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CBO 2002 Família 7642 R$ 1.792 na admissão -775 postos em 12 meses 37 atividades

CBO 7642-10 — Montador de calçados

O código 7642-10 identifica a ocupação montador de calçados na CBO 2002, dentro da família 7642 — Operadores de máquinas de costurar e montar calçados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um montador de calçados

Preparam máquinas e peças para costurar calçados; costuram peças para fabricação de calçados; prepararam máquinas e peças para montagem de calçados e montam calçados. Mantem máquinas e equipamentos em condições de uso.

Descrição oficial da família 7642 — Operadores de máquinas de costurar e montar calçados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem, calçados, borracha e plástico. Possuem vínculo formal de trabalho e se organizam em células de produção ou trabalho em linha (sequencial), sob supervisão permanente. Trabalham em ambientes fechados, nos horários diurnos. Em algumas atividades estão expostos a ruídos e à inalação de materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Corta-fios; Máquina de costura de 1 e de 2 agulhas; Máquina de costura overloque; Máquina de costura ziguezague; Máquina de debrum (debruar); Máquina de montar bico de calçado (calceira); Máquina de montar traseiro de calçado; Máquina de reativar adesivos (flasch); Reativador de couraça; Torquesa.

Quanto ganha um montador de calçados

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.51210% ganham atéR$ 1.792medianaR$ 3.00410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.945

Entrada × quem já está

R$ 1.792 ao ser admitido · R$ 1.945 para quem tem vínculo ativo +8,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de montador de calçados foi de R$ 1.792 — metade das 4.393 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.512 e os 10% de maior, acima de R$ 3.004.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.945, ou seja, 8,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.792
Por ano (12 salários)R$ 21.504
Por semanaR$ 412
Por hora (44h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.03269,5%
  • Mulheres — R$ 1.61130,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.28671,9%
  • Mulheres — R$ 1.69728,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.604
  • Sudeste2.574
  • Sul2.208
  • Centro-Oeste2.500

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
CE 1.647 -32 R$ 1.603
SP 921 -119 R$ 2.508
RS 829 -212 R$ 2.190
MG 520 -180 R$ 2.667
BA 275 -158 R$ 1.605
SC 114 -27 R$ 2.575
PB 32 +1 R$ 1.624

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

4.409

Desligamentos

5.184

Saldo

-775

Rotatividade

59,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+97) saldo negativo · pior: dez/25 (-451)

Em 12 meses houve 4.409 admissões e 5.184 desligamentos de montador de calçados, o que significa que o mercado formal fechou 775 postos de trabalho no período, com rotatividade de 59,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,2% por dispensa sem justa causa, além de 17,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador36,3%
  • Dispensa sem justa causa43,2%
  • Fim de contrato17,3%
  • Aposentadoria0,2%

Sobre 5.184 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,3%
  • 1 a 4 empregados5,1%
  • 5 a 9 empregados5%
  • 10 a 19 empregados6,3%
  • 20 a 49 empregados12,2%
  • 50 a 99 empregados11,2%
  • 100 a 249 empregados11,8%
  • 250 a 499 empregados16,5%
  • 500 a 999 empregados15,2%
  • 1.000 ou mais empregados8,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata montador de calçados

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 39% das admissões 1.721 44h R$ 1.565 R$ 1.633 R$ 1.734 2% 3
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 29,6% das admissões 1.305 44h R$ 1.642 R$ 2.011 R$ 2.559 2% 3
Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 13% das admissões 573 44h R$ 1.637 R$ 1.871 R$ 2.633 3% 3
Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 3,8% das admissões 166 44.2h R$ 1.839 R$ 2.063 R$ 2.444 3% 3
Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 3% das admissões 132 44.1h R$ 1.888 R$ 2.285 R$ 2.585 3% 3
Comércio varejista de calçados 4782201 · 2,9% das admissões 130 44h R$ 2.016 R$ 2.430 R$ 3.091 2% 1
Fabricação de tênis de qualquer material 1532700 · 2,2% das admissões 96 44h R$ 2.582 R$ 2.824 R$ 3.000 2% 3
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 0,7% das admissões 29 44h R$ 2.275 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como montador de calçados

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.771 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

29 meses

Em empresa do Simples

26,5%

Sexo

  • Mulher27,9%
  • Homem72,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência2,5%

Sobre os 8.771 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca45%
  • Parda44,7%
  • Preta9,3%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto3,6%
  • 5º ano completo3,5%
  • 6º ao 9º ano12,5%
  • Fundamental completo12,4%
  • Médio incompleto12,5%
  • Médio completo53,7%
  • Superior incompleto1%
  • Superior completo0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto2,6%
  • 5º ano completo2,5%
  • 6º a 9º ano7,7%
  • Fundamental completo8,6%
  • Médio incompleto11,9%
  • Médio completo63,7%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,8%
  • 5 a 9 empregados5,2%
  • 10 a 19 empregados7,4%
  • 20 a 49 empregados12,3%
  • 50 a 99 empregados11,3%
  • 100 a 249 empregados17,4%
  • 250 a 499 empregados15,3%
  • 500 a 999 empregados6,9%
  • 1.000 ou mais empregados19,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de montador de calçados

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

10,5

CAT no período

70

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

35 anos

Foram 70 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo montador de calçados nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 10,5 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 50% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 48,6% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico50%
  • Trajeto48,6%
  • Doença1,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo25,7%
  • Articulação do tornozelo7,1%
  • Partes múltiplas7,1%
  • Membros inferiores, NIC7,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7,1%

Natureza da lesão

  • Fratura24,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)15,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,4%
  • Lesão imediata8,6%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta32,9%
  • Máquina, NIC12,9%
  • Veículo, NIC7,1%
  • Pua, trado, verruma, máquina de furar manual - ferramenta manual sem força motriz4,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 5 7,1% 3.531
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 7,1% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 3 4,3% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 4,3% 1.358
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 2,9% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 2,9% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de material sintético) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 10,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para exercer essas ocupações requer-se escolaridade de quarta à sétima série do ensino fundamental. A experiência varia de acordo com a ocupação. O desempenho pleno das atividades dos costureiros de calçados ocorre após dois ou três anos de prática. Para os montadores de calçados, o pleno desempenho ocorre entre três e quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7642.

Qual especialização paga mais na família 7642

Todas as ocupações de operadores de máquinas de costurar e montar calçados, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7642-05 Costurador de calçados, a máquina R$ 2.186 R$ 2.094 23.919
7642-10 Montador de calçados (esta página) R$ 1.792 R$ 1.945 8.771

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7642-10.

B Preparar máquinas para costurar calçados (1)
  • Interpretar fichas técnicas de produção
C Costurar peças para fabricação de calçados (1)
  • Conferir numeração, lados e tonalidade de peças
D Preparar peças para montagem de calçados (5)
  • Identificar fôrmas
  • Fixar palmilhas de montagem em fôrmas
  • Conformar peças
  • Fixar cabedais em fôrmas
  • Aplicar amaciantes
E Preparar máquinas para montagem de calçados (6)
  • Controlar temperatura na aplicação de adesivos
  • Abastecer máquinas com adesivos ou pregos
  • Trocar cintas
  • Ajustar pressão de máquinas de montar calçados
  • Ajustar pinças
  • Regular o tempo de colagem das máquinas de montar calçados
F Montar calçados (8)
  • Conferir numeração e lados de cabedais
  • Operar máquinas para montagem de calçados
  • Montar bicos
  • Revisar bicos
  • Aplicar adesivos para montar laterais
  • Montar laterais
  • Montar traseiro
  • Revisar traseiro
G Manter máquinas e equipamentos em condições de uso (5)
  • Limpar máquinas e equipamentos
  • Lubrificar máquinas e equipamentos
  • Ajustar máquinas e equipamentos
  • Trocar navalhas do refilador
  • Solicitar a manutenção de máquinas e equipamentos
H Trabalhar com segurança (5)
  • Manter postura física
  • Interpretar normas de segurança no trabalho
  • Usar equipamentos de proteção individual
  • Utilizar ferramentas adequadas
  • Identificar condições inseguras
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Demonstrar capacidade de organização
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de adaptação
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar capacidade de concentração visual e auditiva
  • Demonstrar agilidade manual

Sinônimos oficiais (4)

Apontador de bicos (calçados)Armador de calçadosCalceiristaOperador de máquina de apontar bico

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7642-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de calçados?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.792 por mês, considerando as 4.393 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.512 (10% menores) a R$ 3.004 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.945 (RAIS 2024), 8.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando montador de calçados?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 4.409 admissões contra 5.184 desligamentos, saldo de -775 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata montador de calçados?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de material sintético (CNAE 1533500), com 39% das admissões e mediana de R$ 1.633. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de montador de calçados?

7642-10 (família 7642 — Operadores de máquinas de costurar e montar calçados). A CBO reconhece também os títulos: Apontador de bicos (calçados), Armador de calçados, Calceirista, Operador de máquina de apontar bico — todos usam o mesmo código 7642-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser montador de calçados?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7642: Para exercer essas ocupações requer-se escolaridade de quarta à sétima série do ensino fundamental. A experiência varia de acordo com a ocupação. O desempenho pleno das atividades dos costureiros de calçados ocorre após dois ou três anos de prática. Para os montadores de calçados, o pleno desempenho ocorre entre três e quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de montador de calçados?

A taxa é de 10,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (25,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.1 — ferimento de dedo(s) com lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7642-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7642-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7642-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1533500), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7642:

  • Calçados Beira Rio S.A.
  • Calçados Maide Ltda.
  • Calçados Pegada Ltda.
  • Indústria de Calçados Wirth Ltda.
  • Indústria e Comércio de Calçados Tânia Ltda.
  • Vuldalfor Calçados Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Cabedal: parte superior dos calçados.
  • Debrum: fita que se cose em materiais utilizados em calçados (couros, tecidos e sinté- ticos) para decoração.
  • Palmilha (palmibox): parte interna do calçado, geralmente constituída de material de planta e reforço (permite a montagem do calçado, nela é fixado o cabedal e o solado).
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