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CBO 2002 Família 7642 R$ 1.817 na admissão -996 postos em 12 meses 37 atividades

CBO 7642-10 — Montador de calçados

O código 7642-10 identifica a ocupação montador de calçados na CBO 2002, dentro da família 7642 — Operadores de máquinas de costurar e montar calçados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um montador de calçados

Preparam máquinas e peças para costurar calçados; costuram peças para fabricação de calçados; prepararam máquinas e peças para montagem de calçados e montam calçados. Mantem máquinas e equipamentos em condições de uso.

Descrição oficial da família 7642 — Operadores de máquinas de costurar e montar calçados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem, calçados, borracha e plástico. Possuem vínculo formal de trabalho e se organizam em células de produção ou trabalho em linha (sequencial), sob supervisão permanente. Trabalham em ambientes fechados, nos horários diurnos. Em algumas atividades estão expostos a ruídos e à inalação de materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Corta-fios; Máquina de costura de 1 e de 2 agulhas; Máquina de costura overloque; Máquina de costura ziguezague; Máquina de debrum (debruar); Máquina de montar bico de calçado (calceira); Máquina de montar traseiro de calçado; Máquina de reativar adesivos (flasch); Reativador de couraça; Torquesa.

Quanto ganha um montador de calçados

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.51610% ganham até R$ 1.817mediana R$ 3.01110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.945

Entrada × quem já está

R$ 1.817 ao ser admitido · R$ 1.945 para quem tem vínculo ativo +7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de montador de calçados foi de R$ 1.817 — metade das 4.227 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.516 e os 10% de maior, acima de R$ 3.011.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.945, ou seja, 7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.817
Por ano (12 salários)R$ 21.804
Por semanaR$ 418
Por hora (44h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.063 70,6%
  • Mulheres — R$ 1.615 29,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.286 71,9%
  • Mulheres — R$ 1.697 28,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 1.622
  • Sudeste 2.606
  • Sul 2.221
  • Centro-Oeste 2.505

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
CE 1.525 -205 — R$ 1.622 —
SP 904 -160 — R$ 2.554 —
RS 820 -196 — R$ 2.210 —
MG 503 -201 — R$ 2.694 —
BA 277 -172 — R$ 1.620 —
SC 114 -20 — R$ 2.550 —
PB 30 +2 — R$ 1.635 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

4.244

Desligamentos

5.240

Saldo

-996

Rotatividade

59,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+62) saldo negativo · pior: dez/25 (-451)

Em 12 meses houve 4.244 admissões e 5.240 desligamentos de montador de calçados, o que significa que o mercado formal fechou 996 postos de trabalho no período, com rotatividade de 59,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,5% por dispensa sem justa causa, além de 16,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 36,4%
  • Dispensa sem justa causa 43,5%
  • Fim de contrato 16,9%
  • Aposentadoria 0,2%

Sobre 5.240 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 8%
  • 1 a 4 empregados 5,5%
  • 5 a 9 empregados 5,3%
  • 10 a 19 empregados 6,5%
  • 20 a 49 empregados 12,6%
  • 50 a 99 empregados 11,1%
  • 100 a 249 empregados 10,9%
  • 250 a 499 empregados 15,3%
  • 500 a 999 empregados 17%
  • 1.000 ou mais empregados 7,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata montador de calçados

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 38,7% das admissões 1.644 44h R$ 1.585 R$ 1.648 R$ 1.759 2% 3
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 29,3% das admissões 1.245 44h R$ 1.660 R$ 2.047 R$ 2.589 2% 3
Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 13,2% das admissões 561 44h R$ 1.646 R$ 1.875 R$ 2.666 3% 3
Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 3,9% das admissões 165 44.2h R$ 1.838 R$ 2.078 R$ 2.500 3% 3
Comércio varejista de calçados 4782201 · 3,1% das admissões 130 44h R$ 2.036 R$ 2.642 R$ 3.195 2% 1
Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 2,9% das admissões 125 44.1h R$ 1.892 R$ 2.291 R$ 2.600 3% 3
Fabricação de tênis de qualquer material 1532700 · 2,2% das admissões 93 44h R$ 2.584 R$ 2.828 R$ 3.025 2% 3
Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente 1529700 · 0,7% das admissões 30 44h — R$ 1.830 — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como montador de calçados

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.771 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

29 meses

Em empresa do Simples

26,5%

Sexo

  • Mulher 27,9%
  • Homem 72,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência2,5%

Sobre os 8.771 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 45%
  • Parda 44,7%
  • Preta 9,3%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 3,6%
  • 5º ano completo 3,5%
  • 6º ao 9º ano 12,5%
  • Fundamental completo 12,4%
  • Médio incompleto 12,5%
  • Médio completo 53,7%
  • Superior incompleto 1%
  • Superior completo 0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 2,6%
  • 5º ano completo 2,5%
  • 6º a 9º ano 7,7%
  • Fundamental completo 8,4%
  • Médio incompleto 11,7%
  • Médio completo 64,2%
  • Superior incompleto 1,5%
  • Superior completo 1,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 4,8%
  • 5 a 9 empregados 5,2%
  • 10 a 19 empregados 7,4%
  • 20 a 49 empregados 12,3%
  • 50 a 99 empregados 11,3%
  • 100 a 249 empregados 17,4%
  • 250 a 499 empregados 15,3%
  • 500 a 999 empregados 6,9%
  • 1.000 ou mais empregados 19,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de montador de calçados

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

10,5

CAT no período

70

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

35 anos

Foram 70 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo montador de calçados nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 10,5 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 50% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 48,6% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 50%
  • Trajeto 48,6%
  • Doença 1,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 25,7%
  • Articulação do tornozelo 7,1%
  • Partes múltiplas 7,1%
  • Membros inferiores, NIC 7,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,1%

Natureza da lesão

  • Fratura 24,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 15,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 14,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 11,4%
  • Lesão imediata 8,6%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 32,9%
  • Máquina, NIC 12,9%
  • Veículo, NIC 7,1%
  • Pua, trado, verruma, máquina de furar manual - ferramenta manual sem força motriz 4,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 4,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 5 7,1% 3.531
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 7,1% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 3 4,3% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 4,3% 1.358
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 2,9% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 2,9% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de material sintético) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 10,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para exercer essas ocupações requer-se escolaridade de quarta à sétima série do ensino fundamental. A experiência varia de acordo com a ocupação. O desempenho pleno das atividades dos costureiros de calçados ocorre após dois ou três anos de prática. Para os montadores de calçados, o pleno desempenho ocorre entre três e quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7642.

Qual especialização paga mais na família 7642

Todas as ocupações de operadores de máquinas de costurar e montar calçados, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7642-05 Costurador de calçados, a máquina R$ 2.208 R$ 2.094 23.919
7642-10 Montador de calçados (esta página) R$ 1.817 R$ 1.945 8.771

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7642-10.

B Preparar máquinas para costurar calçados (1)
  • •Interpretar fichas técnicas de produção
C Costurar peças para fabricação de calçados (1)
  • •Conferir numeração, lados e tonalidade de peças
D Preparar peças para montagem de calçados (5)
  • •Identificar fôrmas
  • •Fixar palmilhas de montagem em fôrmas
  • •Conformar peças
  • •Fixar cabedais em fôrmas
  • •Aplicar amaciantes
E Preparar máquinas para montagem de calçados (6)
  • •Controlar temperatura na aplicação de adesivos
  • •Abastecer máquinas com adesivos ou pregos
  • •Trocar cintas
  • •Ajustar pressão de máquinas de montar calçados
  • •Ajustar pinças
  • •Regular o tempo de colagem das máquinas de montar calçados
F Montar calçados (8)
  • •Conferir numeração e lados de cabedais
  • •Operar máquinas para montagem de calçados
  • •Montar bicos
  • •Revisar bicos
  • •Aplicar adesivos para montar laterais
  • •Montar laterais
  • •Montar traseiro
  • •Revisar traseiro
G Manter máquinas e equipamentos em condições de uso (5)
  • •Limpar máquinas e equipamentos
  • •Lubrificar máquinas e equipamentos
  • •Ajustar máquinas e equipamentos
  • •Trocar navalhas do refilador
  • •Solicitar a manutenção de máquinas e equipamentos
H Trabalhar com segurança (5)
  • •Manter postura física
  • •Interpretar normas de segurança no trabalho
  • •Usar equipamentos de proteção individual
  • •Utilizar ferramentas adequadas
  • •Identificar condições inseguras
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Demonstrar capacidade de organização
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de adaptação
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar capacidade de concentração visual e auditiva
  • •Demonstrar agilidade manual

Sinônimos oficiais (4)

Apontador de bicos (calçados)Armador de calçadosCalceiristaOperador de máquina de apontar bico

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7642-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de calçados?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.817 por mês, considerando as 4.227 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.516 (10% menores) a R$ 3.011 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.945 (RAIS 2024), 7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando montador de calçados?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 4.244 admissões contra 5.240 desligamentos, saldo de -996 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata montador de calçados?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de material sintético (CNAE 1533500), com 38,7% das admissões e mediana de R$ 1.648. A ficha de montador de calçados no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de montador de calçados?

7642-10 (família 7642 — Operadores de máquinas de costurar e montar calçados). A CBO reconhece também os títulos: Apontador de bicos (calçados), Armador de calçados, Calceirista, Operador de máquina de apontar bico — todos usam o mesmo código 7642-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser montador de calçados?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7642: Para exercer essas ocupações requer-se escolaridade de quarta à sétima série do ensino fundamental. A experiência varia de acordo com a ocupação. O desempenho pleno das atividades dos costureiros de calçados ocorre após dois ou três anos de prática. Para os montadores de calçados, o pleno desempenho ocorre entre três e quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de montador de calçados?

A taxa é de 10,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (25,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.1 — ferimento de dedo(s) com lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7642-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7642-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7642-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1533500), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7642:

  • •Calçados Beira Rio S.A.
  • •Calçados Maide Ltda.
  • •Calçados Pegada Ltda.
  • •Indústria de Calçados Wirth Ltda.
  • •Indústria e Comércio de Calçados Tânia Ltda.
  • •Vuldalfor Calçados Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Cabedal: parte superior dos calçados.
  • •Debrum: fita que se cose em materiais utilizados em calçados (couros, tecidos e sinté- ticos) para decoração.
  • •Palmilha (palmibox): parte interna do calçado, geralmente constituída de material de planta e reforço (permite a montagem do calçado, nela é fixado o cabedal e o solado).
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