano 3,6%
  • Fundamental completo 7,6%
  • Médio incompleto 8,7%
  • Médio completo 75,7%
  • Superior incompleto 1,2%
  • Superior completo 0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º a 9º ano 2,7%
  • Fundamental completo 5,6%
  • Médio incompleto 8,4%
  • Médio completo 78,7%
  • Superior incompleto 1,8%
  • Superior completo 1%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 18,3%
  • 5 a 9 empregados 20,3%
  • 10 a 19 empregados 20,3%
  • 20 a 49 empregados 17,7%
  • 50 a 99 empregados 10,5%
  • 100 a 249 empregados 7,8%
  • 250 a 499 empregados 2,7%
  • 500 a 999 empregados 2,3%
  • 1.000 ou mais empregados 0,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trabalhador de fabricação de sorvete

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

23,3

CAT no período

100

Idade média no acidente

32 anos

Foram 100 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador de fabricação de sorvete nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 23,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 71% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 25% de trajeto (no deslocamento) e 4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 71%
  • Trajeto 25%
  • Doença 4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 32%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 11%
  • Joelho 6%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 5%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) 4%

Natureza da lesão

  • Fratura 17%
  • Lesão imediata 17%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 10%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9%
  • Motocicleta, motoneta 7%
  • Máquina, NIC 7%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S68.1 — Amputação traumática de um outro dedo apenas (completa) (parcial) 6 6% 4.635
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 6% 3.531
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 4 4% 1.634
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 3% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 3 3% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 3% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 23,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8483.

Qual especialização paga mais na família 8483

Todas as ocupações de padeiros, confeiteiros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8483-10 Confeiteiro R$ 2.091 R$ 2.287 63.300
8483-05 Padeiro R$ 2.107 R$ 2.268 108.098
8483-15 Masseiro (massas alimentícias) R$ 1.936 R$ 2.066 19.844
8483-25 Trabalhador de fabricação de sorvete (esta página) R$ 1.908 R$ 1.976 5.660

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8483-25.

A Planejar a produção (5)
  • •Organizar local de trabalho
  • •Higienizar maquinários, equipamentos e instrumentos
  • •Verificar planejamento da produção
  • •Separar matéria-prima
  • •Controlar a validade de ingredientes
B Preparar massas (4)
  • •Pesar ingredientes
  • •Alimentar máquinas com ingredientes
  • •Bater massas
  • •Dar o ponto em massas
D Fazer bolachas e biscoitos (1)
  • •Desenformar para embalagem
E Fabricar macarrão (1)
  • •Embalar produtos
F Elaborar calda de sorvete (6)
  • •Dosar ingredientes para a calda
  • •Homogeneizar os ingredientes até o alcance da temperatura
  • •Dar choque térmico na calda
  • •Maturar a calda
  • •Saborizar a calda
  • •Alimentar a máquina produtora
G Produzir compotas (2)
  • •Selecionar polpa da fruta
  • •Adicionar açúcar e água
K Redigir documentos (4)
  • •Preencher requisição de material
  • •Preencher relatório de produção
  • •Preencher registro de saída de material
  • •Preencher relatório de devolução
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Evidenciar pontualidade
  • •Respeitar as regras de higiene e limpeza
  • •Manter-se atualizado
  • •Manifestar criatividade e agilidade
  • •Vestir uniforme da empresa
  • •Executar tarefas simultâneas
  • •Testar novas receitas
  • •Usar equipamentos de proteção individual (epi)
  • •Discriminar sabores em degustação
  • •Diferenciar odores
  • •Dominar técnicas de congelamento e resfriamento de alimentos

Sinônimos oficiais (1)

Sorveteiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8483-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador de fabricação de sorvete?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.908 por mês, considerando as 3.371 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.611 (10% menores) a R$ 2.316 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.976 (RAIS 2024), 3.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador de fabricação de sorvete?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.461 admissões contra 3.253 desligamentos, saldo de +208 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador de fabricação de sorvete?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis (CNAE 1053800), com 63,5% das admissões e mediana de R$ 1.935. A ficha de trabalhador de fabricação de sorvete no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador de fabricação de sorvete?

8483-25 (família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Sorveteiro — todos usam o mesmo código 8483-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador de fabricação de sorvete?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8483: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador de fabricação de sorvete?

A taxa é de 23,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (32% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S68.1 — amputação traumática de um outro dedo apenas (completa) (parcial). Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8483-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8483-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8483-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1053800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8483:

  • •A. Soares Ferreira e Companhia Ltda.
  • •Fábrica Rainha Isabel Ltda.
  • •Lojas do Pão Ltda.
  • •Lojas Populares
  • •Panificadora Conde
  • •Panificadora Emília Ltda.
  • •Panificadora Tropical Ltda.
  • •Sind. Trab. Indústria Panif. Conf. Manaus
  • •Sintrapam
  • •Sorveteria Big Canuto
  • •Sorveteria Naturalle
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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