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CBO 2002 Família 8483 R$ 2.075 na admissão -2.588 postos em 12 meses 59 atividades

CBO 8483-10 — Confeiteiro

O código 8483-10 identifica a ocupação confeiteiro na CBO 2002, dentro da família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um confeiteiro

Planejam a produção e preparam massas de pão, macarrão e similares. Fazem pães, bolachas e biscoitos e fabricam macarrão. Elaboram caldas de sorvete e produzem compotas. Confeitam doces, preparam recheios e confeccionam salgados. Redigem documentos tais como requisição de materiais registros de saída de materiais e relatórios de produção. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares com empregados com carteira assinada. Podem, também, exercer suas funções como autônomos. Nas fábricas, organizam-se segundo o sistema de trabalho sequencial, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e em rodízio de turnos (diurno/noturno). Podem trabalhar em posições desconfortáveis durante longos períodos e permanecer expostos a ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Balança; Batedeira; Cilindro; Empacotadora; Fôrmas; Forno; Liquidificador industrial; Máquina produtora; Masseira; Modeladora.

Quanto ganha um confeiteiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.63310% ganham atéR$ 2.075medianaR$ 3.00510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.287

Entrada × quem já está

R$ 2.075 ao ser admitido · R$ 2.287 para quem tem vínculo ativo +10,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de confeiteiro foi de R$ 2.075 — metade das 26.368 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.633 e os 10% de maior, acima de R$ 3.005.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.287, ou seja, 10,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 26 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.075
Por ano (12 salários)R$ 24.900
Por semanaR$ 478
Por hora (43.5h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.15531,1%
  • Mulheres — R$ 2.05068,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.39733,4%
  • Mulheres — R$ 2.24866,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.710
  • Nordeste1.751
  • Sudeste2.178
  • Sul2.126
  • Centro-Oeste2.010

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 7.781 -840 R$ 2.310
PR 2.722 -384 R$ 2.220
MG 2.699 -239 R$ 1.859
RS 2.581 -323 R$ 1.985
SC 2.091 -335 R$ 2.264
RJ 1.982 -58 R$ 2.004
BA 1.096 -30 R$ 1.885
DF 738 -6 R$ 2.047
CE 726 -31 R$ 1.679
GO 708 -121 R$ 2.030

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

27.557

Desligamentos

30.145

Saldo

-2.588

Rotatividade

47,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+58) saldo negativo · pior: dez/25 (-547)

Em 12 meses houve 27.557 admissões e 30.145 desligamentos de confeiteiro, o que significa que o mercado formal fechou 2.588 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 47,6% por dispensa sem justa causa, além de 9,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador39,6%
  • Dispensa sem justa causa47,6%
  • Fim de contrato9,8%

Sobre 30.145 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro14,8%
  • 1 a 4 empregados11,8%
  • 5 a 9 empregados12,9%
  • 10 a 19 empregados16,7%
  • 20 a 49 empregados19,5%
  • 50 a 99 empregados12,2%
  • 100 a 249 empregados7,9%
  • 250 a 499 empregados2,1%
  • 500 a 999 empregados1,4%
  • 1.000 ou mais empregados0,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata confeiteiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 20,5% das admissões 5.648 44h R$ 1.816 R$ 2.069 R$ 2.440 3
Padaria e confeitaria com predominância de revenda 4721102 · 17,9% das admissões 4.935 44h R$ 1.888 R$ 2.169 R$ 2.650 2% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 12,8% das admissões 3.520 44.1h R$ 1.897 R$ 2.096 R$ 2.422 3% 2
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 6% das admissões 1.643 44h R$ 1.779 R$ 2.023 R$ 2.305 3% 2
Restaurantes e similares 5611201 · 5,9% das admissões 1.632 44h R$ 1.819 R$ 2.089 R$ 2.521 2% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns 4712100 · 4,7% das admissões 1.303 44h R$ 1.853 R$ 2.107 R$ 2.483 2% 2
Hotéis 5510801 · 3% das admissões 829 44.5h R$ 1.903 R$ 2.213 R$ 2.616 2% 2
Fabricação de produtos de panificação industrial 1091101 · 2,8% das admissões 776 44h R$ 1.770 R$ 2.012 R$ 2.271 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como confeiteiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 63.300 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

26 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

58,9%

Sexo

  • Mulher66,4%
  • Homem33,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,6%

Sobre os 63.300 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca49,9%
  • Parda42,4%
  • Preta6,8%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,2%
  • 5º ano completo1,4%
  • 6º ao 9º ano4,3%
  • Fundamental completo8,9%
  • Médio incompleto8,4%
  • Médio completo72%
  • Superior incompleto1,3%
  • Superior completo2,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,7%
  • 5º ano completo0,7%
  • 6º a 9º ano2,5%
  • Fundamental completo5,8%
  • Médio incompleto7,2%
  • Médio completo77,3%
  • Superior incompleto2,2%
  • Superior completo3,2%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados11,2%
  • 5 a 9 empregados14,5%
  • 10 a 19 empregados18,9%
  • 20 a 49 empregados23,3%
  • 50 a 99 empregados14,2%
  • 100 a 249 empregados12%
  • 250 a 499 empregados3,7%
  • 500 a 999 empregados1,4%
  • 1.000 ou mais empregados0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de confeiteiro

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

16,2

CAT no período

818

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

38 anos

Foram 818 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo confeiteiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 21,4% de trajeto (no deslocamento) e 2,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico75,9%
  • Trajeto21,4%
  • Doença2,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo23,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos)12,6%
  • Pé (exceto artelhos)8,2%
  • Braço (entre o punho e o ombro)7,8%
  • Joelho5,9%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)14,9%
  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.)14,9%
  • Fratura13,6%
  • Lesão imediata13,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,1%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas8,1%
  • Faca5,8%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas5,7%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas4,9%
  • Motocicleta, motoneta4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 48 5,9% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 30 3,7% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 27 3,3% 3.531
T23.2 — Queimadura de segundo grau do punho e da mão 21 2,6% 263
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 19 2,3% 639
S62.6 — Fratura de outros dedos 18 2,2% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8483.

Qual especialização paga mais na família 8483

Todas as ocupações de padeiros, confeiteiros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8483-10 Confeiteiro (esta página) R$ 2.075 R$ 2.287 63.300
8483-05 Padeiro R$ 2.100 R$ 2.268 108.098
8483-15 Masseiro (massas alimentícias) R$ 1.927 R$ 2.066 19.844
8483-25 Trabalhador de fabricação de sorvete R$ 1.904 R$ 1.976 5.660

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8483-10.

A Planejar a produção (5)
  • Organizar local de trabalho
  • Higienizar maquinários, equipamentos e instrumentos
  • Verificar planejamento da produção
  • Separar matéria-prima
  • Controlar a validade de ingredientes
B Preparar massas (4)
  • Pesar ingredientes
  • Alimentar máquinas com ingredientes
  • Bater massas
  • Dar o ponto em massas
C Fazer pães (4)
  • Dividir a massa
  • Modelar a massa
  • Arrumar massa em fôrmas
  • Fornear a massa
D Fazer bolachas e biscoitos (6)
  • Definir tipos de biscoitos e bolachas
  • Adicionar ingredientes na máquina
  • Programar máquina para bater, cilindrar e fornear
  • Modelar o biscoito seco
  • Assar biscoitos
  • Desenformar para embalagem
E Fabricar macarrão (4)
  • Cortar a massa do macarrão
  • Pré-secar o macarrão
  • Mandar para estufa
  • Embalar produtos
G Produzir compotas (4)
  • Selecionar polpa da fruta
  • Adicionar açúcar e água
  • Dar ponto na compota
  • Esfriar compota
H Confeitar doces (5)
  • Cortar massas
  • Rechear massas com a compota
  • Preparar coberturas
  • Cobrir doces com glacê
  • Decorar doces
I Preparar recheios (4)
  • Definir sabor do salgado
  • Picar verduras
  • Temperar recheios
  • Dar o ponto do recheio
J Confeccionar salgados (7)
  • Dissolver hidrogenados no leite e água, ao fogo
  • Adicionar ingredientes no líquido em aquecimento
  • Dar o ponto na massa, com farinha, até a homogeneização
  • Rechear salgados
  • Modelar salgados
  • Empanar salgados
  • Fritar salgados
K Redigir documentos (4)
  • Preencher requisição de material
  • Preencher relatório de produção
  • Preencher registro de saída de material
  • Preencher relatório de devolução
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • Demonstrar responsabilidade
  • Evidenciar pontualidade
  • Respeitar as regras de higiene e limpeza
  • Manter-se atualizado
  • Manifestar criatividade e agilidade
  • Vestir uniforme da empresa
  • Executar tarefas simultâneas
  • Testar novas receitas
  • Usar equipamentos de proteção individual (epi)
  • Discriminar sabores em degustação
  • Diferenciar odores
  • Dominar técnicas de congelamento e resfriamento de alimentos

Sinônimos oficiais (8)

AlfeloeiroAuxiliar de confeitariaAuxiliar de doceiroBomboneiroCake designerCarameleiroCompoteiroPadeiro confeiteiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8483-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um confeiteiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.075 por mês, considerando as 26.368 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.633 (10% menores) a R$ 3.005 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.287 (RAIS 2024), 10.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando confeiteiro?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 27.557 admissões contra 30.145 desligamentos, saldo de -2.588 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata confeiteiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria (CNAE 1091102), com 20,5% das admissões e mediana de R$ 2.069. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de confeiteiro?

8483-10 (família 8483 — Padeiros, confeiteiros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Alfeloeiro, Auxiliar de confeitaria, Auxiliar de doceiro, Bomboneiro, Cake designer, Carameleiro, Compoteiro, Padeiro confeiteiro — todos usam o mesmo código 8483-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser confeiteiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8483: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de confeiteiro?

A taxa é de 16,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (23,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8483-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8483-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8483-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8483:

  • A. Soares Ferreira e Companhia Ltda.
  • Fábrica Rainha Isabel Ltda.
  • Lojas do Pão Ltda.
  • Lojas Populares
  • Panificadora Conde
  • Panificadora Emília Ltda.
  • Panificadora Tropical Ltda.
  • Sind. Trab. Indústria Panif. Conf. Manaus
  • Sintrapam
  • Sorveteria Big Canuto
  • Sorveteria Naturalle
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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