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CBO 2002 Família 8113 R$ 3.583 na admissão -143 postos em 12 meses 36 atividades

CBO 8113-10 — Operador de exploração de petróleo

O código 8113-10 identifica a ocupação operador de exploração de petróleo na CBO 2002, dentro da família 8113 — Operadores de equipamentos de filtragem e separação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de exploração de petróleo

Preparam o local de trabalho e operam filtro-prensa, filtros de secagem, tambor, esteira e centrifugadora; amostram materiais, coletando, identificando e analisando-os, registrando e comparando resultados da análise; controlam estoque de materiais e equipamentos e aplicam normas e procedimentos de segurança.

Descrição oficial da família 8113 — Operadores de equipamentos de filtragem e separação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional são empregados na condição de trabalhadores assalariados com carteira assinada e podem atuar em empresas do ramo de extração de minerais metálicos; fabricação de produtos químicos, metalurgia básica; captação, purificação e distribuição de água; limpeza urbana e de esgoto. O trabalho é organizado na forma de turnos de produção e equipes de operação; é realizado em ambientes fechados e a céu aberto, podendo haver exposição a materiais tóxicos, ruído intenso e altas temperaturas. Os profissionais atuam sob supervisão permanente e o horário de trabalho é em sistema de rodízio de turnos, que podem ocorrer em períodos diurnos e noturnos.

Recursos de trabalho

Bombas; Centrífugas; Correia de transmissão; Correias transportadoras; Equipamento de acionamento; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Ferramentas manuais; Instrumentos de medição; Transportador helicoidal; Válvula.

Quanto ganha um operador de exploração de petróleo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.94410% ganham atéR$ 3.583medianaR$ 3.60010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 23.533

Entrada × quem já está

R$ 3.583 ao ser admitido · R$ 23.533 para quem tem vínculo ativo +556,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de exploração de petróleo foi de R$ 3.583 — metade das 163 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.944 e os 10% de maior, acima de R$ 3.600.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 23.533, ou seja, 556,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 55 meses.

Considerando a jornada média de 40 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.583
Por ano (12 salários)R$ 42.996
Por semanaR$ 825
Por hora (40h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.58289%
  • Mulheres — R$ 3.58711%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 24.17690,3%
  • Mulheres — R$ 19.2389,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste3.547

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

231

Desligamentos

374

Saldo

-143

Rotatividade

3,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+43) saldo negativo · pior: set/25 (-52)

Em 12 meses houve 231 admissões e 374 desligamentos de operador de exploração de petróleo, o que significa que o mercado formal fechou 143 postos de trabalho no período, com rotatividade de 3,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,3% por dispensa sem justa causa, além de 4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador39,6%
  • Dispensa sem justa causa50,3%
  • Fim de contrato4%

Sobre 374 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,9%
  • Pessoa com deficiência2,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,6%
  • 1 a 4 empregados1,7%
  • 5 a 9 empregados5,2%
  • 10 a 19 empregados3,5%
  • 20 a 49 empregados13%
  • 50 a 99 empregados5,2%
  • 100 a 249 empregados6,1%
  • 250 a 499 empregados27,3%
  • 500 a 999 empregados23,8%
  • 1.000 ou mais empregados11,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de exploração de petróleo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de produtos do refino de petróleo 1921700 · 21,2% das admissões 49 40h R$ 3.525 R$ 3.550 R$ 3.575 3% 3
Produção de gás; processamento de gás natural 3520401 · 14,7% das admissões 34 40h R$ 3.592 2% 3
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 4,8% das admissões 11 44h R$ 1.700 3% 3
Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 7739099 · 3,9% das admissões 9 3% 1
Navegação de apoio marítimo 5030101 · 3,5% das admissões 8 3% 3
Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso geral não especificados anteriormente, peças e acessórios 2829199 · 3% das admissões 7 3%

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de exploração de petróleo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.872 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

55 meses

Em empresa do Simples

0,3%

Sexo

  • Homem90,4%
  • Mulher9,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada36h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,4%

Sobre os 9.872 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca51,9%
  • Parda35,6%
  • Preta10,6%
  • Amarela1,7%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 5º ano completo0,1%
  • Fundamental completo0,4%
  • Médio incompleto0,6%
  • Médio completo55,1%
  • Superior incompleto3,6%
  • Superior completo38,3%
  • Mestrado1,8%
  • Doutorado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo0,4%
  • Fundamental completo0,9%
  • Médio incompleto0,4%
  • Médio completo74,9%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo20,3%
  • Pós-graduação0,4%
  • Mestrado0,4%
  • Doutorado0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,3%
  • 5 a 9 empregados0,4%
  • 10 a 19 empregados0,8%
  • 20 a 49 empregados4,3%
  • 50 a 99 empregados3,3%
  • 100 a 249 empregados5,4%
  • 250 a 499 empregados12,4%
  • 500 a 999 empregados27,4%
  • 1.000 ou mais empregados45,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de exploração de petróleo

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

7,2

CAT no período

57

Idade média no acidente

44 anos

Foram 57 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de exploração de petróleo nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 7,2 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,8% de trajeto (no deslocamento) e 7% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto15,8%
  • Típico77,2%
  • Doença7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo21,1%
  • Face, partes múltiplas (qualquer combinação das partes acima)7%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)7%
  • Ouvido (externo, médio, interno, audição e equilíbrio)7%
  • Aparelho digestivo5,3%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)19,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)14%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)10,5%
  • Doença, NIC7%
  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.)7%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado8,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas8,9%
  • Metal - inclui liga8,9%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC7,1%
  • Ruído7,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
H83.3 — Efeitos do ruído sobre o ouvido interno 4 7% 5
A09 — Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível 3 5,3% 1
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 5,3% 3.531
S01 — Ferimento da cabeça 2 3,5% 69
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,5% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 2 3,5% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de produtos do refino de petróleo) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 7,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com escolaridade de ensino médio concluído e, para algumas delas, curso de qualificação profissional em nível básico, com carga horária de duzentas a quatrocentas horas. O desempenho pleno das atividades profissionais se dá em menos de um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8113.

Qual especialização paga mais na família 8113

Todas as ocupações de operadores de equipamentos de filtragem e separação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8113-10 Operador de exploração de petróleo (esta página) R$ 3.583 R$ 23.533 9.872
8113-15 Operador de filtro de secagem (mineração) R$ 3.330 R$ 3.546 328
8113-30 Operador de filtro-prensa (tratamentos químicos e afins) R$ 2.259 R$ 3.208 819
8113-05 Operador de centrifugadora (tratamentos químicos e afins) R$ 2.208 R$ 3.172 1.580
8113-20 Operador de filtro de tambor rotativo (tratamentos químicos e afins) R$ 2.100 R$ 2.869 282
8113-35 Operador de filtros de parafina (tratamentos químicos e afins) R$ 2.119 R$ 2.791 73
8113-25 Operador de filtro-esteira (mineração) R$ 2.279 R$ 2.625 85

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8113-10.

A Preparar local de trabalho (7)
  • Conferir informações operacionais, repassadas pelo turno anterior
  • Realizar inspeção nos equipamentos operacionais
  • Controlar variáveis do processo
  • Selecionar ferramentas de trabalho
  • Manipular produtos químicos
  • Requisitar materiais sobressalentes
  • Relatar informações, para o turno posterior
E Amostrar materiais (6)
  • Coletar amostras
  • Identificar amostras
  • Analisar amostras
  • Registrar resultados da análise das amostras
  • Comparar resultados das análises com especificações do produto
  • Ajustar variáveis no processo, em caso de não-conformidade
F Controlar estoques de materiais e equipamentos (6)
  • Prever quantidade de materiais e equipamentos
  • Solicitar material e equipamento, para uso e reposição
  • Receber materiais e equipamentos
  • Armazenar materiais e equipamentos
  • Atualizar banco de dados do estoque de materiais e equipamentos
  • Tranferir materiais e equipamentos para unidade base e operativa
G Trabalhar com segurança (10)
  • Trabalhar de acordo com as normas de segurança, higiene, saúde e meio ambiente da empresa
  • Cumprir procedimentos operacionais da empresa
  • Utilizar equipamento de proteção individual (epi)
  • Inspecionar locais de trabalho
  • Verificar equipamentos de controle
  • Relatar situações de risco
  • Bloquear equipamentos, em situação de risco
  • Solicitar manutenção corretiva dos equipamentos do processo
  • Utilizar ferramentas específicas para as atividades
  • Conservar limpa a área de trabalho
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Demonstrar senso de responsabilidade
  • Demonstrar criatividade
  • Tomar iniciativa
  • Demostrar dinamismo
  • Demonstrar comunicabilidade
  • Demostrar sociabilidade
  • Demostrar criticidade

Sinônimos oficiais (4)

Operador de equipamentos (exploração de petróleo)Operador de filtragem (exploração de petróleo)Operador de máquinas (exploração de petróleo)Operador de processos (exploração de petróleo)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8113-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de exploração de petróleo?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.583 por mês, considerando as 163 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.944 (10% menores) a R$ 3.600 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 23.533 (RAIS 2024), 556.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de exploração de petróleo?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 231 admissões contra 374 desligamentos, saldo de -143 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de exploração de petróleo?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de produtos do refino de petróleo (CNAE 1921700), com 21,2% das admissões e mediana de R$ 3.550. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de exploração de petróleo?

8113-10 (família 8113 — Operadores de equipamentos de filtragem e separação). A CBO reconhece também os títulos: Operador de equipamentos (exploração de petróleo), Operador de filtragem (exploração de petróleo), Operador de máquinas (exploração de petróleo), Operador de processos (exploração de petróleo) — todos usam o mesmo código 8113-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de exploração de petróleo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8113: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com escolaridade de ensino médio concluído e, para algumas delas, curso de qualificação profissional em nível básico, com carga horária de duzentas a quatrocentas horas. O desempenho pleno das atividades profissionais se dá em menos de um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de exploração de petróleo?

A taxa é de 7,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é H83.3 — efeitos do ruído sobre o ouvido interno. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8113-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8113-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8113-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1921700), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8113:

  • Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)
  • Companhia Mineira de Metais
  • Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • Confecções Gararapes S.A.
  • Fertilizantes Fosfatos S.A. (Fosfértil)
  • Mannesmann S.A.
  • Minerações Brasileiras Reunidas S.A. (Mbr)
  • Petrobrás S.A.
  • Samarco Mineração S.A.
  • V&M do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • 412 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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