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CBO 2002 Família 8101 R$ 4.315 na admissão -440 postos em 12 meses 105 atividades

CBO 8101-10 — Mestre de produção química

O código 8101-10 identifica a ocupação mestre de produção química na CBO 2002, dentro da família 8101 — Supervisores de produção em indústrias químicas, petroquímicas e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um mestre de produção química

Planejam e gerenciam processos contínuos de produção química, petroquímica e afins, corrigindo desvios das condições normais de operação. Supervisionam a elaboração de procedimentos técnicos operacionais e tratam anomalias. Lideram, desenvolvem e avaliam equipes de trabalho e participam na elaboração de documentos normativos (instruções de serviço, manuais de operação e outros). Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8101 — Supervisores de produção em indústrias químicas, petroquímicas e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de coque, refino de petróleo e de produtos químicos e afins, como empregados com carteira assinada. Trabalham em equipe, sob supervisão ocasional, no sistema de revezamento contínuo e descontínuo de turnos, em ambiente fechado, a céu aberto ou em veículos. Podem permanecer expostos a materiais tóxicos, ruído intenso e altas temperaturas. Algumas atividades são realizadas em grandes alturas. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3111 - Técnicos químicos.

Recursos de trabalho

Bombas; Colunas; Instrumentos de medição e controle; Motores; Reatores; Subestação; Torres; Tubulações; Válvulas; Vasos e tanques.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um mestre de produção química

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.01710% ganham até R$ 4.315mediana R$ 8.92110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.195

Entrada × quem já está

R$ 4.315 ao ser admitido · R$ 7.195 para quem tem vínculo ativo +66,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de mestre de produção química foi de R$ 4.315 — metade das 678 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.017 e os 10% de maior, acima de R$ 8.921.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.195, ou seja, 66,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 91 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 23,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.315
Por ano (12 salários)R$ 51.780
Por semanaR$ 993
Por hora (43.3h/sem)R$ 23,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.269 87,5%
  • Mulheres — R$ 4.888 12,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 7.381 87,4%
  • Mulheres — R$ 5.950 12,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.750
  • Sudeste 4.275
  • Sul 4.375
  • Centro-Oeste 6.750

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 300 -215 — R$ 4.527 —
MG 74 -40 — R$ 3.750 —
PR 58 -30 — R$ 3.870 —
RN 36 +0 — R$ 1.650 —
GO 35 -10 — R$ 5.350 —
SC 35 -19 — R$ 3.350 —
RS 33 -22 — R$ 5.850 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

706

Desligamentos

1.146

Saldo

-440

Rotatividade

17,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (-9) saldo negativo · pior: nov/25 (-65)

Em 12 meses houve 706 admissões e 1.146 desligamentos de mestre de produção química, o que significa que o mercado formal fechou 440 postos de trabalho no período, com rotatividade de 17,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 22,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 69,1% por dispensa sem justa causa, além de 3,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 22,3%
  • Dispensa sem justa causa 69,1%
  • Fim de contrato 3,3%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 1.146 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,6%
  • 1 a 4 empregados 6,6%
  • 5 a 9 empregados 5,5%
  • 10 a 19 empregados 12%
  • 20 a 49 empregados 13,2%
  • 50 a 99 empregados 17,4%
  • 100 a 249 empregados 15,6%
  • 250 a 499 empregados 8,7%
  • 500 a 999 empregados 7,9%
  • 1.000 ou mais empregados 5,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre de produção química

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de produtos de limpeza e polimento 2062200 · 8,4% das admissões 59 43.9h R$ 2.563 R$ 3.850 R$ 7.246 3% 3
Fabricação de outros produtos químicos não especificados anteriormente 2099199 · 7,2% das admissões 51 43.9h R$ 2.269 R$ 3.150 R$ 5.763 3% 3
Fabricação de sabões e detergentes sintéticos 2061400 · 6,4% das admissões 45 44.3h R$ 2.300 R$ 4.800 R$ 7.100 3% 3
Fabricação de adubos e fertilizantes, exceto organominerais 2013402 · 4,7% das admissões 33 44h — R$ 6.350 — — 3
Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2063100 · 4,5% das admissões 32 44h — R$ 6.518 — 3% 2
Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes e lacas 2071100 · 4,4% das admissões 31 44h — R$ 4.140 — 3% 3
Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e legumes, exceto concentrados 1033302 · 4,2% das admissões 30 44h — R$ 1.621 — 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 3,7% das admissões 26 44h — R$ 7.220 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre de produção química

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 6.599 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

91 meses

Em empresa do Simples

11,3%

Sexo

  • Homem 87,4%
  • Mulher 12,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,2%

Sobre os 6.599 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 59,9%
  • Parda 32,3%
  • Preta 6,9%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,8%
  • 5º ano completo 1,2%
  • 6º ao 9º ano 2,4%
  • Fundamental completo 5,3%
  • Médio incompleto 4,2%
  • Médio completo 53%
  • Superior incompleto 6%
  • Superior completo 26,6%
  • Mestrado 0,4%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º a 9º ano 0,7%
  • Fundamental completo 2,1%
  • Médio incompleto 2,7%
  • Médio completo 49%
  • Superior incompleto 7,5%
  • Superior completo 31,3%
  • Pós-graduação 5,5%
  • Mestrado 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,5%
  • 5 a 9 empregados 4,5%
  • 10 a 19 empregados 8,2%
  • 20 a 49 empregados 14,5%
  • 50 a 99 empregados 17,6%
  • 100 a 249 empregados 20,5%
  • 250 a 499 empregados 15%
  • 500 a 999 empregados 10,2%
  • 1.000 ou mais empregados 7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de mestre de produção química

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,6

CAT no período

100

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

39 anos

Foram 100 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mestre de produção química nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 25% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 75%
  • Trajeto 25%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 16%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 14%
  • Partes múltiplas 7%
  • Pé (exceto artelhos) 6%
  • Ombro 6%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 14%
  • Fratura 13%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12%
  • Distensão, torção 10%
  • Queimadura química (lesão de tecido provocada pela ação corrosiva de produto químico, suas emanações, etc.) 10%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 10%
  • Máquina, NIC 6%
  • Ácido 6%
  • Veículo, NIC 5%
  • Líquido, NIC 4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 5% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 4% 5.476
T30.1 — Queimadura de primeiro grau, parte do corpo não especificada 3 3% 639
T14.9 — Traumatismo não especificado 3 3% 796
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 2% 24.580
R52.0 — Dor aguda 2 2% 174

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de produtos de limpeza e polimento) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se curso técnico de nível médio na área de química, oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre com, no mínimo, cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8101.

Qual especialização paga mais na família 8101

Todas as ocupações de supervisores de produção em indústrias químicas, petroquímicas e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8101-05 Mestre (indústria petroquímica e carboquímica) R$ 6.751 R$ 13.575 1.671
8101-10 Mestre de produção química (esta página) R$ 4.315 R$ 7.195 6.599

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8101-10.

A Gerenciar processos contínuos de produção (16)
  • •Manter a continuidade operacional
  • •Assegurar o cumprimento das instruções, pela equipe de trabalho
  • •Identificar as rotinas operacionais
  • •Respeitar os limites de segurança dos processos, em sua área de atuação
  • •Cumprir o programa de produção preestabelecido
  • •Analisar riscos de desvios do processo de produção
  • •Coordenar correções operacionais
  • •Monitorar as variações no processo de produção
  • •Definir prioridades de manutenção e operação
  • •Consultar dirigentes e instruções sobre atribuições das áreas da empresa
  • •Acompanhar inspeções em equipamentos em manutenção
  • •Negociar sobre a liberação de equipamentos para manutenção
  • •Alocar recursos humanos e materiais
  • •Otimizar custos de produção
  • •Acompanhar auditorias fiscais, de segurança e de qualidade
  • •Autorizar parada do processo de produção em situações de emergência
B Zelar pela segurança, higiene e meio ambiente (13)
  • •Identificar normas e procedimentos de segurança
  • •Assegurar o cumprimento das normas de segurança
  • •Manter-se atualizado sobre recursos e equipamentos de segurança por meio de consultas a catalógos
  • •Promover o dialógo diário de segurança (reuniões sistemáticas sobre segurança)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual (epi)
  • •Orientar sobre a utilização de epi
  • •Demonstrar exemplarmente a utilização dos equipamentos de segurança
  • •Promover ações de preservação da saúde ocupacional
  • •Acionar órgãos competentes em caso de acidentes ambientais internos
  • •Preencher relatórios pertinentes a acidentes e incidentes, conforme normas de segurança
  • •Analisar situações de risco, em conjunto ou individualmente
  • •Supervisionar o sistema de gerenciamento de resíduos
  • •Providenciar encaminhamentos na ocorrência de acidentes
C Liderar equipe (5)
  • •Identificar o perfil individual da equipe de trabalho
  • •Promover a motivação da equipe, nas atividades
  • •Motivar equipes por meio de dinâmicas, para melhoria contínua no ambiente de trabalho
  • •Delegar tarefas às equipes
  • •Identificar as necessidades da equipe
D Planejar ações necessárias ao processo de produção (7)
  • •Selecionar recursos humanos
  • •Selecionar recursos materiais
  • •Programar rotinas e processos de trabalho
  • •Estabelecer prazos e prioridades para o processo operacional
  • •Elaborar cronograma de trabalho das equipes
  • •Definir recursos para cumprimento de metas e padrões
  • •Orientar equipe quanto a paradas e partidas da planta de produção
E Desenvolver equipe de trabalho (12)
  • •Levantar necessidades de treinamento
  • •Elaborar, em conjunto com rh, os planos de treinamentos
  • •Alocar recursos para o treinamento
  • •Indicar profissionais para participação dos treinamentos
  • •Liberar profissionais para treinamento, de acordo com convocação
  • •Ministrar treinamentos
  • •Indicar profissionais para docência de treinamentos
  • •Coordenar atividades de treinamento no local de trabalho ("on the job")
  • •Registrar atividades de treinamentos
  • •Possibilitar ao treinando a aplicação de conhecimentos adquiridos nos treinamentos
  • •Verificar a eficácia do treinamento por meio de avaliações e testes
  • •Fazer rodízios funcionais da equipe de trabalho
F Tratar anomalias (desvios das condições normais de operação) (12)
  • •Identificar a anomalia
  • •Avaliar a anomalia
  • •Adotar disposições e correções imediatas
  • •Utilizar ferramentas da qualidade
  • •Identificar as causas da anomalia
  • •Cumprir os procedimentos de tratamento da anomalia
  • •Aplicar a ação corretiva para a anomalia
  • •Verificar a eficácia da ação corretiva, por meio de testes e exames
  • •Emitir relatório de tratamento da anomalia
  • •Divulgar a anomalia para as demais áreas, quando pertinente
  • •Encaminhar a anomalia para análises e registros documentais e laboratoriais
  • •Aprimorar o processo, a partir do tratamento da anomalia
G Supervisionar a elaboração de procedimentos técnicos operacionais (7)
  • •Aplicar instruções e procedimentos do processo produtivo
  • •Definir equipe para elaboração de procedimentos
  • •Elaborar manuais de operação
  • •Elaborar manuais de treinamentos
  • •Preparar manuais de instruções técnicas
  • •Fazer revisão contínua dos procedimentos
  • •Revisar manuais de operação
H Avaliar pessoal (8)
  • •Esclarecer critérios de avaliação
  • •Seguir parâmetros de avaliação
  • •Avaliar o perfil dos liderados
  • •Acordar metas com os liderados
  • •Sistematizar avaliações contínuas
  • •Registrar erros e acertos
  • •Valorizar o desempenho dos treinados
  • •Dar "feedback" (realimentação, retorno) de avaliações
I Comunicar-se (8)
  • •Processar informações de liderados e de chefias
  • •Agilizar (imprimir maior rapidez, eficiência) o fluxo de informações
  • •Escrever instruções e relatórios, de forma clara
  • •Repassar informações com clareza
  • •Utilizar os recursos de comunicação disponíveis
  • •Comunicar assuntos relativos a acidentes ambientais e ocupacionais para as comunidades pertinentes
  • •Garantir a confirmação da informação
  • •Confirmar (checar) o entendimento da mensagem
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • •Buscar o autodesenvolvimento (profissional e pessoal)
  • •Participar de palestras e cursos de qualificação
  • •Demonstrar capacidade de escuta atenta (saber ouvir)
  • •Manter princípios éticos
  • •Desenvolver visão sistêmica
  • •Exercitar a autonomia
  • •Controlar emoções em situações de conflito
  • •Desenvolver habilidades para motivar pessoas
  • •Demonstrar assertividade (declarar posição)
  • •Demonstrar pró-atividade (tomar iniciativas)
  • •Desenvolver a criatividade
  • •Desenvolver habilidades de negociação
  • •Trocar experiências com outros profissionais
  • •Zelar pela integridade do ser humano
  • •Desenvolver confiabilidade mútua
  • •Manter equilíbrio emocional em situações diversas
  • •Administrar conflitos

Sinônimos oficiais (4)

Chefe de centrifugaçãoEncarregado de misturas de divisão de corantes e produtos químicosEncarregado de produção químicaSupervisor de produção química

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8101-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre de produção química?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.315 por mês, considerando as 678 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.017 (10% menores) a R$ 8.921 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.195 (RAIS 2024), 66.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre de produção química?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 706 admissões contra 1.146 desligamentos, saldo de -440 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre de produção química?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de produtos de limpeza e polimento (CNAE 2062200), com 8,4% das admissões e mediana de R$ 3.850. A ficha de mestre de produção química no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre de produção química?

8101-10 (família 8101 — Supervisores de produção em indústrias químicas, petroquímicas e afins). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de centrifugação, Encarregado de misturas de divisão de corantes e produtos químicos, Encarregado de produção química, Supervisor de produção química — todos usam o mesmo código 8101-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre de produção química?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8101: Para o exercício dessas ocupações requer-se curso técnico de nível médio na área de química, oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre com, no mínimo, cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mestre de produção química?

A taxa é de 17,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (16% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8101-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8101-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8101-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2062200), o RAT é 3%.

A profissão de mestre de produção química é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 8101 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8101:

  • •Acrinor - Acrilonitrila do Nordeste S.A.
  • •Ciquine-Polialden Petroquímica S.A.
  • •Copene Petroquímica do Nordeste S.A.
  • •Deten Química S.A.
  • •Millenium Inorganics Chemicals do Brasil S.A.
  • •Nitrocarbono S.A.
  • •Politeno Indústria e Comércio S.A.
  • •Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para fins Industriais, Petroquímicos e de
  • •Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D´ávila (Ba)
  • •Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico e Petroleiro da Bahia
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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